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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Pérolas do planejamento selvagem

Escreve o Valor sobre evento que reuniu algumas das maiores intelectualidades heterodoxas do mundo.

Vejam o que o Valor tem a dizer sobre o Professor 0reir0 (grifo meu):

“Oreiro, do grupo dos novos-desenvolvimentistas, propõe uma polêmica queda dos  ganhos reais dos salários. Diz que a taxa real efetiva de câmbio do país,  sobrevalorizada em 48%, enfraquece perspectivas de retomada de um crescimento  mais vigoroso da economia e dificulta a reindustrialização. O real  sobrevalorizado, no argumento do economista, seria inviável para a indústria  manter os atuais padrões de ganho real dos salários dos últimos anos e ampliar a  sua competitividade.

Não é algo a ser feito da noite para o dia [...]. Estamos vivendo um momento  de realinhamento das taxas cambiais no mundo, invariavelmente isso vai afetar os  salários. A redução do ganho real de salários, em torno de 20%, deve ser algo  para ser feito em cinco, seis anos”, disse Oreiro, no seminário da FGV.

Em bom inglês, 'what the fuck?'


Será que ele engole a espada por 20% menos?

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O Bestiário

É possível um país fértil, rico em recursos naturais, herdeiro da civilização ocidental, em paz com seus vizinhos, livre de ameaças geopolíticas e com baixa densidade populacional fracassar e estagnar com uma renda per capita menor que 1/3 da renda per capita dos países na fronteira tecnológica? 

 O Brasil prova que sim. Não é fácil. Tanta mediocridade requer o esforço hercúleo de uma legião. Para dar crédito a quem merece, decidi desenvolver meu Bestiário. A lista é mutável e acredito vai expandir com a passagem do tempo. Meu plano é adicionar nomes à medida que a obra de nossos heróis chega à minha atenção. Como regra, apenas incluirei ao bestiário entidades ativas, dando sua contribuição, ainda que mínima, ao Brasil nos dias de hoje. Como pode notar, a lista é apartidária e não discrimina idiotas de colorações excluídas do poder. 

Por ora, esta é a minha lista: 

Zé Dirceu, L.G. Belluzzo, Dilma Vana Roussef, Guido Mantega, Ratinho, Marcio Holland, Luiz-Carlos Bresser-Pereira, Luis Nassif, Luciano 'Oi, OGX, reserva de mercado' Coutinho, Ricardo Lewandovski, José Antonio 'conflito de interesse' Dias Toffoli, Chico Buarque, Alexandre 'feitor de escravos' Padilha, Lula, José Sarney, Paulo Henrique Amorim, Sérgio 'Cavendish' Cabral, Fernando 'supositório' Collor, Maria da Conceição Tavares, Fernando 'coxinha' Haddad, Wilson Cano, José Luis 0reir0, revistas cientificas corruptas, Delfim Netto, Lei Rouanet, Gabrielli, Mino 'chapa-branca' Carta, Rodrigo Constantino, Eduardo Guimarães, Arno Augustin, Marina Silva, Nelson Barbosa, Jaélio Bezerra, Marco Aurélio 'chavez' Garcia, Marilena ‘copy and paste’ Chaui, Carlos Heitor 'bolsa ditadura + Manchete' Cony, Ricardo 'K.K.K.' Noblat, Olavo 'birther' de Carvalho, Renato Janine Ribeiro, Vladimir Safatle, Roberto Requião, Ciro 'rapariga' Gomes, Valdomiro Pinto, Caetano 'black bloc' Veloso, Aloisio Mercadante, Clever Mendes de Oliveira, SEPE, João Pedro MST Stédile, Corecon, Leda Paulani, Lindberg 'capacho' Faria, juiz Adriano Marcos 'marretada' Laroca, Luis 'greve = férias' Fux...



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Magus, o solitário


O professor Luis Carlos Bresser Pereira não deve ter muitos amigos. Ou pelo menos, não tem nenhum amigo economista de qualidade. Pois em uma realidade alternativa em que o professor Bresser Pereira tem pelo menos um amigo economista não-imbecil, ele teria sido avisado do papel ridículo a que seria exposto – nos dias de hoje e para toda a eternidade – por seu mini-artigo “A graphic explanation on how a tax on exports neutralizes the Dutch disease without costs to exporters”, publicado na Revista de Economia Política, aquela revista de humor involuntário que recebe apoio institucional da plutocracia brasileira (Itaú, Bradesco, Odebrecht etc).

Segundo o argumento do Cheshire Cat renascentista, um imposto de x% sobre as exportações causaria uma depreciação do BRL de x%. A prova da proposição estaria em um gráfico em que a taxa de câmbio é determinada pela intersecção de curvas apelidadas jocosamente pelo risonho professor de ‘oferta’ e ‘demanda’.

E esse é o guru dos keynesianos de quermesse... 

E tem quem não entenda porque o país não pega nem no tranco.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Humildes indagações


Por que tantos resumos (abstract) de artigos publicados na Revista de Economia Política são escritos em uma língua ininteligível com algumas similaridades com o inglês?

Será que a Revista de Economia Política não tem ninguém no corpo editorial capaz de escrever em inglês que não seja vagabundo demais para tirar uma hora por trimestre para corrigir erros crassos nos resumos dos artigos publicados?

terça-feira, 9 de abril de 2013

Agora vai!

Parece texto do Casseta, mas saiu no Estadão...

Dilma se reúne com grandes economistas a uma semana do Copom

Presidente almoçou com Delfim Netto, Luiz Gonzaga Belluzzo e Yoshiaki Nakano; Também participou do encontro o ministro da Fazenda, Guido Mantega


A gente merece isso?


E se você tinha alguma dúvida que a única razão de ser da Petrobrás é transferir riqueza que pertence à União para os favoritos do Príncipe, veja este balão de ensaio...


Governo discute socorro a Eike Batista

Uma das propostas é o uso pela Petrobrás do Superporto do Açu, pertencente ao empresário, como base à produção do pré-sal da Bacia de Campos


(...)

Além da questão logística - o porto do Açu é o mais próximo aos campos petrolíferos de Campos -, um outro fator, talvez mais importante até, aproxima a Petrobrás ao futuro porto controlado pelo megaempresário Eike Batista: o governo Dilma Rousseff está preocupado que um eventual colapso das empresas do grupo X possa afetar a imagem do Brasil no exterior e minar a disposição dos empresários de investirem no País. 
Há uma discussão interna quanto até onde o governo pode ir para ajudar o empresário a superar a crise. Uma proposta é a Petrobrás assumir o Açu, o que, de acordo com a avaliação de alguns dos que estudam o assunto no governo, impulsionará os investimentos do grupo X.
(...)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Saudades dos anos 70

O ilustre mestre renascentista, virtuoso multi-instrumentista e comediante de primeira, professor Bresser-Pereira tem um artigo na Folha de São Paulo que deveria ser encapsulado para ser redescoberto muitas décadas no futuro. Se alguém tem uma dúvida que o Brasil, salvo cataclisma nuclear ou de similar intensidade, não vai chegar a ter 40% da renda per capita dos EUA nos próximos 200 anos, basta ler este artigo para entender porque. Um país que permite que tal bufão seja ministro em mais de uma ocasião é um país destinado à mediocridade.

Baixo crescimento, ideologia e pensamento
Luiz Carlos Bresser-Pereira
Folha de S.Paulo, 17.12.2012
O governo está fazendo uma política monetária e industrial competente, que já logrou baixar os juros, depreciar parcialmente o câmbio e, através do PAC, busca planejar e aumentar o investimentos nos setores não competitivos

O baixo crescimento do PIB brasileiro no terceiro trimestre deixou os economistas convencionais alvoroçados. Afinal, tinham como criticar o governo desenvolvimentista da presidente Dilma Rousseff.

Qual a crítica? Que a baixa taxa de investimento (18% do PIB) deve-se à política industrial adotada pelo governo; que os empresários teriam ficado desorientados com as diversas medidas de estímulo fiscal e monetário que o governo vem tomando e teriam se tornado inseguros, teriam reduzido suas expectativas de crescimento e, assim, deixado de realizar investimentos.

Ora, isso não é explicação econômica; não implica pensamento, mas repetição da ideologia neoclássica e neoliberal, para a qual toda política industrial é sempre condenável porque distorceria a alocação de recursos. É ideologia equivocada, porque a experiência secular dos países mostra que isso é falso: que política industrial geralmente é um fator de desenvolvimento econômico.

Mas, então, qual é a causa do baixo crescimento? Em primeiro lugar, é preciso considerar que houve provavelmente erro do IBGE ao não considerar as variações de estoque em suas estimativas do PIB.

Conforme afirma com a competência de sempre Francisco L. Lopes, na Macrométrica, “a partir de 2010, os gestores e planejadores das empresas, assim como o distinto público, dentro e fora do país, resolveram acreditar que o Brasil se transformara em tigre asiático” e, por isso, aumentaram excessivamente a produção. Em 2012, não obstante suas vendas continuem satisfatórias, reduziram a produção porque se puseram racionalmente a reduzir estoques.

Mas o crescimento não é satisfatório, apesar da coragem que o governo revelou ao reduzir juros reais e ao lograr alguma desvalorização da taxa de câmbio. Não o é porque a taxa de câmbio está longe do equilíbrio (cerca de R$ 2,70 por dólar).

O crescimento também não é satisfatório porque uma política industrial, por melhor que seja, não tem condições de sanar esse desequilíbrio fundamental da economia brasileira. Muitos desenvolvimentistas ainda não entenderam isso e, baseados na experiência do alto crescimento do Brasil (1930-1980), acreditam nas virtudes mágicas da política industrial. Isso também é ideologia sem base no pensamento.

A “política industrial” desse período não era apenas um sistema de incentivos à indústria (política industrial estrito senso); era também, senão principalmente, uma política macroeconômica através da qual o governo mantinha a taxa de juros real baixa e a taxa de câmbio no equilíbrio industrial, neutralizando, portanto, a doença holandesa.

Isso se fazia por câmbios múltiplos e, nos anos 1970, por tarifas de importação e subsídios à exportação, os quais não eram mero protecionismo, como geralmente se pensa, mas uma forma de estabelecer o imposto sobre as exportações de commodities.

Deixemos, portanto, de lado as ideologias e tratemos de pensar. O governo está fazendo isto: uma política monetária e industrial competente, que já logrou baixar os juros, depreciar parcialmente o câmbio e, através do PAC, busca planejar e aumentar os investimentos nos setores não competitivos.

Está no caminho certo.

Agora vai!

terça-feira, 29 de maio de 2012

A sucessão no IPEA


O Correio Brasiliense tem uma matéria sobre a sucessão no IPEA. O atual presidente, o palhaço Poquimão, vai ser o candidato do PT à prefeitura de Campinas (sério, isso não é uma piada).

Segundo a matéria, existem quatro candidatos. A candidata do palhaço Poquimão é uma Vanessa Petrelli Corrêa, uma desconhecida autora da escola nihilista de economia (aquela que não produz nada)... Como não podia deixar de ser, tendo sido apontada pelo palhaço Poquimão, seu currículo é patético, uma verdadeira nulidade, mas para o bem do IPEA e do Brasil, a matéria diz que essa candidata teria sido descartada pela presidenta.

O candidato do ministro Moreira Franco é o secretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros (o PB), com longa carreira no IPEA, extensa lista de publicações e o respeito da profissão. Ele certamente teria meu voto e sua escolha para a presidência do IPEA mandaria um sinal que o governo brasileiro rejeita a idiocracia.

Mas a parte mais engraçada e doidivanas da reportagem é que a jornalista do Correio Brasiliense acha que o Professor José Luis Oreiro seria um candidato viável para o IPEA. Bem, este é o país de Nelson Barbosa e Márcio Holland... 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Boçalidade do tamanho do Texas

Diz-se que tudo no Texas é maior. Uma bobagem. Mas nos dias de hoje, fica difícil negar a liderança daquele estado na produção de boçalidades.

Vejam a última do Rick Perry (Governador do Texas, Idiocrats), que eu encontrei no blog do Stephen Williamson: sua política para as universidades públicas texanas consiste de tratar professores e pesquisadodes como vendedores de carros usados.

Indeed, officials at Texas A&M took the first step in implementing the first of the Seven Solutions, which essentially involves creating a bottom line for each professor in the university. Teaching a lot of students is a good thing. That brings in tuition dollars and enters as a plus. Earning a big salary is a bad thing. That enters as a negative. A grant is a good thing. That brings money into the university and enters as a plus.

Para qualquer pessoa que já pôs os pés em uma universidade focada em pesquisa, a idéia arde nos olhos como de uma estupidez fenomenal. Uma boa universidade é caracterizada pela diversidade de cursos. É de se esperar que alguns cursos tenham poucos estudantes, enquanto outros tenham muitos. Ligar o salário dos pesquisadores à sua capacidade de trazer dinheiro para a universidade também é uma péssima idéia, afinal isto limitaria os incentivos para pesquisa em campos que ‘não estão na moda’.

Mas o que podemos esperar de um político que acha uma boa idéia que a pseudo-teoria do “intelligent design”, o contraponto jeca-cristão ao darwinismo, seja ensinada nas escolas públicas?

Ano que vem temos mais uma eleição presidencial nos Estados Unidos. Gostem ou não de Obama ou Romney, ambos claramente não são idiotas. Entretanto, o clima político é assustador. A nominação do candidato a presidente do GOP, hoje em dia um condomínio de lunáticos, fanáticos e jecas fundamentalistas, pode escapar de Romney ou Huntsman e cair no colo de um demente como Ron Paul que gostaria que o Federal Reserve fosse extinto, ou um idiota altivo como Rick Perry.

Temei.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O ataque dos idiotas altivos

O maior risco para a economia global no médio e longo-prazo é a bananização da política dos Estados Unidos. Vejam o que o idiota altivo Rick Perry, governador de um dos estados americanos mais assemelhados a um país de terceiro mundo exportador de petróleo, disse:

Texas Governor Rick Perry, who entered the presidential campaign on Saturday, appeared to suggest a violent response would be warranted should Federal Reserve Chairman Ben Bernanke “print more money” between now and the election. Speaking just now in Iowa, Perry said, “If this guy prints more money between now and the election, I dunno what y’all would do to him in Iowa but we would treat him pretty ugly down in Texas. Printing more money to play politics at this particular time in American history is almost treasonous in my opinion.” Treason is a capital offense.

Resumindo: um dos principais concorrentes à nomeação pelo Partido Republicano é um imbecil altivo que gostaria de atar as mãos do Federal Reserve durante um período de alto desemprego e consolidação fiscal.

Tenha medo. O maior risco para a economia global é o misto de ignorância, fundamentalismo religioso, irresponsabilidade moral e, acima de tudo, boçalidade que parece ter tomado conta do GOP – e isso não vem de hoje, vide os oito longos anos do outro texano.

Hat tip to Paul Krugman.

domingo, 7 de agosto de 2011

Ruínas antes da civilização: o encontro internacional da AKB

Ano passado este blog anunciou a chegada do freak show da Associação Keynesiana Brasileira (AKB, pronuncia-se “a-ca-bei”) à FGV de São Paulo. Como de costume, assim que o programa daquele encontro foi disponibilizado na internet, este blog cavou algumas das pérolas de boçalidade que mais fizeram por merecer uma menção desonrosa e apresentou sua análise crítica e bem-humorada (por exemplo: aqui e aqui).

Mas neste ano, isto não deveria acontecer! Pois bem, aparentemente o encontro da AKB já ocorreu no Rio de Janeiro. Por motivos provavelmente ligados ao desenvolvimento neurológico dos acabês em comando – a comissão organizadora era composta pelas sumidades André de Melo Modenesi, Fernando Ferrari Filho e Luiz Fernando de Paula, - a chamada para o quarto encontro internacional da AKB omite a data do encontro (juro! Vejam aqui. Depois de seguir o link para o programa, encontrei a data do encontro na terceira página), e a partir da quarta página, links para os trabalhos apresentados.

Este blog, mantendo seu compromisso com o desbravamento do sertão intelectual de nossa akabemia econômica, aceita sugestões de artigos e professores que merecem receber uma torta na cara.


Por que apagaram a luz?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Avanços da Nassifologia ou o Vomitório Poços de Caldas

A Nassifologia (*) é o sub-campo da neuro ciência social dedicado a determinar se estultices no discurso público são geradas por deficiências cognitivas (ignorância, idiotice, loucura etc) ou mau-caratismo. É uma disciplina muito complexa e cujos resultados definitivos são raros. É com grande felicidade então que anuncio aqui que a Nassifologia parece ter chegado a um resultado de grande alcance para a compreensão da blogosfera brasiliana.

Um artigo recente do chorador de Poços de Caldas não deixa dúvida alguma sobreviver. Sua análise nassifológica chega a um diagnóstico claro e inatacável: É loucura mesmo, loucura da pesada. Loucura tão louca que faz o senador paulista abraçando o Battisti parecer um ser humano mentalmente lúcido.

Dou o palanque para o Pierrot do commentariat brasiliano:

"Para quem conhece cenários, Fishlow não é nada. Era especialista em trabalho. Nos últimos quinze anos passou a enganar plateias norte-americanas, por seu suposto conhecimento sobre cenários econômicos brasileiros, e platéias brasileilras - por seu suposto conhecimento do que os EUA pensam sobre cenários brasileiros."

Como disse Nélson Jobim, nos dias de hoje temos que tolerar os idiotas imodestos.

Como de se esperar, o filho de Poços de Caldas não conseguiu fazer uma crítica sequer aos argumentos de Fishlow.

(*) O termo Nassifologia combina a palavra grega logos que significa estudo com o nome de Lucius Nassificus, o famoso mascate mercador de idéias sírio do século II, um homem de imperscrutáveis motivos, também conhecido como a “minhoca de Damasco” pela sua capacidade de se adaptar aos tempos e nunca perder a boquinha no Erarium.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A solidariedade das bestas-fera

O maior ditador da América Latina, Fidel Castro, a.k.a. a puta velha torturadora e assassina de Havana, escreve em defesa de Gaddafi, a puta velha torturadora e assassina de Tripoli:

Poderá estar-se ou não de acordo com Kadafi. O mundo foi tomado por todo tipo de notícias, empregando especialmente os meios de informação de massas. É preciso esperar o tempo necessário para conhecer com rigor o quanto há de verdade ou mentira, ou uma mescla de fatos de todo tipo que, em meio ao caos, ocorreram na Líbia. O que para mim é absolutamente evidente é que ao governo dos Estados Unidos não preocupa em absoluto a paz na Líbia, e não vacilará en dar à Otan a ordem de invadir esse rico país, talvez em questão de horas ou muito breves dias.

Fidel: Tua hora está chegando, assassino filho-da-puta, degenerado, psicopata. Que você viva para ver seu legado na lata de lixo da história. Que você viva para ver seus descendentes renegando o seu nome.

A monarquia [*] caiu no Egito, deve cair na Líbia, e vai cair em Cuba, na Coréia do Norte em breve também. Viva Fukuyama!


[*] Segundo o Wikipedia, monarquia é um tipo de regime político que reconhece um monarca (rei de forma hereditária ou abdicada) como chefe do Estado. Castro, Assad, Gadafi só não são monarcas no nome.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quando mentecaptos chegam ao poder: Venezuela com chávez

Interessante artigo sobre o regime cambial na Venezuela.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Anais da idiocracia: o mentecapto esloveno

Uma das maiores estrelas do pensamento de esquerda europeu é uma mula eslovena alucinada chamada Slavoj Zizek.

Aparentemente, o Vladimir Safatle - aquele professor da USP empenhado em manter o nosso sistema educacional como uma piada de mau gosto desenhada para não competir com o sistema educacional de países mais avançados como a Coréia do Sul - é um especialista em Zizek.

Vale a pena ler o que o Sol Moras tem a dizer sobre ele. Aqui.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Está provado: Governo do Brasil quer destruir o INEP

O INEP, que já teve Reynaldo Fernandes como presidente, agora vai ser presidido pela reitora da Uni-Rio, Malvina Tania Tuttman (veja aqui, via Reinaldo Azevedo).

Meses atrás o blog do Reinaldo Azevedo postou trechos de um discurso dessa figurinha saudando o Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim que estava proferindo uma aula magna naquela ‘instituição de ensino’. A fala de Malvina, se proferida por um estudante de graduação, tanto pelo conteúdo quanto pela forma, seria evidência que existem estudantes de graduação na Uni-Rio incapazes de escrever um discurso ao nível esperado de um aluno universitário. Agora ela preside o INEP.

Sinceramente, não existe nenhum segundo-anista do FFLCH mais qualificado que a Malvina?

Mein gott...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quero bater no Eremildo

Elio Gaspari é o galã de roça dos nossos intelectuais públicos. De longe, parece o Clark Gable do Gone with the Wind, mas de perto é um jeca tísico com bigodinho ralo e pés descalços.

O artigo dele sobre o incidente envolvendo a congressista Gabrielle Giffords do Arizona é de me fazer bater a cabeça na parede.



Um vermelho e azul

Políticos republicanos de seis estados, entre os quais o Arizona, querem cassar a cidadania dos filhos americanos de imigrantes que entraram ilegalmente nos Estados Unidos. Só em 2008, nasceram 340 mil. A iniciativa é inconstitucional, mas para o Tea Party atrai votos. A Constituição americana, como a brasileira, dá a cidadania a quem nasce na terra.
E daí? É por acaso inconstitucional tomar uma iniciativa para se reformar a Constituição?

Numa nação de imigrantes, a intolerância de uma parte da sociedade já perseguiu negros, católicos, irlandeses, chineses, coreanos e japoneses.
Em outra nação de imigrantes, o Brasil, a intolerância de uma parte da sociedade já perseguiu negros, protestantes e japoneses. Não perseguimos os irlandeses mesmo porque apesar da Grande Fome que acometeu seu país, nunca fomos um destino de imigração interessante para os irlandeses (dos poucos que vieram, a maioria se recusou a ficar no país). Não perseguimos os chineses e coreanos porque nunca vieram para cá em números significativos.

A bola da vez, há tempo, são os latinos. Eles formam a maioria dos 12 milhões de estrangeiros que trabalham no país sem a devida documentação. (Talvez 700 mil sejam brasileiros.)
Qual a evidência de que latinos sejam a 'bola da vez' da intolerância, ó Eremildo? O atentado de um desequilibrado? Qual a conexão lógica que você formou para associar o desejo de limitar a imigração ilegal com a intolerância?

O chefe do setor de cirurgia onde Gabrielle Giffords foi operada, chama-se Peter Rhee e o delegado local, David Gonzalez. Ambos descendem de imigrantes vindos de regiões vistas com desprezo pelos nativistas radicais americanos.
Mas se os imigrantes legais conseguem chegar a posições de destaque, isso vai contra o seu argumento de intolerância ao imigrante (mesmo porque não existe nada que um observador honesto, em um arroubo de exagero, possa chamar de sentimento de intolerância ao imigrante nos EUA. Pelo contrário).
Mais: o que são nativistas radicais americanos? Quantos são eles? Isso é o mesmo que dizer que "Elio Gaspari é visto com desprezo pelos radicais anti-capachos-de-milico brasileiros". Não quer dizer nada.


O diretor da rede escolar pública de Tucson quer fechar os cursos de história e cultura latinas. Entre os livros que pretende tirar dos currículos está a “Pedagogia do oprimido”, de Paulo Freire.
Parabéns para ele. Existem poucas medidas que ele poderia tomar para melhorar o ensino mais promissoras do que cortar o lixo marxista chulé do Paulo Freire (nota: eu li, é lixo sim senhor).

(...)

O desequilíbrio de Jared Loughner expôs a teatralidade e a violência da recente xenofobia americana.
Besteira anabolizada. O desequilíbrio de Jared Loughner apenas expõe... o desequilíbrio de Jared Loughner... Teatralidade? O que raios isso significa?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Anais da idiocracia: versão jardim de infância

No Financial Times de hoje:


“There will always be currency war, whether it’s a cold war or an all-out war,” stresses Mr. Mantega during an interview in São Paulo. “The exchange rate is one of the main drivers of competitiveness, more so even than productivity. Even as the US recovers, they will continue with quantitative easing because deep down it’s a trade strategy. This forces countries to defend themselves as best they can.”

Obviamente a criança não é capaz de notar que o fato dele se manter como ministro da Fazenda demonstra cabalmente que alguns países não se defendem do melhor modo que eles podem.

Mamããããããe, o QE comeu minha lição de casa!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Anais da idiocracia: Bancos centrais assassinos!

Olha essa pérola, de um tal Subhendu Das da Califórnia:

Central Bank – the Root Cause of Poverty, Tax, and Deficit (link)

In each country the central bank is a privately owned bank with no transparency and accountability to the government of that country. It is also the only bank that can print the money for that country and does it so out of thin air. At the same time this bank wants that the government returns the money with interest. We show that this structure creates deficit, introduces tax, and causes poverty around the globe. This paper shows how central banks control the economy by manipulating the financial system it has designed. The paper explains how easily the central banks can control the unemployment, create recessions, and transfer wealth from the lower economic group to higher economic group and perpetuate the poverty. The paper also proposes three methods of eliminating central banks.

O artigo é realmente de desbundar de rir. Veja isso:

The same is true for the US government. Suppose the government wants to build a high speed train from Los Angeles to New York. Let us say it will cost $500 Billion. The US Government can print the money and give it to all the people, the contractors, and the corporations who will work for the project. The government will not have to give back the money to anyone. For, it has printed it out of nothing, out of thin air. Since the government will not have to give it back, so there will be no need for tax on the people. This printing method will eliminate deficit, tax, and poverty.

E isso:

Essentially all the approaches are going against central banks. They are all powerful, they will kill you. President Abraham Lincoln wanted to print money (Donald, 1995, p. 352) to finance the civil war. President Kennedy created an executive order (Woolley, ND) to print money. Many say they were assassinated because they went against the central bank. If the central bank senses that you are threatening them then you will be gone too. They have the guns, and we do not. Note that we have central banks in almost all countries now.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Chávez e a imbecilização da Venezuela


Alguns amigos venezuelanos já haviam chorado no meu ouvido sobre o esvaziamento da capacidade intelectual daquele país uns cinco anos atrás pelo menos. Assim como conheço cientistas colombianos que retornaram a seu país graças ao sucesso estrondoso do governo Uribe na questão de segurança e crescimento econômico. Mas nada como os dados para mostrar e o blog cienciabrasil mata a cobra e mostra o pau. Siga o link aqui.



Um dos maiores desastres de política social do chavismo aconteceu na saúde (fonte: leia o que dizem as revistas especializadas). Mas não só os hospitais bolivarianos foram abandonados às moscas, mas também a pesquisa em medicina segundo o site do Scimago (de onde foi tirado o grafico acima).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Nassif, de novo

Voltando a um tema de alguns meses atrás:

A firma Dinheiro Vivo, do patriota Luis Nassif, é dispensada de licitação e vende seus serviços à Petrobrás de julho de 2010 até fevereiro de 2011 por módicos... 880 mil reais! (contrato # 4600312034).

Não podemos deixar este assunto morrer.

Agora para terminar o ano bem, com um senso de dever cumprido, vale lembrar este clássico de Diogo Mainardi:

Nassif, o banana

“Luis Nassif foi demitido da Folha pela suspeita de ter usado seus artigos no jornal para achacar o governo de Geraldo Alckmin. Falei sobre o episódio com o diretor da Folha. Ele confirmou. Com a carreira arruinada, Luis Nassif refugiou-se na internet, como Mengele em Bertioga”

Eu sou lobista de Daniel Dantas. É o que diz o blogueiro Luis Nassif. Como foi que eu ajudei Daniel Dantas? Acusando-o de ter financiado Lula. E também acusando Naji Nahas de ter financiado Lula. O fato de eu ter publicado uma série de documentos judiciais sobre Naji Nahas e a Telecom Italia me incrimina, segundo Luis Nassif. Entende-se: em meu lugar, ele teria picotado e obedientemente engolido esses documentos, que denunciam as ilegalidades cometidas pela empresa e pelo governo. Quem patrocina o site de Luis Nassif? A Telecom Italia. Quem impediu que ele falisse e perdesse até as cuecas? O BNDES.

Eu já ridicularizei Luis Nassif três anos atrás, demonstrando que ele reproduziu integralmente em sua coluna a nota de um lobista ligado a Luiz Gushiken. Ele foi demitido da Folha de S.Paulo pouco tempo depois, por causa de um fato ainda mais nauseabundo: a suspeita de ter usado seus artigos no jornal para achacar o governo de Geraldo Alckmin. Em 2004, Luis Nassif convidou o secretário Saulo de Castro para um fórum de debates organizado por sua empresa, Dinheiro Vivo. O detalhe sórdido era o seguinte: para o secretário poder participar do evento, o governo paulista teria de desembolsar 50.000 reais. Saulo de Castro negou o pedido.

Em 2005, Luis Nassif voltou à carga, cobrando uma tarifa ligeiramente mais modesta, de 35.000 reais. A assessora de Saulo de Castro mandou um e-mail para o chefe com este comentário: “Não é à toa que a empresa se chama Dinheiro Vivo”. Saulo de Castro negou o pedido mais uma vez. Luis Nassif decidiu retaliar. Em sua coluna, passou a atacar sistematicamente o governo Alckmin, em particular o secretário Saulo de Castro. Quando o diretor da Folha de S.Paulo, Otavio Frias Filho, foi informado das suspeitas em torno de Luis Nassif, demitiu-o imediatamente. Nesta semana, falei sobre o episódio com Otavio Frias Filho. Ele confirmou.

Com a carreira no jornalismo arruinada, Luis Nassif refugiou-se na internet, onde seu passado era desconhecido, como o de Mengele em Bertioga. O bando de Luiz Gushiken arranjou-lhe uma sinecura no iG. Enquanto fazia um blog para meia dúzia de leitores, ele era obrigado a escapar de seus credores no BNDES, que queriam penhorar seus carros e apartamentos para tentar recuperar uma parte do rombo de 4 milhões de reais da Dinheiro Vivo. No fim de 2007, depois de um misterioso encontro com a diretoria do BNDES, ele conseguiu fechar um acordo judicial altamente lesivo para o banco, que lhe garantiu os seguintes mimos: o abatimento de 1 milhão de reais de sua dívida, o prazo de dez anos para saldá-la, a retirada de todas as garantias para o pagamento do empréstimo e a dispensa de uma multa de 300.000 reais. Algumas semanas depois, ele retribuiu a generosidade estatal usando o único método que conhece: uma campanha de mentiras descaradas contra mim e contra VEJA, tidos como inimigos do governo.

Luis Nassif é um banana. Ninguém dá bola para ele. Por isso mesmo, minha idéia era persegui-lo apenas judicialmente. De fato, estou processando o iG. Tenho uma tonelada de mensagens, documentos e testemunhas que desmoralizam toda a imundície publicada em seu blog. Mas suas calúnias ganharam outro peso depois que Daniel Dantas e Naji Nahas foram presos. Claramente, o pessoal que o emprega está preocupado com o rumo que esse inquérito pode tomar. Há um empenho para impedir que os dois sejam associados a Lula, como eu sempre fiz. Quando Daniel Dantas e Naji Nahas foram presos, eu comemorei. Luis Nassif deve ter pensado em todos os documentos que terá de picotar e engolir. E em todos os patrocinadores que poderá ganhar.