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sábado, 11 de janeiro de 2014

Economia da Unicamp é tecnologia também!


Mais uma contribuição do departamento de Economia da Unicamp para a tecnologia farmacêutica brasileira: o indutor de vômito do ‘fessor’ Fernandinho zero-à-esquerda.


Funciona até para cachorros neo-liberais

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cachorro, raivoso, morde carteiro


Faz frio no Pólo Sul; o time do Íbis não vai ser campeão brasileiro; o leilão do pré-sal, conduzido sob as regras desenhadas por Dilma Rousseff e companhia, foi um fracasso

Já estou com saudades de semana passada, quando as discussões sobre política fiscal e procedimentos legislativos nos Estados Unidos geravam pelo menos manchetes interessantes.

Que o leilão do pré-sal seria um fracasso retumbante, qualquer um poderia saber desde quando as novas regras de partilha foram estabelecidas alguns anos atrás (basta ler no noticiário que a presidente, então ministra "tecnocrata", estava no centro da operação). 

Menos de um mês atrás, ouvi de uma jornalista econômica que um membro da equipe econômica altivamente desdenhava da falta de interesse das principais companhias de petróleo pelo leilão do pré-sal (“Não é uma surpresa para mim. As companhias espernearam quando nós mudamos as regras”, justificava altaneiro).

E la nave va, vivendo seu experimento com a idiocracia.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Mais uma do Nosso Guia

Eis um homem de visão!


terça-feira, 9 de abril de 2013

Agora vai!

Parece texto do Casseta, mas saiu no Estadão...

Dilma se reúne com grandes economistas a uma semana do Copom

Presidente almoçou com Delfim Netto, Luiz Gonzaga Belluzzo e Yoshiaki Nakano; Também participou do encontro o ministro da Fazenda, Guido Mantega


A gente merece isso?


E se você tinha alguma dúvida que a única razão de ser da Petrobrás é transferir riqueza que pertence à União para os favoritos do Príncipe, veja este balão de ensaio...


Governo discute socorro a Eike Batista

Uma das propostas é o uso pela Petrobrás do Superporto do Açu, pertencente ao empresário, como base à produção do pré-sal da Bacia de Campos


(...)

Além da questão logística - o porto do Açu é o mais próximo aos campos petrolíferos de Campos -, um outro fator, talvez mais importante até, aproxima a Petrobrás ao futuro porto controlado pelo megaempresário Eike Batista: o governo Dilma Rousseff está preocupado que um eventual colapso das empresas do grupo X possa afetar a imagem do Brasil no exterior e minar a disposição dos empresários de investirem no País. 
Há uma discussão interna quanto até onde o governo pode ir para ajudar o empresário a superar a crise. Uma proposta é a Petrobrás assumir o Açu, o que, de acordo com a avaliação de alguns dos que estudam o assunto no governo, impulsionará os investimentos do grupo X.
(...)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Despachos da clausura

Finalmente eu consegui driblar a segurança de minha morada provisória e um dos visitantes (muito obrigado!) me trouxe um I-Pad com conexão 3G, então posso voltar a blogar!

That seventies show! Vejam a apresentação de nossos senhores sobre a política econômica para aumentar o crescimento do PIB e salvar a manufatura brasileira. Não, esta apresentação não é uma paródia feita para ridicularizar as idéias protecionistas e dirigistas que dominaram nossa política econômica mais fortemente durante a ditadura militar nos anos setenta. O geiselismo está de volta e desavergonhado.



Que saudades do Ford Maverick!


Idiota ou cortesão?
Uma das figuras mais bizarras da burritzia brasileira é o Professor Luis Gonzaga Belluzzo, uma espécie de Bresser Pereira caipira, sub-marxista e ainda mais ignorante de economia que o Leonardo da Vinci da 9 de Julho (para quem não lembra, Belluzzo é aquele ex-presidente do Palmeiras de doce memória). Recentemente ele concedeu uma entrevista memorável ao Estadão. Sua entrevista mereceria um longo post discutindo as inúmeras bobagens que proferiu, mas gostaria de focar em uma:

“É que alguns economistas (de mercado) ficam com essa avaliação, pois dizem que o PIB potencial é de 4%, 4,5%. Mas isso é curioso, pois só eles e Jeová sabem quanto é o PIB potencial do Brasil.”

Pergunto-me: quem seriam esses economistas de mercado tão pessimistas que acreditam que o produto potencial seria 4%, 4,5%? Das duas uma, ou Belluzzo é tão out of touch com o pensamento do mercado que não sabe que somente os mais otimistas e ufanistas dos economistas profissionais acreditam que a taxa de crescimento do produto potencial pode ser tão alta quanto 4% sob políticas vigentes; ou Belluzzo estava tentando agradar aqueles no poder que acham que a meta de crescimento de 4,5% convergindo para 6% sem reformas estruturais é factível.

John Cochrane é um idiota arrematado. Ninguém pode negar que atiro para a direita e a esquerda. John Cochrane já havia queimado o filme de Chicago ao tentar defender a idéia que gastos do governo não podem estimular a economia porque o financiamento do gasto público desloca o gasto privado em 100%, uma idéia absolutamente ridícula em um mundo com livre movimentos de capitais – inclusive ouvi de um de seus colegas na Booth que ele era “embarassing”. Mas agora ele dá sua ‘mantegada’ no tópico de economia de saúde:

“Remember, adverse selection is about information the patient has, but the insurance company doesn't have. If they do all the data mining, then the company has great information -- maybe better than the patient, and adverse selection disappears!”

Well, well, well... se a seguradora tem melhor informação que os segurados, o mercado de seguros desaparece.

sábado, 20 de agosto de 2011

A opinião de Dawkins sobre o ensino de ‘intelligent design’

Recentemente na lista de comentários de um dos posts sobre a ascensão dos idiotas altivos, um de nossos leitores comentou que o biologista inglês Richard Dawkins teria ‘adimitido’ (seja lá o que for que isso significa!) aquilo que se convenciona chamar de ‘teoria do design inteligente’.

Como o Dawkins escreve muito bem (recomendo fortemente seus livros!), vale a pena reproduzir este parágrafo de um artigo no The Guardian em 2005:

Intelligent design is not an argument of the same character as these controversies. It is not a scientific argument at all, but a religious one. It might be worth discussing in a class on the history of ideas, in a philosophy class on popular logical fallacies, or in a comparative religion class on origin myths from around the world. But it no more belongs in a biology class than alchemy belongs in a chemistry class, phlogiston in a physics class or the stork theory in a sex education class. In those cases, the demand for equal time for "both theories" would be ludicrous. Similarly, in a class on 20th-century European history, who would demand equal time for the theory that the Holocaust never happened?

Cheque mate

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Boçalidade do tamanho do Texas

Diz-se que tudo no Texas é maior. Uma bobagem. Mas nos dias de hoje, fica difícil negar a liderança daquele estado na produção de boçalidades.

Vejam a última do Rick Perry (Governador do Texas, Idiocrats), que eu encontrei no blog do Stephen Williamson: sua política para as universidades públicas texanas consiste de tratar professores e pesquisadodes como vendedores de carros usados.

Indeed, officials at Texas A&M took the first step in implementing the first of the Seven Solutions, which essentially involves creating a bottom line for each professor in the university. Teaching a lot of students is a good thing. That brings in tuition dollars and enters as a plus. Earning a big salary is a bad thing. That enters as a negative. A grant is a good thing. That brings money into the university and enters as a plus.

Para qualquer pessoa que já pôs os pés em uma universidade focada em pesquisa, a idéia arde nos olhos como de uma estupidez fenomenal. Uma boa universidade é caracterizada pela diversidade de cursos. É de se esperar que alguns cursos tenham poucos estudantes, enquanto outros tenham muitos. Ligar o salário dos pesquisadores à sua capacidade de trazer dinheiro para a universidade também é uma péssima idéia, afinal isto limitaria os incentivos para pesquisa em campos que ‘não estão na moda’.

Mas o que podemos esperar de um político que acha uma boa idéia que a pseudo-teoria do “intelligent design”, o contraponto jeca-cristão ao darwinismo, seja ensinada nas escolas públicas?

Ano que vem temos mais uma eleição presidencial nos Estados Unidos. Gostem ou não de Obama ou Romney, ambos claramente não são idiotas. Entretanto, o clima político é assustador. A nominação do candidato a presidente do GOP, hoje em dia um condomínio de lunáticos, fanáticos e jecas fundamentalistas, pode escapar de Romney ou Huntsman e cair no colo de um demente como Ron Paul que gostaria que o Federal Reserve fosse extinto, ou um idiota altivo como Rick Perry.

Temei.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O ataque dos idiotas altivos

O maior risco para a economia global no médio e longo-prazo é a bananização da política dos Estados Unidos. Vejam o que o idiota altivo Rick Perry, governador de um dos estados americanos mais assemelhados a um país de terceiro mundo exportador de petróleo, disse:

Texas Governor Rick Perry, who entered the presidential campaign on Saturday, appeared to suggest a violent response would be warranted should Federal Reserve Chairman Ben Bernanke “print more money” between now and the election. Speaking just now in Iowa, Perry said, “If this guy prints more money between now and the election, I dunno what y’all would do to him in Iowa but we would treat him pretty ugly down in Texas. Printing more money to play politics at this particular time in American history is almost treasonous in my opinion.” Treason is a capital offense.

Resumindo: um dos principais concorrentes à nomeação pelo Partido Republicano é um imbecil altivo que gostaria de atar as mãos do Federal Reserve durante um período de alto desemprego e consolidação fiscal.

Tenha medo. O maior risco para a economia global é o misto de ignorância, fundamentalismo religioso, irresponsabilidade moral e, acima de tudo, boçalidade que parece ter tomado conta do GOP – e isso não vem de hoje, vide os oito longos anos do outro texano.

Hat tip to Paul Krugman.