A tarefa do dia é decifrar o que se passa na cabeça do Professor Márcio Holland de Brito, o novo secretário de política econômica de Mantega.
Como eu sei menos do que gostaria, fui ao IDEAS procurar por suas publicações e artigos. A publicação mais recente é esta:
Luiz Carlos Bresser-Pereira & Marcio Holland, 2009. "Common currency and economic integration in Mercosul," Journal of Post Keynesian Economics, M.E. Sharpe, Inc., vol. 32(2), pages 213-234, December.
... cujo abstrato diz o seguinte: “Latin America has a long history of attempts to achieve regional integration, yet success has been modest. This paper contends that this is essentially due not so much to protectionist practices in the various countries, but to the lack of a common currency or, at least, of a tightly managed exchange rate band. We reviewed the optimum currency area criteria that indicate it is prudent to increase economic integration before attempting to establish exchange rates coordination. It seems fair to say that diminishing exchange rate instability could encourage trade and investment flows across Latin American economies. We also performed a very simplified exercise to understand how feasible efforts would be between policymakers in two large economies (Brazil and Argentina) to achieve exchange rate parity stability and step toward adopting a common currency.”
Perguntem-se a si mesmos: se o Professor Bresser Pereira, o gênio renascentista da Nove de Julho, lhes convidassem a escrever um artigo sobre uma proposta de moeda comum para o Mercosul, vocês (a) aceitariam; (b) teriam um ataque de riso; (c) ou ouviriam pacientemente para depois esquecer do assunto?
Devido à sua afiliação profissional, o Professor Holland de Brito tem boas razões para não escolher a alternativa (b). Mas que ele tenha escolhido a alternativa (a) sobre a (c) diz quase tudo que nós precisamos saber para esboçar o perfil psicológico do sujeito e inferir sua capacidade de influenciar política econômica proativamente e independentemente.
O Mantega de fato escolheu-o a dedo.
Preciso colorir?
Como eu sei menos do que gostaria, fui ao IDEAS procurar por suas publicações e artigos. A publicação mais recente é esta:
Luiz Carlos Bresser-Pereira & Marcio Holland, 2009. "Common currency and economic integration in Mercosul," Journal of Post Keynesian Economics, M.E. Sharpe, Inc., vol. 32(2), pages 213-234, December.
... cujo abstrato diz o seguinte: “Latin America has a long history of attempts to achieve regional integration, yet success has been modest. This paper contends that this is essentially due not so much to protectionist practices in the various countries, but to the lack of a common currency or, at least, of a tightly managed exchange rate band. We reviewed the optimum currency area criteria that indicate it is prudent to increase economic integration before attempting to establish exchange rates coordination. It seems fair to say that diminishing exchange rate instability could encourage trade and investment flows across Latin American economies. We also performed a very simplified exercise to understand how feasible efforts would be between policymakers in two large economies (Brazil and Argentina) to achieve exchange rate parity stability and step toward adopting a common currency.”
Perguntem-se a si mesmos: se o Professor Bresser Pereira, o gênio renascentista da Nove de Julho, lhes convidassem a escrever um artigo sobre uma proposta de moeda comum para o Mercosul, vocês (a) aceitariam; (b) teriam um ataque de riso; (c) ou ouviriam pacientemente para depois esquecer do assunto?
Devido à sua afiliação profissional, o Professor Holland de Brito tem boas razões para não escolher a alternativa (b). Mas que ele tenha escolhido a alternativa (a) sobre a (c) diz quase tudo que nós precisamos saber para esboçar o perfil psicológico do sujeito e inferir sua capacidade de influenciar política econômica proativamente e independentemente.
O Mantega de fato escolheu-o a dedo.
Preciso colorir?