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sábado, 20 de abril de 2013

Clóvis Rossi, o anti pundit


A palavra inglesa ‘pundit’ é uma variante do term ‘pandit’ em sânscrito, que denota um indivíduo de grande conhecimento. O termo ‘pundit’ é usado para descrever intelectuais públicos que pontificam sobre temas variados, tanto nas colunas de comentários dos jornais quanto nos programas de televisão.

Clóvis Rossi é um anti-pandit. Ele discorre sobre os mais variados temas, e não importa qual seja o assunto, invariavelmente, fala estultices e jequices, como se fora um buraco negro que devora qualquer informação e cospe ignorância.

Vejamos o que Clóvis Rossi disse sobre os rapazes chechenos que foram filmados e fotografados levando as bombas que mataram 3 e aleijaram dezenas em Boston:

“No caso de Boston, o que diabos faziam dois tchetchenos vivendo em Cambridge, como está sendo informado?

Pode uma pergunta estar errada? 

Com Clóvis Rossi, pode!

Primeiro, o irmão mais novo não era checheno, mas um cidadão dos EUA. Por ter nascido no exterior, não pode ser presidente, mas exceto este detalhe, é tão americano quanto Hollywood ou a torta de maçã.

Segundo, se Clóvis Rossi não fosse um jeca ignorante, saberia que em qualquer das maiores áreas urbanas dos EUA (ou do Canadá, Europa Ocidental), existem chechenos, somalis, etíopes, vietnamitas, palestinos, haitianos etc.  Não existe nada surpreendente nisto.

Terceiro, 'o que diabos eles faziam' lá? Que tipo de idiota faz uma pergunta destas?


terça-feira, 9 de abril de 2013

Agora vai!

Parece texto do Casseta, mas saiu no Estadão...

Dilma se reúne com grandes economistas a uma semana do Copom

Presidente almoçou com Delfim Netto, Luiz Gonzaga Belluzzo e Yoshiaki Nakano; Também participou do encontro o ministro da Fazenda, Guido Mantega


A gente merece isso?


E se você tinha alguma dúvida que a única razão de ser da Petrobrás é transferir riqueza que pertence à União para os favoritos do Príncipe, veja este balão de ensaio...


Governo discute socorro a Eike Batista

Uma das propostas é o uso pela Petrobrás do Superporto do Açu, pertencente ao empresário, como base à produção do pré-sal da Bacia de Campos


(...)

Além da questão logística - o porto do Açu é o mais próximo aos campos petrolíferos de Campos -, um outro fator, talvez mais importante até, aproxima a Petrobrás ao futuro porto controlado pelo megaempresário Eike Batista: o governo Dilma Rousseff está preocupado que um eventual colapso das empresas do grupo X possa afetar a imagem do Brasil no exterior e minar a disposição dos empresários de investirem no País. 
Há uma discussão interna quanto até onde o governo pode ir para ajudar o empresário a superar a crise. Uma proposta é a Petrobrás assumir o Açu, o que, de acordo com a avaliação de alguns dos que estudam o assunto no governo, impulsionará os investimentos do grupo X.
(...)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Traduzindo Platão para as massas

O Professor Oreiro cometeu uma nova obra-prima do surrealismo quermesseiro. Como o texto do professor é longo e prolixo, eu achei que valeria a pena resumir suas idéias em poucas palavras e alguns comentários.

Abaixo, minha interpretação (e caso o ilustre professor discorde, estou pronto a ceder-lhe direito de resposta neste mesmo blog):

Para o mui-publicado professor, uma suposta desindustrialização (segundo o imparcial IEDI...) afeta nossas perspectivas de crescimento no longo prazo. Portanto, o Tesouro deveria emitir uns 10% do PIB de dívida pública adicional para fundear um fundo especulativo para intervir no mercado cambial. Tal política no melhor dos cenários em que a dívida adicional não afeta os prêmios de risco, custaria uns meros 0.5% do PIB por ano ao Fisco (uma ninharia...). O objetivo desse maior endividamento é deprimir o salário real de modo que o capital industrial tenha lucros maiores, mas podemos ficar sossegados que não há evidência alguma que usar o câmbio para deprimir os salários reais tenha algum efeito negativo sobre a distribuição pessoal de renda (e somente um tolo ortodoxo veria problemas para implementar tal estratégia em uma democracia). Nós também não temos que nos preocupar com a consistência macroeconômica porque controles de capitais a-bran-gen-tes e di-nâ-mi-cos podem resolver qualquer inconsistência, afinal, são a-bran-gen-tes e di-nâ-mi-cos. Mais que isso, não existe nenhum custo em adotar-se controles de capitais, pois em um artigo na renomada REP, Oreiro, Paula e da Silva demonstraram que se a variável dívida pública/PIB for omitida de um modelo VAR, uma medida crua de controles de capitais não é correlacionada com o prêmio de risco (resultado que não é robusto à inclusão da variável dívida pública/PIB, mas como todos sabemos, é careta achar que dívida pública/PIB tem qualquer relação com o prêmio de risco...).

Acreditem em mim, não estou parodiando o Professor Oreiro, ele escreveu mesmo algo nessas linhas. Se vocês duvidarem, podem seguir o link para a verborragia original da figura. Mais bizarro ainda é constatar que o gênio da raça que cozinha um esquema para mobilizar mais que uma centena de bilhões de reais com o objetivo de deprimir os salários reais na indústria é ligado ao ex-Partido Comunista Brasileiro... Não comento mais para evitar ser acusado de auto-ódio no futuro...


"You represent the idiocy of today. (...) You are part of a league of morons."
Osborne Cox em Burn After Reading (2008)