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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Despachos da clausura

Finalmente eu consegui driblar a segurança de minha morada provisória e um dos visitantes (muito obrigado!) me trouxe um I-Pad com conexão 3G, então posso voltar a blogar!

That seventies show! Vejam a apresentação de nossos senhores sobre a política econômica para aumentar o crescimento do PIB e salvar a manufatura brasileira. Não, esta apresentação não é uma paródia feita para ridicularizar as idéias protecionistas e dirigistas que dominaram nossa política econômica mais fortemente durante a ditadura militar nos anos setenta. O geiselismo está de volta e desavergonhado.



Que saudades do Ford Maverick!


Idiota ou cortesão?
Uma das figuras mais bizarras da burritzia brasileira é o Professor Luis Gonzaga Belluzzo, uma espécie de Bresser Pereira caipira, sub-marxista e ainda mais ignorante de economia que o Leonardo da Vinci da 9 de Julho (para quem não lembra, Belluzzo é aquele ex-presidente do Palmeiras de doce memória). Recentemente ele concedeu uma entrevista memorável ao Estadão. Sua entrevista mereceria um longo post discutindo as inúmeras bobagens que proferiu, mas gostaria de focar em uma:

“É que alguns economistas (de mercado) ficam com essa avaliação, pois dizem que o PIB potencial é de 4%, 4,5%. Mas isso é curioso, pois só eles e Jeová sabem quanto é o PIB potencial do Brasil.”

Pergunto-me: quem seriam esses economistas de mercado tão pessimistas que acreditam que o produto potencial seria 4%, 4,5%? Das duas uma, ou Belluzzo é tão out of touch com o pensamento do mercado que não sabe que somente os mais otimistas e ufanistas dos economistas profissionais acreditam que a taxa de crescimento do produto potencial pode ser tão alta quanto 4% sob políticas vigentes; ou Belluzzo estava tentando agradar aqueles no poder que acham que a meta de crescimento de 4,5% convergindo para 6% sem reformas estruturais é factível.

John Cochrane é um idiota arrematado. Ninguém pode negar que atiro para a direita e a esquerda. John Cochrane já havia queimado o filme de Chicago ao tentar defender a idéia que gastos do governo não podem estimular a economia porque o financiamento do gasto público desloca o gasto privado em 100%, uma idéia absolutamente ridícula em um mundo com livre movimentos de capitais – inclusive ouvi de um de seus colegas na Booth que ele era “embarassing”. Mas agora ele dá sua ‘mantegada’ no tópico de economia de saúde:

“Remember, adverse selection is about information the patient has, but the insurance company doesn't have. If they do all the data mining, then the company has great information -- maybe better than the patient, and adverse selection disappears!”

Well, well, well... se a seguradora tem melhor informação que os segurados, o mercado de seguros desaparece.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Muito obrigado, Professor Luiz Gonzaga Belluzo!


Um dos prazeres deste humilde analista é ver suas previsões confirmadas pelos fatos.

Melhor ainda quando as previsões confirmadas são tão deliciosas como estas:

Verdão erra quatro pênaltis e cai diante do Atlético-GO

Depois da campanha pífia no Campeonato Paulista, o Palmeiras fracassou em mais uma competição na temporada 2010.

Lincoln reforça atrasos, mas inocenta direção alviverde

Na semana passada, o Palmeiras havia anunciado que todas as pendências financeiras com o elenco estavam definidas. Só que o meia Lincoln desmentiu essa notícia nesta segunda-feira e deixou claro que tem valores a receber. Ainda assim, ele deu um voto de confiança aos dirigentes do Alviverde.

"Tenho a receber uma parcela do meu passe (direitos federativos) e um mês de direitos de imagem. Mas, por favor, não quero que criem polêmica com isso. Tenho certeza de que vai ser resolvido da melhor maneira possível", afirma o camisa 99.

(...)

Nos últimos anos, o Palmeiras encontra dificuldades para manter a estabilidade financeira. Só no mês de março deste ano, o déficit do clube chegou a R$ 2,5 milhões.

Vamos falar sério: existe alguma pessoa mentalmente sadia que teve em algum momento dúvida que a gestão de um acadêmico incompetente, pedante e quermesseiro na presidência de um clube de futebol só poderia dar nisso, ou pior?

Digo, por que alguém pode ter achado que Belluzzo seria mais bem sucedido como dirigente de clube de futebol do que em suas passagens como administrador público ou pesquisador de economia?

Adendo: As contas de abril de 2010 da gestão Belluzzo foram rejeitadas pelo Conselho de Orientação Fiscal... Já pensaram como o Brasil poderia ter sido um país melhor no fim da década dos 1980s se tivéssemos tido durante o governo Sarney um tribunal de contas da União tão alerta quanto o COF do Verdão?