Outro problema que deve ser levantado sobre o artigo da galera da PUC e Banco Mundial sobre o papel da expansão do BF na redução da criminalidade em SP é a interpretação equivocada que os autores fazem do resultado das regressões (“our results suggest that the reduction in inequality determined by the program was accompanied by reduced crime rates, reinforcing the connection between inequality and crime stressed before in the literature.”, ou na carta de JPMP para RA: "Encontramos que o crime caiu mais
fortemente no entorno das escolas com mais alunos de 16 e 17 anos. Por isso a inferência de que o Bolsa Família causou queda na criminalidade em SP.").
O coeficiente negativo para o número de jovens recebendo BF nas escolas identifica quanto a criminalidade se reduziu no entorno da escola relativamente ao resto da cidade de São Paulo.
Por exemplo, digamos que o Bolsa Família aumentasse a freqüência escolar dos jovens de 16-17 anos (algo que os autores não tentaram demonstrar, mas que pode ser medido usando dados como o PNAD). Se jovens criminosos cometerem crimes predominantemente longe de suas escolas - uma hipótese plausível, pois assim reduziriam a chance de serem reconhecidos – então é perfeitamente plausível que o BF tenha apenas o efeito de deslocar o local da criminalidade para longe das escolas freqüentadas pelos jovens criminosos.
Repito: não há absolutamente nada na equação estimada no artigo da galera da PUC que implica que o BF tenha reduzido o total de crimes em SP. Qualquer afirmação neste sentido, como aquelas supra-citadas no primeiro parágrafo, é errada.
O coeficiente negativo para o número de jovens recebendo BF nas escolas identifica quanto a criminalidade se reduziu no entorno da escola relativamente ao resto da cidade de São Paulo.
Por exemplo, digamos que o Bolsa Família aumentasse a freqüência escolar dos jovens de 16-17 anos (algo que os autores não tentaram demonstrar, mas que pode ser medido usando dados como o PNAD). Se jovens criminosos cometerem crimes predominantemente longe de suas escolas - uma hipótese plausível, pois assim reduziriam a chance de serem reconhecidos – então é perfeitamente plausível que o BF tenha apenas o efeito de deslocar o local da criminalidade para longe das escolas freqüentadas pelos jovens criminosos.
Repito: não há absolutamente nada na equação estimada no artigo da galera da PUC que implica que o BF tenha reduzido o total de crimes em SP. Qualquer afirmação neste sentido, como aquelas supra-citadas no primeiro parágrafo, é errada.