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terça-feira, 16 de agosto de 2011

O ataque dos idiotas altivos

O maior risco para a economia global no médio e longo-prazo é a bananização da política dos Estados Unidos. Vejam o que o idiota altivo Rick Perry, governador de um dos estados americanos mais assemelhados a um país de terceiro mundo exportador de petróleo, disse:

Texas Governor Rick Perry, who entered the presidential campaign on Saturday, appeared to suggest a violent response would be warranted should Federal Reserve Chairman Ben Bernanke “print more money” between now and the election. Speaking just now in Iowa, Perry said, “If this guy prints more money between now and the election, I dunno what y’all would do to him in Iowa but we would treat him pretty ugly down in Texas. Printing more money to play politics at this particular time in American history is almost treasonous in my opinion.” Treason is a capital offense.

Resumindo: um dos principais concorrentes à nomeação pelo Partido Republicano é um imbecil altivo que gostaria de atar as mãos do Federal Reserve durante um período de alto desemprego e consolidação fiscal.

Tenha medo. O maior risco para a economia global é o misto de ignorância, fundamentalismo religioso, irresponsabilidade moral e, acima de tudo, boçalidade que parece ter tomado conta do GOP – e isso não vem de hoje, vide os oito longos anos do outro texano.

Hat tip to Paul Krugman.

Reações:

136 comentários:

Parece q vc compartilha as idéias do Krugman....

Os EUA fizeram tudo q vcs keynesianos consideram certo. Estimulos gigantes e massivos aumentos da base monetária e vcs não veem q não está funcionando.....

os EUA estão caminhando para a mesma situacao do Japao, onde todo arsenal keynesiano foi tentado e ........ nada!!! e mais, a divida publica dobrou em uma decada!!!

Einsten diria q vcs keynesianos sao loucos, toda vez fazer a mesma coisa e esperam resultados diferentes......

se o FED e o governo norteamericano continuarem a seguir conselhos de economistas como vc e Krugman, o dolar ira ao colapso e tudo aquilo q esta denominado em dolar tambem, o EUA se encontram obrigados a aumentar os juros para vender titulos e financiar deus deficits e ai meu amigo, a coisa vai feder, recessao iniciada ja com o desemprego aos 10%, o dolar e o orcamento dos EUA ja em frangalhos.....

como seria uma recessao assim? iniciando já com 10% de desemprego e as taxas de juros a 0% (sua famosa armadilha de liquidez)...........


já q vc gosta tanto do Krugman, veja a opinião imbecil dele sobre como sair da atual crise. O besta do Krugman defende um novo esforco de guerra para aumentar a demanda agregada, só q desta vez, nao contra outro pais, o esforco seria para combater uma possivel invasao allien!!!!!!!!!!

veja por vc mesmo a entrevista do Paul Krugman Keynes
http://newsbusters.org/blogs/noel-sheppard/2011/08/14/paul-krugman-calls-space-aliens-attack-earth-requiring-massive-defens

e vc se orgulha de ter as mesmas ideia do Krugman???

ja pensou em devolver seu diploma e ir estudar mágica?

alias, os EUA estarao em situacao muito pior do q a do japao, nao tem poupanca para financir deficits sem precisar recorrer ao banco central

"O" mostrando seu lado petralha e akabista...

Para resolver a crise econômica, atar as mãos do FED é pouco. Tem é que ABOLIR aquele antro de comunistas infiltrados!

E que o Krugman se dane, ele é agente secreto chinês atuando na mídia para manipular a opinião pública contra os valores cristãos e individualistas que construíram os Estados Unidos da América.

"o esforco seria para combater uma possivel invasao allien!!!!!!!!!"

Oy vey: você não consegue entender ironia?

sim

mas naum muda o fato de que ele acredita q isso funcionaria, ou muda?

ele acredita cegamente, da mesma forma q Keynes, q politicas como construir piramides, cavar buracos para depois tapa-los ou colocar dinheiro em garrafas e enterrer e depois pagar pessoas para desenterrar tem o potencial para a ajudar a economia..........

Me desculpe caro "O", mas imprimir mais dinheiro não me parece a solução (já foi feito e até agora nada...). Acho que as receitas keynesianas, neste contexto mundial, não surtirão efeito, por outro lado a situação de endividamento dos países sugeriria aperto fiscal, o que também não soa bem aos ouvidos. Está complicado...
Saudações rubro-negras.
M.

utilizar recursos reais para financiar atividades improdutivas como essas não é de nenhuma forma diferente de um imposto sobre as atividades produtivas....

é assim q c sai de uma recessao, colocando mais impostos sobre uma estrutura produtiva já em frangalhos?

um keynesiano ala moda antiga diria q sim sem pestanejar

O "O" tem opiniões bem decentes sobre a política brasileira.
Mas ele está para o comentarismo economico dos EUA assim como o Oreiro está para o Brasil.

a

Vou lembrar mais uma vez como NÃO se faz análise econômica.

Você NÃO compara o desempenho econômico depois da medida ser adotada com o desempenho antes da medida ser adotada.

O que deve ser feito é comparar o desempenho econômico após a medida com o que teria ocorrido caso a medida não tivesse sido adotada.

No caso em questão, afirmar que as políticas econômicas keynesianas não estão funcionando porque não houve recuperação não prova nada; sempre se pode afirmar que sem estas medidas o desempenho estaria ainda pior.

Em outras palavras, sem o contrafactual não há como concluir p... nenhuma.

Obviamente, quem sabe ler já deve ter entendido que o que foi escrito acima não implica dizer que as políticas keynesianas funcionaram, mas, sim que os argumentos apresentados até agora têm que melhorar muito.

Fica aqui o desafio: como construir o contrafactual que indique o sucesso ou fiasco das políticas anticíclicas. Quem se anima?

O,

Você é ativo ou passivo?

A ironia das ironias é que acusam o Bush de ter quebrado a economia americana com gastos para combater uma invasão alien, ou seria talibã?

[i]Em outras palavras, sem o contrafactual não há como concluir p... nenhuma.[/i]

Como ninguém tem bola de cristal, jamais conheceremos o tal contrafactual. Por isso que nosso mestre Mises sempre nos alertou sobre a miséria da economia empiricista.

"Fica aqui o desafio: como construir o contrafactual que indique o sucesso ou fiasco das políticas anticíclicas. Quem se anima?"

O problema, caro Alex, é que os dois lados podem conduzir pesquisas bem elaboradas e gerar resultados que corroboram com suas teorias.

de uma olhada nessa survey
http://www.ecb.int/pub/pdf/scpops/ecbocp38.pdf

a conclusão é simples: não há nada conclusivo, expansões fiscais podem ser tanto expansionistas como contracionistas.......


eu diria, por exemplo, que a ideia do Rogoff (c vc naum assistiu o video, ele defende expansão no investimento público para aumentar a capacidade produtiva fazendo bom uso do dinheiro emprestado do exterior e criando condições sólidas para honrar esse crédito) é boa e seria benéfico à economia.... o problema q vejo é de coordenação, como seria coordenados esses investimentos??
os politicos certamente tenderiam a favorecer projetos com potencial de gerar beneficios na época de eleições esquecendo totalmento dos critérios economicos que deveriam guiar esses investimentos.......



outra coisa, o q vc chama de contrafactual já existe de certa forma. vc viu a projeção que os economistas do tesouro americano fizeram antes da crise???
eles preveram que sem os estimulos, o desemprego iria para a casa dos 8,7%. pois bem, os estimulos vieram e o desemprego esta a quase 10% e o PIB caiu bem mais em relação a sua tendencia do cairia com os estimulos projetados

veja vc mesmo
http://acutemania.net/stimulus/

e mais, a Christina Romer na elaboração do plano disse que os estimulos teriam um efeito multiplicador de 1,26. Ela não somente errou a magnitude como tambem o sinal do multiplicador.....

Flávio Dias

um paper, no minimo, interessante

http://web.econ.ohio-state.edu/dupor/arra10_may11.pdf

Abstract
This paper uses variation across states to estimate the number of jobs created/saved as a result
of the spending component of the American Recovery and Reinvestment Act (ARRA). The
key sources of identi cation are ARRA highway funding and the intensity of state sales tax
usage. Our benchmark point estimates suggest the Act created/saved 450 thousand government-sector jobs and destroyed/forestalled one million private sector jobs. The large majority of
destroyed/forestalled jobs are in a subset of the private service sector comprised of health,
(private) education, professional and business services, which we term HELP services. There
is appreciable estimation uncertainty associated with these point estimates. Speci cally, a 90%
con dence interval for government jobs gained is between approximately zero and 900 thousand
and the counterpart for private HELP services jobs lost is 160 to 1378 thousand. In the goods-producing sector and the services not in our HELP subset, our point estimate jobs e ects are,
respectively, negligible and negative, and not statistically di erent from zero. However, our
estimates are precise enough to state that we nd no evidence of large positive private-sector
job e ects. Searching across alternative model speci cations, the best-case scenario for an
e ectual ARRA has the Act creating/saving a (point estimate) net 659 thousand jobs, mainly
in government. It appears that state and local government jobs were saved because ARRA
funds were largely used to o set state revenue shortfalls and Medicaid increases (Fig. A) rather
than directly boost private sector employment (e.g. Fig. B).


não q eu ache q isso é conclusivo....

são apenas evidencias empiricas.....

Flavio Dias

"Como ninguém tem bola de cristal, jamais conheceremos o tal contrafactual. Por isso que nosso mestre Mises sempre nos alertou sobre a miséria da economia empiricista."

Bom, os austríacos já fugiram da raia. Economistas sérios, por favor?

"O problema, caro Alex, é que os dois lados podem conduzir pesquisas bem elaboradas e gerar resultados que corroboram com suas teorias."

OK, mas e daí? Ou enfrentamos o problema, ou vai buscar refúgio na religião...

Caro Eterno Trade-Off,

Deixa ver se eu entendo: você acha que os EUA está sob risco de ter uma recessão com juros altos (“o EUA se encontram obrigados a aumentar os juros para vender titulos e financiar deus deficits e ai meu amigo, a coisa vai feder”) e juros iguais a zero na armadilha de liquidez (“como seria uma recessao assim? iniciando já com 10% de desemprego e as taxas de juros a 0% (sua famosa armadilha de liquidez)...........”)?

Que tal deixar a bebedeira passar antes de escrever?

"Que tal deixar a bebedeira passar antes de escrever?"

não poderia acontecer naum?
pq?

o presidente dos EUA foi na imprensa dizer que c eles não puderem emprestar mais eles iriam dar o calote, ou seja, ele assumiu que o governo esta em um esquema ponzi....

o dolar está em frangalhos....

vc acha que os EUA são tão divinos assim?


aconteceu em 1980, o FED do Vocker c viu obrigado a aumentar o juros pra 20% para conter a inflação e resolver os problemas de creditos dos EUA causados pelo fim do vinculo do dolar ao ouro........

Vocker era diferente dos keynesianos, o q será q vc faria no lugar dele???....
será q vc tentaria imprimir ouro?

Bem a verdade é que mesmo fazendo políticas monetária e fiscal expansionista, eles quase não sairam do lugar. Acredito que a política está amarrando a economia pois está contaminando muito as espectativas. Os agentes economicos não confiam nem nos democratas nem nos republicanos. Eles estão no meio de uma baita enrascada.O Krugman falou em alien, bem o último presidente com visão americano, JFK, deu um enorme impulso à NASA, pelos menos 30 anos de inovações deveram-se ao que a agência espacial criou de desenvolvimento tecnológico, toda informática e eletrônica nasceram alí. Hoje cortam todos os programas da agência. Os EUA deveriam investir pesadamente em P&D e tentar romper paradigmas tecnológicos atuais, mas não sei se tem liderança para isso hoje.

Alex,

pelo menos de uma olhada nos links q postei....

o proprio tesouro americano afirmou que o desemprego ficaria nas casa dos 8% com os estimulos, convergindo para nivel pre 2007 ate 2014.....
com os estimulos, o desemprego esta quase nos 10% e nao ha sinais claros de recuperacao

"OK, mas e daí? Ou enfrentamos o problema, ou vai buscar refúgio na religião.."

sua critica e melhor feita aos keynesianos.....estes ignoram todas a evidencias de que suas teorias podem estar erradas......

a grande maioria dos analistas de mercado q vao aos canais da imprensa tem o discurso keynesiano na cabeca e dizem algo como: os governos não deveriam retirar os estimulos enquanto a economia ainda não se recuperar....

estes, como o Krugman, não conseguem nem cogitar a possibilidade de que a economia não está c recuperando justamente por causa dos estimulos!!

de uma olhada nesse paper
http://www.ecb.int/pub/pdf/scpops/ecbocp38.pdf

"não conseguem nem cogitar a possibilidade de que a economia não está c recuperando justamente por causa dos estimulos"

OK. Espero a explicação: como os estímulos impediriam a recuperação?

Alex,

acabei de ver sua entrevista no infomoney....

o consumo representa 70% do PIB. Então estimular o consumo é uma saída para os EUA.

Tá, mas e quando esse consumo é financiado por dividas que os americanos não tem a menor condição de pagar?

ker dizer, eles emprestam dinheiro dos chineses para consumir produtos chineses!

nada contra emprestar, desde que vc use os emprestimos para expandir sua capacidade produtiva e criar condições factiveis para honrar suas dividas.......

e, com certeza, esse não é o caso nos EUA.......

“não poderia acontecer naum?
pq?”

Porque você está tão alcoolizado que nem notou que no seu cenário a recessão viria com juros altos e iguais a zero. Bem, se não está alcoolizado, deve ter fumado maconha, ou como de praxe em vomitadores das franjas, talvez o dano seja permanente.

Inflação nos EUA?! Juros altos com recessão...

Pelo amor de deus!!

Será q o mkt está completamente errado ao precificar inflação impícita perto de 1% a.a. para os próximos dois anos?

http://www.bloomberg.com/apps/quote?ticker=USGGBE02:IND

E os juros reais perto de zero e/ou negativos com desemprego perto de 10%?!?! Será q isso não indica que a "taxa natural" não seria ainda mais negativa?!

Mais um detalhe: O Krugman previu há algum tempo atrás que os estímulos não seriam suficientes para tirar os EUA da recessão...

Agora, por favor, contra argumentar as ironias do Krugman e as figuras de linguagem do Keynes é se auto declarar analfabeto funcional!!

Abçs

Parte (1) Sobre a boçalidade, ups, genialidade que o Krugman tem demonstrado, o editorial do WSJ é taxativo e direto:

Tuesday, August 16, 2011
Lesson From Europe
By BRET STEPHENS, WSJ

'The real lesson from Europe," wrote Paul Krugman in January 2010, "is actually the opposite of what conservatives claim: Europe is an economic success, and that success shows that social democracy works." Here are some postcards from the social democracy that works.

• In Britain, 239 patients died of malnutrition in the country's public hospitals in 2007, according to a charity called Age U.K. And at any given time, a quarter-million Britons have been made to wait 18 weeks or longer for medical treatment. This follows a decade in which funding for the National Health Service doubled.

• In France, the incidence of violent crimes rose by nearly 15% between 2002 and 2008, according to statistics provided by Eurostat. In Italy violent crime was up 38%. In the EU as a whole, the rate rose by 6% despite declines in robbery and murder.

• As of June 2011, Eurostat reports that the unemployment rate in the euro zone was 9.9%. For the under-25s, it was 20.3%. In Spain, youth unemployment stands at 45.7%, which tops even the Greek rate of 38.5%. Then there's this remarkable detail: Among Europeans aged 18-34, no fewer than 46%—51 million people in all—live with their parents.

• In 2009, 37.4% of European children were born outside of marriage. That's more than twice the 1990 rate of 17.4%. The number of children per woman for the EU is 1.56, catastrophically below the replacement rate of 2.1. Roughly half of all Europeans belong in the "dependency" category on account of their youth or old age. Just 64% of the working-age population actually works.



Fonte: Blog Rodrigo Constantino (http://rodrigoconstantino.blogspot.com/)

Brados

Martins

Parte 2)

I could go on in this vein for pages, but you get the point. Europe is not a happy place and hasn't been for nearly a generation. It's about to get much worse.

This isn't simply because Europe's economic crisis is still in its infancy, although it is. The tab for bailing out Greece, Portugal and Ireland alone—which together account for about 5% of euro-zone GDP—already runs to hundreds of billions of euros, with no resolution in sight. By contrast, Italy's GDP is more than seven times as large as Greece's. Italy is too big to fail—and too big to save. If the so-called PIIGS wind up leaving the euro zone (or if Germany beats them to it by returning to a Deutsche mark), the dislocations will take years to sort through.

Even then, Europe will still have to address the more profound challenges of economic growth, demography and entitlement reform. But in order for it to do so it must have a clear idea of the nature of the challenges it faces. It doesn't. It also requires political resources to overcome the beneficiaries—labor unions, pensioners, university students, farmers, Brussels technocrats and so on—of the current system. That's not going to happen.

Politics, for starters, prevents it. Whenever a supposed "neo-liberal" comes to power—whether it's Nicolas Sarkozy or Silvio Berlusconi or Angela Merkel—they typically wind up doing no more than tinkering around the edges of regulatory or tax reform. That's because they are stymied by coalition compromises at home, or by European compromises in Brussels, or by some deeper failure of will and character.

Margaret Thatcher was the exception to this rule. But in both Britain and Europe she has had neither equals nor heirs.

Demography also prevents reform. The median age in the EU is 40.6 years. (In the U.S. it's 36.9). Older populations typically resist change, demand the benefits they've been taxed all their working lives for—and vote. The demographic balance is only going to tip further in their favor, and it will change only when younger Europeans decide that children, plural, are worth having. What that will take, only a faith in future prosperity—and in God—can provide. Outside of its growing Muslim population, Europe has neither.

Finally, there is ideology. For the past four decades, "Europeanism" has been an amalgam of Keynesian economics, bureaucratic centralization, and welfarism, corporate and social. Even now, the ideology remains unshaken by events. Though there is plenty of talk about getting spending under control and balancing budgets (typically by way of tax increases), nobody in Europe is proposing a serious growth agenda. At the beginning of the Greek crisis I asked a visiting official from Athens what his ideas were for growth: He suggested olive tree plantations and wind farms. He might as well have thrown a Sicilian Expedition into the mix.

For the U.S., none of this is yet in our cards: That's guaranteed by the tea party that so many Europeans (and Paul Krugman) find so vulgar. But it's worth noting what the fruits of social democracy—a world in which, as Kipling once wrote, "all men are paid for existing and no man must pay for his sins"—really are. And in the wake of the U.K. riots, the rest of his prophecy also bears repeating:

As surely as Water will wet us, as surely as fire will burn,

The Gods of the Copybook Headings with terror and slaughter return!

Brados
Martins

"Tá, mas e quando esse consumo é financiado por dividas que os americanos não tem a menor condição de pagar?

ker dizer, eles emprestam dinheiro dos chineses para consumir produtos chineses!

nada contra emprestar, desde que vc use os emprestimos para expandir sua capacidade produtiva e criar condições factiveis para honrar suas dividas.......

e, com certeza, esse não é o caso nos EUA..."

Se esta é sua resposta, eu continuo aguardando: como os estímulos impediriam a recuperação?

"OK. Espero a explicação: como os estímulos impediriam a recuperação?"

De onde vêm os recursos utilizados como estímulos?? é do setor privado não é??
Quer dizer, o governo retira do setor privado para depois..... injetar de novo no setor!! é como tentar encher uma piscina retirando agua do fundo e jogando no topo....
Mas, ao contrario do que alguem poderia imaginar dado o exemplo, o resultado não é zero. Na verdade, o balanço tende a ser negativo pois numa recessão nem todos os setores estão na merda (recentemente, vi uma matéria sobre a falta de profissionais em algumas areas nos EUA). Alguns setores continuam fortes numa recessão e quando vc retira recursos desses setores (tendem a ser akeles que a economia realmente precisa, do contrario não estariam em boa forma) para financiar setores que estão em crise ( estes são aqueles que o mercado precisa menos, por isso estão nessa situação) vc pode estar destruindo mais empregos do que criando.....

Claro, c vc vier com coisas como demanda agregada vc naum vai entender isso nunca.... a agregação pode ser muito perigosa, as pessoas não demandam blocos de PIB....há demanda por casas, por computadores.......

Nos EUA, por exemplo, em termos percentuais, o setor mais atingido foi o da construção civil. Isso não é atoa, o setor cresceu demais graças as politicas do FED e do governo norte americano. Cresceu muito do que aconteceria no livre mercado e a oferta de imóveis é muito maior que a demanda. Hj há milhares de casas a venda e sem ninguém para alugar........

Grande parte dos investimentos realizados ao longo da cadeia produtiva da construção (uma das maiores, senão a maior da economia) se mostraram errados e precisam ser liquidados. Pq?

pq o mercado não precisa de tantos imóveis....

A estrutura produtiva dos EUA foi danificada pelas intervenções privilegiando o setor da construção civil em relação aos outros setores, isto é, recursos que poderiam ter ido para outros setores foram investidos na produção de ferros para a construção, por exemplo. Há um descompasso entre a estrutura produtiva dos EUA e as demandas especificas por seus produtos. Vcs dizem que há capacidade produtiva ociosa nos EUA, mas e c essa capacidade produtiva consistir em capacidade para produzir mais imóveis que os americanos não precisam??

Utilizar politica econômica para empregar todas aquelas pessoas que perderam o emprego significa inflar novamente a bolha imobiliária ou criar outra bolha.......


Em resumo, os estímulos podem estar impedindo a recuperação por que impedem a economia de se reestruturar no sentido de adaptar a estrutura produtiva da economia às demandas especificas, isto é, o governo retira recursos que poderiam ser utilizados em setores onde realmente há demanda e seriam utilizados de forma produtiva para colocar em setores que só cresceram tanto devido às condições criadas pela bolha........



mais tarde completo minha resposta.....

"Porque você está tão alcoolizado que nem notou que no seu cenário a recessão viria com juros altos e iguais a zero. Bem, se não está alcoolizado, deve ter fumado maconha, ou como de praxe em vomitadores das franjas, talvez o dano seja permanente."



na atual situação dos EUA, juros altos seriam algo como 5%.....
vc acha isso realmente tão infactivel na atual situação?

acha q é tão impossivel a inflação subir ou os EUA enfretarem problemas de crédito ao ponto de o FED necessitar elevar os juros?

"""Tá, mas e quando esse consumo é financiado por dividas que os americanos não tem a menor condição de pagar?

ker dizer, eles emprestam dinheiro dos chineses para consumir produtos chineses!

nada contra emprestar, desde que vc use os emprestimos para expandir sua capacidade produtiva e criar condições factiveis para honrar suas dividas.......

e, com certeza, esse não é o caso nos EUA..."

Se esta é sua resposta, eu continuo aguardando: como os estímulos impediriam a recuperação?""

essa não era minha resposta e vc ainda não respondeu.......

"O"

lembre-se que o presidente dos EUA foi a público dizer que está em um esquema ponzi. Quanto tempo mais a china, japão e outros continuaram emprestando para os EUA aos juros atuais?

"Na verdade, o balanço tende a ser negativo pois numa recessão nem todos os setores estão na merda (recentemente, vi uma matéria sobre a falta de profissionais em algumas areas nos EUA). Alguns setores continuam fortes numa recessão e quando vc retira recursos desses setores (tendem a ser akeles que a economia realmente precisa, do contrario não estariam em boa forma) para financiar setores que estão em crise ( estes são aqueles que o mercado precisa menos, por isso estão nessa situação) vc pode estar destruindo mais empregos do que criando....."

Hããã. A taxa de desemprego nos EUA está em 9%, enquanto as estimativas sobre a NAIRU sugerem um número na casa de 4-5%. Mesmo que a NAIRU tenha subido (para 6%, sendo pessimista), há recursos de sobra no setor privado. Já a utilização de capacidade está em 77,5%, contra uma média de 80,5% entre 2005 e 2007 (e 82-83% no ciclo anterior). Ou seja, há recursos sobrando,

E, se há setores que estão indo bem, não seriam eles quem perderiam seus recursos.

"os estímulos podem estar impedindo a recuperação por que impedem a economia de se reestruturar no sentido de adaptar a estrutura produtiva da economia às demandas especificas, isto é, o governo retira recursos que poderiam ser utilizados em setores onde realmente há demanda e seriam utilizados de forma produtiva para colocar em setores que só cresceram tanto devido às condições criadas pela bolha"

Ótimo: quais os setores em que há demanda e as empresas não conseguem se expandir por falta de trabalhadores ou capital?

“na atual situação dos EUA, juros altos seriam algo como 5%.....
vc acha isso realmente tão infactivel na atual situação?”

Acho bem improvável.

“acha q é tão impossivel a inflação subir ou os EUA enfretarem problemas de crédito ao ponto de o FED necessitar elevar os juros?”

Acho muito improvável – como demonstrado pela queda dos juros recentemente. O mundo está ajoelhado aos pés do Tesouro americano implorando para comprar Treasuries.

"Acho muito improvável – como demonstrado pela queda dos juros recentemente. O mundo está ajoelhado aos pés do Tesouro americano implorando para comprar Treasuries."

os fundamentos para isso estão colocados: dolar em frangalhos e orçamento, reconhecidamente, um esquema ponzi.....

emprestar para os EUA é seguro até q não seja mais, não espere um aumento suave nos juros......

Gostaria de perguntar ao autor como a impressão de milhões de pedaços de papel pintado de verde pode estimular a economia? Esses monetartistas e keynesianos me dão pena....

Logo se vê que você não é do ramo.

Se você acha que o dólar está fraco agora, isto só aumenta a demanda por Treasuries.

Esquema Ponzi? Isso é linguagem de heterodoxo. Os EUA têm um dos níveis de tributação mais baixos dos países avançados. Não existe problema de solvência ou sustentabilidade que não seja resolvido com uma reforma fiscal digamos, do tamanho daquela que o Lula passou em seu primeiro ano de governo.

Aumento de juros? Vai aumentar sim, mesmo porque não tem muito mais espaço para cair. Mas aparentemente somente Zé-migueis sem bala na agulha que lêem economia austríaca estão apostando em uma crise. Vide os sinais de preços do mercado.

"Gostaria de perguntar ao autor como a impressão de milhões de pedaços de papel pintado de verde pode estimular a economia? "

Duas respostas:

http://www.amazon.com/Monetary-History-United-States-1867-1960/dp/0691003548/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1313531128&sr=8-1

http://www.amazon.com/Interest-Prices-Foundations-Theory-Monetary/dp/0691010498/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1313531172&sr=1-1

Leia e depois conversamos.

"Gostaria de perguntar ao autor como a impressão de milhões de pedaços de papel pintado de verde pode estimular a economia? "

Tem gente que acredit até hoje que o Fed imprimiu $. pfff...

a

"Logo se vê que você não é do ramo.

Se você acha que o dólar está fraco agora, isto só aumenta a demanda por Treasuries."

isso aconteceu agora, mas isso não significa que o dolar fraco estimula a demanda por treasuries. Acontece que o investidor julga que a situação em outros lugares e em outras moedas é pior do que a dos EUA e do dolar e conpra treasuries apesar do dolar estar caindo. Ou pode ser também que com a deterioração do orçamento americano, os investidores esperam nova intervenção do FED em comprar os titulos americanos e assim os investidores os compram antes para revender para o FED e depois neutralizar esses doláres em outros ativos como o ouro, dolar neozelandes e australiano.....


as treasuries estão denominadas em dolar, logo c dolar perde valor, as treasuries também e a demanda caíria.

pq diabos vc acha que a queda do dolar causaria aumento na demanda dos treasuries???

""Esquema Ponzi? Isso é linguagem de heterodoxo. Os EUA têm um dos níveis de tributação mais baixos dos países avançados. Não existe problema de solvência ou sustentabilidade que não seja resolvido com uma reforma fiscal digamos, do tamanho daquela que o Lula passou em seu primeiro ano de governo.""

não é linguagem de heterodoxo, simplesmente quer dizer uma situação que só pode ser sustentada com mais emprestimos ao mesmo nivel ou menor de juros.....

a reforma fiscal não é tão facil quanto vc pensa....vc ja viu os cenarios em que o tesouro americano está trabalhando??

eles são totalmente otimistas demais, fazer ajuste nesses cenários realmente não será tão doloroso, mas será que vão acontecer??

""Aumento de juros? Vai aumentar sim, mesmo porque não tem muito mais espaço para cair. Mas aparentemente somente Zé-migueis sem bala na agulha que lêem economia austríaca estão apostando em uma crise. Vide os sinais de preços do mercado.""

os austriacos sempre defenderão que não há saida facil da crise.....

decisões erradas foram tomadas e elas precisam ser enfretadas e liquidadas.....



caro, me responda então:

os lideres mundias fizeram tudo que vcs acham o certo, cade o crescimento?

e outra coisa, os austriacos foram os economistas que melhor anteciparam a crise

veja artigos no mises.org aki
http://mises.org/daily/3128/the-bailout-reader


veja onde o Peter Schiff é ridicularizado por economistas de segunda linha como vc ao defender que os EUA iriam enfrentar uma séria crise lá em 2006-2007.....

http://www.youtube.com/watch?v=2I0QN-FYkpw





veja esse video, onde os imbecis dos seus deuses, krugman e bernanke, mostram sua opiniâo sobre a grande crise q estava para começar

http://www.youtube.com/watch?v=MnekzRuu8wo








vc não deveria subestimar os austriacos, eles tem estado certo desde o inicio............

Putz, o nível dos comentários está descendo quase ao do blog do Adolfo...

alex....chamando os austríacos de economistas não-sérios????????????
pra ele, é Deus no céu e Krugman na terra....tadinho do kgruman, não chega nem no calcanhar do mises, hayek e outros tantos austríacos....

o seu negócio alex, é texto padrão de economia! seu braço é mto curto! se não tiver um modelinho macro, vc fica perdidinho!!

Acho que os estímulos não impediram a recuperação da economia mas estão atrasando e se tornaram impecilhos para uma nova negociação política para adoção de novas medidas anticíclicas. A natureza e a aplicação dos pacotes anteriores foram no mínimo insuficientes. O governo federal não podia simplesmente ficar a merce da confiança do mercado para um período t+1 como ficou. Agora para negociar uma reforma mais abrangente ficou muito complicado e até mesmo há pressão política sobre uma decisão estritamente econômia do Q3...Os pacotes foram úteis no curto prazo mas no longo talvez tenham efeitos adversos.

Alex e "O"

Não sei se vcs conhecem esse blog, mas é o melhor que já vi por aí sobre economia monetária:

www.themoneyillusion.com

abraços.

Alex,


""Hããã. A taxa de desemprego nos EUA está em 9%, enquanto as estimativas sobre a NAIRU sugerem um número na casa de 4-5%. Mesmo que a NAIRU tenha subido (para 6%, sendo pessimista), há recursos de sobra no setor privado. Já a utilização de capacidade está em 77,5%, contra uma média de 80,5% entre 2005 e 2007 (e 82-83% no ciclo anterior). Ou seja, há recursos sobrando.""

capacidade produtiva que os americanos não precisam.....



""Ótimo: quais os setores em que há demanda e as empresas não conseguem se expandir por falta de trabalhadores ou capital?""

leia isso:
http://gigaom.com/2011/07/29/hiring-engineers-silicon-valley-perks/

isso mostra que há um descompasso entre as habilidades requeridas pelo mercado e aquelas que os trabalhadores possuem.....

pode estar acontecendo em muitos outros setore, mas como isso não aparece nos dados....não há dados sobre empregos que não foram criados dado os estimulos do governo americano ou há??




Alex,

tente aprender o q é amplamente conhecido na literatura austriaca como " the broken window fallacy"

economistas de merda (keynesianos, desenvolvimentistas e marxistas) acreditam que quando um vidro é quebrado, no estabelecimento de um padeiro, por exemplo, a economia se beneficia, pois o padeiro é obrigado a gastar com o vidro beneficiando o vidraceiro....

enquanto isso é verdade, os beneficios vão para o vidraceiro que ganha por mais serviços e todos seus fornecedores. No entanto, estes economistas tem a mente muito pouco desenvolvida para entender que o padeiro precisou gastar recuros com algo que já tinha e deixou de ter recursos para comprar um novo terno, por exemplo. Aconteceu que o vidraceiro foi favorecido e o alfaiate prejudicado....

não houve criação de riqueza nenhum, só sua transferencia....

não diga que isso é só um exemplo q não tem aplicação prática

é só ver os moldes do planos de estimulos do Bush ao setor automotivo.... havia incentivos para as pessoas jogarem fora seus carros, comprarem carros novos e em pouco tempo, jogarem fora estes também e comprar novos....

só ver os analistas imbecis que disseram que o tsunami foi bom para o japão, pois gerou demanda para a reconstrução.....

veja as merdas q o krugman fala tambem.....


se catastrofes naturais ajudassem a economia o mundo seria muito mais facil. poderiamos selecionar aleatoriamente uma cidade no Brasil para destruir só para que possamos reconstruir....

O Eterno Trade-off esta' absolutamente certo. Como imprimir dinheiro leva a decrescimo da atividade economica? Simples. Estaremos postando no Blog do Kleber S. logo mais 'a noite. Nao e' teoria economica nao. E' a simples analise de Sua Excelencia, o Fato. A analise contrafactual e' um subterfugio necessario para se continuar o eterno debate bullshitoso, e garantir emprego a economistas/comentaristas.

Um grande abraco


Kleber S.

Seria engraçado não fosse o potencial trágico. Na realidade está todo mundo perdido, e, como é comum nestes casos, estamos todos batendo cabeça. Tudo isto vem a tona no caso dos QEs.

Segundo a teoria keynesiana (eu sei que tem mais tipos de teorias keynesianas do que é possível contar, estou me referindo a tradicional, a que o Krugman gosta)
em armadilha da liquidez (pessoas da minha idade sabem bem do que se trata, para os mais jovens basta olhar os manuais de macro, pode ser o de graduação) a política monetária não é eficaz para aumentar produto e emprego. O Krugman sabe disto, creio que o O e o Alex tambem saibam disto.

Como justificar os QEs? Cito a resposta padrão do Krugman: em tempos de crise é preciso fazer alguma coisa, qualquer coisa. Pode ser que o Krugman esteja certo, pode ser que não (eu creio que não, mas isto não vem ao caso agora). Mas é irônico que quem vive apontando o dedo para a falta de método científico nas propostas alheias (mesmo nas de políticos, jornalistas e não acadêmicos em geral) use o argumento do salve-se quem puder.

"""Gostaria de perguntar ao autor como a impressão de milhões de pedaços de papel pintado de verde pode estimular a economia? "

Duas respostas:

http://www.amazon.com/Monetary-History-United-States-1867-1960/dp/0691003548/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1313531128&sr=8-1

http://www.amazon.com/Interest-Prices-Foundations-Theory-Monetary/dp/0691010498/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1313531172&sr=1-1

Leia e depois conversamos.""

nunca li o do woodford

o do Friedman eu já li, vc q parece q naum


Friedman sabia muito bem que as políticas econômicas enfrentavam hiatos de tempo desde quando o roblema é percebido, a decisão é tomada e os efeitos desta se manifestarem. Assim, Friedman sabia que o fine tunning é uma falácia, ou seja, é impossível controlar perfeitamente os efeitos das decisões tomadas. Caso a inflação se tornar forte, pode não ser possível tomar controle. Friedman não apoiaria tal medida discricionária. O Friedman somente enfatizou tanto o papel do enxugamento monetário grande depressão porque houve cartelização dos salários (as empresas não poderiam reduzir os salários, mas com isso ganhariam monopólios do governo, primeiro no governo Houve e depois com o New Deal do keynesiano Roosevelt). O controle dos salários e o enxugamento monetário fizeram com o salário real aumentasse demais levando ao desemprego e conseqüentemente à queda de produtividade, enfim, à depressão. Além disso, a própria decisão de enxugar a oferta de moeda é uma medida discricionária que o Friedman via com tanto perigo, assim, ao criticar o FED por ter feito o q fez não significa que o Friedman gostaria de ligar as impressoras do FED no máximo, significa apenas que o banco central americano não deveria ter tomado tal atitude e, talvez no máximo, significa que a oferta deveria ter aumentado um pouco para evitar o brutal aumento do salário real ocorrido na época.

Mais, o Friedan jamais confiaria plenamente o poder das politicas monetárias aos politicos, pq ele sabia que estes tem outros interesses....


veja vc mesmo uma entrevista onde o friedan defende a extinção do FED.

http://www.youtube.com/watch?v=JL3FT0O4kYg




d

"""
"""Tá, mas e quando esse consumo é financiado por dividas que os americanos não tem a menor condição de pagar?

ker dizer, eles emprestam dinheiro dos chineses para consumir produtos chineses!

nada contra emprestar, desde que vc use os emprestimos para expandir sua capacidade produtiva e criar condições factiveis para honrar suas dividas.......

e, com certeza, esse não é o caso nos EUA..."

Se esta é sua resposta, eu continuo aguardando: como os estímulos impediriam a recuperação?""

essa não era minha resposta e vc ainda não respondeu.......

""


Alex, vc ainda não respondeu:

Tá, mas e quando esse consumo é financiado por dividas que os americanos não tem a menor condição de pagar?

"capacidade produtiva que os americanos não precisam..."

Opa: perái. Ou eles precisam e o governo está usando (seu argumento) ou eles não precisam, e você não tem argumento. Não dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo.

"Gostaria de perguntar ao autor como a impressão de milhões de pedaços de papel pintado de verde pode estimular a economia? Esses monetartistas e keynesianos me dão pena...."

O David Hume no seculo XVIII ja explicava como isso funcionava.

"isso mostra que há um descompasso entre as habilidades requeridas pelo mercado e aquelas que os trabalhadores possuem"

Isto ocorre em todas as economias o tempo todo; você tem que mostrar que desta vez isto está por trás da queda da atividade, e não uma queda generalizada da demanda.

"veja onde o Peter Schiff é ridicularizado por economistas de segunda linha como vc ao defender que os EUA iriam enfrentar uma séria crise lá em 2006-2007....."

Peter Schiff eh um imbecil que esta esperando a hiperinflacao chegar desde quando?

Alex: nunca escrevi um titulo mais apropriado para um post. De fato, eh o ataque dos idiotas altivos.

"Tá, mas e quando esse consumo é financiado por dividas que os americanos não tem a menor condição de pagar?"

Eles não consumirão e a economia sofre de... queda de demanda agregada! e recessão.

"o Friedan jamais confiaria plenamente o poder das politicas monetárias aos politicos, pq ele sabia que estes tem outros interesses..."

É mesmo uma vergonha dar poder a estes políticos populistas como o Ben Bernanke, que ficam cortejando o voto popular para se eleger para o Fed (para os "irony-impaired, isto é sarcasmo, tá?)

" De fato, eh o ataque dos idiotas altivos"

Só discordo do "altivos"...

O contrafactual do QE 1 e 2 é uma recessão pior que 1929 e até agora ninguém apontou uma alternativa pausível...Justamente pela ausência de alternativas, o mercado parece estar antecipando nos preços um QE3, mais do mesmo..

" Tem gente que acredit até hoje que o Fed imprimiu $. pfff...", a, dá para elaborar?


Tio O, você também vai estar com o Prescott na quinta? Se não estiver, vou criticar, em seu nome, o argumento do 'obama shock' que ele usou para justificar a crise



The Anchor

"alex....chamando os austríacos de economistas não-sérios????????????"

De forma alguma: eu nem acho que sejam economistas...

"se não tiver um modelinho macro, vc fica perdidinho!!"

Eu e qualquer economista de verdade. Se não tiver um modelo e você achar que não está perdido é porque não entendeu o problema.

Ou, como ouvi outro dia, no meio da porradaria:

"Se você consegue manter a cabeça fria no meio da crise, é porque provavelmente não entendeu o que está acontecendo"

Coitado do Prescott. Chegou a velhice para ver o mundinho dele desabar.

""
"Tá, mas e quando esse consumo é financiado por dividas que os americanos não tem a menor condição de pagar?"

Eles não consumirão e a economia sofre de... queda de demanda agregada! e recessão."""

ta entaum

va ao supermercado e compre 40 blocos de PIB. Assim, vc expande a demanda agregada

"""veja onde o Peter Schiff é ridicularizado por economistas de segunda linha como vc ao defender que os EUA iriam enfrentar uma séria crise lá em 2006-2007....."

Peter Schiff eh um imbecil que esta esperando a hiperinflacao chegar desde quando?""

imbecil q colocou no chinelo o retardado do Krugman

"""isso mostra que há um descompasso entre as habilidades requeridas pelo mercado e aquelas que os trabalhadores possuem"

Isto ocorre em todas as economias o tempo todo; você tem que mostrar que desta vez isto está por trás da queda da atividade, e não uma queda generalizada da demanda.""

se há queda generalizada na demanda, pq tem alguns setores que estão tentando contratar mas não encontram trabalhadores?

"""capacidade produtiva que os americanos não precisam..."

Opa: perái. Ou eles precisam e o governo está usando (seu argumento) ou eles não precisam, e você não tem argumento. Não dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo."""

meu deus, analfabeto funcional é complicado

eles NÃO precisam de toda a capacidade produtiva q era destinada ao setor de construção civil, MAS como o governo está tentando, com estimulos, reativar a economia nos mesmos moldes do periodo de bolha, os outros setores não conseguem recursos

não ache q imprimir moeda consegue transformar um pedreiro em um analistas de sistema e uma mansão vazia em uma fabrica


não existe mágica

""

"o Friedan jamais confiaria plenamente o poder das politicas monetárias aos politicos, pq ele sabia que estes tem outros interesses..."

É mesmo uma vergonha dar poder a estes políticos populistas como o Ben Bernanke, que ficam cortejando o voto popular para se eleger para o Fed (para os "irony-impaired, isto é sarcasmo, tá?)

""

ele não, mas e aqueles que o colocaram no poder ou vc não acha que os congressitas americanos o adoram por ele financiar todos os gastos com emissão de moeda???

c ele fizer o contrário, vc acha que iriam mante-lo no poder?

""
"alex....chamando os austríacos de economistas não-sérios????????????"

De forma alguma: eu nem acho que sejam economistas...
""

só c por economista vc entende que aqueles que acreditam em mágicas.....

ai vc tem razão, aumente os gastos e imprima moeda e peça ao papai noel 100 bloquinhos de PIB para vc..........

"""

"o Friedan jamais confiaria plenamente o poder das politicas monetárias aos politicos, pq ele sabia que estes tem outros interesses..."

É mesmo uma vergonha dar poder a estes políticos populistas como o Ben Bernanke, que ficam cortejando o voto popular para se eleger para o Fed (para os "irony-impaired, isto é sarcasmo, tá?)"

""

vc realmente não viu o video né?

aff

o próprio Friedman dizendo para extinguir o FED.....

"va ao supermercado e compre 40 blocos de PIB. Assim, vc expande a demanda agregada"

Eu prefiro comprar um bloco de demanda de Alexandre. No seu caso basta um fardo de feno (e nem precisa ser no supermercado).

""
"isso mostra que há um descompasso entre as habilidades requeridas pelo mercado e aquelas que os trabalhadores possuem"

Isto ocorre em todas as economias o tempo todo; você tem que mostrar que desta vez isto está por trás da queda da atividade, e não uma queda generalizada da demanda.
""

caro Alex,

Para lhe responder eu preciso q vc
me responda umas perguntas:

uma mudança drástica nas preferencias dos consumidores poderiam causar ciclos ou até mesmo uma recessão?

o caso do Brasil, por exemplo, o q aconteceria caso fosse comprovado que a carne bovina faz mal a saude e as pessoas parassem de demandar carne e passassem a demandar soja???

o q aconteceria com toda nossa estrutura produtiva que está ligada à produção de carne??

e nossa estrutura de produção de soja??

e se o governo entender a queda no produto ocasionada pela liquidação no setor produtivo de carnes como uma queda na demanda agregada e reagisse com estimulos para impedir q esses empregos fossem destruidos e empresas de irem a falencia??

os estimulos poderiam impedir que os recursos de fossem do setor da carne para o setor da soja???



nos EUA, a situação é parecida.......

havia uma estrutura produtiva destinada a atender uma demanda que só existia dados as intervenções do FED e governo, mas uma vez que a bolha estourou e a manutenção das condições especificas (credito facilitado, garantia as hipotecas, politica da Freddie May e Fannie Mac de compra ativs imobiliarios) se mostrou impossivel de ser perpetuada, a crise se iniciou..............

Hayek tinha razão: "Mr. Keynes’s aggregates conceal the most fundamental mechanisms of change"

Ciclos reais? Não me faça rir... Nem toda calibragem do mundo consegue fazer com que eles modelos expliquem qualquer padrão observado dos dados...

"havia uma estrutura produtiva destinada a atender uma demanda que só existia dados as intervenções do FED e governo, mas uma vez que a bolha estourou e a manutenção das condições especificas (credito facilitado, garantia as hipotecas, politica da Freddie May e Fannie Mac de compra ativs imobiliarios) se mostrou impossivel de ser perpetuada, a crise se iniciou"

Ok. E explique agora por que o desemprego não aumentou quando houve uma bolha imobiliária que aumentou a demanda por carpinteiros relativamente à de programadores de software.

Pau que bate em Chico...

""Ciclos reais? Não me faça rir... Nem toda calibragem do mundo consegue fazer com que eles modelos expliquem qualquer padrão observado dos dados...""

realmente, os modelos de ciclos reais não são perfeitos, da mesma forma que os modelos novo-keynesianos não o são. Rigidez real e nominal também não dão conta de todos os fatos estilizados dos dados....

tanto que a economia caminhou e e ainda caminha para o q o Woodford chamou de nova sintese neoclássica. Modelos de ciclos reais combinados com insights novos-keynesianos..........


vc não pode negar que os modelos ciclos reais reproduzem parte importante dos fatos estilizados. é só ver o trabalho seminal de Kydland e Prescott.....

"Ok. E explique agora por que o desemprego não aumentou quando houve uma bolha imobiliária que aumentou a demanda por carpinteiros relativamente à de programadores de software. "

nesse caso é facil responder...

qual é mais dificil, um carpinteiro trabalhar como programador ou o contrario??

qual levaria mais tempo para ser treinado??


veja tambem esse trecho do presidente do FED de Minneapolis

http://www.minneapolisfed.org/news_events/pres/speech_display.cfm?id=4525


"Whatever the source, though, it is hard to see how the Fed can do much to cure this problem. Monetary stimulus has provided conditions so that manufacturing plants want to hire new workers. But the Fed does not have a means to transform construction workers into manufacturing workers."

essa é a essencia do pq expanões monetarias podem somente mascarar os problemas

Agora é oficial: o nível dos comentários está pior do que o do blog do Adolfo.

Ô sua besta: esse era um exemplo! O caso geral é que, se choques idiossincráticos são responsáveis pelo aumento de desemprego, também deveriam ser nos booms!

Por que, então, a bolha de internet não causou aumento de desemprego? Porque era fácil transformar carpinteiros em programadores?

Por que, então, a bolha de internet não causou aumento de desemprego? Porque era fácil transformar carpinteiros em programadores?

Porque os programadores foram realocados em funções mais úteis, em empresas mais úteis, produzindo coisas mais úteis.

Antes de a bolha das pontocom estourar, até mesmo as ideias mais sem fundamento recebiam milhões em investimentos. O sujeito tinha a ideia de "um software para competir com o Microsoft Office", mas não fazia a mínima ideia do que isso significava. Um idiota via gente ganhando muito dinheiro com isso e achava que podia ganhar também. É claro que isso não poderia durar muito tempo, afinal, não dá para viver à base de ideias, pó mágico e dinheiro (eu sei, eu sei, Keynesianos e monetaristas não concordam com isso, até hoje acreditam no pó mágico).

Quando a bolha estourou, esses aventureiros sem noção deram com os burros n'água. Quem tinha negócios realmente bons conseguiu se manter. Acabou a época do "Investimento + Pó Mágico = Muito dinheiro". O mercado de TI voltou à realidade. E os programadores, depois de um período de problemas, encontraram lugares de verdade, com ideias de verdade e dinheiro de verdade, para trabalhar.

""Ô sua besta: esse era um exemplo! O caso geral é que, se choques idiossincráticos são responsáveis pelo aumento de desemprego, também deveriam ser nos booms!

Por que, então, a bolha de internet não causou aumento de desemprego? Porque era fácil transformar carpinteiros em programadores?
""

vamus lá:


pq durante o boom, a oferta de trabalho e os salários aumentam nos setores em expansão. Assim, é mais fácil, durante o boom, a transferencia de emprego não somente de outros setores, mas, principalmente, daquela força de trabalho que esta desocupada....

é por isso que desemprego cai abaixo do nível natural durante booms. Quando ocorre o bust, a realocação não é tão fácil pq os trabalhadores dos setores que expandiram não desejam ir para outros setores para ganhar menos e também há rigidez para baixo dos salários, fazendo com que grande parte dos trabalhadores fique desempregada.....

outra coisa importante, é que durante o perioso do boom, parte do capital que teria sido utilizado nos outros setores foi utilizado nos setores que se expandiram artificial. Sendo que no médio prazo, vc precisa de capital para criar empregos (ou não?) não há como os outros setores da economia absorverem os trabalhadores desempregados........

se o governo e o FED não intervirem, hávera um periodo de recessão sim, onde os investimentos ruins serão liquidados. Um grande problema é que durante qualquer periodo de boom, a poupança diminue ( veja o livro do rogoff e da reinhart sobre crises) pq a expansão monetária diminui a taxa de juros de mercado (vc q gosta tanto de dados, não vai ter como negar isso). E como vc precisa de poupança real para financiar investimentos de forma sustentável, quando o bust ocorre, há pouca poupança e a alocação do capital nos outros setores é mais lenta.

A recuperação e realocação dos recursos será mais rápida quando maior for o nível de poupança. Agora, se as autoridades insistirem em manter a estrutura produtiva da economia com estimulos, a estagnação será o resultado, pois o já baixo nível de poupança será utilizado para financiar setores que o mercado não deseja.............

nos EUA, o capital foi utilizado para construção de milhares de casas, gastou-se muito capital de forma inutil. É o famoso "mallinvestiment" criado nas condições ilusórias do boom............

agora, Alez, me diga:
o q qualquer livro texto de introdução à economia diz sobre controle de preços??

vc acha que a solução para o "problema de demanda agregada" é impedir que o preço dos imóveis caiam??

"se não tiver um modelinho macro, vc fica perdidinho!!"

"Eu e qualquer economista de verdade. Se não tiver um modelo e você achar que não está perdido é porque não entendeu o problema"

Bingo! hahaha

"Ótimo: quais os setores em que há demanda e as empresas não conseguem se expandir por falta de trabalhadores ou capital?"

Não é provocação, é dúvida mesmo, mas no limite, os setores cujas manufaturas são produzidas no exterior não o fazem por restrição de recursos (de mão de obra e/ou capital)?

Quando o estado, seja por endividamento ou tributação adicional, aloca uma maior fatia do PIB para a assistência social isto de certa forma não contribui para o encarecimento dos fatores?

Com acesso mais restrito ao auxílio desemprego seria correto afirmar que a mão de obra redundante estaria disposta a trabalhar por remunerações menores e, portanto, aumentaria a possibilidade de produzir domesticamente os gadgets da Apple que hoje são importado da China?

Por outro lado, aqueles que hoje são suportados pelo estado teriam menor capacidade de consumir os bens que lhes são necessários o que afetaria a renda daqueles que lhes fornecem e, consequentemente, a demanda pelos apetrechos bacaninhas também se reduziria, pois são os últimos os que tem hoje adquirem tais produtos, ou não?

Quanto ao estímulo monetário este não pode estar causando aumento do preço de commodities o que exige maior mobilização de recursos para a energia e alimentação, por exemplo, logo reduzindo a renda disponivel para o consumo de mercadorias produzidas internamente, dado que apesar de grande produtor de commodities agrícolas e óleo, os Estados Unidos são importadores líquidos destes bens?

tava assistindo essa entrevista com o Luiz Mendonça de Barros e o Maílson da Nóbrega e lembrei de vcs dois, Alex e "O":

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1584683-7823-MAILSON+DA+NOBREGA+RADICALISMO+POLITICO+NOS+EUA+PODE+CAUSAR+NOVOS+IMPASSES,00.html

assistam o trecho por volta de 12:45 e me digam Alex e "O":

vcs tambem estão meio depressivos como o Mendonça de Barros??

Meus caros,
Realmente, o nível dos comentários está muito fraco (parecido com o blog citado - não falo o nome porque considero esta comparação maldade). Entretanto (mas com humildade) deixo uns pitacos endereçados aos jovens economistas que por aqui aparecem (isto se eles resolverem ler estes pitacos):
1 - A ciência econômica evoluiu e tornou qualquer assunto discutido muito complexo. É muito difícil acharmos resultados fortes (que valeriam para um grande número de situações - algumas coisas funcionariam de determinada forma em determinadas situações, de outra em outras, etc). Fuja de igrejinhas (os pós-keynesianos seriam uma igrejinha, mas os austríacos também).
2- Devido ao tópico anterior, temos sempre que utilizar nossos modelos para analisar situações concretas. Alguém perguntou indignado se o Alex (não tenho nenhuma procuração para falar por ele) só usava modelos. Esta pergunta é extremamente engraçada porque mostra que quem pergunta não sabe o que diz. A frase famosa do Keynes vale neste caso. Sempre temos um modelo na cabeça de como funciona a realidade. Sua não explicitação não significa que ele não existe (só que o modelo não explícito provavelmente é muito pior que o outro).
3- A teoria da ressaca parece boa (já gostei muito dela) mas é péssima (leia o Krugman sim - não morro de amores por ele, ele fala bobagem as vezes mas o cara é muito bom). Precisaríamos de uma recessão para mover os fatores de produção dos setores artificialmente inflados (durante o boom) para os outros. Parece jóia. Mas o Krugman (olha ele aí) demoliu este argumento: mas isto ocorreu durante o boom, quando estes fatores de produção foram encaminhados para estes setores supostamente inflados. Assim, como fica? A teoria é ruim, infelizmente.
4- Voltando, por fim ao Krugman. O que ele diz é que o governo americano gastou os tubos salvando os bancos, não aumentando os gastos corretos transitoriamente para alavancar a economia. Não sei se é verdade (não conheço a economia americana), mas faz sentido. Assim, claramente, não seria mais do mesmo e sim fazer as coisas corretas desta vez.
Saudações

Mto bom:
http://www.dallasfed.org/news/speeches/fisher/2011/fs110817.cfm

So those are the facts. The Dallas Fed will henceforth be providing monthly updates on employment in Texas through our website at www.dallasfed.org. We hope it will be a useful tool for everyone ranging from columnists who write for the New York Times to the pundits who provide commentary for Fox News, as well as serious economists.

"pq durante o boom, a oferta de trabalho e os salários aumentam nos setores em expansão. Assim, é mais fácil, durante o boom, a transferencia de emprego não somente de outros setores, mas, principalmente, daquela força de trabalho que esta desocupada...."

A inteligente resposta é que o desemprego cai no boom e sobe no bust. Basicamente repetiu a pergunta sem a interrogação e acha que respondeu...

"tadinho do kgruman, não chega nem no calcanhar do mises, hayek e outros tantos austríacos...."

Vocês estão loucos!

"A inteligente resposta é que o desemprego cai no boom e sobe no bust. Basicamente repetiu a pergunta sem a interrogação e acha que respondeu"

talvez não tenha enfatizado o suficiente: durante o boom a realocação de recursos é mais rapida, pois os salarios e os lucros do setor em expansão sobem e os trabalhadores e empreendedores veem isso como uma grande oportunidade e o capital é direcionado para esses setores, criando empregos a médio prazo

no bust, há rigidez para baixo dos salários e os trabalhadores não desejam ir para outros setores e receber salários mais baixos e , principalmente se houver politicas de seguro desemprego, podem escolher ficar desempregados....e mais, os outros setores na economia não podem acomodar todos os trabalhadores, não capital há capital para isso, este que foi direcionado para os setores em falsa prosperidade durante o periodo de boom. A realocação de recursos e diminuição do desemprego tende a ser lenta, pois os níveis de poupança se reduziram em consequencia das politicas monetárias expansionistas.....

entendeu ou tem q desenhar?

"Ciclos reais? Não me faça rir... Nem toda calibragem do mundo consegue fazer com que eles modelos expliquem qualquer padrão observado dos dados..."

Ah, o velho e bom complexo de Édipo ataca novamente...

"no bust, há rigidez para baixo dos salários e os trabalhadores não desejam ir para outros setores e receber salários mais baixos "

KKKKK...Acabou de dar a explicação keynesiana (rigidez salarial)....

Xeque-mate!

"entendeu ou tem q desenhar?"

Duvido que você saiba desenhar isto; precisaria saber modelar e, se você soubesse, não falaria tanta bobagem.

Esta o Alex matou hehe. rigidez de salario para explicar ciclo? Vai ser expulso da igreja austriaca

Mas o Krugman (olha ele aí) demoliu este argumento: mas isto ocorreu durante o boom, quando estes fatores de produção foram encaminhados para estes setores supostamente inflados. Assim, como fica? A teoria é ruim, infelizmente.

O que ele demoliu? O problema é justamente o fato de que esses recursos foram realocados para estores já inflados. Ao invés de termos um necessário processo de ajuste da economia, no qual os recursos são realocados - o que aconteceria se o governo não decidisse injetar mais dinheiro nisso - o governo decidiu gerar dinheiro do nada para "reativar a economia". Um setor insustentável foi alimentado até a exaustão. Aí, no final das contas, o castelo de cartas caiu, e a culpa, claro, foi do governo, que não decidiu torrar mais uns trilhões de dólares para "salvar" o mercado.

4- Voltando, por fim ao Krugman. O que ele diz é que o governo americano gastou os tubos salvando os bancos, não aumentando os gastos corretos transitoriamente para alavancar a economia. Não sei se é verdade (não conheço a economia americana), mas faz sentido. Assim, claramente, não seria mais do mesmo e sim fazer as coisas corretas desta vez.

A coisa correta seria, claro, gerar dinheiro da cloaca e se endividar ainda mais porque todos sabemos que a solução para um país endividado é se endividar mais, pois unicórnios que cagam pó de pirlimpimpim multiplicam esse dinheiro. Mas não se preocupem, isso está perfeitamente de acordo com os modelos do Alex. Como todos sabemos, os modelos não devem refletir a realidade. A realidade é que precisa se adaptar aos modelos mágicos do Alex!

""

"no bust, há rigidez para baixo dos salários e os trabalhadores não desejam ir para outros setores e receber salários mais baixos "

KKKKK...Acabou de dar a explicação keynesiana (rigidez salarial)....

""

meu deus, santa ignorancia....

vc é imbecil o suficiente para acreditar que a escola keynesiana é a unica que acredita em rigidez??

todas as grandes escolas admitem isso, discordam apenas na sua importancia como mecanismo de propagação......



mesmo que não houvesse nenhuma rigidez, o ciclo ainda aconteceria, pq não há aproveitar o capital que foi disperdiçado.....

imprimir dolares não vai transformar as casas em fábricas de manufatura.......... vc deve achar q sim né?

""
"entendeu ou tem q desenhar?"

Duvido que você saiba desenhar isto; precisaria saber modelar e, se você soubesse, não falaria tanta bobagem.
""

vc sabe e continua dizendo asneiras e acreditando em mágica.....

http://www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=27

c vc kiser um desenho da teoria dos ciclos economicos dos austriacos

"todas as grandes escolas admitem isso, discordam apenas na sua importancia como mecanismo de propagação"

nãnãninã... Vai perguntar para o Lucas se rigidez de salários tem algo a ver com o ciclo econômico...

"vc sabe"

Nisso você tem razão: eu sei.

"c vc kiser um desenho da teoria dos ciclos economicos dos austriacos"

Who cares about Austrian economics? Fala serio, ninguem liga.

Gostaria de saber do unicorno hayekiano quais sao os setores se expandindo na economia americana que gostariam de empregar os carpinteiros.

Apenas um registro de despedida. Embora sendo um leitor contumaz, as poucas vezes que escrevi neste blog foram sempre para fazer elogios. Pela profundidade, pela propriedade, enfim, por se tratar de algo realmente útil para o leitor. Mas desta vez, lamento, Alex e "O" me pareceram exageradamente mal educados. Ironia tem limite e, infelizmente, vocês o excederam por muito. Nem estou discutindo conteúdo, mas estritamente forma. Talvez um dia vocês tenham a sabedoria para ter um pouco menos de convicção de que são os reais e absolutos donos da verdade. Até lá, fiquem com os leitores que lhes digam amém.

A academia no Brasil é impressionante mesmo. É só olhar os professores de economia que você encontra de tudo: marxista, pos-keynesiano, srafiano, austríaco e por aí vai. Economista mesmo, nada.

""
Gostaria de saber do unicorno hayekiano quais sao os setores se expandindo na economia americana que gostariam de empregar os carpinteiros.
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isso mesmo, não há emprego para eles como carpinteiros e muitos deles precisaram aprender novas atividades, como trabalhar como montadores de automoveis, por exemplo

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"todas as grandes escolas admitem isso, discordam apenas na sua importancia como mecanismo de propagação"

nãnãninã... Vai perguntar para o Lucas se rigidez de salários tem algo a ver com o ciclo econômico...""

exatamente, ele não acha isso relevante no estudo dos ciclos. O que não quer dizer que ele acredite que não nenhum tipo de rigidez de preços.....

vcs novo-keynesianos que acham que isso explica tudo.....

vc mesmo, Alex, parece não acreditar que haja algum espaço para fatores reais como causa dos ciclos.......

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"c vc kiser um desenho da teoria dos ciclos economicos dos austriacos"

Who cares about Austrian economics? Fala serio, ninguem liga.
""

pois é, a maioria dos economistas, principalmente aqueles responsaveis pelas forças fiscais e monetárias, tem algo de keynesiano em sua formação e veja como tudo está dando certo....

patético......

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nãnãninã... Vai perguntar para o Lucas se rigidez de salários tem algo a ver com o ciclo econômico...

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Para que perguntar ao Lucas se eu posso saber a resposta do Prescott, o criador do programa de pesquisa da teoria dos ciclos economicos reais

Veja o que ele respondeu quando perguntado em Snowdon e Vane (2004, pag. 350) sobre a importancia de entender como a rigidez de preços pode afetar os ciclos....

Snowdon e Vane:

How do you view the more recent development of introducing nominal
rigidities, imperfect credit markets and other Keynesian-style features into RBC models?

Ed. Prescott:

I like the methodology of making a theory quantitative. Introducing monopolistic competition with sticky prices has been an attempt to come up with agood mechanism for the monetary side. I don’t think it has paid off as much
as people had hoped, but it is a good thing to explore.






ou seja, o economista responsavel pela elaboração do paper seminal que levou a teoria dos ciclos economicos reais admite que há caracteristicas dos ciclos economicos que podem ser melhor entendidas com o estudo da rigidez como mecanismo de propagação....

ele ta reconhecendo que o modelo é imcompleto. Vcs novo-keynesianos não tem nem essa capacidade de reconhecer que a a realidade é complexa demais para ser explicada por um modelo. Acredita que seus modelinhos contem todas as informações do mundo.....

vc é tão ingenuo, q c esquece do próprio significado de modelo!!



SNOWDON, B., VANE, H. Modern macroeconomics. Its origins, development and current state. Cheltenham, Edward Elgar, 2005.

vc pode encontra facil o pdf do livro caso queira conferir.........

Alguém avise aos austríacos que eles não estão inseridos em uma ciência. Ao contrário, fazem parte de um sistema de fé onde acreditam piamente nos livros sagrados escritos pelos poderosos profetas Hayek e Mieses. Claro, até que a bíblia deles tem algumas boas passagens e belas estórias.
No fim, austríacos estão para marxistas assim como a Igreja Católica está para a Protestante. Basta inverter o sinal e eles encontram uma sociedade perfeita, com pessoas perfeitas, com um sistema econômico perfeito a la marxismo. Francamente....

os ciclos se devem, pra vcs novo-keynesianos, unicamente a rigidez, nominal e real, de preços e salários.........

patético!

Anônimo das 18:52

Seu comentário é até certo ponto sugestivo. Tanto o Alex quanto o "O" sempre utilizaram o sacarmos e a ironia aqui no Blog. É um recurso para conter os engraçadinhos. O pior é que este post despertou um debate sem fundamento graças a alguns fiéis da escola austriaca. O debate é essencial, e sempre é a melhor maneira de traçarmos uma análise e rever as questões que estamos enfrentando. Mas, só há debate e discussão se deixamos de lado os sistemas de fé, as crenças e as verdades absolutas.

A questão aqui discutida envolve conhecer os principais modelos em macroeconomia e sobretudo alguns aspectos formais desses modelos. Quando alguém surge com a solução mirabolante que o Mieses ou o Hayek (ou qualquer outro da escola austríaca) escreveram nos tempos idos, obviamente vai ser motivo de chacota. Obviamente não é porque aqui não se aceita as teorias propostas por eles e sim porque não a funcionaliade entre as idéias propostas por eles e o mundo real. Quando alguém da escola austríaca escrever um modelo macroeconomico explicitando e considerando o mundo real a discussão pode ser aceita. Enquanto isso não acontece, é melhor que fiquem discutindo com os marxistas pra saber quem tem o melhor modelo de sociedade.

Professores de economia austríacos? Praticamente todos são keynesianos ou chicaguistas (e mesmo estes uma hora acabam se revelando Keynesianos).

Ah, sim, e sobre os "unicórnios Hayekianos": os alquimistas por aqui são vocês. Vocês é que seguem à risca alguns modelos e procuram desesperadamente uma forma de encaixar a realidade nesses modelos.

(Obs: não sou economista. Considerando o nível das respostas neste blog, e o que já ouvi de professores de economia e economistas renomados, fico feliz por não ser.)

opa, o "anônimo" de
17 de agosto de 2011 11:01
e
17 de agosto de 2011 11:13

cego ou errado, sou eu...

Sei, sei. Ficou é com vergonha por usar - sem perceber - uma explicação keyenesiana para o ciclo econômico.

Seu argumento e eu copio aqui (com perdão pelo português lamentável) diz:

" Quando ocorre o bust, a realocação não é tão fácil pq os trabalhadores dos setores que expandiram não desejam ir para outros setores para ganhar menos e também há rigidez para baixo dos salários, fazendo com que grande parte dos trabalhadores fique desempregada...

Sugiro que procure na obra do Prescott ou do Lucas qualquer argumento parecido. Foi você mesmo, ao tentar explicar o inexplicável, que veio com o modelo keynesiano.

Mate, mate. Pode espernear, mas foi mate.

Aviso aos navegantes:

Se perguntado sobre um tema que está presente na literatura por algumas décadas e que em algumas teorias antigas e consolidadas é central para explicar um fenômeno importante um pesquisador responde:

"... (insert anything here) I don’t think it has paid off as much
as people had hoped, but it is a good thing to explore."

Ele quer dizer: esta idéia é uma furada, fique fora disto.

Alex,

Você é retardado mesmo ou fingi ser para desencorajar longas discussões?

De tudo que eu disse, você somente entendeu a rigidez de salários?!

A rigidez não é central na teoria austríaca, o ciclo ocorreria da mesma forma...

E outra coisa, você que acha mesmo que a primeira pessoa em todos os tempos a pensar que há rigidez de preços e salários e que isso importava foi o Keynes?

Se sim, isso só mostra outra falha na sua formação como economista: a ignorância quanto à história do pensamento econômico...

Mises em seu “The Theory of Money and Credit” de 1912 já dizia que a moeda não poderia ser neutra porque ela não entra em todos os setores ao mesmo tempo e que alguns setores ajustam seus preços mais rapidamente que outros. Hayek com seu “Prices and Production” de 1931 enfatizou o papel das diferentes freqüências com que os setores ajustam seus preços como UM DOS mecanismos que causam descompasso na estrutura da produção durante o boom...

Então, Alex, seriam vocês, economistas novo-keynesianos, aqueles que utilizam insights postulados anteriormente por economistas austríacos como coração de suas teorias de ciclos.

“Sugiro que procure na obra do Prescott ou do Lucas qualquer argumento parecido. Foi você mesmo, ao tentar explicar o inexplicável, que veio com o modelo keynesiano.”

Seu nível de conhecimento da literatura econômica é vergonhoso. Sabia que o próprio Lucas (1977) considera sua teoria de ciclos como um desenvolvimento das teorias de Hayek???
Com certeza não......

E mais, se você duvida dessa leitura do texto do Lucas, duvide também do Kevin Hoover (conhece?), porque em Hoover (1993), ele faz a mesma leitura e vai até mais longe......

Sua ignorância te derrubou nesta discussão.


Uma última dúvida, você se formou na UNICAMP mesmo não é?
Porque só isso explicaria tamanha ignorância e tamanha arrogância em uma mesma pessoa.


LUCAS, R. Understanding business cycles. Carnegie-Rochester Conference Series on PublicPolicy 5, 7–29, 1977.

HOOVER, K. The new classical economics, in BOETTKE, P. The Elgar Companion to Austrian Economics, Edward Elgar:
Aldershot, 1994.

"De tudo que eu disse, você somente entendeu a rigidez de salários?!

A rigidez não é central na teoria austríaca, o ciclo ocorreria da mesma forma..."

Caro bestalhão:

Eu perguntei para você o seguinte: se são choques idiossincráticos que explicam o desemprego, por que então no boom o desemprego cai e no bust sobe. Sua resposta foi (e eu cito de novo) :

"Quando ocorre o bust, a realocação não é tão fácil pq os trabalhadores dos setores que expandiram não desejam ir para outros setores para ganhar menos e também há rigidez para baixo dos salários, fazendo com que grande parte dos trabalhadores fique desempregada..."

Ou seja, sim, você atribuiu o desemprego a rigidez de salário (vou ser bonzinho e deixar passar o fato curioso de choques idiossincráticos às vezes reduzirem o desemprego porque trabalhadores estão dispostos a mudar de emprego e às vezes aumentarem o desemprego porque os trabalhadores não estão dispostos a mudar de emprego - um primor de lógica.

(continua)

"Ou seja, sim, você atribuiu o desemprego a rigidez de salário (vou ser bonzinho e deixar passar o fato curioso de choques idiossincráticos às vezes reduzirem o desemprego porque trabalhadores estão dispostos a mudar de emprego e às vezes aumentarem o desemprego porque os trabalhadores não estão dispostos a mudar de emprego - um primor de lógica."

Parte dele, a grande parte não encontra trabalho pq é necessário capital para criar empregos no médio prazo (ou não?)

"Seu nível de conhecimento da literatura econômica é vergonhoso. Sabia que o próprio Lucas (1977) considera sua teoria de ciclos como um desenvolvimento das teorias de Hayek?"

Caro imbecil:

Meu desafio obviamente não era você achar a contribuição de Lucas à teoria dos ciclos reais. Isto qualquer réptil não-alcoolizado conseguiria.

Se você soubesse ler (mas o que esperar de alguém que, entre outros, escreve "fingi" ao invés de "finge") veria que o desafio era achar o papel da rigidez de preço nos modelos do Lucas ou do Prescott, que, segundo você:

"admite[m] que há caracteristicas dos ciclos economicos que podem ser melhor entendidas com o estudo da rigidez como mecanismo de propagação"

Mas você não conseguiu mostrar nenhum modelo deles em que rigidez de preço desempenhe qualquer papel.

"você se formou na UNICAMP mesmo não é?"'

Errado de novo. USP (graduação), USP (mestrado), UC Berkeley (doutorado)

kkkkkk

"Parte dele, a grande parte não encontra trabalho pq é necessário capital para criar empregos no médio prazo (ou não?)"

Dããããã. Então por que nos "booms" o desemprego cai? Não é necessário capital durante o "boom"? Só durante o bust?

Vamos lá, bem devagar para você entender:


Durante o boom, uma parte maior da poupança real é direcionada para alguns setores em expansão que parecem ser mais atrativos graças às distorções causadas pelo banco central, politica fiscal, regulação distorciva.......... Assim, gasta-se muito capital de forma errônea e há outro fato estilizado não tem como você negar (só ler o livro do Rogoff e Reinhart), o nível de poupança sempre cai durante a formação de bolhas (fruto da politica expansionista do banco central)......
Assim, durante o boom, a economia caminha para uma redução da poupança real que é direcionada para os setores em expansão, restringindo o crescimento dos outros setores. Quando a situação fictícia é exposta pelo aumento da inflação ou pelo aparecimento de uma bolha, grande parte dos investimentos se mostra errada, pois estes só eram lucrativos com as condições do período de boom......
O desemprego aumenta pq esses investimentos precisam ser liquidados (os EUA não precisavam de todas os imóveis que eles construíram, tanto que mesmo durante a crise havia muitas casas sem ninguém para alugar, mas ainda assim havia demanda, pq esperavam que os preços nunca iriam, afinal, “real estate” nunca caem pensavam economistas e analistas da sua laia). E os trabalhadores não são realocados pq há rigidez para baixo e os trabalhadores não desejam mudar de emprego para ganhar menos (seus rendimentos também foram inflados no período do boom) e há, digamos, um tempo de ajuste (as habilidades requeridas nos setores são diferentes). Mas, o PRINCIPAL motivo pelo qual a realocação não acontece PRINCIPALMENTE, pq muito capital foi utilizado de forma errônea e o nível de poupança real (recursos disponíveis para a formação de capital ou vc acredita na ladainha keynesiana de investimento autônomo e animal spirits?) caiu devido às políticas econômicas que levaram ao boom. Assim, há pouca disponibilidade de recursos para serem utilizados na criação de capital nos outros setores com o potencial de criar empregos. Consequentemente, a realocação durante o bust é mais dolorosa do que no período de boom.

Finalmente, entrou na sua cabeça?

Só para esclarecer, não acho que a teoria austríaca represente todos os elementos dos ciclos. E digo para qualquer austríaco que achar isso, que ele está errado. A teoria dos ciclos reais captura parte importante também. E mais, qualquer teoria que não contemple a estrutura de produção de uma economia e que insista em estudar relações entre agregados sem se preocupar com as estruturas que formam os agregados é incompleta e falaciosa.



Mais uma coisa, vcs, que atribuem ao Keynes a genialidade de entender como a rigidez de preços pode ter efeitos perversos durante muito tempo só conseguiam entender sobre a rigidez absoluta de preços e salários. Somente recentemente, a partir da década de 1990, passaram a incorporar a rigidez relativa entre preços e salários como mecanismo mais importante de propagação de choques idiossincráticos e que os austríacos, mais de 50 anos antes, já colocavam como fator relevante ...

De novo, patético!

"Se você soubesse ler (mas o que esperar de alguém que, entre outros, escreve "fingi" ao invés de "finge") veria que o desafio era achar o papel da rigidez de preço nos modelos do Lucas ou do Prescott, que, segundo você:"

Ele não modela a rigidez, pq, mesmo sabendo que ela pode ter papel como mecanismo de propagação de choques, com seu embasamento teórico, acredita que isso não seja CENTRAL para entender a dinâmica dos ciclos. O Prescott, diferentemente de vc com todo seu orgulho em saber o que é uma transformação monotônica de uma função, entende quais são as virtudes e as fraquezas de um modelo. Ele sabe que o papel do modelo é captar a dinâmica fundamental de um fenômeno econômico e sabe também que é impossível construir um modelo que contenha TODAS as informações. Afinal, qual a utilidade de um mapa em escala real??

Em resumo, percebi que vc precisa disso, o Prescott não inclui rigidez pq ele não vê isso como central, apesar de nunca (e aqui eu desafiao vc a procurar) ter negado sua existência.

Segundo os editores desse Blog os austríacos ou certa ala dos Republicanos são tolos por proporem que o FED e o governo são culpados de tudo.

Mas cá entre nós, o Krugman (esse Deus segundo o Alex) é ainda mais maniqueista com esse papinho de colocar a culpa no sistema financeiro. No que ele acredita afinal? Num bicho papão chamado "agentes financeiros" composto de máquinas feitas para destruir o pobre povo?! Pelo amor de Deus, isso é de um "esquerdopatismo" imbecil e populista dos piores!!!

A questão é saber o que é pior: governo e FED errarem por pensarem que sao os donos de todo o conhecimento e sabedoria do mundo (ainda que com boas intençoes) enquanto sao ignorantes como todos ou agentes que simplesmente seguem o instinto de sobrevivencia que há no professor universitário, no padeiro, no esportista ou no banqueiro, como queiram.

No final, o que se nota é que os neo-keynesianos ou qualquer tipo de pró-intervencionismo (como os editores desse blog) imaginam-se as pessoas mais idealistas e puras do Mundo, quando na verdade se recusam a aceitar a ignorância (comum a todos os seres humanos) sobre o que vai acontecer e seu poder de influenciar o futuro, ou seja, erram por arrogância e nem tanto por um suposto conhecimento técnico!!!

Aqui vai o que escreveu o "Deus bem-intencionado Krugman":

"One of the truly amazing things about American politics in the Lesser Depression is that nobody in political life has been willing to run as the champion of ordinary Americans against the financial wheeler-dealers who brought this disaster on us. Republicans won’t, of course, because their worldview says that greed is good and government the only source of evil. But Obama has also been almost weirdly unwilling to express even the slightest populism."

"Ele não modela a rigidez, pq, mesmo sabendo que ela pode ter papel como mecanismo de propagação de choques, com seu embasamento teórico, acredita que isso não seja CENTRAL para entender a dinâmica dos ciclos."

Mas foi exatamente isto que eu disse. Quem falou que o Prescott dava destaque a rigidez nominal foi você, como desculpa por ter invocado este argumento para explicar porque choques idiossincráticos só elevarem desemprego durante a recessão, quando deveriam, pela sua "lógica" (na falta de termo melhor) aumentar o desemprego também no boom.

"Durante o boom, uma parte maior da poupança real é direcionada para alguns setores em expansão que parecem ser mais atrativos graças às distorções causadas pelo banco central, politica fiscal, regulação distorciva.......... Assim, gasta-se muito capital de forma errônea e há outro fato estilizado não tem como você negar"

Não nego, mas segue sendo irrelevante como explicação. Repito: por que, então, quando os setores "errados" se expandem, aumentando o mismatch da força de trabalho o desemprego não sobe? Por que só aparece o problema de mismatch quando a economia entra em recessão?

Pode continuar tentando, mas, a bem da verdade, estou te sacaneando: "economistas" austríacos nunca conseguiram responder esta pergunta e mesmo eles eram bem mais inteligentes que você...

Se quiser tenta via ciclos reais você terá que deixar os austríacos para trás. Afinal de contas, não se pode usar matemática, muito menos testar os modelos contra os dados, não é?

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Não nego, mas segue sendo irrelevante como explicação. Repito: por que, então, quando os setores "errados" se expandem, aumentando o mismatch da força de trabalho o desemprego não sobe? Por que só aparece o problema de mismatch quando a economia entra em recessão?
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De novo, pq quando o boom se inicia, o nível de poupança real - para financiar o capital e a criação de novos empregos nos setores em expansão - é maior do que quando o boom ocorre. E também, no boom, os salários e lucros nos setores em expansão aumentam mais rapidamente, facilitando a a realocação de recursos. Desta forma, quando o bust ocorre, a recessão será tão mais rápida quanto menores forem os estímulos que visem retomar o crescimento com a mesma estrutura de produção. Há evidências de que austeridade pode encurtar uma recessão por acelerar o processo de realocação¹. A mais famosa é a recessão de 1921 nos EUA, que de início, teve características parecidas com o ínicio da crise de 1929 em termos de desemprego e queda do produto. No entanto, em 1921, não houveram politicas anticíclicas e a recessão foi rápida. Por outro lado, em 1929, o governo adotou um gigantesco plano de cartelização como forma de impedir demissões² e queda do salário real e o FED reduziu fortemente e discricionariamente a oferta de moeda. Os dois fatores combinados foram cruciais para a profundidade e duração da recessão.

¹ - As expectativas sobre o futuro do orçamento do governo, como destacou o Prescott em sua passagem no Brasil, podem ter papel importante aqui também.
²- Veja:
Harold L. Cole & Lee E. Ohanian, 2001. "New Deal policies and the persistence of the Great Depression: a general equilibrium analysis," Working Papers 597, Federal Reserve Bank of Minneapolis.
Ohanian, Lee E., 2009. "What - or who - started the great depression?," Journal of Economic Theory, Elsevier, vol. 144(6), pages 2310-2335, November.
E principalmente:
Rothbard, Murray, 2008, America’s Great Depression, Ludwig von Mises Institute, Auburn, Alabama.

Eu já percebi que você é limitado, mas tente, pelo menos, não dar uma resposta que simplesmente diga: "porque no boom a economia cresce e na recessão não".

P.S.

E "houveram" não existe. Umas aulinhas de português viriam a calhar.

"Ludwig von Mises Institute, Auburn, Alabama."

Acho que a localizacao do instituto ja diz muito, nao?

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Se quiser tenta via ciclos reais você terá que deixar os austríacos para trás. Afinal de contas, não se pode usar matemática, muito menos testar os modelos contra os dados, não é?""

Claro que pode, desde que vc entenda as limitações.


Dê uma olhada no que Hayek (Nobel em economia, algo que vc nunca nem sonha em chegar perto de obter) disse quando recebeu o prêmio em seu famoso discurso "The Pretense of Knowledge".

http://mises.org/daily/3229



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"Ludwig von Mises Institute, Auburn, Alabama."

Acho que a localizacao do instituto ja diz muito, nao?""

Alguém que assina como "O" Anonimo não merece nem resposta.

O que vc diz sobre os trabalhos do Ohanian. "Journal of Economic Theory" e "Journal of Political Economy" também não merecem nenhum respeito não é?

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Pode continuar tentando, mas, a bem da verdade, estou te sacaneando: "economistas" austríacos nunca conseguiram responder esta pergunta e mesmo eles eram bem mais inteligentes que você...
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Mais uma vez, vc comprova sua ignorância. E eu sabia que a única coisa que leu sobre economia austríaca foi o artigo do seu divino Paul Keynes Krugman entitulado "the hangover theory", se não me engano.

Mais uma vez, patético.

Krugman foi amplamente refutado por economistas austríacos, mas como vc não tem a menor decência de apurar os fatos antes de expressar sua opinião, vc não ficou sabendo.

"Claro que pode, desde que vc entenda as limitações."

Se pode, por que não faz?

"vc não ficou sabendo"

Nem eu, nem qualquer pessoa neste quadrante da Galáxia, por motivos óbvios...

"Se pode, por que não faz?"

Pq não é crucial. Mas não vamos entrar aqui na discussão de método e epistemologia.....


Continue com seus modelos onde as pessoas demandam blocos de PIB e as firmas ofertam blocos de PIB. Já respondi perguntas demais suas.

Aguardo um post (no blog e não aqui) seu sobre porque as politicas keynesianas não estão funcionando.

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"vc não ficou sabendo"

Nem eu, nem qualquer pessoa neste quadrante da Galáxia, por motivos óbvios...
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pois é, mas c se vc não fosse tão picareta, vc teria pesquisado antes de sair por ai dizendo:
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"economistas" austríacos nunca conseguiram responder esta pergunta e mesmo eles eram bem mais inteligentes que você"

"O que vc diz sobre os trabalhos do Ohanian. "Journal of Economic Theory" e "Journal of Political Economy" também não merecem nenhum respeito não é?"

Eu nao compro os resultados do Ohanian, e mesmo se comprasse, eles nao refutam uma explicacao keynesiana para a Grande Depressao, apenas a complementam. Mais tarde eu escrevo sobre esse assunto.

"Eu nao compro os resultados do Ohanian, e mesmo se comprasse, eles nao refutam uma explicacao keynesiana para a Grande Depressao, apenas a complementam. Mais tarde eu escrevo sobre esse assunto. "

Essa eu quero ver. Mas antes, dê uma olhada nos textos para vc entender o que foi a cortelização promovida por Hoover e depois ampliada no New Deal. Veja também sobre a política monetária do FED no período anterior a crise, fomentando outra bolha.

E cuidado, ao contrário do que vc e o Alex pensavam, rigidez como mecanismo de propagação de choques foi abordada primeiramente por economistas austríacas. Se sua explicação passa por ai, não a rotule como keynesiana tão acintosamente.

""Se pode, por que não faz?"

Pq não é crucial. Mas não vamos entrar aqui na discussão de método e epistemologia."

KKKKKK... Meu, você mal sabe soletrar e quer discutir epistemologia... É consumo exagerado de agrotóxicos.

caro alex, como provar que os beneficios desses estimulos superam seus enormes custos?