teste

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Kiwi tuu

QE2 (pronuncia-se “kiwi tuu”), como ficou conhecida, é a nova tentativa do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de impulsionar a economia dos EUA após sinais de perda de fôlego da recuperação. Concretamente consiste na compra de mais US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro americano, de preferência com prazo entre 5 e 6 anos, de modo a reduzir as taxas de juros dos títulos daquela maturidade.

Em condições normais não é exatamente assim que se opera a política monetária. Na prática, bancos centrais preferem agir diretamente sobre a taxa de juros – quase sempre a taxa overnight (aplicável a empréstimos de um dia) – comprometendo-se a emprestar e tomar emprestados recursos à taxa meta determinada pelos seus comitês de política monetária, isto é, pela compra (ou venda) ilimitada de títulos à taxa meta.

No entanto, o Fed já reduziu a taxa de juros overnight para praticamente zero e é impossível reduzi-la ainda mais. De fato, se um título fosse remunerado a taxas nominais negativas, seus detentores sempre poderiam trocá-los por notas de dinheiro, cujo retorno (zero) seria superior.

A ocorrência de juro zero, ainda que rara, não é inédita: aconteceu durante a Grande Depressão e, mais recentemente, tornou-se característica da longa crise japonesa. Passou a ser, desde então, objeto de estudos por parte de economistas monetários, entre eles o atual presidente do Fed, Ben Bernanke. Em 2002, já no Fed, embora não como seu presidente, Bernanke, numa palestra famosa, sugeriu os passos que deveriam ser seguidos para contornar o problema caso ele viesse (como afinal veio) a se manifestar.

Dizia então que o Fed poderia estender para maturidades mais longas os mesmos procedimentos que usa para fixar a taxa de juros de um dia, isto é, se comprometer a comprar ilimitadamente títulos de, digamos, 5 anos, para fixar seu rendimento. A bem da verdade, o Fed não foi tão longe na decisão da semana passada, anunciando, em princípio, que sua intervenção está limitada a US$ 600 bilhões até junho de 2011 (que, somados ao reinvestimento dos títulos a vencer, representam compras de aproximadamente US$ 900 bilhões).

Ainda assim, mesmo antes do anúncio da decisão, as taxas de juros dos papéis mais longos se reduziram nos últimos dois meses: houve uma queda próxima a 0,50% ao ano no caso dos títulos de 5 anos. Em outras circunstâncias isto representaria um impulso considerável à demanda interna.

No entanto, não vivemos em condições normais (fosse o caso, não estaríamos discutindo QE2) e restam dúvidas sérias acerca da disposição de consumidores e empresas americanas em elevar seus gastos, mesmo com taxas de juros mais baixas, isto para não mencionar a pouca disposição dos bancos (ainda fragilizados) no sentido de aumentar a disponibilidade de crédito. Em outras palavras, há chances consideráveis de que esta estratégia não funcione, isto é, que a trajetória da economia com QE2 seja muito similar à que ocorreria na ausência de QE2.

Isto dito, deve ser claro que, nas atuais circunstâncias, trata-se de um risco que o Fed tem que correr. Com efeito, o risco maior é o de pecar por omissão e permitir que a fraqueza hoje existente se transforme no temido “segundo mergulho”, que poderia levar os EUA ao território deflacionário, com conseqüências sérias para a economia mundial.

À luz disto, só a obsessão equivocada com a taxa de câmbio real-dólar (deixando de lado todas as demais moedas contra as quais o real se depreciou) poderia explicar a reação de certas autoridades. Ignorando que QE2 é uma tentativa de acelerar a demanda interna, tal mania os leva a interpretá-la como uma estratégia para desvalorizar o dólar (numa economia em que exportações representam meros 12% do PIB!), enquanto engolem placidamente práticas bem mais deletérias por parte de outros países da China.

(Publicado 10/Nov/2010)

Plácidos

Reações:

52 comentários:

Alex o FED ja fez o possível para tirar evitar uma deflação.Agora é deixar o mercado se ajustar.

Alex,

Vc não considera a ação do FED como uma tentativa de pagar a divida dos Estados Unidos com inflação e mais, não é também uma tentativa de fixar preços?
O q qualquer livro de introdução à economia ensina sobre fixar preços?? O problema não é a deflação, mas sim que os preços de alguns ativos subiram demais e sem qualquer fundamento real (bolha). Eles precisam cair.


Sobre o Japão. Tentaram todos os mesmos estimulos keynesianos - fiscais e monetarios - e a unica coisa que mudou foi aumento explosivo do deficit público.

Flávio Dias

Aqui vai uma lista de 50 livros para você se tornar um defensor da causa liberal.

• Mauá, o Empresário do Império – Jorge Caldeira
• Democracy in America – Alexis de Tocqueville
• Lanterna na Popa – Roberto Campos
• The Constitution of Liberty – Friedrich Hayek
• The Commanding Heights – Daniel Yergin & Joseph Stanislaw
• Capitalism and Freedom – Milton Friedman
• A Obsessão Antiamericana – Jean François Revel
• The Virtue of Selfishness – Ayn Rand
• The Mistery of Capital – Hernando De Soto
• The Road to Serfdom – Friedrich Hayek
• Capitalism: The Unknown Ideal – Ayn Rand
• Liberalism – Ludwig von Mises
• America’s Great Depression – Murray Rothbard
• Os Limites da Ação do Estado – Wilhelm von Humboldt
• Atlas Shrugged (A Revolta de Atlas) – Ayn Rand
• The State – Franz Oppenheimer
• A Lei – Frederic Bastiat
• Entre os Cupins e os Homens – Og Francisco Leme
• 1984 – George Orwell
• Free to Choose – Milton Friedman
• O Que é o Liberalismo? – Donald Stewart Jr
• Em Defesa da Globalização – Jagdish Bhagwati
• A Rebelião das Massas – José Ortega y Gasset
• A Força das Idéias – Isaiah Berlin
• Escritos de Política – Benjamin Constant
• Propriedade e Liberdade – Richard Pipes
• The Ethics of Redistribution – Bertrand de Jouvenel
• The Quest for Cosmic Justice – Thomas Sowell
• Envy: A Theory of Social Behavior – Helmut Schoeck
• Teoria dos Sentimentos Morais – Adam Smith
• Em Busca de um Mundo Melhor – Karl Popper
• Tratado Sobre a Tolerância – Voltaire
• A Liberdade – John Stuart Mill
• Economics in One Lesson – Henry Hazlitt
• Liberty for Latin America – Alvaro Vargas Llosa
• The Discovery of Freedom – Rose Wilder Lane
• A Sociedade de Confiança - Alain Peyrefitte
• A Solução Liberal – Guy Sorman
• The Man Versus the State – Herbert Spencer
• Human Action – Ludwig von Mises
• The Fatal Conceit – F. Hayek
• Discurso Sobre a Servidão Voluntária – Étienne de La Boétie
• Individualism and Economic Order – F. Hayek
• Salvando o Capitalismo dos Capitalistas – Rajam & Zingales
• O Mito do Contexto – Karl Popper
• The Machinery of Freedom – David Friedman
• Do Bom Selvagem ao Bom Revolucionário – Carlos Rangel
• A Conflict of Visions – Thomas Sowell
• Liberal Fascism – Jonah Goldberg
• História do Brasil com Empreendedores – Jorge Caldeira

Realmente a desvalorização dolaresca afeta todos os países do globo; como já observado, não se trata de uma apreciação do real.
Enquanto os países não fazerem o dever de casa, ficarão fortemente suscetíveis às influências econômicas externas.
Não acredito que a economia americana esteja em tão péssimo estado para que venha a se justificar a adoção do QE2. Toda recuperação econômica apresenta sinais divergentes em seus indicadores.
Quanto à sugestão da volta do padrão-ouro 'modificado' by Zoellick, desculpem a maldade, me cheira a um call de venda da banca no ativo; a cereja é o fantasma da inflação. Vamos ver o comportamento dourado nos próximos 6 meses para ver se coincidiu com o meu pensar.
Mil e quatrocentos dólares por onça-troy, ontem.
Falando do Banco Panamericano, outro exemplo nítido e claríssimo de que, balanço contábil virou peça de ficção para o investidor; um vexame. Vão aportar 2,5 bilhões de reais. Como que um rombo deste ninguém viu ou fingiu?
BC, acorda! Caiu a máscara,... rs, rs
Alô, alô diretoria (do banco, da Caixa, do órgão fiscalizador do sistema financeiro nacional, das empresas de auditoria, dos maquiadores de balanço)! Belo carimbo na folha profissional!
Coincidentemente, pós-eleição.
O mundo e as velhas raposas.
Depois da quebra dos grandes, gananciosos e incompetentes bancos de investimento americanos, de fantásticos números nas empresas ex-bilionárias (Worldcom, Enron), de fundos de investimento de araque (Madoff), dos olhos cegos das agências classificadoras de risco (Standard, Fitch), das mãos inábeis e mentes 'obtusas' dos serviços 'independientes' de auditoria (totalmente desacreditados), das generosas e elásticas avaliações de crédito soberanos promovidas pelas grandes instituições bancárias européias, pelos inescrupulosos e vexatórios valores dos bônus executivos à velocidade da luz alavancados por lucros virtuais, vamos acreditar no que para investir?
Vai confiar em quem ou no que?
Estamos fritos. Nesta, sou mais eu. Acredito em pouca coisa e em poucas pessoas no mercado, mas, principalmente no trend e no book de negociação,...
Demonstrações contábeis estão com a mesma credibilidade da idade das prostitutas.
Pergunte a elas.

Não vou resistir, vale para os EUA e nesse exato momento aqui mesmo no Brasil: " QUEM QUER DINHEIRO, OIIIIIIII"

Talvez não seja a intenção do qe2 (eu duvido)mas que a desvalorização do dolar em relação as outras moedas com certeza ajuda os americanos.

Sobre os 2.5 bi a caixa eu diria...

(voz do xicu buarque, sambinha...)

Não existe moral hazard do lado de baixo
Do Equador

Vamos pegar o dinheiro do povo e embolsá-lo
A todo vapor



(Na verdade depois de 2008 nem do lado de baixo nem do lado de cima do equador...)

Bowser

Nossa Ivo! Você copiou isto sozinho?

Sugiro fortemente a leitura da ultima peça do john cochrane sobre estimulo fiscal e seus efeitos práticos observados.

Direto ao ponto, linguagem clara e bem escrito. Ah, destrói com o krugman e o brad.

http://faculty.chicagobooth.edu/john.cochrane/research/papers/stimulus_rip.html#_ftn1

Ivo, parabéns.
Vc sempre acrescenta muito conteúdo à discussão do blog.

Voltando aos temas menos importantes, gostaria de saber do Alex e do "O" qual a expectativa de ambos para o futuro do Banco Central. Vcs acham que sob Dilma ele continuará a ser independente e que haverá continuidade na política monetária, ou acreditam que será uma farra quermesso-keynesiana? A política fiscal, pelo visto, já está perdida, resta esperança para a política monetária?

Sobre o recente debate sobre a volta ao padrão-ouro, gostaria de assinalar que acho incrível a capacidade que certas pessoas tem de avaliar a realidade de maneira apenas parcial. Trata-se de um vício da esquerda, em política, e da heterodoxia, em Economia. Se a alternativa A, atualmente em vigor, tem defeitos, se torna ÓBVIO que a alternativa B seria melhor. O capitalismo produz desigualdades: que venha o socialismo. O livre mercado não gera pleno emprego: viva o Estado gastão. O papel-moeda admite crises financeiras: padrão-ouro já!

Sendo bípede, eu por vezes tropeço e caio, o que não é nada bom. Deveria eu por isso andar "de quatro"?.

Um abraço fraterno do Pai Alex.

Alex,
Sabemos que o Fed não possui um sistema de metas explícito. Caso o mesmo adotasse o "inflation targeting", seria mais fácil mudar as expectativas? Ou seja, elevar a meta.

Abs

Vou ler o Cochrane depois...

Talvez comente. Existe muito pouco que John Cochrane escreveu nos últimos meses que tenha mais valor intelectual do que um bate-papo etílico com a Marilena Chauí.

Veremos se desta vez ele deixou de destruir mais ainda o valor de mercado de um doutorado em macroeconomia de Chicago.

"O",

talvez ele tenha mesmo reduzido seu valor de mercado após esse texto.

Mesmo assim, vc não acha admirável a postura dele de assinar aquilo que escreve? Ou seria mais interessante ele virar um anônimo qualquer para não se queimar no mercado.

"O", vc não tem reputação para falar sobre certas coisas. Nestes casos, cale-se.

Ass. "Um" Anônimo

"Caso o mesmo adotasse o "inflation targeting", seria mais fácil mudar as expectativas?"

Acredito que "price-level targeting" poderia, pelo menos em tese, funcionar bem no sentido de elevar expectativas de inflação no curto prazo, mantendo o longo prazo mais firme, comparativamente à elevação da meta.

Alex,

Aproveitando o gancho do seu post as 17:36, o que vc acha que está faltando para alguns bancos centrais adotarem price level targeting? Parece existir um consenso de que price level targeting é a política monetária ótima em uma série de diferentes modelos, no entanto, bancos centrais parecem relutantes em adotar tal política.

"Sugiro fortemente a leitura da ultima peça do john cochrane sobre estimulo fiscal e seus efeitos práticos observados."

Goodness gracious: ele errou equivalência ricardiana no 4o parágrafo!

Não fez a distinção entre aumento temporário e permanente de gastos. Na prova do Maury Obstfeld já teria perdido quase metade dos pontos.

Alguém pode me explicar o que está ocorrendo em Chicago?

"O"
desta vez o cochrane está com um texto mais esperto, parece que deram umas dicas pra ele.

Conheço gente fera em finanças, com nível para entender a fronteira da teoria (e não é simples não) e que também opera e faz análise de mercado financeiro, que respeita muito o trabalho do Cochrane, mas é claro que ele não dedica muito tempo ao mercado "real", pois é um teórico puro e professor de chicago, então acho que por isso algum circuito não fechava na cabeça dele.

Mas neste ultimo texto ele andou aprendendo bastante com quem sabe o que fala, até na parte da argumentação baseada nos fatos reais e não só nas abstrações.

Agora, escola de pensamento econômico é igual a religião, converter adeptos fundamentalistas das escolas rivais é complicadíssimo ...resultando até em JIHAD ! hehehe

Goodness gracious: ele errou equivalência ricardiana no 4o parágrafo!

Ele sabe muito bem a distinção e deixa isso claro, leia o texto inteiro, e sem viés ideológico.

O Krugman tem seus erros primários, naquela discussão com o cochrane ele errou o que era CAPM, coisa que qualquer garoto de 20 anos sabe.

Não estou defendendo um ou outro, apenas a verdade.

Palmatória

O argumento de Cochrane que gasto financiado com emissão de títulos não pode estimular a economia porque os compradores de títulos não estão gastando é de uma burrice e cegueira econômica a toda prova.

Mesmo que a economia americana fosse fechada, qualquer pessoa que estudou macroeconomia seriamente (grupo que obviamente não inclui ele) sabe que equivalência ricardiana não funciona (afinal quem vai pagar os impostos pode nem ter nascido ainda). Mas se você levar em conta que quem compra os títulos de dívida americanos na margem é o governo da China... What the fuck is Cochrane talking about?

Nem vou falar nada da afirmação pra lá de Bagdá que modelos keynesianos/não-keynesianos não funcionam e ninguém os usa. Que idiota.

E isso porque nem li o artigo inteiro.

Recomendo que leiam como um teste. Se você não consegue ficar indignado com as besteiras que ele escreve, tome isto como evidência que você não sabe macroeconomia.

"But here’s the catch: to borrow today, the government must raise taxes tomorrow to repay that debt. If we borrow $1 from A, but tell him his taxes will be $1 higher (with interest) tomorrow, he reduces spending exactly as if we had taxed him today! If we tell both A and B that C (“the rich”) will pay the taxes, C will spend $1less today.

[...]

These statements are a theorem not a theory. I’m explaining (in very simple terms) Robert Barro’s (1974) famous “Ricardian Equivalence” theorem. “Theorem” means that if a bunch of assumptions, then borrowing has exactly the same effect as taxing.

[...]

If you think stimulus works by fooling people to ignore future tax hikes or spending cuts [grifo meu], then loudly announcing such tax hikes and spending cuts must undermine stimulus!"

Desculpe, mas isto está errado: se há um aumento de gasto hoje e redução de gastos no mesmo montante (corrigido pela taxa de juros) no futuro, o efeito é inequivocamente expansionista (hoje). Sai diretamente de equivalência ricardiana! (ver, por exemplo, http://maovisivel.blogspot.com/2010/07/de-volta-para-o-futuro.html)~

Se ele tivesse dito que um aumento permanente de gastos não tem efeito sobre o dispêndio, OK. Mas tem que fazer a distinção entre gasto permanete e transitório, senão não passa em Macro I (pelo menos não no curso de Macro I que eu fiz).

Esqueceu da restrição orçamentaria?

Para o governo gastar mais alguém tem que gastar menos (esse alguém é o pagador de impostos).

Ivo:

Eu sei que o analfabetismo prejudica, mas tente ler antes de escrever merda. Aliás, você já se decidiu se acredita ou não em equivalência ricardiana?

O sinal e a intensidade dos multiplicadores fiscais são velhos assuntos da literatura economica. São exemplos de experiências de “contrações fiscais expansionistas” a Dinamarca em 1983-86, a Irlanda em 1986-89, a Grécia em 1990-94 e a Suécia em 1986-87. Por outro lado, existem também exemplos de “expansões fiscais contracionistas” como a Suécia em 1990-93, a Finlândia em 1977-80 e 1990-92, a Suécia em 1977-79, o Japão em 1990-94 e a Austrália em 1990-94. Existem condições que prevalecem efeitos keynesianos (multiplicadores maiores que 1) ou fracamente keynesiano (multiplicadores entre 0 e 1) e situações onde prevalecem efeitos nulos (multiplicadores nulo) ou efeitos não-keynesianos (multiplicadores negaivos).
A literatura mostra que existem condições específicas para que efeitos keynesianos prevaleçam, isto é, não é regra que diminuir gastos traz recessão e desemprego, o contrário também é verdadeiro.

Li esse artigo para a minha aula de finanças publicas aqui na UFMG. É uma survey que procura identificar na literatura quais caractericticas micro e macro economicas determinan o sinal e a intensidade dos efeitos multiplicadores. Tem uma sessão interessante sobre a equivalência ricardiana.
http://www.ecb.europa.eu/pub/pdf/scpops/ecbocp38.pdf

'Certas autoridades' deveriam ler a entrevista do tio Eichengreen no valor economico de hoje..



Doutrinador

Este blog está repleto de esquerdistas...adoram uma política fiscal...fãs de figurinhas como Paul Krugman...

Vade retro Satã !

Alex

O cochrane estudou em berkeley

O

Que eu saiba ele da aula na escola de business que por sinal incentiva muito a discussao de ideias diferentes, o thaler e o fama estao no mesmo corredor

No mais essa mania de alguns economistas brilhantes ( em financas o considero um dos tops ) darem opinioes sobre assuntos que nao sao , ou pelo menos nao eram , sua especialidade geralmente nao da muito certo e nao esta restrita a chicago. Exemplos: scheinkman, stiglitz,krugman,etc...

"Thoughtful stimulus advocates respond. Well, maybe people don’t notice future taxes. Does the man or woman on the street really understand that more spending today means more taxes tomorrow?

That’s an interesting position, but at this point, most of the battle is lost. Stimulus is no longer an “always and everywhere” law, it’s at best a “if people don’t notice that deficits today mean taxes tomorrow” idea. "

hummm, parte das críticas foram barradas...qq PHD de uma top (20?!) chegaria em alguns segundos nesta parte do texto, né não, O?!


Alex, sem juízo de valor (não tenho a mínima capacidade disso) mas vc viu q o cara se graduou na escola do teu doutorado?

para endossar minha ignorância, outra questão: o quão comuns são os aumentos de gastos temporários?



;^)

PhD nas top 10 hj em dia vale tanto quanto uma nota de 3 dolares.

Nenhum conhecimento útil e prático se adquiriu de 1945 pra cá a respeito de ciclo de negócios e crescimento economico. Me respondam o que se sabe de prático que os clássicos, austríacos e keynes já não sabiam ? Expectativas racionais ? Come on, eu disse útil e prático, não Alice in wonderland.

Quem faz um país são empresários, governo tem que fazer bem o básico e não atrapalhar no resto.

Agora vem os idiotas que sabem um pouco de matemática querendo reiventar a roda, na ânsia de achar que podem controlar a vida alheia, influenciar o agregado, ilusão de controle.

A URSS cheia de PhDs, com controle total e absoluto de tudo, foi um fracasso de crescimento economico. incrível, não ?

Uma economia ocidental com um único instrumento (tx de juros) e meia dúzia de transferencias de recursos, mais algumas regulaçõeszinhas, acha que pode controlar alguma coisa, desenvolver algum país.

Dada a quantidade de cagadas feitas por decisões de economistas nas últimas décadas, suspeito que o mundo estaria melhor se não houvessem economistas e seu desejo de poder e ilusão de controle.

"PhD nas top 10 hj em dia vale tanto quanto uma nota de 3 dolares."

E as uvas estão verdes, verdes...

“Dr. Bernanke unfortunately does not understand economics, he does not understand currencies, he does not understand finance. All he understands is printing money. His whole intellectual career has been based on the study of printing money. Give the guy a printing press, he’s going to run it as fast as he can.”

Jim Rogers

Alex,
Acho que A Mão Visível, poderia mostrar toda sua generosidade e mostrar como a nova "presidenta", pode atingir as metas divulgadas nos últimos dias. Juros reais de 2%a.a. e relação DLSP/PIB de 30% até 2014.

Abs

"Dr. Bernanke unfortunately does not understand economics, he does not understand currencies, he does not understand finance. All he understands is printing money."

Isto vindo do cara que afirmou:

“Well, capital has already been flowing into Asian economies, as you can see by the fact that they’re the world’s biggest creditors.”

Oy vey...

Esse Jim Rogers é totalmente retardado.

“Acho que A Mão Visível, poderia mostrar toda sua generosidade e mostrar como a nova "presidenta", pode atingir as metas divulgadas nos últimos dias. Juros reais de 2%a.a. e relação DLSP/PIB de 30% até 2014.”

Depende do ponto de partida. Põe essa turma no Chile, com uma maioria no Congresso, eles conseguem isso antes do final do mandato.

“hummm, parte das críticas foram barradas...qq PHD de uma top (20?!) chegaria em alguns segundos nesta parte do texto, né não, O?!”

Não entendi o que você está querendo dizer, caro Ico.

Repito o que disse antes: Se você não consegue ficar indignado com as besteiras que o Cochrane (a.k.a. Johnny Pissy-Pants) escreve, tome isto como evidência que você não sabe macroeconomia ao nível de um adulto funcional.

Digo mais. A argumentação do Johnny Pissy-Pants, baseada no “teorema” de Barro, é boçal porque somente um boçal levaria às últimas conseqüências um argumento de política fiscal baseado em um modelo de bem único com um consumidor representativo que não morre nunca, não comercia bens ou ativos com o mundo, nem nunca fica desempregado. Se você não consegue reconhecer o ridículo da argumentação em volta do “teorema” de Barro, recomendo fortemente uma desintoxicação.

Mais ainda. Se você, assim como o Johnny Pissy-Pants de Chicago, não entendeu que qualquer modelo baseado em choques de produtividade vale menos para entender a crise atual do que um discurso da Maria da Conceição de porre, então bem-vindo à realidade – no mundo real, o desemprego está perto dos 10 por cento nos EUA a despeito de ‘choques positivos de produtividade’.

Alex você poderia emitir sua opinião sobre a atuação do BC no caso do Banco Panamericano?

O problema da relação do Ivo é que ela já começa de forma equivocada.
Para ser Liberal, não precisa ler livro algum, basta adotar o liberalismo como ideologia e pronto.
Agora, para ajudar a entender o mundo, os bons livros-textos de economia ainda são imbatíveis.
O fato de eu ser bem próximo de um liberal é consequência dos meus estudos, não o objetivo deles...

Alex e "O"

Vocês não acham que essa celeuma toda de "guerra cambial" não é mais do que uma justificativa para uma mexida no câmbio? Não acham que os reais motivos para a valorização do real, inclusive já apresentados aqui, estão sendo escondidos para criar uma Quimera?

A Dilma já afirmou recentemente que irá meter a mão no câmbio. Essa também era a vontade do Serra.


Mas quais seriam as consequências de uma valorização "forçada" do câmbio?

"PhD nas top 10 hj em dia vale tanto quanto uma nota de 3 dolares."

"E as uvas estão verdes, verdes..."

Quer dizer que quem acha que um Phd não vale nada está com inveja por não ter competência de conseguir ?

Depende.

Como satisfação pessoal de Ego, se o indivíduo tem este objetivo e consegue, ótimo. Tem gente que prefere tentar escalar uma montanha gelada, surfar no Havaí, abrir empresa e tentar ficar milionário, escrever um livro, ou mesmo se elevar espiritualmente....cada um na sua.

Agora, como objetivo de obtenção de conhecimentos práticos para entender o funcionamento de uma economia capitalista moderna, acho primeiro desnecessário, segundo dependendo do enfoque, ao invés de educar, pode deseducar o indivíduo, e o cara torna-se um palhaço falante que precisa ficar trancado na academia pra não passar vexame, basta olhar o que o cochrane escreve.

Os especialistas que só publicam tem público médio de 3 ou 4 leitores.

Os que falam na mídia (como se falar na mídia fosse sinal de preparo e sabedoria, basta ver a quantidade de lixo, 990% da economia na mídia é o cego explicando o mundo a um surdo), mas os 10% que sabem o que falam sabem diferenciar fantasia de realidade, e compreendem a inutilidade de praticamente toda a pesquisa acadêmica moderna no entendimento do mundo.

A questão é, saber quem são estes 10% e qual sua agenda política ou interesses corporativistas ocultos (o krugman sabe o que fala, mas a agenda dele o leva a falar meias-verdades)

só complementando meu comentário acima a respeito do PhD.

Acho que o fundamental a ser ensinado a um economista prático é o método científico, ou seja, o ceticismo com as "verdades" de autoridades, uma boa noção de popper, e uma bagagem estatística para o indivíduo aprender a extrair informações dos dados.

A partir daí ele vai aprendendo por conta própria, e lendo o trabalho alheio com olho crítico.

Ah, ajuda muito também estudar o porque o ser humano faz tanta merda, isso porque os pontos X das distribuições, ou são gente como a gente, ou resultado de decisões do "seromano".

Isso vindo de mim que tenho cabelos quase brancos, graduação em física, e que apanhei muito ao mudar ainda novo e idealista para o lado prático da dismal science.

Mas ego acadêmico é patológico, e lembro que um físico famoso disse que "A ciência evolui de funeral em funeral", e acho que não é diferente em economia ( e ainda pior, por ser ciência social)

"Quer dizer que quem acha que um Phd não vale nada está com inveja por não ter competência de conseguir ?"

Sim.

Se você acha que há controvérsia a respeito ("Depende"), é porque sofre compulsivamente com o que os outros são capazes, mas você não.

"Quer dizer que quem acha que um Phd não vale nada está com inveja por não ter competência de conseguir ?"

Sim.

"Se você acha que há controvérsia a respeito ("Depende"), é porque sofre compulsivamente com o que os outros são capazes, mas você não."

Nossa !!!! isto é uma análise psicológica profunda de uma personalidade anônima (a minha) a partir de uma visão diferente da sua. Vc deduziu o que penso a partir de premissas falsas, e além disso assumindo sua visão de mundo (incluindo sua cultura, valores familiares e sociais específicos, conceitos e preconceitos), como sendo a verdade universalmente válida.

Ou vc é ainda um jovem imaturo, ou tem sérios problemas de auto-estima e necessidade de se provar (ou ambos, hehehe). Em todo caso, esta "discussão" termina aqui.

"Vc deduziu o que penso a partir de premissas falsas, e além disso assumindo sua visão de mundo (incluindo sua cultura, valores familiares e sociais específicos, conceitos e preconceitos), como sendo a verdade universalmente válida."

Deduzi a partir da óbvia falta de preparo das suas afirmações que você não tem estofo para ter feito um PhD. Nada muito difícil, para falar a verdade.

Daí para o ressentimento pingando das frases, foi um pulo (não um salto lógico, diga-se, só um pouco de observação).

Não precisei supor nada sobre minha visão de mundo, etc, etc. Qualquer pessoa medianamente formada consegue perceber a inveja.

Agora me diga: errei quanto a você não ter feito o PhD?

"Deduzi a partir da óbvia falta de preparo das suas afirmações que você não tem estofo para ter feito um PhD. Nada muito difícil, para falar a verdade."

Essa foi boa, heheeh.

Que afirmação minha, por exemplo, mostra óbvia falta de preparo ?

Crítica de teorias sacrossantas que não batem com o mundo real ?

Já que queres me analisar, farei o mesmo : Tens uma retórica boba, típica de moleque querendo se auto afirmar, aqueles moleques deslumbrados em serem chamados de gêniozinho por caras leigos, só por que sabem um pouco de análise, provam teorema de heine-borel e merdas do tipo.

Mal do economista, que precisa abusar da formalização matemática por que suas teorias não tem precisão nenhuma. Chega a ser ridículo um indivíduo provar teoremas em teoria economica.

Deste mal o físico não padece, pelo contrário, o físico não tem nenhum complexo de vira-lata de saber matemática, entende que é uma linguagem útil, e os verdadeiramente inteligentes tentam simplificar tudo e não complicar para "provar" que são capazes (exceto talvez o equívoco do povo da teoria das supercordas).

E economia para ser ciência rigorosa levada a sério, deveria ser formalizada como um sistema complexo adaptativo, um projeto multidisciplinar que só os físicos no SantaFe Institute vem tentando fazer , esse negócio de DSGE é primitivo, um if-then-else ridículo e reconhecido pelos próprios líderes "acadêmicos" como geradores de "more heat than light", e PhD formalizando GE em espaço de banach então é fetiche brabo.

"só por que sabem um pouco de análise, provam teorema de heine-borel e merdas do tipo. "

A quem você quer impressionar? Já deu para ver que, como não se deu bem como físico, chegou achando que iria se dar bem em Economia e quebrou a cara...

Já te saquei... Deve ser um Zé-ninguém, com um bruta complexo de inferioridade, que já levou cascudos de um economista adulto e agora fica fazendo beicinho com "espaço de banach"...

Que panaca...hehehe

Rapaz, do que você está falando? Hoje a física é axiomática-dedutiva e a matemática é muito mais do que uma linguagem útil - é A linguagem da física moderna.

Alex, gostei do seu texto, é bem mais lúcido do que os que estou vendo por aí.

É isso que os economistas chamam de "armadilha da liquidez"?

"Que panaca...hehehe"

heheheh digo eu.

Quanto a me dar bem, abandonei projeto de doutorado em física porque precisava de grana, e sim, me dei bem como empresário, depois de muitos anos como empregado.

E te digo que 80% dos PhDs em economia quebrariam uma empresa em 2 ou 3 anos caso fossem administradores.

Não é o caso do Alex (dono do blog) pelo que sei já trabalhou em empresa privada não-financeira.

Pergunte ao Alex sobre a utilidade de um PhD para operar no setor privado... tirando talvez uma ou outra área ultra-específica, o perfil é outro, é coisa para MBA, perfil de tomador de risco e visão de negócios, não masturbação mental compulsiva.

E vem só porque tem PhD querer dar palpite sobre como gerenciar um país. Já disse, 90% não entendem de microfundamentos, só teoria não adianta.

Quando começam a entender a prática, abandonam quase tudo o que aprenderam com seus professores que eram teóricos puros, mas a maioria prefere esconder isso.

Tomar na prática decisões importantes sob incerteza envolvendo risco financeiro e o futuro de sua vida, é algo que não se aprende em phd. Não se pode ensinar a um peixe o que é a vida na terra firme.

John Cochrane, graduado em física no MIT, pHD não sei aonde, professor de Business de Chicago, se fosse operar a economia americana levaria o mundo a segunda grande depressão, se fosse gerenciar um hedge-fund seria um novo LTCM, se fosse ser banqueiro seria um novo Bear Sterns, se fosse ser empresário, uma nova Enron, se fosse ser capitão de navio, Titanic !

Anônimo-13 de novembro de 2010 09:00. E um não PhD, formado na lide, não descobriria um rombo monumental em seu banco? Tanto nas transações de ativos de empréstimos e financiamentos, como na área de cartões de crédito? Contudo, memso com "ativos tóxicos", saberia muito bem os caminhos para conseguir investimentos de um banco estatal? E como emprestar recursos de um fundo destinado a garantir recursos de correntistas em caso de dificuldades de bancos? Só que o banco dele não tem correntistas.
Nenhuma semelhança é mera intenção.
Dawran Numida

Masturbar a mente é saudável, ao contrário do que dizem, não cresce pêlo na mão não.

Grande Alex,

Nao seria a hora dos EUA reduzirem o consumo? Alias, se uma pessoa esta extremamente endividada o normal eh que ela reduza seu consumo. Qual o problema com isso?

O que o FED esta fazendo eh o velho e bom "jogar dinheiro na economia". Isso vai pressionar a inflacao. Acho que ja estava na hora dos EUA pararem de torrar dinheiro publico e fazer logo o ajuste (que tera que ser feito cedo ou tarde).

Abraco,
Adolfo

"O que o FED esta fazendo eh o velho e bom "jogar dinheiro na economia". Isso vai pressionar a inflacao."

Com este mega hiato? O risco maior ainda é deflação.

Abs

Alex