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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Anais da idiocracia, versão ANPEC 2010

Quando eu folheio o programa da ANPEC desse ano, tenho a sensação de estar acordando no Groundhog Day em Punxsutawney, Pennsylvania. Ano após ano, as mesmas figuras tristes apresentam os mesmos papers, pa-ta-ti pa-ta-tá...

Nenhuma surpresa. Os professores Paulo Gala, Eliana Araujo e Luiz Carlos Bresser-Pereira rodaram uma regressão da taxa de poupança privada no PIB e ao encontrarem uma função de resposta ao impulso consistente com a poupança privada aumentando em resposta a choques positivos no PIB e concluiram (obviamente...) que isso seria evidência que um Real mais fraco causaria um aumento na poupança do setor privado (**)

Já os professores André Nassif (que família!), Carmem Feijó e Marco Antônio Silveira de Almeida fizeram uma ampla resenha da literatura sobre desalinhamento cambial... que aparentemente não entenderam... e produziram uma mega-pérola para os anais da análise econométrica abestada. O trio rodou uma regressão da taxa de câmbio real em um monte de variável endógena (saldo de conta corrente entre elas!) e achou por bem tratar o resíduo da regressão como uma medida de desalinhamento cambial. Por exemplo, examinando a Figura 2 do artigo, o câmbio real estaria uns 15% mais forte que seu ponto de equilíbrio em 2006 enquanto que na média de 2009, estaria bem perto do equilíbrio. Não obstante, o dream team concluiu que há uma tendência à sobre-valorização do Real porque os resíduos da regressão seriam negativos 55% do tempo... Uau! Os professores não fizeram econometria na graduação?

Bem, vou parar por aqui. Nem vou mencionar o artigo do Professor Costa Oreiro e comensais elogiando o modelo de boom de crédito dos últimos 5 anos. Isso mesmo, o mesmo Professor Costa Oreiro que se preocupa com o câmbio apreciado diz oba-oba para o boom de crédito... Como diz Nhô Zaqui, o judeu de Piracicaba: “oy véio”.

(**) Sério. É isso mesmo que eles fizeram, se você leu o artigo deles e não consegue ver isso, é porque existe um risco que você seja um deles.

Freak, moi? Eu sei até cointegrar!

Reações:

75 comentários:

Já viram estes ? Funny as hell.
E sad but true.

http://www.youtube.com/watch?feature=youtube_gdata_player&v=PTUY16CkS-k

http://www.xtranormal.com/watch/7570703/

E pensar que essa porra de Anpec é financiada majoritariamente com patrocínio público....

Meus caros,
Nunca fui tão ofendido como neste post. Não sei se volto aqui. PARA TUDO TEM LIMITES!!!!!!! Como assim, "... se você leu o artigo deles..."??????????????????????
Por ventura, o "O" anônimo está sugerindo QUE EU LI O ARTIGO DELES??????????? Eu ganho mais assistindo XV de Piracicaba x Aimorés na TV Vida (ou dando uma faxina no banheiro e deixando minha esposa feliz).
Saudações

"O", salvo engano, vc já comentou, em outra ocasião, esse paper dos professores Gala, Araújo e titio Bresser.

http://maovisivel.blogspot.com/2010/07/pouca-gente-se-lembra-mas-antes-de

Ora, se para reduzirmos os juros no Brasil o Governo deveria reduzir suas despesas, e o pagamento de juros é uma despesa, bastaria reduzirmos os juros para se reduzirem as despesas. A solução bem na nossa cara e não vimos...

Quanto mais queijo, menos queijo!

US$ 300 bi de reservas, muito ou pouco?
Antonio C. de Lacerda - O Estado de S. Paulo - 16/11/2010


"Se é inexorável acumular reservas, e elas são necessárias, o que temos de fazer mesmo é diminuir o custo de tê-las. Para isso, três frentes de ação são factíveis. A primeira e mais óbvia é diminuir os juros domésticos para aproximá-los da média internacional, o que representaria uma significativa redução de custos. No caso, parece bem claro que não são nossas reservas que são exageradas, mas o nível da taxa de juros interna. A segunda providência é operacionalizar o Fundo Soberano para reter externamente uma parcela dos dólares, evitando que seja necessário emitir títulos públicos em reais. A terceira, aproveitar o próprio Fundo Soberano para diversificar as aplicações das reservas visando a aumentar a sua rentabilidade."

Principal desafio: redução da Selic
Amir Khair -O Estado de S. Paulo - 17/11/2010



"Mas pode-se argumentar que os juros só vão cair quando as despesas de custeio caírem. Será? Não creio. O que importa sob o aspecto macroeconômico é reduzir despesas. E juro é uma despesa que nos últimos 12 meses atingiu R$ 184 bilhões! Caso o País tivesse adotado uma política de taxas de juros civilizadas, essa despesa não existiria. O que diferencia o País em relação ao resto do mundo não são as despesas de custeio, mas as taxas de juros.

As despesas de custeio se destinam fundamentalmente para a área social e as despesas com juros só servem para reduzir os investimentos."

"O" e Alex, uma pergunta prática...
Como vcs selecionam o que vocês vão ler daquilo que é novo ?
Fora indicações de colegas e autores que vocês gostem/respeitam, qual é o critério para selecionar quais dos diversos artigos ( excluindo aqui aqueles que vocês consideram de baixa qualidade, como esses do post, logicamente ) publicados simultaneamente vocês vão ler ?

Um abraço,

JA

Alex, bom seminário sexta-feira ! Estarei lá !

"vc já comentou, em outra ocasião, esse paper dos professores Gala, Araújo e titio Bresser."

Vai ver foi isso que eu achei que era tudo a mesma coisa.

"Como vcs selecionam o que vocês vão ler daquilo que é novo ?"

Eu assino o servico de e-mail da NBER, da American Economic Association e do Repec (tópico Macroeconomia); recebo também em casa uma meia dúzia de journals de interesse geral que subscrevo (de Econometrica até Review of Economics and Statistics).

Uma vez por semana eu imprimo uma dúzia de artigos que eu carrego em uma sacola onde eu for (avião, metrô, consultório médico etc). Se não "ler" algum artigo em um mês ou dois, jogo fora. Digo "ler" porque depois de uns 20 anos fazendo isso, o processo de leitura tornou-se bem diferente do que era quando era mais jovem.

E la nave va.

Não tem nada a ver com este assunto... mas o Henrique Meirelles pode ser sócio de empresa de auditoria mesmo sendo presidente de banco central?
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me1811201002.htm

"o Henrique Meirelles pode ser sócio de empresa de auditoria mesmo sendo presidente de banco central? "

Hããã?

Você leu direito a matéria?

Tostines vende mais porque esta sempre fresquinho ou esta sempre fresquinho porque vende mais?
Digo: o dólar cai porque as commodities se valorizam ou as commodities se valorizam porque o dólar cai?

MG

"o dólar cai porque as commodities se valorizam ou as commodities se valorizam porque o dólar cai?"

O dia que o dólar cair em função de preço commodity, meu amigo, será o dia 30 de fevereiro.

Mercado cambial é o maior e mais liquido do mundo.

"Mercado cambial é o maior e mais liquido do mundo."
Nuuuu??

MG

Que que é isso, Anônimo de 18 de novembro de 2010 10:40?

Dawran Numida

Alex seu Keynesianismo Barato fez mais uma vítima: A Irlanda.O governo quebra para salvar meia dúzia de bancos.

"seu Keynesianismo Barato fez mais uma vítima:"

Nessa você está certo. O seu cretinismo barato só fez uma vítima: você.

O preço das comódites é dollarizado, então não tem como não aver um vínculo sabe?
Sempre que tem dolar barato no mercado tem, comódite que fica mais em conta.

Mas sempre é bom pesquisar antes de comprar porque, vc, pode achar alguma promoção. Até em shoping.

Como a ANPEC deixa passar uma regressão em OLS que vaza endogeneidade por todos os poros (NAssif et al)?

A que ponto chegamos?????

"O"
No programa da Anpec tem algum artigo que vc achou interessante?

Abcs

Os gastos públicos na Irlanda saíram de quase 50% do PIB no final da década de 80 para 34% atualmente, enquanto os gastos públicos na Bélgica continuam perto dos 50% do PIB.A dívida pública irlandesa, que estava em 94% do PIB em 1990, caiu para 25% do PIB , enquanto a da Bélgica ainda estava em 88% do PIB (iso antes da crise).

Enquanto a Alemanha, França e Itália com um déficit fiscal de 1,6%, 2,5% e 4,4% do PIB, respectivamente, a Irlanda apresentava um superávit de 2,9% do PIB.

"Enquanto a Alemanha, França e Itália com um déficit fiscal de 1,6%, 2,5% e 4,4% do PIB, respectivamente, a Irlanda apresentava um superávit de 2,9% do PIB."

Bem copiado Ivo (é fácil saber quando você escreve ou copia). Aliás, que país keynesiano, não é?

“No programa da Anpec tem algum artigo que vc achou interessante?”

Prefiro não responder.

“Como a ANPEC deixa passar uma regressão em OLS que vaza endogeneidade por todos os poros (NAssif et al)? A que ponto chegamos?????”

Acho que este é o mesmo ponto de onde nunca saímos.

" Acho que este é o mesmo ponto de onde nunca saímos. "

O, como economista, assuma sua parcela de culpa junto com todos os outros aqui que também o são..

O, ou Alex,

Deram um olhada no novo paper do Krugman? Qual a opinião de vocês?

Pelo jeito, ele já vai ser um dos mais citados em macroeconomia.

Abs.

link para o texto:

http://www.princeton.edu/~pkrugman/debt_deleveraging_ge_pk.pdf

Parece interessante, mas eu preciso ler com cuidado. Obrigado pela dica.

meirelles em entrevista da globonews sobre o caso do panamericano, aprendeu bem com o chefe, o mulla.

Não vi nada, não sei, não tenho nada a ver com isso.

Cara de pau e sem vergonha, como seus comparsas petralhas.

Alex.

Sobre o que o Ivo copiou, e até por causa disso.
Sabe se há algum estudo sério (por favor, não quero aberrações circenses como as apontadas pelo tio "O") sobre quais as causas de alguns países (estudar os da Zona do Euro seria legal, dada a falta de liberdade para política monetária/cambial) se arrebentarem mais que os outros com a crise? Por que a crise arrebentou com os PIIGS, mas com outros países passou mais branda... por que Irlanda, e não Suécia, por que Espanha, e não Alemanha?
Teria sido regulação bancária, poupança menor, déficit em cc (relacionado com o item anterior)? Um estudo sério desses poderia servir de guia sobre fragilidade de países no futuro... ninguém poderia imaginar que a Irlanda, que tinha boas contas fiscais, PIB crescendo, relação dívida/PIB caindo, gastos do governo com a economia também caindo, seria um que mais se lascariam com a crise. Por isso que queria saber o que foi...

"Friedman era obcecado por oferta de moeda. Eu sou obcecado por sexo".

E assim falou o maior gênio da humanidade.

Bob Solow, embora brilhante, não era o maior gênio da humanidade. De qualquer forma, a citação completa é:

"Everything reminds Milton Friedman of the money supply. Everything reminds me of sex, but I try to keep it out of my papers."

http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Solow

Alex,o modelo de Solow não explica totalmente o crescimento econômico (50% para ser extato).


Quando os bancos de dados surgiram ,o modelo dele foi por agua abaixo.

"era"? Bob Solow está vivo e em forma, genial.

"Quando os bancos de dados surgiram ,o modelo dele foi por agua abaixo."

Quem?

Corrigindo:

Bob Solow, embora brilhante, não é o maior gênio da humanidade. De qualquer forma, a citação completa é:

"Everything reminds Milton Friedman of the money supply. Everything reminds me of sex, but I try to keep it out of my papers."

http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Solow

Ivo citando Marcos Lisboa na palestra da empiricus. Dê nome às fontes, babaca!

O modelo de Solow/Romer.A evidência empírica não prova a validade desses modelos.

"O modelo de Solow/Romer.A evidência empírica não prova a validade desses modelos."

Não. Quem te perguntou?

KKK

Alex, o sao paulo entregou o jogo?

"O modelo de Solow/Romer.A evidência empírica não prova a validade desses modelos."

Sério? E qual modelo que tem sua validade provada pela evidência empírica?

uhaUHAuhAuhauhaUHA
Mijei de rir nessa!

"o sao paulo entregou o jogo?"

Não sei, mas tomara que sim (se bem que expulsão do Rycharlyson acontece a cada dois jogos).

Careca, topa fazer uma aposta? Se o Corinthians for Campeão você coloca uma foto sua com camisa do Ronaldo sem Chapéu.

Lucrécio

Meio off-topic, mas as melhores gargalhadas que eu dei essa semana aconteceram quando eu perguntei a um amigo de Brasília quem seria o próximo substituto do Pochman e ele me disse que o Tiririca seria um forte candidato. Este blog deveria fazer campanha pró-Tiririca no IPEA.

Não sei não, juros baixos por "vontade política" conjugados com política fiscal extermamente frouxa tendem a produzir um desastre monumental. Começo a me preocupar e muito.

Imagina que o Tiririca vai se sujeitar a usar comisa sem colarinho, ele é palhaço profissional e honra o papel até na vestimenta.

"Careca, topa fazer uma aposta?"

Eta bara, eta bara

Vano yut hul kob eho-kut po por-tan zor. Zu Pacco!

Sem dúvida. Tiririca seria Pareto improving...

Brad DeLong:

"The problem with our economy is not that something bad happened to our productive capacity while the flow of nominal spending continued to blip along, it is that something bad happened to the flow of nominal spending and that carried real production and employment down with it. At the moment our flow of nominal spending at $14.7 trillion per year is some 12% below its pre-2008 trend. And in the absence of any 12% decline in prices and wages, that shortfall in spending has to produce our current macroeconomic distress: there is not enough “money” to support enough of a flow of spending to chase all the goods we could produce. We don’t have a deficiency of real supply (for whatever reason). We have a deficiency of nominal demand.

That’s what John Walter Bagehot would say. That’s what Irving Fisher would say. That’s what Jacob Viner would say. That’s what Milton Friedman would say."

Aliás, pq o http://delong.typepad.com/ não faz parte da blog list?!

Abraços
Daniel

"Careca, topa fazer uma aposta?"

Ô burrão: e o que VOCÊ faz se o timinho não for campeão?

Olha o Delfim Neto elogiando o presidente da Associação Keynesiana Brasileira, o professor Luiz Fernando de Paula.

http://associacaokeynesiana.wordpress.com/2010/11/22/por-que-a-china-e-a-china-luiz-fernando-de-paula/

Gostaria de desafiar nosso caro blogueiro a estender esse debate a artigos acadêmicos.

Трогательная статья, как долго ожидать публикацию нового материала и вообще стоит ждать ?

มันไม่จ่าย

Não é segredo algum que Delfim e os quermessianos jogam no mesmo time.

Alex,

Um tempo atrás, vi um modelo seu do BRL = f(CRB, VIX, DXY, DIFJURO) para avaliar o impacto do IOF. Tenho um modelo parecido aqui que aponta para um câmbio mais apreciado. Será que, pós IOF no derivativo, a dummy ganhou significância?

Senhores, gostaria de colocar uma questão em debate: O que os senhores acham da política de forçar a BR a construir suas plataformas no Brasil, com alto teor de conteúdo nacional? Como isto se enquadra economicamente? Protecionismo, reserva de mercado ou a coisa certa a fazer?

Como será que a equação aumento do gasto comprando no brasil x benefício socio-econômico para o país se resolve?


Alguma idéia?
Bowser

“Olha o Delfim Neto elogiando o presidente da Associação Keynesiana Brasileira, o professor Luiz Fernando de Paula.”

Acabei de ler o artigo do Professor de Paula. É uma legítima contribuição para os anais da idiocracia. Quando tiver tempo, eu comento. Merece um post.

“Já viram estes ? Funny as hell.
E sad but true.”

Primeiro, não sei qual a graça.

Segundo, a única coisa triste é que você não tenha capacidade para julgar a qualidade boçal do argumento (o que apenas prova que a idiocracia não é exclusiva da esquerda).

Parece que vai ficar o Tombini mesmo no BC o que acham??

"Assim, para Keynes, o investimento não depende de poupança prévia, e sim de financiamento. Este, por sua vez, não se confunde com poupança, podendo a liquidez necessária para realização do investimento ser criada endogenamente pelo sistema financeiro: uma economia não poderá se expandir se o sistema financeiro não for capaz de atender elasticamente a demanda crescente por financiamento dos agentes."

É mais um abestado!

O que o pós-keynesiano quer dizer é apenas o seguinte: a decisão de investir de um agente prescinde da decisão de poupar de outro agente, pois dinheiro, crédito (algo financeiro) e o conceito de poupança (algo real) não são equivalentes. Uau, hein! (até no debate Currency x Banking School no início do séc XIX isso foi tratado extensivamente)

Mas falam como se fosse o ovo de colombo, como se os que são por eles intitulados de "neoclássicos" ou seguidores da "teoria convencional" (eles botam todas as linhas de pensamento num saco só... perdem nessa lambança apenas para os marxistas, que sequer sabem diferenciar novo-clássico de pós-keynesiano)não entendessem esse conceito complexo.

Mais ainda, misturam método com ideologia, e para eles é indistinto o neoclássico do neoliberal. O modelo de Agente Maximizador é pretexto para a apologia ao livre mercado, indiscutivelmente. O interessante, por exemplo, é que uma das linhas mais liberais da economia - a austríaca - sempre bateu nessa tecla do crédito, investimento e poupança e rechaçam os tipos modelos matemáticos utilizados no DSGE.

O raciocínio de a decisão de investimento prescindir da decisão de poupança é simples e pode ser dado com um exemplo trivial. Se o governo imprimir dinheiro e emprestar a um investidor, este irá conseguir comprar os bens e serviços necessários ao investimento, sem necessariamente, ter havido uma decisão de poupar a priori. A poupança, logicamente, existe e será igual ao investimento a posteriori: ela será justamente esses bens e serviços que, ou seriam destinados ao consumo, ou que seriam utilizados para investimento por outra pessoa, e que agora caem na mão do investidor apadrinhado. É a chamada poupança forçada.

"Se o governo imprimir dinheiro e emprestar a um investidor, este irá conseguir comprar os bens e serviços necessários ao investimento, sem necessariamente, ter havido uma decisão de poupar a priori."

Isso só é possível em um regime de moeda fiduciária (fiat-currency).

A teoria de Business Cycles Austríaca nada mais é do que uma teoria de expansão de crédito gerando booms, que depois são corrigidos nos Busts.

Sensata e verificada empiricamente zilhões de vezes, o que não quer dizer que fatores reais não importem também, mas o crédito é protagonista.

Não a toa, são os da "escola austríaca" os que mais acertam previsões de ciclos. Sua maior limitação é o desprezo pela estatística.

A teoria Novo-Keynesiana desenvolvida pelo woodford, tenta recuperar esta idéia original do Wicksell, de que a manipulação monetária pode induzir os agentes a consumir/investir mais ou menos

Alex ,quantas "vítimas" do seu Keynesianismo barato já se foram?


EUA,Grécia,Portugal,Espanha,Inglaterae Irlanda.Schumpeter estava certo !!!

"quantas "vítimas" do seu Keynesianismo barato já se foram?"

Quem?

EUA,Grécia,Portugal,Espanha,Inglaterae Irlanda.Todos esses países se afundaram mais usando a tese "Vamos jogar mais demanda",o resultado esta aí:Desemprego,ajuste fiscal.


Em toda recessão ocorre um ajuste natural depois a economia se recupera

"Isso só é possível em um regime de moeda fiduciária (fiat-currency."

Anônimo, o que eu fiz foi citar um caso particular do caso geral em questão, em que entra o governo na história imprimindo dinheiro.

Mas, para o fato em tela acontecer, basta haver moeda e crédito na economia, independentemente de ser fiat. Para um exemplo na mesma linha, sem entrar no crédito, é só pensar em um padrão ouro - um aumento da oferta de ouro, por qualquer que seja o motivo, altera o poder de compra e o eventual estoque de riqueza monetária de todos os indivíduos que entesouraram moeda.

Para quem ama uma discussão acadêmica!!!
Keynes vs Hayek, mas de um jeito diferente!!
http://www.youtube.com/watch?v=2iIOZUWbdP8&feature=related

"EUA,Grécia,Portugal,Espanha,Inglaterae Irlanda.Todos esses países se afundaram mais usando a tese "Vamos jogar mais demanda",o resultado esta aí:Desemprego,ajuste fiscal."

Quem?

O que mais me diverte são as opiniões dos economistas ligados a grupos financeiros.

São como altos executivos de indústrias de cigarros, com tanta cara-de-pau quanto, mas se achando mais espertos.

Só faltam recomendar publicamente que as pessoas fumem.

Patético.

"O que mais me diverte são as opiniões dos economistas ligados a grupos financeiros."

Ih, temos um aqui que não for aprovado no concurso de trainee.

As conclusões dos papers mais parecem cenas de algum filme sobre o Barão de Munchausen.

será que eles passam bem no exame da anpec, se prestassem de novo?

Também fico desconfortável quando alguém alega a existência de causalidade entre câmbio real e crescimento. Mas creio que valha a leitura de alguns articulistas de respeito.

Eis um artigo do Rodrik ("The Real Exchange Rate and Economic Growth"):

http://www.hks.harvard.edu/fs/drodrik/Research%20papers/RER%20and%20growth.pdf