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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nunca antes na história deste país...

Como todos sabemos, por 500 anos o Brasil foi tratado como um país sem futuro pelos países ricos, nunca tendo sido governado por um homem do povo ou um civil nordestino.

Na revista Time de 6 de dezembro de 1954:

Na chamada da capa: The New President of the World's Biggest Republic

The Brazilian dream is made of more than dream stuff. Brazil is indeed a giant.

... In area (3,287,842 sq. mi.) it is the world's biggest republic, big as the U.S. with a second Texas thrown in.

... a new breed of Brazilian businessmen is changing the face of the land with a zeal unmatched in all of Latin America.

... in Brazil there was one big difference: the first stirring of new hope in a new leader, a man who symbolizes a break with a troubled past and a promise of a brighter today—President Joao Café Filho.

... Joao Fernandes de Campos Cafe Filho was the son of a low-rung civil servant in the state of Rio Grande de Norte's finance department. In those days an imaginary social-economic boundary divided the state capital of Natal (turn-of-the-century pop. 16,000) into two distinct dietary sections. On the lower ground, near the sea, lived the canguleiros, the poorer people who ate a cheap fish called the cangulo; on the higher ground lived the more prosperous xarias', who could afford to eat a more succulent fish called the xareu. The part-Indian Cafes were canguleiros.

...At 13, Joao finished up at the Porter school, went on to Natal's public high school. Recalls one of his old teachers: "He was a restless, unruly, rebellious boy with a strong dislike for study. I never dreamed he would amount to anything." Restless Joao never finished high school.

...Since war's end, Brazil's gross national product has increased at a rate of 6% a year, keeping well ahead of population growth (2.3% a year).

Reações:

19 comentários:

O Brasil há décadas é visto como o país do futuro, como um gigante adormecido, tanto por brasileiros como por estrangeiros, ainda que os primeiros normalmente tenham sido mais otimistas.

Todavia, lá pelos anos 1990, Celso Furtado, com certa dose de razão, escreveu (não lembro onde): "Nunca foi tão grande a distância entre o que efetivamente somos e o que potencialmente podemos ser".

Alex e "O", pelo que vcs conhecem da história do Brasil, concordam comigo que, atualmente, a frase do Furtado continua válida, se apenas trocarmos "grande" por "pequena"?

Por um lado, não existe mais aquela fixação com a idéia mítica de um Brasil potência. Por outro, a condição material de vida do brasileiro médio nunca foi tão boa.

Um abraço do Pai Alex.

Alguém bem informado (mais bem informado do que os sites dos departamentos de Economia) saberia me dizer quais livros-texto de Macro, nível pós, o pessoal tem usado nos últimos anos lá fora?

D.Romer, Blanchard & Fisher, Stokey & Lucas, Ljungqvist & Sargent ainda estão na linha de frente, ou já surgiu coisa melhor no mercado?

Procurei aqui e não achei no blog alguma referência ao debate sobre o modelo de concessão ou partilha na exploração do pre sal.

Qual é melhor?

Há algum tempo (talvez um ano) o João Mello, da PUC-RJ, fez uma apresentação a respeito (pode não ter sido ele, a memória anda mal) que em grandes linhas afirmava que em um regime (concessão) o governo comprava seguro (recebia um valor fixo e não entrava no risco do campo); no outro regime (partilha) o governo tomava o risco.

Aí eu pergunto: você compra ou vende seguro? A resposta, é claro, é "depende".

Qual o melhor regime? Depende de como você avalia os riscos e como você vê este risco apreçado.

Abs

O artigo do João Mello pode ser lido aqui:

https://sites.google.com/site/joaompdemello/partilha_versus_concessao

"what´s your point?"

Queria provar que mesmo dentro da elite intelectual que frequenta o blog do Alex existe um ou outro que gosta de mensagens mastigadinhas.

Acho que na maioria dos PhDs nos EUA o pessoal usa lecture notes escrita pelos próprios professores.

No meu entender, a rigor a rigor mesmo, o Brasil só teve um estadista de fato, Juscelino Kubitscheck, esse soube aproveitar a janela de oportunidade e fez o país avançar, de um país agrário para um país medianamente industrializado. Teve seus equívocos, Brasília acho o maior, mas teve mais acertos. O resto não é digno de ser ao menos mencionado.Nem Getúlio pois para mim foi um ditador populista. Creio que perdemos a maior janela de oportunidade da história nessa década, e a jogamos fora com discussões inúteis sobre qual o "modelo" a ser usado, com maior ou menor participação do estado na economia.O cavalo passou encilhado na nossa frente e não sei se passará de novo.

"Queria provar que mesmo dentro da elite intelectual que frequenta o blog do Alex existe um ou outro que gosta de mensagens mastigadinhas."

Meu caro,

Deixa de pirracinha e tentra outro post.

abs.

Esse papo de partilha ou concessão salvou o post... :-/

"Hoje somente um bandido, um idiota ou um inocente útil aceitaria ser secretário de política econômica de Mantega. Pode até ser que Mantega seja honesto e não frequente casas de saliência, mas o pré-requisito para ser secretário de política econômica de seu ministério é deficiência no córtex cerebral ou excesso de flexibilidade na espinha dorsal."

"O", em qual perfil o Holland se encaixa?

Pai Alex.

Sempre que o "O" tenta algum post relacionado à história/política/história econômica é essa desgraça....

Atenha-se a seus modelitos e curvinhas que o senhor manda bem, "O".

Alex, estou pensando em comprar para mim e presentear amigos com o Kindle no Natal. Poderia expor, agora que tem mais tempo de uso, suas impressões sobre o Kindle?

Tenho medo de ser mais um gadget daqueles que nos fascinam no começo, mas que depois de um tempo voltamos para os livros tradicionais.

Abs

Leo

Quando eu terminei a graduação em economia, em 1986, li um artigo de Albert Fishlow, sobre o tema "O Brasil da Década de 90". É desnecessário dizer que tomei um baita susto. Quando folheei o artigo vi que se referia à década de 1890. O curioso disso tudo é que, guardadas as devidas proporções, o Brasil em nada mudou em 120 anos. Até personagens com complexo de Napoleão de Hospício continuam decidindo o destino do país. Deve ser carma.

Também tenho interesse em comprar um Kindle...
Alexandre, poderia dar sua opnião?
A propósito, qual o Kindle o senhor tem?
Abraços
Daniel

Tem que ser muito desinformado para adorar o apedeuta:

http://pt-br.governobrasil.wikia.com/wiki/Governo_Brasil_Wiki

Peço especial atenção para os indicadores relativos ao acesso a bens que facilitam as nossas vidas. E para indicadores de educação.

"what´s your point?"

não como um bando de mentecaptos como secretários para falar sim senhor, claro senhor..

esse é o ponto do O

aliás, o Serra faria igual no BCB e na fazenda, um lote de idiotas sem capacidade para nada além de sim senhor, claro senhor



Doutrinador

O,

Além do Brasil ser o eterno país do futuro, tem tbm o lenga-lenga do câmbio que corre na FIESP há pelo menos 60 anos.


@Daniel,

Eu tenho o Kindle 6", para livros no formato da amazom ou .mobi é excelente, mas para .pdf fica a desejar. O DX é mais indicado para quem quer ler papers, mas importado da Amazon saí só um pouco mais barato que o Ipad mais em conta. A leitura não é confortável como no Kindle, mas para ler artigos acadêmicos que se vai e vem nas páginas com bastante frequência o Ipad acaba sendo melhor.

@O e Alexandre

Nada a comentar sobre a defesa de tese, transmitida ao vivo na net, do Mercadante?