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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quem caiu e qual o porquê?

Artigo interessante do Ashoka Mody sobre os determinantes da intensidade da queda do produto em 2009. As conclusões são parecidas com o que sugeria a análise no começo do ano passado.

Reações:

5 comentários:

Euzinho aqui não me arriscaria em analisar um detalhe que é pra lá de específico, pois tudo sobre os efeitos da crise, no final das contas, me parece ainda bastante precário, fora a sensação de que já passou. Mas tudo bem com quem se arrisca. Da crise, gosto mesmo é de conferir o impacto monetário da torrente de dólar jogado na economia, principalmente nos EUA. Na minha visão, atitude totalmente acertada: substituiu-se “moeda “inexistente ou podre por moeda boa. Claro, tem a questão da ajuda a banqueiro trambiqueiro que de positivo só encontro o fato de ter trazido à baila novamente a questão da necessidade de se combater empresas gigantes ou pelo menos não estimulá-las. Parece que o PIB americano está reagindo. Para mim ficou claro que o pouco entendimento ou omissão por parte das autoridades americanas (banco central e outras) quanto ao funcionamento de um mercado complexo como o que envolvia os tais dos CMOs está na raiz da causa básica da crise. Agradeço a Deus, todos os dias, de ter ido pra casa na hora certa, pois lá no BB, onde trabalhei, estávamos discutindo a possibilidade de o Banco entrar nesse mercado. Pra não dizer que, na onda da crise, não fiz nada, mandei um email pro Fabozzi, autor de um livro sobre CMO que comprei para saber algo sobre esse tipo de título, reclamando da sua omissão quanto ao tal do risco sistêmico. Ele me respondeu que ainda estava muito cedo para falar da crise e não quis me devolver a grana que o BB pagou pela compra do livro. Me senti lesado; bem que a grana não foi minha. Assim, a moral da história seria: nunca se meta em operações que você não compreende o alcance de seus efeitos. Me atrevo a concluir também que os nossos banqueiros são totalmente avessos ao risco e, imagino, foram eles (os sérios, se é que possam existir) que inventaram essa regra prudencial. Já os economistas especulativos, principalmente, quando não pagam a conta, deitam e rolam na crise. Desses, só leva minha admiração aquele que conseguiu ganhar muita grana (no jogo limpo, é claro) com a crise, acertando em cheio sobre sua ocorrência. Eu pelo menos não perdi e nem ajudei ninguém a perder.

Uma simples observação,sabendo que aqui não e filial do PROCON. Antes de ir ao ponto, reconheço: aos inimigos todo tipo de vingança e isso pode lá ter suas razões ou justificativas. Assim, cada um com os seus. Mas olhando de outro prisma, críticas aos artigos que foram publicados em revistas reconhecidas pela academia, independente de sua classificação no rol das revistas científicas, não deveriam ser encaminhadas à própria revista, na forma de um artigo ou mesmo uma observação simples? Acho que esse seria o ritual a se preservar, porque quando um artigo é aceito para publicação, os editores têm a responsabilidade da revisão e este canal crítico seria uma das formas do “dono” da revista ficar de olho na turma oportunista e nós pela informação óbvia que revelaria a qualidade da revista. Claro, havendo boicote desses editores, o que acho possível, ações outras seriam apreciadas, inclusive as que noto aqui no blog.

“Antes de ir ao ponto, reconheço: aos inimigos todo tipo de vingança e isso pode lá ter suas razões ou justificativas. Assim, cada um com os seus.”

Não tenho como saber do Alex, mas eu não me vejo como inimigo de ninguém.

“Mas olhando de outro prisma, críticas aos artigos que foram publicados em revistas reconhecidas pela academia, independente de sua classificação no rol das revistas científicas, não deveriam ser encaminhadas à própria revista, na forma de um artigo ou mesmo uma observação simples?”

Se eu não me engano, os artigos que eu comentei até agora não foram publicados.

Não quis fazer crítica diretamente a voce. Pelo contrário. Torço para que você faça o seu trabalho numa boa, porque também o está fazendo de graça. De qualquer forma, continua a pergunta. E no seu caso específico, minha reflexão é que se não são trabalhos publicados em revista e não estão na sua linha de pesquisa e para piorar se são umas porcarias, creio que você gasta seu precioso tempo à-toa. Seletividade é importante, principalmente quando não há simpatia recíproca. Tivemos nossos entreveros e espero que tenham chegado ao fim, porque o blog é de vocês e eu sou visitante. Quanto aos inimigos, podes crer que eu os tenho em quantidade. mas não estão aqui no blog. Um abraço e vamos em frente.

"E no seu caso específico, minha reflexão é que se não são trabalhos publicados em revista e não estão na sua linha de pesquisa e para piorar se são umas porcarias, creio que você gasta seu precioso tempo à-toa."

Existe um certo componente de lazer, mas no fundo faço para melhorar o debate econômico no Brasil.