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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Os 5% do professor emérito

O gênio renascentista e professor emérito Luiz Carlos Bresser Pereira tem escrito recentemente sobre “o aumento da taxa média de crescimento da economia brasileira de 3% para 5% do PIB a partir do terceiro ano do governo Lula”.

Eu quase abri uma garrafa de champanha com essa novidade! Viva o Brasil!

Mas voltando à realidade, a taxa de crescimento do governo Lula em seu primeiro mandato foi 3.5% por ano; e usando os números do World Economic Outlook para 2009 e 2010 a taxa de crescimento para o segundo mandato seria de 3.4% ao ano. Diga-se de passagem, se usarmos esta mesma projeção para calcular a taxa de crescimento a partir do terceiro ano do governo Lula vamos chegar aos mesmos... 3.4% ao ano...

Quem sabe alguma boa alma teria acesso ao mais recente Consensus Forecasts? Alex? Se eu não me engano as projeções do Consensus Forecasts para os próximos 5 anos também são bem próximas dessa média de 3.5%.

De onde o professor emérito tirou os 5%?

Reações:

32 comentários:

Usando o Focus mais recente, que prevê -0,24% para o crescimento do PIB de 2009 e 5,2% para o PIB de 2010 teríamos a média de 4%a.a. para o período 2005-2010 (terceiro ano do governo Lula, como pedido).

Neste caso a média dos dois mandatos ficaria 3,7% (3,5% o primeiro; 4,0% o segundo).

Não sei de onde o Bresser tirou 5%... Só se foi a média dos anos de crescimento "forte" (isto é, tirando 2003 e 2009). Neste caso teríamos 4,9%.

Vai ver o professor estava confundindo com a cifra do déficit nominal :)

Vamos calcular a média do jeito certo?


é pra ser a média geométrica quando falamos de taxa de crescimento.

Na dupla Batman (Nakano) e Robin (Bresser), é difícil dizer quem é o pior. Ótimas as menções ao renascentismo do Robin e ao seu descompromisso absoluto com os números.

Com a tríade Oreiro (nosso Herodes), Nakano e Bresser, ninguém segura este país...

Soberbo.

"é pra ser a média geométrica quando falamos de taxa de crescimento."

Eu usei média geométrica.

Só quando formulei a hipótese acerca de terem sido usados apenas os anos de crescimento forte que fiz (por preguiça, confesso) a média aritmética. De qualquer forma não faz muita diferença (a aritmética dá 4,9% ao ano e a geométrica 4,8% - eu não perderia o sono com isso, mas perdi uns minutos praz fazer a conta).

Se conheço bem a corja heterodoxa-dialética-fedida-caindo-aos-pedaços deste país, daqui a pouco vai aparecer alguém alegando que o ilustre prof. Breçi usou a média harmômica-eletrônica-newtonina, ponderada pelo câmbio real de equilíbrio de cada ano, para chegar aos nossos 5%.

E vai concluir dizendo que qualquer outra pessoa que utilize outra média que não esta é um croque lambuzento capitalista rentista e, pasmem,
"opressor dos oprimidos".

Até Breve, Pepino (o breve).

Já estão surgindo vários candidatos a "O" versão 2... Vai ficar engraçado, isso aqui,

Já está engraçado Carlitos...

"Já está engraçado Carlitos..."

Engraçado estava o post anterior, que mesmo quando "O" grande moderador e nosso novo amigo Soberbo assassinavam o vernáculo, não me deixavam MAL-humorado ;)

Marcelo

"Engraçado estava o post anterior, que mesmo quando "O" grande moderador e nosso novo amigo Soberbo assassinavam o vernáculo, não me deixavam MAL-humorado ;)"

Eu falei 'mau-humorado'?! Era só o que me faltava...

"Eu falei 'mau-humorado'?! Era só o que me faltava..."

Não, falou "mau humorado". O cuidado com o hífen só veio agora.

Alex, o que vc (ou seu banco) estão usando pra selic 2010 (EOP)?

Marcelo

Os dois erraram.Se os impactos ambientais forem conssiderados,o Brasil cresceu em media 3% AA.

Nos comentários do post anterior, vi um post do RFP que trata de um tema realmente interessante e que não foi respondido. Afinal, Alex, o que de fato faz seria o determinante da taxa de juros brasileira que a diferencia de outros países?

Há algum trabalho digno de leitura que estude este tema particularmente no caso brasileiro?


João Bosco

O "O" se chama Ilan Goldfajn.

"O "O" se chama Ilan Goldfajn."

Tremendo elogio para o "O", mas...água!

Vamos pegar pesado:
Paul Samuelson!

"Afinal, Alex, o que de fato faz seria o determinante da taxa de juros brasileira que a diferencia de outros países?

Há algum trabalho digno de leitura que estude este tema particularmente no caso brasileiro?"

Fiquei devendo uma referência. Há um texto do Marcinho Kakane e do Marcelo (Badá) Kfoury

"Comparing equilibrium real interest rates: different approaches to measure Brazilian rates" WP BCB, Mar 2006

A hipótese mais promissora, porém, na minha opinião é a existência de crédito direcionado, praticado a taxas muito inferiores às de mercado. Nunca vi, no entando, nenhum teste formal desta hipótese. Fica a sugestão.

Eu fico frustrado com os leitores que não prestam atenção no que eu escrevo.

Fui bem claro que eu sou um João Anônimo, que meu nome não desperta o reconhecimento.

Portanto, chutar que sou o Ilan Goldfajn é o fim da picada.

Vale felling? O "O" é a Monica de Bolle, nos seus dias de TPM :)

Alex, parabéns pela aquisição de um ótimo colaborador, o blog já ganhou e muito...


Doutrinador

A julgar pela estilística diria que o "O" comentava no Crítica Econômica como "economista 1" e "hegeliano de Niterói".

Poderia chutar então que ele mora em Niterói. Talvez trabalhe no Rio. Pelo apelido usado no Crítica talvez ele seja tb aquele hegeliano que nos matou de rir certa vez nesse blog.

nooooossa... fui longe hein. Para os heterodoxos aqui presentes gostaria de lembrar-lhes que não basta um raciocínio possuir lógica, as hipóteses devem estar ligadas ao mundo real. Portanto, se o "O" não for o "economista 1" e o "hegeliano de Niterói", eu devo ter passado loooonge...

Hehe... parece que estamos jogando Scotland Yard. Está divertido!

abraços, Zamba

Me disseram que o nome da fera é Guilherme Hug. Será?

O "O" é, obviamente, o Oreiro. Ele sabe de tudo, só escreve aqueles papers de sacanagem.

"O",

o contorcionismo todo do Bresser e Marconi em tentar provar que as commodities não geram efeito externo positivo nenhum, é apenas para justificar a "tungada" nas commodities?

Para reduzir as exportações de commodities, a proposta seria taxar estas exportações. A redução destas exportações diminuiria a entrada de recursos no país, o cambio se desvalorizaria e isto aumentaria a exportação de manufaturados.

E aí vem o outro lado da argumentação, que é dizer que o setor de manufaturados gera efeitos externos positivos muito maiores que o do setor de commodities.

Seria isto uma forma de intervir no cambio sem precisar atacar a questão fiscal?

Mas e as perdas geradas pela queda das exportações no setor de commodites, seriam compensadas como? Desemprego, redução dos investimentos, etc

E estas perdas seriam menores que os benefícios gerados pelo aumento das exportações de manufaturados?

E tenho um artigo que gostaria que passasse pelo seu crivo, que é este aqui (link - http://www.scielo.br/pdf/rep/v27n1/01.pdf):

BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos ; GALA, Paulo Sérgio de Oliveira Simões . Por que a poupança externa não promove o crescimento. Revista de Economia Política, São Paulo, v. 27, n. 1, p. 1-20, 2007.

Alex, ou Tio "O": gostaria que comentassem o seguinte artigo

"A questão cambial e a inovação"

Por José Luiz Miranda

LINK:
http://capitalsemente.com.br/artigos/noticia.asp?id=19

Como não sou economista mas me interesso pelo assunto, gostaria de ver comentários a respeito.

abs.

Um trecho do texto:

"Com o ingresso de capital externo motivado pela situação apresentada pela Economia Brasileira esses fundos, que são regulados pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, têm sido utilizado por muitas empresas que desenvolvem projetos de inovação em razão de que a desvalorização do Dólar Norte-americano frente ao Real torna os recursos provenientes dessas fontes mais baratos se comparados às linhas tradicionais de financiamento.

Se por um lado, a valorização do Real traz dificuldades para os produtos brasileiros em termos preços internacionais, por outro lado favorece a captação de recursos mais baratos para custeio de projetos e onde a pesquisa e inovação tende a ser um elemento fundamental para obtenção de uma competitividade mais acentuada para esses mesmos produtos brasileiros. Um dado relevante acerca desse processo é que o Brasil hoje investe apenas cerca de 1% do PIB em pesquisa e desenvolvimento (P&D) com o governo respondendo por aproximadamente 54% do dispêndio e o setor privado com os outros 46%. Na Coréia e no Japão, que investem cada um cerca de 4% do PIB em P&D apenas respectivamente por 25% e 16% tem fonte de custeio de origem pública ficando a cargo de o setor privado custear a maior parte das iniciativas nessa área.
"


http://capitalsemente.com.br/artigos/noticia.asp?id=19

"A hipótese mais promissora, porém, na minha opinião é a existência de crédito direcionado, praticado a taxas muito inferiores às de mercado. Nunca vi, no entando, nenhum teste formal desta hipótese. Fica a sugestão."

Faltou acrescentar que o permanente aumento do gasto público também tem um impacto nas taxas de juros, mas eu bem que gostaria de ver isto quantificado.

http://www.laporde.org/

Os caras cansaram de apanhar???

Sou capaz de jurar que havia uma palestra sobre "desindustrialização" e "doença holandesa" no programa preliminar divulgado em meados de novembro...(palestra que seria proferida pela dupla dinâmica...)

abs

Rogério Ceni

Rogério, existia mesmo. Eu tenho o convite original.

Day 5 (Friday, 15 January)
Morning: (9:00hs – 13:00hs)
10. The Dutch disease revisited (Luiz Carlos Bresser-Pereira, São Paulo School of
Economics)

Abraços

“A julgar pela estilística diria que o "O" comentava no Crítica Econômica como "economista 1" e "hegeliano de Niterói".”

Pois eu tento imitar a melhor pena da imprensa brasileira, o Rei. Se pareço com estas figuras, devo ter fracassado até agora.

“Poderia chutar então que ele mora em Niterói. Talvez trabalhe no Rio. Pelo apelido usado no Crítica talvez ele seja tb aquele hegeliano que nos matou de rir certa vez nesse blog.”

“nooooossa... fui longe hein. Para os heterodoxos aqui presentes gostaria de lembrar-lhes que não basta um raciocínio possuir lógica, as hipóteses devem estar ligadas ao mundo real. Portanto, se o "O" não for o "economista 1" e o "hegeliano de Niterói", eu devo ter passado loooonge...”

Hegeliano de Niterói?! Qual a próxima? Schopenhauer do Cantagalo!

"Erik Figueiredo disse...
O "O" é, obviamente, o Oreiro. Ele sabe de tudo, só escreve aqueles papers de sacanagem."

Parafraseando o Jota-Ce, que também fora perseguido injustamente pelos ortodoxos de seu tempo:

‘Que venham a mim as criancinhas!’

estudo na escola de economia da gv
nao concordo com tudo que me é ensinado lá, acredito que haja muita influencia da FIESP.
Porém também discordo de muito que é pregado por setores financeiros.
No meu ver é uma briga retórica.
Cada um ve sentido no que acredita.
Sempre buscando ser o pensamento hegemônico.
Acho que ainda não atingi o grau de intelectualidade para julgar o correto.
Mas que tem muita pataquada tem ... e dos 2 lados..
Mas concordo com um ponto Incentivo é tudo...

"Pois eu tento imitar a melhor pena da imprensa brasileira, o Rei. Se pareço com estas figuras, devo ter fracassado até agora."

haha... relaxa, as figuras eram boas na pena e exibiam uma boa dose de ironia, por isso pareciam contigo.

abraços