teste

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Paródia hilária


É de matar de rir o artigo do Arnaldo Jabor de hoje, no qual ele parodia um típico liberal da elite 'iluminada' latino-americana destilando seu desprezo invejoso dirigido à matriz. De fato, uma peça de crônica de grande coragem! 

É uma obra-prima da idiotice fractal.

Reações:

15 comentários:

De fato - tao corajoso, torcendo pela queda de Roma e se esquecendo dos barbaros do lado de fora.

Juro que não sei quem tá de sacanagem.

Pelo histórico dele em relação ao Bush e à primeira eleição do Obama, o texto não parece ser paródia não.

Nada de paródia do Jabor. Ele apóia o Obama.

Jarbor é um excelente ator, finge que é dor a dor que deveras sente

João Paulo Rodrigues (07/11/2012 às11:05),
Concordo com o que você disse. E vou além. Mesmo para alguém que nunca tenha lido o Arnaldo Jabor, o entendimento de Alexandre Schwartsman deve ter soado despropositado.
Para quem já leu textos incríveis de Arnaldo Jabor, sendo para mim o mais fantástico o que ele descreve os bastidores de uma dublagem de filmes pornográficos, a análise política de Arnaldo Jabor se não traz traços da inteligência, que, imagino, ele possui, não chega a ser decepcionante e serve para mostrar que há ainda um resquício de esquerda na análise de um pessedebista como Arnaldo Jabor. Se José Serra, que é de esquerda, conseguir fazer mais algumas campanhas do PSDB para presidente talvez ele consiga levar o partido definitivamente para a direita e a esquerda do PSDB vai sentir-se isolada.
Enfim não foi paródia o texto de Arnaldo Jabor. Em meu juízo, ele exagera na avaliação positiva de Barack Obama e é muito crítico do Partido Republicano. Penso que como alguém que morou nos Estados Unidos e que admira aquele país, Arnaldo Jabor se sentiu traído pelo Partido Republicano pela participação que o partido teve na dilapidação da imagem mundial dos Estados Unidos, principalmente com George Walker Bush , o filho.
Por fim vejo três possibilidades para este post “Paródia hilária” de terça-feira, 06/11/2012. Primeiro uma incapacidade de Alexandre Schwartsman de apreender com boa compreensão o texto de Arnado Jabor “Hoje é dia de rock” de terça-feira, 06/11/2012. O histórico de Alexandre Schwartsman não favorece esta interpretação do post “Paródia hilária”.
Uma segunda possibilidade seria de este post “Paródia hilária”ter-se originado de uma desatenção da leitura do texto de Arnaldo Jabor Jabor “Hoje é dia de rock” e do desconhecimento da formação intelectual de Arnaldo Jabor. Tem muito tempo que Arnaldo Jabor está na praça e se a leitura tivesse sido desatenta, certamente Alexandre Schwartsman não teria indicado o texto para leitura fazendo até um post para o artigo “Hoje é dia de rock”.
Assim, para mim, o mais provável é que o post “Paródia hilária” tenha sido uma crítica enviezada a Arnaldo Jabor. Não creio que a análise de Arnaldo Jabor, mesmo que não fosse feita por ele, mas por “um típico liberal da elite 'iluminada' latino-americana”.revele alguém “destilando seu desprezo invejoso dirigido à matriz. Acho a análise de Arnaldo Jabor em relação ao Partido Republicano exagerada, mas não vi necessidade de se fazer uma crítica a ele por este artigo “Hoje é dia de rock” nem de se fazer a crítica enviezada.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 07/11/2012

Ora, deixa o Jabor prá, faz tempo que nao ligo pro que ele diz. É só um retórico exaltado, um fazedor de efeitos. Embarque na onda quando o alvo for seu inimigo, deixe de lado quando for seu amigo. Divirta-se com ele, e só.

Quer dizer que além de Anônimo vc é republicano...? A análise do Jabor foi fiel e retratou bem a cretinice dos americanos de direito, burros e ignorantes ( na média mais ignorantes que os liberais de lá). As urnas responderam aos discursos idiotas, sobretudo dos candidatos ao Senado.
Meu caro, aquilo lá mudou, agora os latinos e os afroamericanos têm força e influenciam nas escolhas dos líderes.
Chora neném.

“Quer dizer que além de Anônimo vc é republicano...”

Não, não sou, oh criatura imbecil.

“A análise do Jabor foi fiel e retratou bem a cretinice dos americanos de direito, burros e ignorantes ( na média mais ignorantes que os liberais de lá).”

Sua frase começou errada (“A análise do Jabor...”). O texto do Jabor é uma coleção de lugares-comuns, é ignorante e patético. Que você tenha admirado o texto do Jabor como algo diferente de uma paródia diz bastante sobre seu conhecimento do mundo e capacidade cognitiva.


“Divirta-se com ele, e só.”

E não foi isso que eu fiz? Como paródia, é um texto genial.

Ficou agressivo porque foi taxado de republicano? Queria o que caro amigo anônimo? Os caras por lá, os do seu partido, estão perdidos porque o discurso deles ( exatamamente o que a " ANÁLISE" do Jabor abordou) é patético (como vc caro mulambo!) e cretino ( vc de novo?).
Abraços.

João Paulo Rodrigues (07/11/2012 às 11:05),
Sempre me dou mal com a troca de identidade na autoria dos posts aqui no blog Mão Visível de Alexandre Schwartsman. O Alexandre Schwartsman nunca faria uma chamada para um artigo de Arnaldo Jabour como esta chamada que não foi feita por ele, mas por “O” Anonimo.
Às vezes fico com a sensação de que “O” Anonimo é o alter ego de Alexandre Schwartsman quando o superego dele é posto de lado. O “O” Anonimo é como se Alexandre Schwartsman dissesse se eu não fosse o que sou eis o que eu seria.
E ai se tem pérolas como esta chamada para um texto que Arnaldo Jabour vem repetindo há tanto tempo e que nem como paródia é hilário.
Não creio que Arnaldo Jabour faz uma avaliação correta do Partido Republicano, mas há um pouco de razão no que ele diz. O domínio do dólar como moeda global de reserva permite que os grandes gastos americanos não precisem ser cobertos por impostos. O discurso do Partido Republicano é possível porque o poderio americano que é um poderio de base tecnológica tem um grande componente originário dos gastos militares e de gastos sem objetivos como a NASA (Digo sem objetivo porque se o objetivo da NASA fosse algo mais consistente como buscar petróleo na Lua, ninguém o levaria a sério). Tanto os gastos com as forças armadas como os gastos com a NASA são gastos públicos, e gastos públicos em excessos acabam tendo que ser cobertos com os impostos. E o partido Republicano é contra o aumento de impostos e contra o Estado. Não sei se seria justo ou correto chamar quem se põe contra o que sustenta o capitalismo de idiota como muitos acusam os membros do Partido Republicano, mas o partido realmente não tem direção nem sabe para onde quer ir. É só o comparar com o Partido Conservador britânico que ao voltar ao poder, como primeira medida, antes até dos cortes de despesas, consistiu no aumento das alíquotas de IVA.
Bem, então tudo que eu falei sobre este post “Paródia Hilária” como se fosse de Alexandre Schwartsman perdeu validade, pois o post é de “O” Anônimo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/11/2012

“O” Anônimo,
Não é por nada não, mas cabe bem aqui a indicação do artigo "Política de terceiro mundo dos EUA" de Dani Rodrik e publicado no Valor Econômico de segunda-feira, 12/11/2012. O endereço para o artigo que eu encontrei é o que se segue e que se encontra em site dos funcionários do Banco Central do Brasil:
http://starnet15anos.blogspot.com.br/2012/11/politica-de-terceiro-mundo-dos-eua.html
O artigo de Dani Rodrik "Política de terceiro mundo dos EUA" pode ser comparado com o artigo de Arnaldo Jabour “Hoje é dia de rock”. Embora Dani Rodrik tenha feito críticas ao Partido Democrata e a Barack Obama algo que Arnaldo Jabour não teve coragem de fazer, Dani Rodrik pareceu-me mais crítico tanto na amplitude como na profundidade dos partidários do Partido Republicano.
E evidentemente seria preciso ser contrafactual classificar Dani Rodrik como "um típico liberal da elite 'iluminada' latino-americana destilando seu desprezo invejoso dirigido à matriz".
Enfim acho que na defesa da sua ideologia você exagera mais do que o Arnaldo Jabour.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/11/2012

"O" Anônimo,
E deixo por fim um argumento que não vi sendo utilizado nem por Dani Rodrik nem por Arnaldo Jabour. Eu torci tanto em 2008 como agora por Barack Obama. Tinha como sempre tive resistência a acadêmicos como chefe de executivo, mas considero o processo de escolha de liderança na atividade política conduzida de modo democrático (Ou de modo não autoritário) como um modelo forjador de habilidades necessárias aos chefes de executivos. Um vencedor de uma primária para ser escolhido senador e um vencedor de uma eleição para o Senado como fora Barack Obama precisa não só de carisma e de uma capacidade política de composição como também de habilidade de gerenciamento e execução de uma campanha. E se o sucesso de uma campanha é prova da capacidade, a campanha em si ainda serve para desenvolver essas habilidades.
Agora, apesar de torcer para Barack Obama, eu imaginava que ele representava uma válvula de escape ao antagonismo que o poderio finananceiro americano enfrentava no mundo em decorrência do mal que George Walker Bush, o filho, causou aos Estados Unidos. E como eu sou contra a hegemonia americana, eu via com bons olhos o que Barack Obama representava de bom para a hegemonia americana.
Fiz alguns comentários no blog de Alon Feuerwerker sobre as conseqüências da vitória de Barack Obama e menciono aqui o post "A outra turma" de quinta-feira, 17/11/2011. De lá retiro uma citação de Slavoj Žižek em entrevista concedida a Jorge Pontual para a Globonews e intitulada "Revolta contra o capitalismo é forma de reforçá-lo" em que Slavoj Žižek diz o que a esquerda deveria fazer:
“deveria rezar pela alma dele [George Bush, o filho] todos os dias . . . [pois nos] seus oito anos de governo, ele, com certeza, enfraqueceu a hegemonia e a liderança mundial dos EUA".
A bem da verdade com George Walker Bush, o filho, os Estados Unidos fortaleceram militarmente, mas perderam parte do estima que havia no mundo pelos Estados Unidos da América.
Barack Obama recuperou este estima. A recuperação deste estima torna mais fácil o domínio que as finanças americanas exercem no mundo.
E por fim vale lembrar que sem desmerecer as qualidades de Barack Obama, talvez ele tenha ganhado a reeleição em razão da morte de Muammar al-Gaddafi e de Osama bin Laden. O mundo é melhor sem os dois, mas a morte dos dois não glorifica um vencedor do Prêmio Nobel da Paz. A grande arte de Barack Obama tem sido fazer um discurso para conquistar corações e mentes de americanos em número suficiente para se reeleger e com outro discurso conquistar corações e mentes de não americanos. E ele tem tido razoável sucesso. Parafraseando Slavoj Žižek a direita tem de rezar agradecendo pela vitória de Barack Obama.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/12/2012