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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Professor Solow, DSGE e a esquerda pró-concentração de renda no Brasil


Bob Solow é um exemplo de liberal de velha guarda nos Estados Unidos. Em um depoimento recente no Congresso americano, ele castigou os modelos DSGE (Dynamic Stochastic General Equilibrium) – link aqui. Como o depoimento do Professor Solow cabe em apenas três páginas datilografadas, não vou tentar resumí-lo, assim sugiro que leiam vocês mesmos.

Agora, minha opinião sobre a questão.

Primeiro, uma constatação factual: modelos DSGE são extremamente úteis e mesmo instituições que não tinham tradição de usá-los, passaram a usá-los mais intensamente desde o começo da crise. Por quê? Porque modelos de DSGE são “the only game in town” para responder várias perguntas quantitativas relevantes para a política econômica. Todo o debate sobre o estímulo fiscal nos países avançados é baseado em DSGEs. O Federal Reserve usa-os intensivamente, assim como o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra, as instituições multilaterais, e praticamente todos os bancos centrais que seguem metas de inflação etc.

Segundo, o ponto de Solow é correto. Uma das grandes questões da macroeconomia é o desemprego. Gerações de economistas saindo de Chicago foram educados para acreditar em uma pataquada do Bob Lucas que é a idéia que flutuações macroeconômicas causam pequenos custos de bem-estar. É uma pataquada porque tal resultado é um artefato do modelo de agente representativo. Explico: em modelos com agente representativo, a dor do desemprego é compartilhada por toda a população, e não monopolizada pelos desempregados. É sabido que o fenômeno do desemprego é concentrado em uma fração da população e gera um custo de bem-estar enorme. É completamente diferente o efeito no bem-estar de ter 100% das famílias experimentando desemprego 10% do tempo do que ter 20% das famílias sofrendo com o desemprego 50% do tempo.

Os modelos de DSGE em geral compartilham o agente representativo da análise de Lucas porque tal premissa facilita a análise e faz os modelos tratáveis, sem grandes perdas em termos de capacidade de descrever e prever as flutuações dos agregados macroeconômicos (hiato do produto, desemprego, inflação etc). Entretanto, a hipótese do agente representativo é às vezes inapropriada para análise de bem estar porque minimiza os custos das flutuações econômicas. Segundo o Professor Solow, isso teria consequências funestas para a escolha de prioridades pela profissão. E só posso concordar com ele.

Agora mudando de assunto completamente... É de doer o coração comparar o discurso Professor Solow, que é um expoente da ‘esquerda’ americana com nossa (suposta) ‘esquerda’ freak-show. Enquanto Solow preocupa-se com os custos sociais do desemprego, a quermesse brasileira faz sua missão de vida a defesa de várias políticas públicas visando a concentração de renda no Brasil, que vão desde a advocacia da compressão dos salários reais ao melhor estilo do regime militar à defesa da taxação de salários para subsidiar aventuras de plutocratas via bancos estatais, passando por controles de capitais aparentemente desenhados para não bloquear o carry-trade (não bloquearam), mas sim afastar os investidores de longo prazo na Bolsa (afastaram) (*).

(*) Pelo menos na questão dos controles de capitais dou o benefício da dúvida aos nossos quermesseiros oficiais. Minha análise nassifológica (TM) sugere que é mais provável que erraram por incompetência do que por má intenção.

Reações:

30 comentários:

O, as análises de bem estar desses modelos são entre políticas alternativas e não análises absolutas (valor) do bem-estar, não? Ainda assim há problemas com análises de bem-estar em DSGEs? Alex, você sabe alguma coisa sobre o tal do SAMBA? Vai sair? Está sendo testado?
Abs

Porque não nassistófila ou manupilosa?

Os esquerdistas brasileiros, se fossem Norte Americanos, seriam republicanos. Quem é do Tea Party, no Brasil, é do Psol. #prontofalei

Modelos agregados não se prestam a análises de bem-estar, o grande problema de analisar impactos de bem-estar de políticas públicas é ponderar ganhos e perdas dos diferentes agentes, isto é impossível em modelos agregados.

Quando tratamos de modelos com heterogeneidade de agentes a coisa não fica muito melhor. Não há definir de forma ótima o número de tipos de agentes (1, 2, um milhão, 6 bilhões...) nem muito menos como colocar pesos para cada agente na função de utilidade a ser utilizada.

Desta forma análise de bem-estar fica limitada a casos onde ocorram melhoras de Pareto, e mesmo assim fica aberta a possibilidade de mudanças no grau de heterogeneidade possibilitem que apareçam grupos prejudicados pela política.

Mas isto não é realmente um problema. Se análise de bem-estar funcionasse o comunismo poderia ter dado certo....

Abraço,

Roberto

"Ainda assim há problemas com análises de bem-estar em DSGEs?"

Atropelando a resposta, creio que sim, pois o problema não está no custo (ou benefício) relativo de cada política e sim no modo como esse custo se distribui entre os indivíduos ou grupos sociais - distribuição que fica nublada pelo conceito de agente relativo.

"o tal do SAMBA? Vai sair?"

Só em fevereiro, meu caro...

O link do post está quebrado. Este está funcionando.

http://democrats.science.house.gov/Media/file/Commdocs/hearings/2010/Oversight/20july/Solow_Testimony.pdf

"O", me corrija se eu estiver errado.

Até onde eu sei, não só o Lucas ignora heterogeneidade dos efeitos dos ciclos econômicos como também só considera como efeito de bem estar dos ciclos econômicos a capacidade de suavização de consumo. Ciclos econômicos também podem gerar perdas de bem estar por fazer (i) empresas arcarem com mais custos de transação de contratar e demitir funcionários, (ii) potencialmente reduzir acumulação de capital humano específico (que pode, talvez, ser compensado com acumulação de capital geral, já que educação universitária nos EUA é anti-cíclica), (iii) magnificar distorções no mercado de trabalho (por exemplo, magnificando "racionamento" de vagas decorrente de risco moral), e por aí vai.

Com relação ao uso de modelos de agentes representativos...a evidência micro, que não depende do uso de modelos de agentes representativos, dá o mesmo resultado do Lucas: as pessoas suavizam consumo muito bem nos EUA. Você não acha, "O", que isso poderia reduzir as preocupações do uso de modelos de agentes representativos?

“Porque não nassistófila ou manupilosa?”

Oras, porque o nome do ramo do conhecimento humano que investiga se atos ou discursos são frutos da estupidez ou de motivações torpes chama-se nassifologia – em homenagem ao personagem literário Lucius Nassificus cuja trajetória de vida tanto motivou tais indagações que, creio eu, nunca receberam uma resposta satisfatória.

“as pessoas suavizam consumo muito bem nos EUA.”

Onde você aprendeu essa cabulosidade?

“O, as análises de bem estar desses modelos são entre políticas alternativas e não análises absolutas (valor) do bem-estar, não?”

O problema é que economistas que pensam dentro do modelo DSGE a vida toda, segundo o Solow, acabam perdendo de vista a gravidade do problema do desemprego. Também é o caso que análise de bem estar usando esses modelos menospreza o custo do desemprego, portanto quando comparamos duas políticas alternativas, o ranking pode acabar viesado.

O, como vc avalia a capacidade de previsão atual desses modelos e as perspectivas para seu aprimoramento nos próximos anos?

“O, como vc avalia a capacidade de previsão atual desses modelos e as perspectivas para seu aprimoramento nos próximos anos?”

O Kocherlakota tem um artigo bem interessante no website do Fed de Minneapolis onde ele discute a agenda de pesquisa para os próximos anos, ele me parece bem otimista quanto a melhoramentos vindouros.

Quanto à capacidade atual, creio que este seja o único “game in town”.

"O, como vc avalia a capacidade de previsão atual desses modelos e as perspectivas para seu aprimoramento nos próximos anos?"

Minha curiosidade é parecida, "O". Eu não sei se o conceito de modelo analítico com que operam os economistas é o mesmo que alguns historiadores, sobretudo os estruturalistas, utilizam em suas análises. Isto é, desconheço se a ideia do que são "modelos" e a utilização deles é igual ou semelhante em ambos os campos de conhecimento.

Por exemplo, os estudos do Caio Prado e do Fernando Novais são clássicos e leitura obrigatória para quem quer iniciar no entendimento das dinâmicas da ocupação populacional e econômica e da inserção (integração) da América portuguesa no capitalismo. Mas se ficarmos somente nos modelos explicativos desses autores (o sentido da colonização e da acumulação capitalista até a crise do Antigo Regime), muita história do Brasil nesse período fica de fora e sem explicação.

Por exemplo, a constituição no século XVIII de um pujante mercado de abastecimento interno em MG e sua articulação com os demais mercados regionais na época.

Não sei se todos sabem, mas entre os inconfidentes o núcleo mais numeroso e economicamente mais poderoso não residia em Vila Rica, mas distribuía-se pelo Campo das Vertentes (Comarca do Rio das Mortes). A atividade principal desse grupo não era extração de ouro, mas a agricultura. Não tenho aqui os elementos para afirmar o peso da exportação dos excedentes agrícolas para o Rio e SP oriundos da capitania de Minas. Mas já li um estudo sobre a atividade têxtil em MG no final do século XVIII e a autora mostra com números que era significativa a exportação dos panos mineiros para o Rio e SP.

Talvez eu esteja misturando os canais. Mas se puder comentar, agradeço.

PS: Escrevi o comentário antes de ler sua resposta

"“as pessoas suavizam consumo muito bem nos EUA.”

Onde você aprendeu essa cabulosidade?"

Falando de suavização de consumo entre estados da natureza:

Barbara J. Mace (1991) - "Full Insurance in the Presence of Aggregate Uncertainty", JPE 99(5): um modelo de seguro completo, em diversas especificações, não é rejeitado (o modelo diz que,uma vez que controlamos para mudanças em consumo agregado, mudanças em consumo individual não devem responder à renda domiciliar e emprego, e de fato, isso acontece em muito mais especificações do que esperaríamos a priori), e é rejeitado em algumas outras.

John Cochrane (1991) - "A Simple Test of Consumption Insurance", JPE 99(5): algo parecido com o anterior, sendo que examinando "mais choques". O resultado dele é que domicílios não suavizam consumo em resposta à perda involuntária de emprego, porém, os domicílios que procuram emprego após a perda do emprego sofrem muito menos perda de consumo do que aqueles que não procuram emprego (em outras palavras, não sabemos se é exatamente perda involuntária de emprego o que ele tá olhando). Mais ainda, até onde eu vi, ele não controla para consumo agregado nos testes dele, o que é essencial para esses testes, e é o que todo o resto da literatura faz.

Para citar um de fora dos EUA: Robert Townsend (1994) - "Risk and Insurance in Village India", Econometrica 62(3): em geral, somente domicílios muito muito pobres não conseguem ter seguro completo. Colocando de outra forma ainda: somente os muito pobres relativo aos outros de algumas vilas muito pobres na India não conseguem ter seguro completo. Ele faz aqui, em versão muito mais detalhada, o teste que a Barbara Mace faz.

Em geral, esses testes não confirmam estatisticamente seguro completo. Agora, o teste de seguro completo é algo muito forte: renda não deve afetar consumo uma vez que se controla para consumo agregado. E surpreendentemente, essa hipótese é muito menos rejeitada estatisticamente do que esperaríamos a priori. Qualitativamente, nesse sentido, isso me indica que domicílios nos EUA e fora dos EUA sabem suavizar consumo bem entre estados da natureza (não suavizam completamente, mas sabem suavizar consumo muito melhor do que se espera a priori).

paulo araújo

Não. Esse modelos que você menciona são racionalizações mais ou menos formais de interpretações históricas.

No caso do DSGE (ou modelagem econômica em geral), modelos são estritamente formais, ou seja, equações, cujos coeficientes são determinados empiricamente.

Na falta de um blog para postar, peço licença para comentar aqui mesmo...

Mais um artigo hoje (Belluzo, desta vez) falando sobre como o câmbio valorizado prejudica a indústria nacional. O buraco da indústria nacional é tão mais embaixo... todas as estimativas de produtividade disponíveis (seja de produtividade do trabalho da manufatura, do Groninger Institute, ou de TFP para a manufatura) mostram que a produtividade da indústria no Brasil estagnou-se a partir de 1970. Já aconteceu muita coisa com o câmbio desde então, mas a produtividade não se mexeu... segundo o Gabriel Palma, dos economistas heterodoxos mais respeitado por seus pares, taxa de câmbio nenhuma seria capaz de explicar um estrago tão grande...

Guilherme Lichand: Muito interessante sua observação!

Michel,

Sugiro que dê uma olhada na velha literatura sobre consumo seguindo a renda no ciclo da vida (se não me engano, o clássico é um artigo do Carroll e Summers). Não é só nos estados de natureza que as famílias são incapazes de suavizar o consumo.

Também existe uma literatura que estuda a capacidade de famílias se segurarem contra choques idiossincráticos como doença e desemprego, e a evidência para os EUA é que as famílias têm bem pouca defesa contra estes choques.

Mais: não perderia tempo com o Cochrane. Em geral, o que ele faz não sobrevive a luz do dia. (Sim, eu sei que ele é presidente da American Finance Association, mas George W. Bush foi presidente americano, com Dick “déficits do not matter” como vice). Quanto ao Townsend, que é um bocado mais sério, ele mesmo tem vários outros resultados mostrando fracasso de mecanismos de seguro.

Abraços,

“O”

Um exemplo de paper mostrando fracasso de seguros para choques idiossincraticos, vindo de dois caras serios do fresh water:

The welfare costs of worker displacement

Richard Rogerson and Martin Schindler

Journal of Monetary Economics
Volume 49, Issue 6, September 2002, Pages 1213-1234

Abstract
Recent work has documented the large persistent earnings losses associated with the displacement of high tenure workers. In this paper, we assess the welfare costs of this risk, assuming that workers do not have access to insurance markets. We find that the cost is substantial, on the same order of magnitude as the cost associated with unemployment risk. We also argue that long duration unemployment insurance is likely to exacerbate this cost, and that government-financed severance payments are a far more effective way of dealing with the displacement risk.

O, voltando ao debate DSGE e o caminho traçado pela macroeconomia.
Estava lendo o Blanchard ("What do we know about macroeconomics that Fisher and Wicksell did not?") e trago aqui um trecho da conclusão dele, interessante para esta questão:

" Intuition is often obtained by playing with small models. Large explicit models then allow to check it further and, often, to refine it. Small models then allow again to convey the essence of the argument to others. At this stage, I believe that small models are indeed underused and undertaught. Small, back-of-the envelope, models are much too useful to disappear, and I expect that methodological divide will also fade away."

Será que a intuição teórica não se perde no mar de equações do DSGE ? Lógico que eles são úteis, mas, nesse sentido, "perigosos", não ?

JA

"O",

Obrigado pelas referências. Darei uma olhada.

Abs

Anônimo

Grato. São mesmo coisas completamente distintas.

Concordo que existe um trade off entre tamanho do modelo e clareza. Alguns modelos DSGE possuem facilmente mais de 30, 40, 50 equações... e começa a ficar difícil entender a intuição por detrás dos resultados.

Mais um artigo hoje (Belluzo, desta vez) falando sobre como o câmbio valorizado prejudica a indústria nacional. O buraco da indústria nacional é tão mais embaixo... todas as estimativas de produtividade disponíveis (seja de produtividade do trabalho da manufatura, do Groninger Institute, ou de TFP para a manufatura) mostram que a produtividade da indústria no Brasil estagnou-se a partir de 1970. Já aconteceu muita coisa com o câmbio desde então, mas a produtividade não se mexeu... segundo o Gabriel Palma, dos economistas heterodoxos mais respeitado por seus pares, taxa de câmbio nenhuma seria capaz de explicar um estrago tão grande...


Relaxa Lichand,

PTF é só efeito de composição... Na verdade, o que gera o crescimento de longo prazo é a demanda agregada. Tem um artigo do encontro da AKB desse ano que explica isso: http://www.ppge.ufrgs.br/akb/encontros/2010/50.pdf

Qualquer pessoa pode se perder completamente dentro de um modelo matemático complexo, chega num ponto que está resolvendo puzzles e perde o senso de realidade, chega a conclusões lógicas porém absurdas, não passam no smell-test como disse o Solow. Vide a explicação do nobel Prescott para a crise, um "Obama Shock".

Agora pode-se usar sim, uma navalha serve para se suicidar ou fazer a barba, dependendo de quem manuseia. Mas a fixação com a abordagem DSGE é muito mais uma coisa tribal do que pela utilidade prática, em gerar previsões falsificaveis, ou insights mais profundos.

"O Federal Reserve usa-os intensivamente, assim como o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra, as instituições multilaterais, e praticamente todos os bancos centrais que seguem metas de inflação etc."

Meu caro, se perdeu feio agora no argumento de autoridade.

Dizer que "Se todo mundo usa, então está certo." vale tanto quanto dizer que "Se os Banco Centrais não enxergam bolhas, então elas não existem."

Não eh um argumento de autoridade, apenas uma descrição objetiva da realidade. Alguém me perguntou qual a reação da profissão 'a crise e eu relatei. Os fatos são estes que eu relatei. De você fosse menos idiota (se minha tia tivesse 10 cabecas, nao seria minha tia, mas sim um ser mitico), teria entendido o meu post e não passaria o vexame que você passou.

Eu nao entendo o ponto de vista que diz que um modelo cujos resultados nao sao intuitivos nao sao uteis.

Eu acho que e exatamente o contrario. Se fosse intuitivo, nao precisava do modelo!

Eu desconfio que fisicos e engenheiros pensam sobre isso de forma bem diferente dos economistas. Talvez por que eles tenham avancado ha muito tempo alem dos modelos lineares...

PIG

Não é tanto que resultados não intuitivos não são úteis. Pelo contrário, como você escreveu, são os não intuitivos que mais nos ajudam. Um exemplo (algo batido, é verdade) é a vantagem comparativa: há ganho relacionado à especialização (e, portanto, às trocas) mesmo se um dos lados da transação for, em termos absolutos, mais produtivo que seu parceiro.

O ponto é outro: com modelos muito grandes perde-se justamente a capacidade de explicar alguns dos resultados e, como consequência, fica difícil concluir de determinada característica de um modelo reflete uma idiossincracia (uma escolha particular do valor de um parâmetro, uma hipótese específica, uma forma funcional, etc), ou se, ao contrário, é reflete uma verdade fundamental do sistema.

Há um "trade-off" entre estrutura e resultados. O modelo Arrow-Debreu tem pouca estrutura (é um modelo muito generalizado, ainda que - como se sabe - ancorado num conjunto de hipóteses restritivas), o que implica, por outro lado, pouca precisão nos resultados (me explico: no contexto do modelo AD não há, por exemplo,como dizer qual o impacto de uma mudança, digamos, na dotação inicial do insumo x sobre o preço de equilíbrio de um bem final y).

Já um modelo no qual impomos mais estrutura (uma função utilidade particular, por exemplo, assim como uma função de produção mais tratável) permite resultados mais precisos, às custas de perda de generalidade.

Eu sou algo suspeito para falar do assunto, porque sou fã de modelos de pequeno porte, que usem formas funcionais simples para iluminar um aspecto do problema a ser estudado. A melhor característica do Krugman como economista é (foi?) sua capacidade de produzir estes modelos e sempre foi meu modelo fazer coisas neste sentido.

Abs

Alex

pelo jeito, se esse é o unico brinquedo na cidade, é melhor comecar a montar outro brinquedo, porque esse nao serve.
abs
sgold