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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nova atualização

Com a divulgação da carga tributária de 2009 (33,6% do PIB), é possível fazer a atualização anual do post sobre a evolução fiscal do país. Dado o superávit primário (2,5% do PIB) de União, estados e municípios (sem empresas estatais), o gasto primário teria atingido 31,1% do PIB, o maior da série, superando o recorde de 2008. A notar que esta conta ignora outras fontes de receita (dividendos, por exemplo) e, portanto, subestima o nível do gasto. E 2010 promete...

Fontes: RFB (carga) e BCB (superávit primário)

O passado de alguns

Reações:

24 comentários:

Daqui a pouco aparecerá um ser da dimensão Z, perguntando;

- Mas e as tranferências? Respondo. Pague meu guarda noturno, meu seguro saúde, minha previdência privada e a educação do meu filho que fica tudo bem!

Tenho dó de mim pela carga tributária, mas mais ainda dos meus filhos e futuros netos que terão uma senhora batalha de sobrevivência nesse estado "democrático". Ainda tem a bomba da previdência pra explodir.

"o gasto primário teria atingido 31,1% do PIB, o maior da série"

Adicione à sua argumentação a série histórica do total de receita corrente arrecadada no período. Da forma como está escrito, me parece que vc tenta induzir o leitor a acreditar que o gasto público não possui lastro.

"Da forma como está escrito, me parece que vc tenta induzir o leitor a acreditar que o gasto público não possui lastro."

Só se estivermos nos referindo ao (paradoxal, mas nem tanto) leitor analfabeto.

Quem sabe ler teria notado que o texto começou assim:"Com a divulgação da carga tributária de 2009 (33,6% do PIB)".

E, quem possui mais que meio neurônio teria notado que o gráfico traz a evolução do gasto no eixo horizontal e da ... receita(!) no vertical.

Nada pessoal, mas você tem curso primário?

P.S. Depois o pessoal acha que eu invento estes comentários. Pega mal, pô!

Pessoal,

O candidato Serra tá surtando!!!

Vejam:
Serra adota tom mais agressivo na economia (Valor Econômico, 08/09/2010)

Só um trecho:

"...Para o candidato, o Brasil está em franco processo de desindustrialização devido ao câmbio sobrevalorizado, que estimula a expansão das importações de bens industrializados para sustentar a demanda interna."

Kkkkkk!!!!

E aí tem como votar num cara desses?

O Serra esta fazendo de tudo para perder meu voto.

Digo mais: se o PSDB não puder lançar um candidato que defenda orgulhosamente a herança de FHC então melhor que não lance candidato algum...

Alex, Um Feliz Rosh Hashaná!

Abs

Meus caros,
Só uma pequena dúvida metodológica sobre isto (em especial, a queda da carga tributária e do gasto público como proporção do PIB em 2003). Qual o papel da revisão do cálculo do PIB (de alguns anos atrás) nestas estimativas? Estas séries foram todas revistas ou o IBGE só revisou os números a partir de 2003? Como ficou isto? Esta queda ocorreu mesmo ou foi devido a esta revisão?
Saudações

"E, quem possui mais que meio neurônio teria notado que o gráfico traz a evolução do gasto no eixo horizontal e da ... receita(!) no vertical."

Bom, pelo que está escrito no gráfico, o eixo vertical traz a evolução da carga tributária (!). Para vc, isto é sinônimo de receita?

Quem possui menos do que meio neurônio percebe que não necessariamente uma carga de 40% do PIB, em determinado período, produzirá uma receita maior do que uma carga de 20% do PIB em outro período, não?

Como você não tem nem meio neurônio, eu noto que a carga tributária nada mais é que a razão entre tributos e PIB.

Os números já foram calculados com as estimativas revistas de PIB. A série foi corrigida até 1995. entre 1990 e 1995 foram reconstruídas com base no defltor implícito e crescimento do PIB da série anterior.

Isto dito, em 2003 houve redução do gasto como proporção do produto.

Nao entendi.

O que o grafico mostra alem do crescimento do papel do governo (tributos e gastos) na economia?

Isso e uma surpresa?

Alex e/ou outros,

As intervenções do BC no mercado de cambio são esterelizadas, com a emissão de títulos públicos na outra parte, certo?

Como o cálculo da dívida líquida desconta o valor das reservas, um aumento do nível de reservas não elevaria a relação dívida líquida/PIB.

Seria correto dizer que uma elevação do nível de reservas aumenta a dívida bruta na proporção do volume x diferencial de taxa de juros?

Agradeço,

Der Anchor

Der Anchor:

Quanto à dívida bruta, qualquer compra esterilizada de reservas a aumenta. Caso o BC compre USD 100 @ USD1,70, digamos, e os esterilize em seguida, terá que vender BRL 170 de títulos público. Assim, mesmo com a dívida líquida inalterada, a dívida bruta aumentaria BRL 170.

Num segundo momento, há o efeito do custo de carregamento das reservas. Se o juro aqui é 10% e lá fora é 0%, há um custo (adicional) sobre a dívida de 10% sobre BRL 170, i.e., BRL 17.

No total a dívida bruta ficaria BRL 187 maior do que na ausência de intervenção esterilizada: BRL 170 pela esterilização e BRL 17 pelo custo de carregamento (i.e., diferencial de juros).

Ficou claro?

Ficou claro, obrigado Alex.

Num post futuro, caso aceite sugestões, seria legal saber a sua opinião sobre a questão do nível ótimo de reservas..

Será que passamos do ponto?

Abraço,

Der Anchor

Na explicação da relação dívida bruta e esterilização ou na conta do gasto público?

do nosso Ministro da Fazenda:

" (..) Então, queria mandar um recado. Nós não vamos deixar o real derreter (sic) e vamos tomar as medidas necessárias para impedir a valorização indevida ou excessiva. (..)"

Real derreter?

Valorização indevida ou excessiva (com relação a que? tem meta?)

Só quero ver a engenharia financeira desse ano para bater a meta do superavit..se seguir o nível das declarações, será de fazer rir(ou chorar)


Apollo Creed

"Nao entendi.

O que o grafico mostra alem do crescimento do papel do governo (tributos e gastos) na economia?"

Mostra o tipo de ajuste fiscal que é feito no Brasil. O superavit primário tem sido alcançado, mas através de uma elevação da carga tributária e não por uma redução dos gastos.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/797136-nao-tem-mais-centro-e-periferia-afirma-maria-da-conceicao.shtml

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Tio "O", merece resenha?


Fabuloso

Interessante texto sobre politicas keynesianas e o papel do déficit nas economias, contrapondo o exemplo americano ao germanico.

http://www.cato.org/pub_display.php?pub_id=12123

Mauricio