teste

sábado, 31 de maio de 2008

Flying the BS Fund

Finance Minister Guido Mantega has announced the main guidelines for the Brazilian Sovereign (BS) Fund. According to the minister:

1. Resources for the fund should come from the excess primary surplus relative to the official target (3.8% of GDP);

2. The government should aim, unofficially, for a primary surplus of 4.3% of GDP, which should warrant some 0.5% of GDP (BRL13 billion; US$8 billion) for the BS Fund;

3. Although the BS Fund could, in principle, constitute foreign currency assets (purchasing hard currency in the FX market), at the beginning it should invest only in domestic assets;

4. The National Treasury should be in charge of the BS Fund management.

We have already advanced our opinion that the BS is not, all things considered, positive news. We would note the following points:

* Whereas it is good news that the current level of the primary surplus (4.2% of GDP) will not be pushed toward the target, thus not generating a fiscal impulse of nearly 0.5% of GDP, the truth is that maintaining the primary surplus at the levels observed recently should not be of much help in terms of containing inflation. After all, inflation has accelerated even with a primary surplus hovering around 4.3% of GDP since January 2007.

* A meaningful fiscal adjustment at this point would require increasing the primary surplus to well above 4.3% through lower spending, not simply allowing cyclically higher collection to do the job.

* The decision to increase the primary surplus is actually independent of the constitution of the BS Fund (i.e., the government could raise the target in the absence of the BS Fund). The BS Fund is, thus, an alternative to allocate the primary surplus relative to a faster reduction of the domestic debt.

* Given that, the opportunity cost of the resources invested in the BS Fund is the cost of the domestic debt. The challenge BS Fund managers face, then, is to generate assets whose yields should beat the cost of the debt, a task that, as many experienced hedge fund managers in Brazil can attest, is easier said than done.

* Assets in the BS Fund should be highly correlated with local business cycle, meaning that they should do well when collection is booming, and not so well when collection dwindles, a feature that is unlikely to get any high praise in terms of financial soundness.

* It is good news that the BS Fund should refrain from further intervention in the FX market at this point, given that the last thing inflation needs now is an impulse coming from a weaker currency (even though our take is that all intervention would be sterilized, and therefore its impact on the FX level, if any, would not last long).

That said, the proposal came to light significantly watered down relative to initial versions circulated some time ago, which is, perhaps, the best part of the story.

Reações:

16 comentários:

Alexandre,

Não pude deixar de notar a ironia com o uso do "BS" para abreviar o "Brazilian Sovereign". De fato, tremendo BS!!! [risos]

Abraço!

Angelo

Angelo:

Achei uma forma apropriada de me referir à idéia.

Abs

Alex

Não saquei o trocadilho...alguém me explica?

Este fundo soberano subiu no telhado, só serviu para queimar - ainda mais, o filme de Mantega e fortalecer - ainda mais, o Meirelles. Tiro que saiu pela culatra.

Guilherme:

Bull Shit Fund

Juntei uma grana esse mês. Ao invés de pagar o cheque especial, acho que vou guardar o dinheiro que sobrou no colchão.

Tb to procurando um emprego de ministro da fazenda. Tem pré-requisito?

Equação geral da macroeconomia (PIB) erro?

om, como a maioria deve saber, a equação mais famosa da macroeconomia é a que define o pib: Y = C + I + G + X - M
Derivando cada variável: C = C0 + C1(Y - YT)
I: Exogeno
G: Exogeno
X: (Y*, e)
M: (Y, e)

ou seja, quanto menor a taxa de cambio, maiores as importaçoes e menores as importações. Há um porém: com a taxa de cambio baixa, países essencialmente industriais e exportadores como a Alemanha, podem severamente se beneficiar deste fato pois compram insumos no exterior a um preço mais barato se tornando mais competitivos nas exporações, já que a matéria essencial que tem muito valor agregado (idéias e cálculos dos engenheiros, por exemplo) independem da taxa de cambio. Por exemplo: Um carro BMW, com fábrica sediada na Alemanha, tem insumos como o aço, componentes elétricos, hidraulícos etc.. importados de outros países, ficando para o país sede apenas a idéia de construi-lo entre outros fatores, sendo que a matéria-prima empregada no veículo é essencialmente importada. Enfim, sendo a maioria dos insumos para o produto final importados, os fabricantes se beneficiam das taxas de cambio baixas, tornando-se mais competitivos, vendendo mais produtos, e aumentando suas EXPORTAÇÕES. Logo, poderiamos dizer que não há relação direta entre taxa de cambio e importações/exportações, ao contrario do que nos é ensinado.
Estou chamando atenção na equação não à metodologia utilizada no cálculo do PIB, mas sim nos fatores que influenciam as variáveis Importações (M) e Exportações (X).

Na teoria geral, diz-se que as importações são função positiva da renda no país e negativa da taxa de câmbio - até ai tudo bem. O problema está nas Exportações que teoricamente seriam função positiva da renda dos outros países e igualmente positiva da taxa de câmbio real, ou seja, quanto mais alta a taxa de câmbio, mais produtos seriam exportados.

O que defendo aqui é que a lógica pode ser válida para países cujos insumos para exportações também são produzidos internamente, o que na verdade é um caso raro hoje em dia, exceto em países (como o nosso) exportador de commodities. Voltando ao exemplo da Alemanha, quanto menor a taxa de câmbio, mais barato fica pra ele importar os insumos necessários à produção do bem final, tornando-o menos custoso e, por consequência, mais competitivo no mercado internacional, aumentando assim também os níveis de exportações! E isso realmente acontece, só construir séries comparando mudanças nas taxas de câmbio x exportações em países essencialmente industriais que provavelmente teremos uma correlação negativa entre os dois.

Isso valeria até para os engenheiros, que mesmo que não sejam nativos da Alemanha, poderiam ser melhor remunerados em euros caso a taxa de câmbio caisse, ajudando mais ainda as exportações.
Se a regressão de taxa de câmbio x exportações é espúria, confirma-se que a equação geral do PIB está errada então, pois, apesar de haver ums alta correlação, uma variável não explica a outra. Acho possível.

Pedro:

Tem pré-requisito sim, mas você acabou de cumpri-lo.

Abs

Alex

Alex e Pedro,

Mas somos competitivos também na exportação de aviões. Acho que partir da equação básica é um risco, pois ela é também uma identidade contábil, então coisas do tipo (como já noticiado na FSP): importamos mais, logo o PIB cai, surgem de forma equivocada.

Abç.

M:

Anonimo de 6:41pm.
Nao sou macroeconomista mas vejo varios problemas na tua analise.
Pelo que eu me lembro das minhas aulas, se a taxa de cambio e' exogena ( como vc esta considerando) a poloitica fiscal eh endogena. Entao ja tem problema por ai.
A sua analise sobre os efeitos do cambio sobre o setor exportador tb esta equivocada. Tente pensar sob a otica do valor adicionado e fica claro pq vc esta errado. Existe um efeito contrario no cambio qdo se leva em consideracao investimento em maquinas e equipamentos, onde o cambio valorizado facilitaria a importacao de tecnologia e tal.

essa é uma análise simplória que, lógico, é muito clara na minha cabeça. Só quis dizer que isso nem sempre acontece e explicar o porque. Acontece porém que já encontrei os erros na minha teoria que são básicamente esses:

1 - Por não ter isolado as variáveis de outros efeitos, é possível que em países como a Alemanha e até mesmo o Brasil onde as exportações tem relação direta com a apreciação da moeda nacional, outras forças atuem para empurrar essa tendência que não somente a taxa de câmbio, o que não quer dizer que o modelo seja inútil para analisar a realidade, mas foge dos conceitos científicos.

2 - Apesar dos insumos ficarem mais baratos, o produto final só ficaria mais barato do que a soma dos insumos + valor agregado caso a moeda nacional se depreciasse entre o intervalo de compra dos insumos e de venda do bem final, caso contrário a equação é matemáticamente impossível.

guilherme:
Que tal "Bear Shit"? Em se tratando de um fundo que só vai perder...

A melhor forma de sacanear essa imbecilidade de Mantega e seus sequazes é fazer como o Ilan: "o governo mostrou o cofrinho e não mostrou a poupança".
Mantega ainda faz beicinho: "não nos deixam ousar". Camisa de força nele!

Alex: como criticar a turma dos mágicos se um Nobel de economia escreve o abaixo?
O Globo, 07/06/2008, Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia:
‘A falência das metas de inflação’
“Os bancos centrais formam um fechado clube, dado a manias e modismos. No início dos anos 80 sucumbiram ao encanto do monetarismo, teoria econômica simplista de Milton Friedman. Depois que o monetarismo caiu em descrédito - com elevado custo para os países que o adotaram - começou a busca de um novo mantra. A resposta veio na forma do regime de metas de inflação, segundo o qual sempre que os preços sobem acima de determinado nível os juros devem ser elevados. A receita se baseia em rala teoria econômica ou evidência empírica; não há razão para esperar que, qualquer que seja a fonte de inflação, a melhor resposta seja elevar os juros. O regime de metas (inflation targeting) está sendo testado - e quase certamente falhará. Países em desenvolvimento enfrentam taxas mais altas de inflação, não devido a problemas na política macroeconômica, mas porque os preços da energia e dos alimentos estão em alta, e estes itens pesam muito mais no orçamento doméstico do que nos países ricos. Na China, a inflação se aproxima dos 8% ao ano. No Vietnã, deverá chegar a 18,2% este ano, e na Índia está em 5,8%. Em contraste, a inflação nos EUA se mantém em 3%. Isto quer dizer que esses países em desenvolvimento deveriam subir suas taxas de juro muito mais do que os EUA? A inflação nesses países é, na maior parte, importada”.
PERGUNTO: escreveu o economista ou o político (pretenso?)?

Eu vi esta barbaridade. Alias, ha um comentario meu a respeito. O Stiglitz ha muito perdeu o pe. Pelo menos 4 outros premios Nobel de Economia dao as bases teoricas do regime de metas, mas el, que nunca andou pelo campo da economia monetaria se da o direito de emitir uma opiniao definitiva sobre o assunto.

Abs

Alex