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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Freud explica? Acho que não...

Recebi o seguinte comentário do Pedro Barbosa:

"Alex,

Não sei se você viu no blog do Nassif uma crítica a este texto [refere-se ao post abaixo], sobre a promoção a grau de investimento]. Pelo que entendi ele não acredita que melhorar a capacidade de pagamento da dívida é uma melhoria para o país."


Pedro:

Quando chegamos a qualquer assunto que envolva pagar dívidas este cidadão começa a ter reações esquisitas (presumo que seja alergia). Como o histórico de crédito dele sugere, ele não acredita mesmo que pagar o que se deve possa ser coisa boa, daí a “crítica”. Melhor, acho, é não prestar muita atenção, mas quem se interessar pelo assunto pode seguir uma historinha interessante aqui (http://arrastao.apostos.com/) e aqui (http://bndesnassif.blogspot.com/).

Abs,

Alex

Reações:

13 comentários:

Parece que o medo do Nassif é uma crise no balanço de pagamentos. Quais as chances de que isso aconteça?

Guilherme:

Com câmbio flutuante e um setor público credor em moeda estrangeira? Praticamente zero.

Suponha que o déficit em conta corrente se dirija a patamares cujo financiamento possa ser problemático. Bem, assim que isto for percebido, a taxa de câmbio se desvaloriza.

Aí é que entra a segunda condição. Com o setor público credor em moeda estrangeira, a desvalorização REDUZ a dívida pública, i.e., gera o movimento oposto ao observado em 2002, quando a desvalorização aumentava a dívida e gerava medo de insustentabilidade da dívida pública (portanto novas rodadas de desvalorização, etc).

Em outras palavras, o Brasil não sofre de "medo de flutuação" por conta de uma estrutura de dívida mais saudável.

A notar também que - do ponto de vista do país - a troca do financiamento via dívida pelo financiamento via investimmento tem um efeito parecido. Lucros são gerados em reais e, nos períodos negativos, quando o câmbio desvaloriza, o serviço dos investimentos, medido em moeda estrangeira, cai (ao contrário do que ocorre com a dívida).

Quando o câmbio se desvaloriza, o déficit em conta corrente muda a trajetória e a crise do balanço de pagamentos é devidamente evitada.

No entanto, para quem não consegue pensar muito profundamente, mas apenas olhar o passado em busca de guia para o futuro, esta transformação é ininteligível.

Abs

Alex

"Aí é que entra a segunda condição. Com o setor público credor em moeda estrangeira, a desvalorização REDUZ a dívida pública, i.e., gera o movimento oposto ao observado em 2002, quando a desvalorização aumentava a dívida e gerava medo de insustentabilidade da dívida pública (portanto novas rodadas de desvalorização, etc)."

Alex, você poderia explicar isso melhor? A dívida pública não é em moeda local? Qual a relação com o dólar?

Anônimo:

Não necessariamente. Em 2002 mais de metade da dívida era, ou em moeda estrangeira, ou indexada à moeda estrangeira.

Mesmo hoje o setor público tem dívida em moeda estrangeira, parte dela contraída sob a gestão deste que vos escreve (Globals 14, 19, e 34, Euro 12 e Floater 09), mas tem ativos em moeda estrangeira acima do que deve.

Para resumir: em 2002 uma desvalorização de 10% do câmbio AUMENTAVA a relação dívida-PIB em algo como 3,6% do PIB; hoje a mesma desvalorização REDUZ a dívida em algo como 1,1% do PIB.

Em outras palavras, corrigir o desequilíbrio externo no passado impunha pesados custos ao setor público e ameaça de insolvência. Hoje traz ganhos ao setor público e melhora a solvência.

Consegui explicar?

Abs

Alex

Antes eu achava que o Nassif fosse somente intelectualmente corrupto, um preguicoso que achava-se no direito de escrever por economia por 30 anos, e ainda assim nunca se dar ao trabalho de tentar aprender o minimo necessario para nao ser embaracoso.

Mas essa historia do BNDES para mim foi a gota d'agua. Como que um jornalista economico/politico tem cara de pau de se endividar em um banco estatal?!? Passa ao largo de qualquer padrao etico. Nao eh que sua renegociacao, favorecida ou nao, seja anti-etica, eh que o proprio fato de ser jornalista cobrindo afazeres do Estado e se endividar (subsidiado) em um banco estatal que eh anti-etico.

Pega ladrao!

Realmente, fica até difícil fazer o inventário de impropriedades da figura. O bacana é que posa de vítima e paladino, mas a verdade tem o incômodo hábito de vir à tona.

Abs

Alex

oi alex!
tenho acompanhado os comentários pouco elegantes de um certo jornalista a seu respeito e gostaria de algumas palavras.
A mania de alguns acharem que podem deformar a realidade simplesmente para qualificar suas ideias é temerário !!! esse é um dos grandes problemas da educação deficitária, ou seja, formar cabeças de procuram justificativas para suas loucuras.
continue sempre a combater esses sujeitos e estara fazendo um grande bem para todos nós.
[ ]'s

joão carlos

Perfeito João. Só não concordo que o Nassif seja jornalista. Deve haver uma outra palavra para defini-lo.
Abs
Alex

Mascate soa um pouco preconceituoso, eu gosto mais de "jornalista de servicos", como ele mesmo se autointitula.

Anônimo:

É verdade, até porque não há motivos (fora o preconceito) para imaginar que mascates sejam desonestos (não devem ser, porque sempre dependeram de clientela).

Já o "jornalista de serviços"...

Pedi a Nassif um exemplo de país com câmbio flutuante que tivesse apresentado uma crise de balanço de pagamentos como a que ele vem prevendo para o Brasil agora. Ele respondeu: o Brasil em 2002.

Isto com mais da metade da dívida pública dolarizada, i.e., o mecanismo de ajuste de BP causando uma séria crise fiscal e um partido que sempre pregara a moratória prestes a tomar o poder. Ainda assim o país sobreviveu.

Isto só reforlça minha impressão que o Nassif não consegue pensar, apenas citar o passado, sem ter entendido muito bem o que de fato ocorreu.

Abs

Alex