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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A produtividade desprezada


Os bons empregos estão no setor industrial e é por este motivo que tantas almas caridosas têm se preocupado com a saúde do setor; não a busca de vantagens para si, é claro, mas apenas apreensão acerca do bem-estar do trabalhador. Ou, pelo menos, esta é uma das justificativas que por aí se ouve dos paladinos da desindustrialização. E, mantendo a tradição, ninguém parece ter se dado ao trabalho de checar os dados para ver se porventura a suposição do monopólio industrial dos bons empregos é um fenômeno real, ou só uma criação da fértil mente dos keynesianos de quermesse.

Ocorre que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), a que geralmente se dá atenção no quesito da criação de empregos formais, também nos trazem informações sobre o comportamento dos salários, em particular o desempenho dos salários por setores, dentre eles o de serviços e o manufatureiro.

É bom que se diga, porém, que estes dados não necessariamente refletem a média dos salários em cada setor. Sabemos, por exemplo, qual é o salário médio dos admitidos em dado setor num determinado mês, mas não qual o salário médio de todos os empregados naquele setor na mesma data.

Feita a ressalva (com a qual lidaremos à frente), podemos então examinar os números do CAGED. No caso, corrigi os dados salariais pela inflação (medida pelo IPCA), de modo a expressar todos os valores a preços de junho de 2012 e calculei a média salarial por setor ao longo de 12 meses, para amenizar os efeitos de flutuações sazonais e acidentais. Uma vez de posse destas séries, computei a razão entre salários de admissão no setor de serviços e no setor manufatureiro, devidamente resumida no gráfico.

Fonte: Autor a partir de dados do CAGED

Como se vê, o salário de admissão no setor de serviços é maior que o observado no setor manufatureiro, embora a diferença venha caindo de 2004 para cá. Naquele momento os salários de admissão no setor de serviços eram cerca de 10% mais altos que na manufatura, enquanto no período mais recente esta distância se reduziu para modestos 1%. De qualquer forma, estes números não condizem com a noção que os bons empregos sejam privilégio da manufatura.

É verdade que tratamos aqui, como explicado, do salário de admissão no setor, não do salário médio lá observado. Podemos, contudo, checar a validade da conclusão acima utilizando dados das contas nacionais do IBGE, disponíveis apenas em frequência anual e só até 2009.

Partindo das mesmas definições dos setores de serviços e manufaturas usadas no CAGED descobrimos que o salário médio do setor de serviços entre 2004 e 2009 têm se mantido de 10% a 15% superior à média do setor manufatureiro (entre 2000 e 2003 o intervalo era de 15% a 20% superior). Em outras palavras, a noção do monopólio industrial dos bons empregos não sobrevive ao embate com a realidade.

Resta ainda explicar o motivo da queda relativa dos salários do setor de serviços (ou, de forma equivalente, o aumento relativo dos salários manufatureiros), mas o leitor que por acaso já tenha inspecionado o gráfico há de saber a resposta: a queda persistente da taxa de desemprego.

De fato, à medida que a demanda se expande e a economia começa a operar mais próxima ao pleno emprego um fenômeno interessante se materializa. Pelo lado dos serviços a maior demanda implica necessariamente expansão da produção doméstica, visto que serviços não podem ser importados.

Enquanto há folga no mercado de trabalho, não há maiores consequências, mas, quando esta se reduz, aumenta a competição entre setores pela mão de obra e, assim, o salário manufatureiro, originalmente mais baixo, deve se aproximar do pago no setor de serviços, crescendo a taxas bastante superiores à expansão da produtividade. Posto de outra forma, há um aumento persistente dos custos do trabalho no setor manufatureiro, assim como no setor de serviços.

Entretanto, enquanto o setor manufatureiro tem seus preços contidos pela competição externa, os preços de serviços são restritos apenas pela demanda interna, o que explica a enorme diferença da inflação de serviços e bens observada no IPCA. O resultado é um forte aperto das margens industriais e, portanto, limites à expansão da produção no setor relativamente aos serviços. A demanda por manufaturas passa a ser atendida pelo aumento das importações líquidas.

Em suma, boa parte das dificuldades enfrentadas hoje pelo setor industrial resulta do aperto do mercado de trabalho e não há solução para isso que não passe pelo aumento da produtividade. Apesar disto, o tema continua ausente de qualquer discussão séria de política econômica.

Não me mostre os dados; prefiro minhas convicções...


(Publicado 2/Ago/2012)

Reações:

27 comentários:

É so desvalorizar o cambio,para tornar o setor industrial mais atrativo.

Pode-se também perguntar quantas das pessoas que tanto se preocupam com os empregos na manufatura trabalham em fábricas - ou empurraram os filhos e filhas para carreiras dentro de fábricas. Empresa que presta consultoria em política industrial não conta.

Mas isso seria sociologia, não economia.

Tem tb o argumento da maior produtividade do setor industrial....o CS e o Santander, se nao me engano, mostraram q a produtividade da industria no Brasil nao eh maior que a de outros setores. Mas novamente, essa questão eh uma premissa da quermesse, nao importando sua validade.

Excelente artigo!!!

Digamos, em tese, que o governo retire as tais muletas do setor de manufaturas e coloque-o pra competir de verdade com os importados.

Existiriam dois cenários possíveis, na minha cabeça:

1) empregos seriam perdidos no setor industrial, mas seriam absorvidos pelo setor de serviços por um salário mais baixo (pois a pressão no mercado de trabalho seria reduzida). Nesse cenário, a inflação seria aliviada pela diminuição nos salários do serviço e pela entrada de importados mais competitivos. Todo mundo feliz, menos as indústrias nacionais capengas que quebrariam ou seriam obrigadas a correr atrás.

2) a retirada das muletas do setor manufatureiro traria demissões no setor. Como o consumo interno está sustentando boa parte do crescimento, o aumento no desemprego reduziria também a demanda interna e aí entraríamos numa crise.

- esses cenários fazem sentido?
- existe algum outro elemento que mostre que o cenário 2 não é o mais provável?

Estou pensando nos tais cenários usando a questão do "emprego/incentivos à indústria" apenas. Claro que o governo poderia substituir as muletas por incentivos de verdade, mas eu acredito que esses envolvem um prazo mais longo.

Muito bom, sem mais. Engraçado que em alguns trechos o papo parece meio óbvio, mas é bem difícil de entrar na cabeça das pessoas... é continuar tentando, boa.

cuidado Alex, os Neo-populistas vao interpretar o seu bom texto como indicio de que a desvalorizacao cambial resolveria esse dilema.

se nao pode ser produtivo desvaloriza entao o cambio. Eh isso que eles sempre sugerem

"É so desvalorizar o cambio,para tornar o setor industrial mais atrativo."

Este não entendeu nada mesmo...

Parem de babar o ovo do Alex, pelo amor de Deus!

Ele, embora tenha explicado que o monopólio dos bons empregos não pertence ao setor industrial (parabéns, Alex), explicou mal (muito mal) porque da queda relativa do salário no setor de serviços.

Falou, falou e não chegou a explicação nenhuma.

A rigor, diversos estudos vem mostrando que os empregos industriais estao cada vez mais especializados e que, aliado ao poder de barganha desse tipo de emprego (presença forte de sindicatos), vem puxando os salários no setor industrial nos últimos anos. Por sua vez, no setor de serviços, os empregos tem exigido cada vez menos capacitação de empregados (nosso setor de serviços não é igual ao da Índia, intensivo em softwares), o que gera uma remuneração bem próxima ao do salário mínimo.

Att,
João

Joao,

1. cuidado com generalizacao dos Serviços. Poucos sindicatos sao tao fortes quanto o dos Bancarios.

2. vc acha que o setor intensivo em software da india paga bem? tem certeza?

"Falou, falou e não chegou a explicação nenhuma."

Não falei tanto assim (tenho limite de caracteres; não posso me dar a este luxo).

Afirmei:

"elo lado dos serviços a maior demanda implica necessariamente expansão da produção doméstica, visto que serviços não podem ser importados.

Enquanto há folga no mercado de trabalho, não há maiores consequências, mas, quando esta se reduz, aumenta a competição entre setores pela mão de obra e, assim, o salário manufatureiro, originalmente mais baixo, deve se aproximar do pago no setor de serviços"

"Por sua vez, no setor de serviços, os empregos tem exigido cada vez menos capacitação de empregados (nosso setor de serviços não é igual ao da Índia, intensivo em softwares), o que gera uma remuneração bem próxima ao do salário mínimo."

Hmmm... Você desconsiderou a afirmação inicial, ie, salários no setor de serviços são maiores que na indústria de transformação.

No caso, pelos dados do IBGE (ano 2009), a remuneração média no setor de serviços era R$ 18,9 mil/ano; na indústria de transformação R$ 16,9 mil.

E, pelos dados do CAGED, os novos contratados no setor de serviços também ganham, em média, um pouco mais que na indústria (R$ 1034/mês vs R$ 1024/mês).

A equalização dos salários resulta principalmente, da competição mais intensa por mão de obra.

FEZ UMA TESE DE DOUTORADO!!

Pessoal, leiam abaixo a opinião de outro craque que escreveu sobre o assunto:

"A desindustrialização não é só brasileira. O mundo inteiro exceto a China, esta se desindustrializando. É como se de repente descobrissem a existência de Marte. A China é como se fosse Marte. Estava fechada com um terço da população mundial, e agora se abriu." (Edmar Bacha)

Por que se exige tanto produtividade no setor industrial e não no setor de serviços? Este último, por enquanto, ainda tem uma blindagem contra importação, o que permite transferir custos adicionais para o preço que o consumidor paga. Mas a tecnologia vai se desenvolvendo e vários tipos de serviços (inclusive aqueles diretamente dependentes da indústria) podem ser internacionalizados. Aí o bicho via pegar....Muita gente tem mania de achar que a indústria brasileira é capenga e não olha o setor de serviços (deve ser uma maravilha de produtividade...). Além disso pouco se vê o custo que a indústria paga em impostos mais elevados (comparando com agricultura e serviços), preço de energia, maior burocracia, etc. Qual é mesmo o ICMS médio de produtos industriais e de produtos agrícolas? Quais são as taxas de ISS e ICMS? Qual é a burocracia enfrentada por uma indústria e por um estabelecimento só de serviços?

Qual é o valor médio da produção no setor de serviços e no setor industrial por empregado? Qual é o salário médio de ambos os setores?

Alex,

O setor de serviços que vem se expandindo no Brasil é aquele intensivo em mão de obra de baixa qualificação (a rigor, vem crescendo mais aceleradamente do que o número de advogados, médicos, etc).

O ponto de partida apresentado por você está certíssimo: o setor de serviços pagava muito bem e ainda continua pagando, mas pagarão cada vez menos. Por que?

À medida que o movimento supracitado acontece, as remnunerações do setor de serviços como um todo se reduzem, pois, na margem, salários próximos ao mínimo puxam salário do setor para baixo.

João

PS: "Poucos sindicatos são tão fortes quanto o dos bancários". Verdade, mas trata-se de um dous poquíssimos presentes no setor de serviços. O resto pode ignorar, não tem força...

PS2: Errei ao mencionar o setor de softwares da Índia. Quis ilustrar e falei besteira. Obrigado pela atenção!

João

"A rigor, diversos estudos vem mostrando que os empregos industriais estao cada vez mais especializados. [Isso,] aliado ao poder de barganha desse tipo de emprego (presença forte de sindicatos), [é que] vem puxando os salários no setor industrial nos últimos anos.

Poderia citar os estudos?

Paulo Simões

Mansueto tem dois bons posts a respeito (deve ter mais. Lembrei estes). E acho que são interessantes porque, a meu ver, ajudam no entendimento deste post do Alex.

"Falta um diagnóstico do que exatamente se quer salvar"

http://mansueto.wordpress.com/2012/03/24/governo-empresarios-e-boa-vontade-2/

"No caso do salário-mínimo, o grande debate, em 2002, era quando o mesmo chegaria a US$ 100. Hoje, o nosso salário mínimo vale R$ 622 ou US$ 345. Para o produtor, quando incluímos os encargos trabalhistas (mesmo com hipóteses conservadoras), o salário mínimo vai para próximo de US$ 600. Esse é o salario mínimo relevante para comparação internacional com os Asiáticos.

Vamos agora ver o caso de Bangladesh, um pais com 161 milhões de habitantes com a renda per capita de menos de US$ 1.000 – ou seja menos de 10% da renda per capita do Brasil. Este país começou a exportar confecção (US$ 40.000), em 1977, para França e Alemanha. A partir de 1990, a produção e exportação de confecção aumentou fortemente e, em 2010, este país exportou quase US$ 16 bilhões de confecções, correspondente a 82% da exportação total de Bangladesh. Mais de 80% dos trabalhadores na indústria de confecção são mulheres da zona rural e o salário mínimo mensal em Bangladesh é de apenas US$ 37. Isso mesmo! Trinta e sete dólares por mês.

Hoje, não há como o Brasil com um salário mínimo próximo a US$ 600 competir com um país pobre de salário-mínimo de US$ 37 em setores intensivos em mão-de-obra que exigem pouca escolaridade do trabalhador. Nem mesmo a China consegue competir com os baixos custos de Bangladesh no setor de confecções e são justamente empresas chinesas (ou clientes Chineses) que estão organizando a produção em Bangladesh." (24/03/2012)

E

"O problema da indústria"

https://mansueto.wordpress.com/2012/04/20/o-problema-da-industria-2/

A verdade é que, com um salário mínimo perto de US$ 350 e dada a nossa produtividade, o Brasil tornou-se um país caro para a produção de produtos intensivos em mão de obra. Países como Bangladesh, Camboja, Paquistão, Indonésia e Vietnã, que são grande exportadores de confecções para os EUA, todos têm salário mínimo inferior a US$ 100.

Adicionalmente, A PRODUÇÃO DE PRODUTOS MAIS SOFISTICADOS, como bens de capital, é também cara no Brasil e tenho escutado empresários desse setor pedirem com urgência uma taxa de câmbio (R$/US$) de R$ 2,3. No curto prazo, elevar a taxa de câmbio para esse nível requer excessiva intervenção no mercado cambial e medidas protecionistas que, além do crescimento da inflação, podem mais prejudicar do que ajudar a indústria.

É bom lembrar o caso Embraer, uma das empresas mais inovadoras, a quarta maior exportadora do país (US$ 4,16 bilhões), mas também uma grande importadora (US$ 2,51 bilhões). SUA COMPETITIVIDADE DEPENDE, entre outras coisas, do acesso aos melhores insumos produzidos no mundo. (20/04/2012)

E ainda com Mansueto, "o presidente da COTEMINAS parece que entendeu bem isso e, sabiamente, começou a diversificar seus investimentos para o setor de serviços (construção e shopping center)"

"Coteminas desativa fábricas para investir no setor imobiliário
Empresa da família de José Alencar planeja construir hotel e shopping em terreno de 885.000 m², afirma jornal Folha de S.Paulo"

http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/industria/noticias/coteminas-desativa-fabricas-para-investir-no-setor-imobiliario

População

Bangladesh (150,493,658), Camboja (14,305,183), Paquistão (176,745,364), Indonésia (242,325,638) e Vietnã (87,840,000)

Total: 671.709.843,00

Brasil

196,655,014

(Banco Mundial/2011)

Alex,

Se o mercado de trabalho esta aquecido, cada vez mais proximo ao pleno emprego, entao uma maior demanda por trabalho eleva o salario real.

De forma mais aprofundada, se existe algum setor a pressionar o salario real, entao este seria o de servicos, pois servicos nao podem ser importados e produtos manufaturados sim.

Sua analise, portanto, esta apenas parcialmente correta!

Alex,

Voce acha mesmo que esta havendo uma competicao intersetorial por mao de obra?

Abraco

João,
"À medida que o movimento supracitado acontece, as remnunerações do setor de serviços como um todo se reduzem, pois, na margem, salários próximos ao mínimo puxam salário do setor para baixo."

Poderia mostrar a evidencia disso?

Alex,

"A equalização dos salários resulta principalmente, da competição mais intensa por mão de obra".

Poderia mostrar a evidencia disso?

Alexandre, conforme tu diz:

Em suma, boa parte das dificuldades enfrentadas hoje pelo setor industrial resulta do aperto do mercado de trabalho e não há solução para isso que não passe pelo aumento da produtividade.

Como a desvalorização cambial fica nesse sentido? Não haveria um ganho de produtividade, ao se produzir o mesmo X com um custo menor?

"A equalização dos salários resulta principalmente, da competição mais intensa por mão de obra".

Poderia mostrar a evidencia disso?

Anonimo, acho que isso foi mostrado no grafico que o Alex colocou neste post. Vc nao nao conseguiu interpreta-lo dessa forma?

Alexandre Schwartsman
Bom o quadro, embora seria talvez mais interessante o acompanhamento separado das duas variáveis, salários de admissão no setor de serviços e salários de admissão no setor manufatureiro.
Pensei em dizer que achei se não a sua análise, mas o quadro apresentado como se encontrando em contradição com o que você diz junto ao post “Sophie’s Choice” de 27/07/2012 no resumo do relatórios que você publica pela sua consultoria, em especial, na parte a seguir transcrita:
“Thus, when the economy is close to full employment, domestic demand growth leads to an asymmetric supply response: non-tradable sector thrive thrives, while tradable sectors wither, if international prices remain constant”.
Substitui “whither” por “wither”, pois achei o verbo “wither” mais adequado.
Disse que pensei em dizer e se disse foi sem querer porque desde “A montagem de uma falácia” de 20/09/2009 de Maria Sylvia de Carvalho Franco e publicado no Suplemento Alias do jornal O Estado de S. Paulo eu tenho dificuldade em utilizar o termo contradição. O artigo “A montagem de uma falácia” pode ser vista no seguinte endereço:
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,a-montagem-de-uma-falacia,438120,0.htm
De todo modo, não lhe pareceu um tanto conflituoso a percepção de que o setor de serviços esteja, à medida que o desemprego diminui, aumentando os custos e a inflação do setor, mas reduzindo o salário inicial em relação ao setor manufatureiro onde os custos estão se mantendo baixo em razão da pressão das importações?
Clever Mendes de Oliveira
BH, 04/08/2012

Anonimo de 20:40,

Voce esta COMPLETAMENTE errado!

O grafico apenas mostra que os salarios relativos do setor de servicos estao se reduzindo.

O porque desta situacao cabe ao economista explicar. Ele levantou uma hipotese, o anonimo levantou outra.

Cabe ao Alex demonstrar que esta havendo migracao de mao de obra entre setores e cabe ao Anonimo demonstrar que, na margem, os salarios de servicos estao se aproximando do minimo.

Antes de vir de arrogancia, pense so um pouco. Nao doi nao...

Há duas linhas no gráfico: o salário relativo entre setores e a taxa de desemprego.