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terça-feira, 22 de maio de 2012

Telinha de novo

Minha participação na matéria do Jornal Nacional ontem.

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18 comentários:

A turma acostumada com privilégios e a mamar nas tetas do governo deve estar odiando as suas falas. Privilégios significa que alguém ganha e alguém paga. O choque que nossa indústria precisa é de concorrência, os capazes sobrevivem. A luta pela sobrevivência deixa sempre alguém pelo caminho. Sobras de fatores de produção sempre são melhor utilizados pelos segmentos mais competitivos. Dar proteção ad-eternum é que não aguentamos mais. País nenhum do mundo produz tudo que consome (algo tem que ser importado).

Caro, você já foi seminarista? Por que você tirou a foto do seminário franciscano que ficava na página?

"Caro, você já foi seminarista? Por que você tirou a foto do seminário franciscano que ficava na página?"

Schwartsman, seminarista? Só se for de uma escola rabínica (há o Jewish Theological Seminar em NY, mas é meio diferente).

Não era um seminário franciscano; era Berkeley, no caso a Sather Tower. Saiu na repaginação do blog porque... Não sei, não apareceu na proposta e eu não senti falta.

"A turma acostumada com privilégios e a mamar nas tetas do governo deve estar odiando as suas falas"

Na boa, acho que eles nem se importam. Conseguem a grana; por que deveria se importar com minha opinião?

Abs

Sei que o sr. é bastante ocupado, mas se tiver um tempinho para se divertir com as palavras ocas de um tocador de bandolim sustentado pelo nosso dinheiro peço que leia o seguinte texto:

http://conversa-afinada-por-dinheiro.blogspot.com.br/2012/05/luis-nassif-o-blogueiro-que-nos.html

Eu não entendi o porque da tonsura.

Se o setor Agropecuário tivesse 25% da atenção que o industrial, pelo menos as grandes e as mesmas, têm do governo não estaria sendo humilhado e escurraçado por uma minoria sem noção sobre o Código Florestal, mas isso é outra história.
O que me espanta, e o Ministro Mantega sempre me espanta, é quando ele diz que "o consumidor brasileiro não esta tão endividado assim, endividados estão os americanos e europeus"; certo ministro descontando o fato que uma família norte-america possui 2 ou 3 casas e dívidas a um juro base de 4% aa, se tanto, aqui não temos casa, e as famílias estão utilizando sua capacidade de pagamento em televisores, geladeiras e automóveis, ou seja, somos a classe c do mundo.

Muito interessante este argumento:

"Mas, então, como é possível que o terceiro maior fabricante de jatos comerciais do mundo fique em São José dos Campos, no interior de São Paulo? O Brasil só conseguiu criar uma indústria aeronáutica de ponta e competitiva porque pôs lado a lado a produção, o instituto de ensino para formar engenheiros e um centro de tecnologia. As três áreas interagiram. Daí o sucesso.

Gostei da sua participação nesse evento. O economista da Unicamp apelou para uma retórica mequetrefe para defender o protecionismo: um jogo de futebol em que o craque deveria entrar na peleja protegido com caneleiras. O problema é que não somos craques e para isso o esforço não se daria pelo protecionismo que no fundo serviria apenas para uma "acumulação primitiva". Eu, obviamente, não estou a fim de enriquecer os mesmos malandros de sempre. Todavia, lembro também que os economistas profissionais apelam para números; senti falta da aritmética neoclássica em sua argumentação. A minha é simples: a industria automobilistica cobra o dobro do preço, portanto se produzimos dois milhoes de automoveis por ano, jogamos no lixo, um milhão; grana o suficiente para manter os trabalhadores do ABC tomando pinga pro resto da vida, do jeitinho que o Lula fazia quando era peão. Claro, sobraria grana ainda para a patuléia.

" Fernando disse...
Se o setor Agropecuário tivesse 25% da atenção que o industrial, pelo menos as grandes e as mesmas, têm do governo não estaria sendo humilhado e escurraçado por uma minoria sem noção sobre o Código Florestal, mas isso é outra história."

Será que não é justamente esta "menor atenção" do Governo com o setor agro que explica o relativo melhor desempenho deste setor frente aos outros ?

Será que não é justamente esta "menor atenção" do Governo com o setor agro que explica o relativo melhor desempenho deste setor frente aos outros ?

Cara, o agronegócio está bombando porque os PREÇOS aumentaram 200% na última década, enquanto serviços e indústria tiveram que baixar ou manter os seus.

Mas será que a Embraer já pagou todos os subsídios que já recebeu?

Na mesma linha de raciocínio, segue a brilhante constatação do Leo Monasterio.

http://lmonasterio.blogspot.com.br/2012/05/quando-proteger-industria.html

Abrs.

Eu confesso que tenho minhas dúvidas se a Embraer foi um investimento de retorno positivo em termos estritamente econômicos. Gostaria muito de ver alguém abrindo a caixa preta desde os primórdios daquela empresa. Por outro lado, no caso da Embraer, existe um dos poucos argumentos de política industrial que eu compro: a indústria aeronáutica é parte do complexo industrial militar, um setor sem dúvida alguma não-competitivo.

"Cara, o agronegócio está bombando porque os PREÇOS aumentaram 200% na última década, enquanto serviços e indústria tiveram que baixar ou manter os seus."

Sem dúvida. Porém, resta dúvida de que bombaria bem menos sem o quesito aumento da produtividade e sua (do aumento) relação com o investimento em tecnologia agrícola?

Passeios ao léu

O sucesso presente da nossa "vocação agrícola" [uma bobagem útil, mas vá lá. "Vocação" é um termo que remete para o campo semântico do que é espontâneo e natural ou produto de benção divina] tem relação com o fato da fundação do IAC, criado em 1887 por D. Pedro II, sob o nome de Imperial Estação Agronômica de Campinas. Em em 1892, passou para o Governo de São Paulo.

Ou seja, temos uma história centenária de investimentos em tecnologia na "vocação agrícola", e que deveria ser melhor pesquisada e estudada.

Ainda em termos históricos, seria interessante investigar a relação do sucesso da indústria de transformação de minério de ferro em minério siderúrgico (em termos de produtividade) com investimentos em tecnologia, após a privatização.

Talvez soe pouco ortodoxo relacionar extração mineral (dito setor primário) e indústria (dita setor secundário). Porém, em termos históricos, e afastado da rigidez dos conceitos e das taxonomias, o que, por exemplo, a Vale faz hoje não seria radicalmente diferente do que somente extrair e beneficiar o que está no subsolo? É certo que grande parte da produção da Vale é o que costumeiramente conhecemos por minério de ferro beneficiado. Mas e a pelotização do minério de ferro?

Para produção de 50 kg de carvão vegetal são necessários 200 kg de madeira. Já a torrefação de 100 kg de biomassa seca (por exemplo palha e bagaço como rejeitos da atividade agrícola de exploração da cana-de-açúcar) resulta em 90 kg de carbono útil. Hoje, o nó tecnológico é tornar viável economicamente a transformação desse carbono em objeto utilizável, por exemplo, na substituição do carvão mineral.

Eu pergunto se o conceito vigente de indústria de transformação não mereceria um exame crítico.

Em termos de Embraer, gostaria mesmo é de verificar a propria caixa preta. Tudo me faz crer que, em termos tecnológicos, o essencial está nas mãos dos franceses e que, se dependesse de nossos engenheiros, não poderiam recompor da areia o aeroplano. Não exatamente porque não sejam capazes, mas é pelo fato de que não temos uma estrutura industrial complexa. Bom, estou no campo da opinião e melhor diriam os engenheiros do ITA.

O reporter foi categórico: a avaliação foi extrema ahauhauah . A verdade agora é sinonimo de... extremismo. ahauhauha

Enquanto isso... vamos perdendo mais uma vez outra oportunidade histórica de desnvolvimento - dá-lhe voo de galinha !!