teste

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Combustível no pasto


Preocupado com a reação popular ao aumento dos preços dos combustíveis, o governo, na figura do seu Ministro das Minas e Energia, ordenou à Petrobrás Distribuidora que reduzisse o preço da gasolina “entre 6% e 10%”, conforme relato da imprensa. Além disto, o Ministro anunciou que pretende elevar a participação da Petrobrás na produção de etanol, para tentar regular também este combustível. Estas medidas deveriam ser inaceitáveis numa economia de mercado.

Desde os primórdios da teoria econômica sabe-se que preços desempenham um papel central nas decisões de consumo e produção. Preços crescentes de um determinado bem, por exemplo, enviam duas mensagens correlatas: “consumam menos” e “produzam mais”. Estas duas ações em conjunto devem não só estabilizar os preços como também eliminar eventuais desequilíbrios; no caso em questão, sua elevação, ao reduzir o consumo e aumentar a produção, faz com que, eventualmente, estas duas grandezas se igualem.

Isto dito, se esse mecanismo é, por algum motivo, atravancado, a simples dinâmica descrita acima fica irremediavelmente comprometida. Vejamos, para começar, o caso da gasolina.

Não é segredo que, na esteira da elevação dos preços de petróleo, os preços internacionais dos derivados também têm aumentado. Nos países em que se permite que tais flutuações se transmitam aos preços domésticos, o consumo tende a se ajustar (a produção, ao menos no curto prazo, nem tanto). Obviamente isto geralmente tem impacto (a princípio temporário) sobre a inflação, que não seria grande problema caso a política monetária mantenha a inflação próxima à meta. Em particular, no Brasil, o (enorme) intervalo de dois percentuais deveria ser mais que suficiente para acomodar tais choques.

Contudo, como se decidiu permitir a priori que a inflação se aproximasse do limite superior, qualquer choque agora pode levar ao descumprimento da meta. Este parece ser o motivo por trás da decisão de reduzir os preços domésticos, sinalizando “consumam mais”, apesar dos elevados preços internacionais do produto. A ineficiência é óbvia: não só deixamos de economizar um recurso mais valioso, como também tal decisão reduz as margens da Petrobrás, dificultando sua tarefa de elevar a produção doméstica de petróleo e derivados.

A isto se soma a proposta de aumentar o peso do governo na produção de etanol. Em nome de uma suposta segurança na oferta do produto, caso valha a experiência com a gasolina, não parece improvável que o governo passe a usar sua posição dominante para reduzir preços nos momentos em que a oferta esteja baixa e a demanda alta. O resultado deste comportamento pode ser ainda pior que no caso anterior.

De fato, este tipo de política não apenas tende a incentivar o consumo no momento em que este precisa ser contido, mas, adicionalmente, desestimula a expansão da oferta. Que produtor, sabendo deste comportamento, se disporia a investir sob o risco de ver seu preço de alguma forma tolhido pelo governo? Pensando friamente, esta política, na prática, reduziria a segurança da oferta.

A verdade é que a inflação no Brasil não resulta do aumento de uns poucos preços, mas se trata de um processo disseminado. Para lidar com um problema generalizado, por mais tentadoras que possam ser políticas que limitem o aumento de preços de uns poucos setores, é necessária a utilização de instrumentos que reduzam a demanda como um todo, de preferência pela redução do elevado consumo do governo.

Se, ao invés disso, o governo preferir interferir diretamente na formação de preços, numa reprise em escala reduzida do malfadado Plano Cruzado (que congelou preços há 25 anos), só elevará adicionalmente as distorções presentes na economia brasileira, sacrificando a eficiência econômica sem resolver, além do curtíssimo prazo, o problema inflacionário no Brasil.

(Publicado 25/Mai/2011)

Reações:

89 comentários:

Eu acredito que o Brasil tem convicção de que repetir erros do passado é o caminho seguro de repetir os malogros. É incrível como não aprendemos com os erros passados. Eu iria mais longe do que o desastroso Plano Cruzado, eu iria ao I choque do petróleo e o II PND ( que você conhece muito bem) naquela época optou-se por não fazer o ajuste nos preços e nos endividamos até o pescoço importanto óleo para não "abortarmos" o "milagre" e para fazermos obras "grandiosas". Pois bem o mecanismo se repete e o pior, as consequências se repetirão.

A Indonésia gasta mais em subsídio à gasolina do que em educação. Se quisermos voltar ao 3o mundo, está aí um exemplo a seguir.

De quebra jogamos na lata do lixo as vantagens que viriam da justificadamente festejada tecnologia flex que desenvolvemos. E dizem que o ser humano é irracional, irracional é o ser governo.

Os dois textos abaixo foram escritos em 1980 pelo Marco Martins. Para quem é de Brasília dispensa apresentações, para os de fora trata-se de um economista brilhante mas extramamente polêmico que deve ser lido com muita atenção. Sugiro os textos para os que tem interesse na economia brasileria, particularmente nos efeitos de controle de preço de petróleo e derivados.

Roberto

http://www.aeconomiadobrasil.com.br/artigo.php?artigo=39

http://www.aeconomiadobrasil.com.br/artigo.php?artigo=44

ALEX

Voce tem razao. Mas onde e' que temos capitalismo de livre mercado hoje em dia? Certamente nao na Europa, nem no Japao, muito menos no Barakistao. Entao deixa a dilminha se divertir um pouco, na "vez" dela...


Abracao

Os textos citados não deixam de ser interessantes, confesso que não os conhecia, no entanto a história já está contada e no 1º texto vemos que nossa estratégia(?) foi inversa a dos países desenvolvidos e sabemos onde eles chegaram e onde nós chegamos, não é mesmo? A nossa atual estratégia é semelhante a de se envolver em gelo um doente com febre, sem no entanto combater as causas da mesma - o resultado é que o doente morre.

O Santander, antigo empregador do Alex, disse hoje que contratou a consultoria do Palocci, para dar "palestras" aos seus executivos, será que o Alex aprendeu alguma coisa com o Palocci?

E o Plano Cruzado (O prezado Alex era menino, então!)levou a uma coisinha mui interessante: "estelionato eleitoral" - os velhotes como eu devem se lembrar. E 2014 já vem vindo aí.

Esse artigo está uma mierd@!

Talvez, assumindo a lógica do absurdo - característica dos sonhos - poderíamos supor que o mercado estabilizaria o preço da gasolina no ponto de equilíbrio.

Prezado Cabeção, o combustível que as bombas ejaculam é inelástico. Não adianta! Estando o litro a R$3 a R$4 ou a R$5, o cidadão padrão que possui um automóvel diminuirá seu consumo em menor medida que o aumento dos preços. Transporte público não é alternativa na maior parte das cidades brasileiras. Quem sabe, por nunca ter andado num ônibus, vc não saiba disto.

Governo deve assegurar o interesse público, não o lucro. Se a Petrobras, que possui monopólio na distribuição de combustíveis, é uma empresa controlada pelo governo, seu maior acionista, por que não atender aos interesses coletivos?

Em nome da "segurança da oferta"? Faz-me rir tal argumento, sendo que o Brasil até 2 meses atrás estava importando, repito: importando(!), álcool dos EUA.

Nossa, como você é burro!

Pessoal: jogo dos 7 erros com o animal acima.

Cabeção, sua mamãe não o amamentou corretamente na infância? Quanto ódio!

Perda de tempo, manda ele pro Nassif.

O Sant'Ann Ader pagava mais ao Pall Occi por consultoria economica e financeira do que pagava o econ-chefe do banco??

"Prezado Cabeção, o combustível que as bombas ejaculam é inelástico."
1-Um bem não é elástico ou inelástico. A elasticidade-preço diz respeito à demanda pelo bem.
2-A demanda não seria inelástica, mas sim elástica, ou seja, responde pouco à mudança de preço.

"Transporte público não é alternativa na maior parte das cidades brasileiras."
3-Sim, transporte público é uma alternativa, basta que seja de qualidade. Em Paris todos usam metrô.

"Se a Petrobras, que possui monopólio na distribuição de combustíveis(...)"
4-A petrobrás não possui monopólio na distribuição.

"(...)é uma empresa controlada pelo governo, seu maior acionista, por que não atender aos interesses coletivos?"
5-A maior parte das ações está nas mãos privadas de milhares de brasileiros. O governo detém a maioria das ações ordinárias. A maior parte dos acionistas investe na empresa para obter lucro. Além disso a aposentadoria de muita gente depende dos resultados da petrobrás.

"Faz-me rir tal argumento, sendo que o Brasil até 2 meses atrás estava importando, repito: importando(!), álcool dos EUA."
6-Isso vai exatamente na direção do argumento do Alex, qual seja, essa política incentiva a demanda e desestimula a oferta local.

Achei 6. Tem mais?
Abs

Ah, o sétimo é:"Esse artigo está uma mierd@!"
7-O artigo está excelente.
Pronto, missão dada é missão cumprida.

PUTZGRILA, finalmente um genio!

Os juventinos da dilminha deveriam entao abaixar o precos dos combustiveis para UM CENTAVO o litro. Parabens pela conclusao genial, o Da Mierd@!

Po, qui falta voce fez nao aparecendo por aqui mais cedo!

Muito envergonhado da propria burrice, do sempre teu,

Kleber S.

Alex, como já o disse algumas vezes, não possuo curso superior e não sou orgulhoso disto; vou expor o que imagino que o seja, embora não tenha conhecimento técnico que o embase, mas gosto de participar, diminuindo o espaço de minha ignorância e notando outros ângulos do saber com os ‘posts’ que leio.
Economia de mercado, algumas vezes, é apenas uma composição textual, nada mais, até mesmo na América. Um dos pilares do mercantilismo, da liberdade de serviços, pessoas, mercadorias e moedas, ao flanar da globalização.
Concordo sim que a flutuação de preços de mercadorias é a melhor forma de promover um ajuste benéfico a todos. Pasmo de alguém se negar a ver isto, embora não seja senhor de verdade alguma.
As medidas governamentais adotadas para a redução dos preços dos combustíveis, a priori, são marradas da incompetência.
Existem cartéis - atuando na formação de preços - em redes de postos de combustíveis? Precisa responder? O governo está correto em apontar isto, porém, é impossível desmantelar isto com base no poder de decretos. Já explico o porque deste apontamento; aliás, agora: jogar para a torcida.
Voltemos à incompetência governamental e ao chavão do ‘homem e as circunstâncias”. Em 2010 houve uma explosão de gasto governamental para assegurar, permita o gracejo, a dinâmica da economia a bem do cidadão comum, melhor, a eleição da candidata do ‘cara’. O ‘cara’, aliás, que tinha popularidade e apoio na base parlamentar para fazer as tão famigeradas reformas que o país necessita e não o fez!
Tais gastos, entre outros fatores (internos e externos), corroboraram para que a inflação atingisse, neste semestre um grau de disseminação ‘diferenciado’ na economia, trabalhando no teto da margem, com sorte, não sobre o telhado. Aqui está a maior incompetência.
Este fraco gerenciamento, lesa a Petrobrás – perceba, estou descendo parágrafo a parágrafo do seu post e acrescentando – a qual é uma empresa e visa o lucro para, no mínimo, “continuar a existir”, poeticamente explicando; empresa que conta com milhares de acionistas os quais investiram suas economias, inclusive do FGTS, com indução governamental pela mídia, diga-se de passagem, e que visam, futuramente, mas não tão longe assim, terem satisfeitas suas necessidades e desejos (o estudo dos filhos, uma aposentadoria mais robusta, etc.). Nem comento o capex atual, a questão contábil dos barris ‘pressalistas’, custo de extração e seguro financeiro num desastre “a la BP in USA”.
Quanto ao aumento da participação governamental e ingerência na formação de preços do etanol, não nos esqueçamos que ele, creio, já é uma commodity marrom. Falta apenas o carimbo político global. Saliento que commodities são precificadas internacionalmente e tem suas implicações ‘extra-asnacionalistas’.
Regras descumpridas não são mais regras, salvo genuína necessidade; como investir em produção, a qual gera empregos (socializante, não?), sem apor nos custos das planilhas o fator feudal (intervencionismo)?
Outra, e a sinalização disto à economia de mercado? Hein?!
No assunto inflação, digo, a ‘maligna’, creio, para ser controlada no médio prazo, faz-se necessário mais aumento da taxa de juros, já acompanhada pela atual e ‘soft’ restrição ao crédito; no longo, pensando em taxas civilizadas de juros e inflação, precisa haver um ajuste no gasto e investimento governamental e eficiência na aplicação das receitas. No curto – quanto à inflação - deve haver um refresco natural (saboroso e não faz mal).
O mundo globalizado não aceita amadorismo,...

Alex, primeiro de tudo, pare de chamar esse pessoal de burro. Faz você parecer arrogante, independente de o alvo do xingamento saber economia ou não. Até mesmo se eles te xingarem primeiro, não xingue os leitores do seu blog. Injusto, eu sei, mas por mais que eu goste do que você escreve, de vez em quando eu me contorço aqui na cadeira com suas demonstrações Reinaldo Azevedísticas de arrogância (por mais que eu também leia e goste do q ele escreve, tirando as tiradas pseudo engraçadas).

Segundo: Gostaria de ver o jogo dos 7 erros solucionado pelo senhor, acho que eu aprenderia bastante com isso.

Abs!

O primeiro erro foi ter nascido, um jumento desses.

Existem estudos que quantificam a elasticidade preço da gasolina: http://economics.about.com/od/priceelasticityofdemand/a/gasoline_elast.htm. O resumo:

If the real price of fuel goes, and stays, up by 10%, the result is a dynamic process of adjustment such that:
a) The volume of traffic will go down by roundly 1% within about a year, building up to a reduction of about 3% in the longer run (about five years or so).

b) The volume of fuel consumed will go down by about 2.5% within a year, building up to a reduction of over 6% in the longer run.


Segundo o artigo, a elasticidade preço da gasolina é de -0.25 no curto prazo, e -0.64 no longo prazo.

Como ambas são (em módulo) menores que 1, é correto dizer que a demanda é inelástica. O problema é que o jumento pensa em binário -- para ele, ou é elástico (infinito) ou inelástico (0).

PS: O colega se equivocou nas correções. O jumento realmente quis dizer que a demanda por gasolina é inelástica em relação ao preço -- ou seja, um aumento no preço gera pouca redução de demanda. Se ele realmente sabe o que isso quer dizer...

Carlitos

Duas coisas

1. Uma pessoa vem ao blog, e não tem coragem de assinar o nome e começa o comentário com esta refinada frase: "Esse artigo está uma mierd@!"

2. Depois, escreve coisas asnáticas, que até eu que não sou do ramo fico impressionado com a quantidade de absurdos que alguém consegue reunir em um pequeno texto, deixando claro que veio aqui apenas para dar o recado: "Esse artigo está uma mierd@!"

Respeito é para quem se dá ao respeito. Chamá-lo de burro não é arrogância. É reconhecimento.

Resumindo o que o governo fez foi o que Robin Hood nos ensinou: quem pagou a inflação foi a Petrobrás e não os consumidores.Problema é que a Petrobrás é a fornecedora e no médio prazo a firma sai perdendo com queda nos lucros e todos perdem (sejam acionistas, seja governo, sejam consumidores).

Bom, mas isso não quer dizer que a interferência do governo seja sempre prejudicial. Em muitos aspectos a regulação de estoques pode ser muito benéfica na gestão dos choques e incerteza nos preços da gasolina e etanol(e vários outros produtos). Primeiro porque podemos ter o governo como comprador do produto quando o preço cair demais (excesso de oferta) e segundo porque podemos ter o governo ofertando o produto quando houver excesso de demanda e todos devem concordar que um mercado mais estável é benéfico de qualquer ponto de vista.

Não acho correto sairmos da premissa de que temos um governo inefciente para julgar a eficiência da política pública, porque temos um julgamento viesado para o pessimismo. Lógico que o governo não está as mil maravilhas, mas não se pode afirmar que será ineficiente em todo caso.

Mudando um pouco de assunto, o timing eleitoral parece um tanto estranho não? É a típica medida que se espera ver em um ano eleitoral, de benefício imediato e custos para o próximo mandato.

Tomás, a medida - a qual você se refere no último parágrafo de sua postagem - foi realizada, principalmente, pelo temor de que possa ser beijada a boca do dragão adormecido.
Abraço.

"Não acho correto sairmos da premissa de que temos um governo inefciente para julgar a eficiência da política pública, porque temos um julgamento viesado para o pessimismo. Lógico que o governo não está as mil maravilhas, mas não se pode afirmar que será ineficiente em todo caso."

Nesse caso podemos afirmar sim!

Esse julgamento obviamente é, como você diz, viesado para o pessimismo quanto a capacidade do governo em controlar preços desse tipo de bem adquadamente.
Uma pena que sejamos incapazes de aprender algo com as barbaridades do nosso passado.

"A"

"é só reduzir a Cide a zero"

Exato. A cide é o único problema do setor de combustíveis.

"A"

Paulo Araújo,

Concordo em parte com o Carlitos. Que o anônimo é ignorante em termos técnicos e de maneiras sociais, é fácil de ver. E é exatamente por isso que uma pessoa pública como o Alex deveria sair por cima (i) não dignificando o anônimo com um comentário ou (ii) respondendo como um professor faria a um aluno desrespeitoso e ignorante: uma resposta curta, seca e rápida, mantendo a moral no blog-sala de aula.

A partir do momento que o anônimo é ignorante e desrespeitoso, uma resposta à altura pede que o Alex desça um ou dois degraus, coisa que poderia muito bem ser evitada já que uns 4 ou 5 leitores se prontificaram a responder o post por ele.

Claro que a vontade do governo está prevelecendo sobre a da Petrobrás e os preços estão obedecendo a critérios mais políticos do que técnicos, mas não podemos esquecer que é um monopólio estatal (não sei o que é pior, monopólio estatal ou privado). É um problema brasileiro que deve ser resolvido com o tempo reduzindo a presença da Petrobrás (diferente do que este governo está fazendo). Como os preços são controlados politicamente não existe estímulo para refinarias privadas. Não é uma solução fácil, mas para o bem do Brasil deve ser buscada. Não sabemos se a Petrobrás é eficiente pois é monopolista. Por outro lado ela se defende falando que atende pressões políticas.
Mas o artigo do Alex é correto e discute um dos problemas do nosso país.

Hoje saiu um artigo, na Folha, informando sobre a queda da safra do etanol e alguns dos motivos, bem como, a pressão altista devido à reduzida oferta.
Particularmente, creio numa pressão inicial, mas, no desenrolar da 'moagem' da cana e da coleta de juros 'benedesseários', haverá uma distensão das expectativas, ainda que apertada.
PS: não possuo dados concretos para embasar tal expectativa,... rs, rs, rs

questão central é que a gasosa e o alcool tem elasticidade preço da demanda razoavelmente bem inelásticas. De outro ponto de vista, não existem substitutos perfeitos para esses bens.

Ou seja, a lógica do artigo, embora correta (o autor nada mais fez que enunciar a lei da oferta e da procura - bela cópia de manual de introdução a economia!), não se aplica muito bem nesse mercado. A parte do "consuma menos" simplesmente não funciona. Não estamos em Paris, o sist. público de transporte infelizmente não é substituto ao alcool e gasosa. O que deveríamos fazer? pedir pro chefe pra trabalhar 4 dias por semana?

O cabeção foi infeliz e mal educado, mas no final esse artigo do Alex é pior ainda, credo, chutou o pau da barraca do manual de micro

saudações,

A.P.G.

"questão central é que a gasosa e o alcool tem elasticidade preço da demanda razoavelmente bem inelásticas. De outro ponto de vista, não existem substitutos perfeitos para esses bens."

À parte o português claudicante, é fácil concluir que o infeliz não entendeu sequer o manual de introdução: elasticidade baixa quer dizer que a quantidade reage menos que proporcionalmente ao preço; não implica que a demanda NÃO reaja a preço, a não ser no caso especial de demanda perfeitamente inelástica.

Nao sei do que voces estao falando, talvez por ser paulistano e nao conhecer a realidade de outras capitais, mas o transporte coletivo em SP eh muito bom. Tem gente que nao usa por preconceito social ou por tesao de ficar no transito, mas dai nao eh minha culpa.

"À parte o português claudicante, é fácil concluir que o infeliz não entendeu sequer o manual de introdução: elasticidade baixa quer dizer que a quantidade reage menos que proporcionalmente ao preço; não implica que a demanda NÃO reaja a preço, a não ser no caso especial de demanda perfeitamente inelástica"

o senhor que finge não entender e distorce a afirmação. O ponto central do artigo do Alex é que os consumidores teriam que consumir menos combustível, o que levaria automaticamente ao "equilíbrio" de preços e quantidades. Só questionei, e continuo questinando - e vc marotamente não tocou nesse ponto - como vou consumir menos de gasosa e alcool?
Me aponte um substituto cara pálida.

O mínimo que se esperava do autor desse artigo (que não é vc, caro anônimo) seria fazer uma discussão sobre as elasticidades e os substitutos. Não fez. Artigo fraco, pode ganhar um prêmio de economia informal. Parabéns.

PS: sou de são paulo, e o transp. público é horrivel. Pegue a malha metroviária (em extensão) e compare com cidades de mesmo tamanho ou menores como londres, paris e mesmo beijing e tirem suas conclusões.

saudações,

APG

"como vou consumir menos de gasosa e alcool?"

Deixe de ser burguesinho e tome ônibus. Minha filha toma. Francamente...

É claro que se os preços de combustíveis subirem (gasolina, diesel, etc.) a demanda reduzirá. O Brasil não é só SP. Mesmo em SP reduzirá. O maior problema é como medir a eficiência da monopolista. O artigo do Alex continua correto.

O argumento sacado por APG é semelhante ao da turma que reclama dos pedágios nas estradas paulistas, mas aceita bovinamente ser escorchado por montanhas de impostos que foram criados ao longo de décadas sob o pretexto de construir e conservar estradas, e que recai indistintamente sobre todos, usuários ou não delas. O mais notório é o esdrúxulo IPVA.

Quer trafegar com o seu carrinho pelas ótimas estradas pedagiadas? Então tem de pagar porque isso tem custo, aliás como ocorre no mundo civilizado. O pedágio é caro? Vá de ônibus e divida com os demais passageiros o custo do pedágio.

Eu não tenho carro e sou usuário contumaz do sistema público de transporte em SP [ônibus, metro/CPTM, táxi] que melhorou muito.

Tenho o privilégio de residir em região de SP que nesse aspecto é muito bem servida. Por exemplo, quando vou ao aeroporto de Guarulhos, pego o metro até o Tatuapé e de lá um busão que custa pouco mais de R$ 3,00. Obviamente que sou beneficiado pelos horários e dias que escolho. Nem todos podem dar-se a essa comodidade.

Costumo ir a Jundiai com alguma regularidade. Não vou de ônibus. Pego um busão e em 15 minutos estou na estação Lapa. Faço a baldeação com o custo de integração ônibus/metro [CPTM-Linha Rubi]. Da Lapa até Francisco Morato e de lá baldeio sem custo até Jundiai [+ou-90 minutos. Sempre levo algo para ler durante o percurso]. Lá, a estação é colada a um terminal de ônibus. Em menos de 15 minutos estou no centro de Jundiai.

Se eu fosse de ônibus, a partir da Rodoviária Tiête, levaria o mesmo tempo total e pagaria mais pelo mesmo, isso considerando a marginal Tiête em condição de tráfego normal.

Os subsídios do Estado para “ajudar no controle da inflação” é conversa mole. Esses subsídios atendem principalmente ao conforto de quem faz do carro o primeiro e, na maioria das vezes, único meio de transporte. O que se deve cobrar do Estado são os investimentos [provimento dos meios] que permitam a melhora constante do transporte público.

Obviamente que nos horários de pico não se tem nesse meio de transporte o mesmo conforto. Por outro lado, quem, por exemplo, já pegou a Bandeirantes parada por causa dos problemas nas Marginais sabe o que é.

Para mim, a maior vantagem é que eu posso aproveitar o tempo de deslocamento para ler. Mas há quem prefira dirigir seu próprio automóvel e ouvir rádio. Tudo bem. Cada um faz o que lhe parece melhor, desde que pague por isso.

"Deixe de ser burguesinho e tome ônibus. Minha filha toma. Francamente..."

todo dia pego o CPTM (vou até lá de ônibus uo a pé) e depois faço baldeação para o metrô, ou seja, 2 à 3 modalidades de transporte público. Não venha pagar de "popular" aqui não campeão.


Mas a piada foi boa, admito, até porque parece seu único recurso no momento. Apesar de que vindo de vc não passa de uma bela auto-ironia...é, pensando bem nem a piada foi boa...

PS: o preço do ônibus subiu de 2,70para 3,00 no começo do ano, e o bilhete único também subiu. Aumente a mesada da sua filha, por favor, para ela poder compensar o efeito substituição.

abraços, e vá se informar melhor

APG

Ande de ônibus ou ande de bike, mas na Toscana não vale pô!!!

"Só questionei, e continuo questinando - e vc marotamente não tocou nesse ponto - como vou consumir menos de gasosa e alcool?"

Fala serio, voce eh retardado mental?

Este comentário foi removido pelo autor.

"PS: sou de são paulo, e o transp. público é horrivel. Pegue a malha metroviária (em extensão) e compare com cidades de mesmo tamanho ou menores como londres, paris e mesmo beijing e tirem suas conclusões."

Nao eh ruim, apesar da malha metroviaria nao ser tao densa quanto outras cidades. Eu tambem sou de SP, uso o transporte coletivo frequentemente. Soh acha horrivel o transporte coletivo paulistano quem tem algum tipo de preconceito social. Com os corredores de onibus eh bem mais rapido andar de onibus/metro para muitos destinos do que de carro.

"PS: sou de são paulo, e o transp. público é horrivel. Pegue a malha metroviária (em extensão) e compare com cidades de mesmo tamanho ou menores como londres, paris e mesmo beijing e tirem suas conclusões."


Compare agora com o Rio de Janeiro... e lembre que você mora no Brasil.

Eu não tenho carro e sou usuário contumaz do sistema público de transporte em SP [ônibus, metro/CPTM, táxi] que melhorou muito.

Tenho o privilégio de residir em região de SP que nesse aspecto é muito bem servida. Por exemplo, quando vou ao aeroporto de Guarulhos, pego o metro até o Tatuapé e de lá um busão que custa pouco mais de R$ 3,00. Mas há quem prefira fazer o mesmo trajeto em automóvel e depois reclamar que levou horas para chegar ao aeroporto.

Costumo ir a Jundiai com alguma regularidade. Não vou de ônibus. Pego um busão e em 15 minutos estou na estação Lapa. Faço a baldeação com o custo de integração ônibus/metro [CPTM-Linha Rubi]. Da Lapa até Francisco Morato e de lá baldeio sem custo até Jundiai [+ou-90 minutos. Sempre levo algo para ler durante o percurso]. Lá, a estação é colada a um terminal de ônibus. Em menos de 15 minutos estou no centro de Jundiai.

Se eu fosse de ônibus, a partir da Rodoviária Tiête, levaria o mesmo tempo total e pagaria mais pelo mesmo, isso considerando a marginal Tiête em condição de tráfego normal.

Os subsídios do Estado para “ajudar no controle da inflação” são muito bons principalmente para quem faz do carro o primeiro e único meio de transporte. O que se deve cobrar do Estado são os investimentos [provimento dos meios] que permitam a melhora constante do transporte público.

Obviamente que nos horários de pico não se tem nesse meio de transporte o mesmo conforto. Por outro lado, quem, por exemplo, já pegou a Bandeirantes parada por causa dos problemas nas Marginais sabe o que é.

Para mim, a maior vantagem é que eu posso aproveitar o tempo de deslocamento por transporte público para ler. Mas há quem prefira dirigir seu próprio automóvel e ouvir rádio. Tudo bem. Cada um faz o que lhe parece melhor, desde que pague por isso.

"Soh acha horrivel o transporte coletivo paulistano quem tem algum tipo de preconceito social."
Ou quem pega ônibus na hora do rush com chuva...

"Com os corredores de onibus eh bem mais rapido andar de onibus/metro para muitos destinos do que de carro."
Isso foi um elogia para a Marta Suplicy?

"todo dia pego o CPTM (vou até lá de ônibus uo a pé) e depois faço baldeação para o metrô, ou seja, 2 à 3 modalidades de transporte público. Não venha pagar de "popular" aqui não campeão."

Uai, não era você que dizia não saber como economizar na "gasosa"? Francamente...

""Com os corredores de onibus eh bem mais rapido andar de onibus/metro para muitos destinos do que de carro."
Isso foi um elogia para a Marta Suplicy?"

Por que seria, oh criatura que come grama? Os corredores de onibus foram criados pelo Mario Covas, sob pesadas objecoes do... PT paulistano.

"Compare agora com o Rio de Janeiro... e lembre que você mora no Brasil."

Irrelevante. Mesmo que nao existisse transporte urbano, haveria efeito-substituicao mesmo no curto prazo. Ou voce eh estupido ou rico demais para nao calcular o custo da gasolina em suas decisoes?

Só o fato de ônibus no Brasil ter catraca e ser feito como se o chassi fosse de caminhão (levando o passageiro a ter que dobrar toda a perna para subir nele) já faz do sistema de qualquer cidade brasileira um atentado à dignidade do cidadão.

"Irrelevante. Mesmo que nao existisse transporte urbano, haveria efeito-substituicao mesmo no curto prazo. Ou voce eh estupido ou rico demais para nao calcular o custo da gasolina em suas decisoes?"

É, irrelevante mesmo... Não é à toa que o trânsito dessa cidade está cada vez melhor com o preço do combustível subindo! Carioca é estúpido ou rico mesmo...

Uai, não era você que dizia não saber como economizar na "gasosa"? Francamente...

só estou dizendo que conheço o sistema de transporte público de SP muito melhor que vc, que já deve ter andado mais de avião do que de CPTM e acha que pode dar lição de moral nos outros nesse quesito.

Era só o que faltava, um yuppie querendo opinar sobre os ônibus de SP...

No mais, a questão do artigo não sou eu ou fulano ou beltrano, e sim com o consumidor médio, todos aqui podem ficar contando relatos de suas experiências com o transporte...não vai levar a nenhum lugar (só serve pra ver quem realmente é usuário, que não é seu caso)

Fato é que ( e isso a extensão de malha metroviária mostra muito bem), o transporte público de SP está muito aquém das necessidades.

Um gringo que lesse sua opinião e a do "O" não ia entender nada dessas discussões recentes sobre linha amarela, laranja, lilás etc que está ocorrendo em SP. Ué, se o sistema é tão bom como vc sustenta, pq gastar mais dinheirama pública em novas linhas?

Enfim, se a gasosa e o etanol aumentam de preço a substituição por modalidades de transporte público é muito limitada. Nosso sist. público de transporte está saturado, pegue um busão na Rebouças (que tem corredor) e metrô na linha vermelha algum dia por volta das 18:30...

era só esse o ponto, que vc naturalmente não comenta, porque não pode.

E Não se esqueça de aumentar a mesada da coitada,

Saudações,

APG

Paulo,

"Obviamente que nos horários de pico não se tem nesse meio de transporte o mesmo conforto"

pois é.

(1)A questão é que a maioria das pessoas não podem fazer esse tipo de escolha, como vc relatou. Já pensou poder sair as 3 da tarde do trabalho?

(2)Do mesmo modo, boa parte das pessoas não podem residir perto de estação de metrô. (não existem tantas estações assim (reflexo da baixa malha metroviária) e/ou elas simplesmente não têm $$ para morar onde há estações perto)

agora junte(1)e(2): esse é o cidadão típico de SP. Vamos lembrar que todo dia mais de 2milhões se locomovem só da ZL para o centro ou outras regiões de SP. A linha vermelha é a linha com maior densidade (pessoas/vagão) no mundo.

APG

"Irrelevante. Mesmo que nao existisse transporte urbano, haveria efeito-substituicao mesmo no curto prazo. Ou voce eh estupido ou rico demais para nao calcular o custo da gasolina em suas decisoes"

Mesmo sem transporte público algum? neguinho ia andar a pé 10 km para ir e mais 10km pra voltar do trampo todo dia! No verão carioca ainda por cima? Ou ia pedalar pelos moros? Ainda não inventaram o tele transporte "O".

Ah, táxi, helicóptero e jatinho todo dia são bem caros viu...

"só estou dizendo que conheço o sistema de transporte público de SP muito melhor que vc, que já deve ter andado mais de avião do que de CPTM e acha que pode dar lição de moral nos outros nesse quesito. "

Não, não. Você disse que não sabia como economizar gasolina, alias, como se fosse uma decisão binária (o quanto andar de carro, por exemplo, parece estar ausente do seu problema).

E, meu caro yuppie, que não consegue andar de ônibus, pergunte a um cara de baixa renda que tenha carro como ele reagirá se a gasolina ficar mais cara. Garanto que vai se surpreender.

"Não, não. Você disse que não sabia como economizar gasolina, alias, como se fosse uma decisão binária (o quanto andar de carro, por exemplo, parece estar ausente do seu problema).


De novo distorce as afirmações e faz pirraça juvenil para fugir da questão. Já te expliquei que a questão é o consumidor médio, não eu ou vc. Quando utilizei a primeira pessoa do singular estava me referindo a um consumidor médio (é um recurso muito utilzado em textos e discussões informais, como em blogs, por sinal), achava que isso já estava claro, meus deus....

Como já deixei claro, EU(particularmente) já utilizo todos os dias o transporte público. mas isso é irrelevante, como tb já afirmei. Só serve para mostrar quem conhece ou não o sistema público de transporte das nossas cidades. Pelas suas intervenções (ou falta delas, no caso), vc encontra-se no segundo grupo. meu deus, leia o que os outros escrevem, não dá p/ ficar repetindo tudo duas vezes para vc.

APG

"E, meu caro yuppie, que não consegue andar de ônibus, pergunte a um cara de baixa renda que tenha carro como ele reagirá se a gasolina ficar mais cara. Garanto que vai se surpreender."

Mas aqui a falta de conhecimento da cidade te atrapalha mais uma vez. Infelizmente pode não haver ônibus e metrô/CPTM para essa cara de baixa renda, prontinho para ele substituir quando do aumento do preço da gasosa/etanol. Por isso já insisti para uma comparação da malha metroviária. Mas é incrível como vc "esqueçe" de utilizar os números quando não lhe convém..

E lembre-se antes de distorcer mais uma vez minhas palavras: nunca falei que o efeito susbtituição é nulo, apenas que, "a gasosa e o alcool tem elasticidade preço da demanda razoavelmente bem inelásticas. De outro ponto de vista, não existem substitutos perfeitos para esses bens" (do meu 1º post). Isso naturalmente limita e muito o mecanismo posto por vc em seu artigo (em outras palavras, o "consuma menos" posto por vc não funciona tão bem a ponto de termos o equilibrio postulado por vc automaticamente alcançado) Era só esse o ponto, que vc ignorou em seu artigo, e agora não admite.

Resumo da estória, a partir disso tentou falar que o transp. público é bom sim e que funcionaria como substituto. Depois de vermos que o senhor não sabe nada desse assunto, tenta fazer piadinhas juvenis para fugir do ponto central. retórica atras de retórica, eita...

APG

Daqui a pouco vão falar que não existe cartel na produção de petróleo. É um mercado super livre o de combustível. O trânsito caótico é ilusão de ótica. Afinal, se a teoria vai de encontro com a realidade é a realidade que está errada, bitches!

Aham, senta lá Claúdia!

Chow

e naturalmente o senhor "esqueceu" de comentar o recente aumento do preço do ônibus e bilhete único não é...deve ser porque não tem nenhuma relação com esse problema que estamos discutindo...

APG

Off-topic, mas um tema importante (na falta de um lugar adequado pra discutir economia):

lendo uma coluna velha do Krugman, me deparei com isso:

"results from Flatland metropolitan areas (...), where prices rose 26 and 29 percent respectively, with results from areas like New York, Miami and San Diego, where prices rose 77, 96 and 118 percent.

Nobody would pay San Diego prices without believing that prices will continue to rise. Rents rose much more slowly than prices: the Bureau of Labor Statistics index of "owners' equivalent rent" rose only 27 percent(...). So it makes sense to buy in San Diego only if you believe that prices will keep rising rapidly, generating big capital gains. That's pretty much the definition of a bubble."

O mesmo acontece há uns anos no Brasil. Não sei se é bolha, mas se houver um "estouro" dos preços, vai ter muita gente boquiaberto.

APG

Eu não me tornei um usuário de transporte público ontem. Se hoje eu posso fazer os meus horários é porque antes eu trabalhei muito para isso. Este foi o conforto que eu consegui me dar.

Outros, que por serem mais competentes ou por terem escolhido meios diferentes do que os meus, conseguiram mais. Estes, podem dar-se, digamos, a outros luxos. Se foi por mérito, têm o meu reconhecimento e a minha “boa Éris” [existe a má inveja que não emula como a boa, e que apenas cultiva e espalha o ressentimento]. Se foi por herança, têm mais sorte do que eu. Se foi roubando os outros então têm o meu desprezo. Simples, não lhe parece?

Há um princípio básico que você desconsidera na sua análise: os recursos são finitos e quando estão disponíveis eles sempre são escassos para as demandas. Por isso é fundamental que o Estado, que detém o monopólio da expropriação de parte dos recursos socialmente produzidos [impostos], disponha com racionalidade a aplicação dos recursos que expropria em benefício do povo. Um dito latino: “salus populi suprema lex esto” (a conservação do povo é a lei soberana). O Estado que não cumpre esse objetivo para nada serve.

A história mostra que Estados que não cumprem a “lei soberana” costumam, em casos extremos, ser derrubados ou reformados. Num caso extremo, as revoluções democráticas dos séculos XVII e XVIII puseram abaixo os Estados absolutistas alicerçados no pressuposto divino da assimetria entre governantes e governados, instaurando em contrapartida o Estado sob o pressuposto republicano da igualdade fundamentada na accoutability, que, veja só, é palavra anglo-saxônica que não tem similar na língua portuguesa. Sintomático, não lhe parece?

No mais, não cabe aos operadores do Estado meterem-se na regulação dos preços. Nisso o mercado é, gostemos ou não, muito mais eficiente e costuma ser implacável na hora de cobrar a conta do almoço que os desavisados pensaram que seria grátis.

Quer encontrar um culpado pelos problemas ainda não resolvidos no transporte público? Volte aos anos 50/60 e veja lá quem planejou e executou o nosso desenvolvimentismo. Quer ir mais longe? Podemos então chegar até Adão e Eva. Um absurdo, não lhe parece?

Meu caro APG, é o esporte preferido de muita gente criticar a cidade de São Paulo e os que trabalham para minorar os seus problemas, que, de fato, são muitos.

Fiquem tranqüilos que o preço do álcool e da gasolina (2,89/litro - preço na minha cidade) cairão; só que o preço por litro de etanol (este é o nome comercial, vide postos de combustíveis), dentro da normalidade de mercado, não deve voltar ao patamar de 1,10 a 1,23 (preços praticados na praça que moro) como o foi no recente passado.
A "range" de preços é outra e veio para ficar.
Abs.

"Só o fato de ônibus no Brasil ter catraca e ser feito como se o chassi fosse de caminhão (levando o passageiro a ter que dobrar toda a perna para subir nele) já faz do sistema de qualquer cidade brasileira um atentado à dignidade do cidadão."

Isso aí não faz sentido nem se o sujeito for um anão, um obeso ou um idoso, pois não se aplica a "qualquer cidade".

Você precisa passear mais, e pelo jeito, a pé.

"E, meu caro yuppie, que não consegue andar de ônibus, pergunte a um cara de baixa renda que tenha carro como ele reagirá se a gasolina ficar mais cara. Garanto que vai se surpreender."

Mas aqui a falta de conhecimento da cidade te atrapalha mais uma vez. Infelizmente pode não haver ônibus e metrô/CPTM para essa cara de baixa renda, prontinho para ele substituir quando do aumento do preço da gasosa/etanol. Por isso já insisti para uma comparação da malha metroviária. Mas é incrível como vc "esqueçe" de utilizar os números quando não lhe convém..

E lembre-se antes de distorcer mais uma vez minhas palavras: nunca falei que o efeito susbtituição é nulo, apenas que, "a gasosa e o alcool tem elasticidade preço da demanda razoavelmente bem inelásticas. De outro ponto de vista, não existem substitutos perfeitos para esses bens" (do meu 1º post). Isso naturalmente limita e muito o mecanismo posto por vc em seu artigo (em outras palavras, o "consuma menos" posto por vc não funciona tão bem a ponto de termos o equilibrio postulado por vc automaticamente alcançado) Era só esse o ponto, que vc ignorou em seu artigo, e agora não admite."

Falou sim. No dia 29 de maio às 00:02 você escreveu: " A parte do "consuma menos" simplesmente não funciona.". Agora você vem com a história de "não funciona tão bem", mas, infelizmente para você, não só eu me lembro do argumento inicial, mas também ele está devidamente registrado, com dia e hora.

Hehehe...

Pelo visto essas férias não foram tão boas. Tá estressado Alex?

Não quer que escrevam burrices cancela o envio de comentários. A grande maioria do que escrevem é baboseira mesmo. Pelo menos é bem divertido de ler. Inclusive essa briguinha para ver quem anda mais de ônibus está hilária.

Não sei o que um cara como esse APG tem na cabeça. O argumento central do artigo não depende de elasticidade igual a zero - é inteiramente válido mesmo para baixa elasticidade. Analfabetismo econômico puro.

Essa paula araujo já fala besteira, niggaz ...

Eu desafio o Alex a apresentar DADOS a respeito da elesticidade preço da demanda por gasolina!

Citações de artigos, por favor!

Chow

Alex,
a parágrafo completo que vc cita é:

"Ou seja, a lógica do artigo, embora correta (o autor nada mais fez que enunciar a lei da oferta e da procura - bela cópia de manual de introdução a economia!), não se aplica muito bem nesse mercado. A parte do "consuma menos" simplesmente não funciona. Não estamos em Paris, o sist. público de transporte infelizmente não é substituto ao alcool e gasosa. O que deveríamos fazer? pedir pro chefe pra trabalhar 4 dias por semana?"

não sei se reparou, mas iniciei afirmando que a lógica do artigo está correta(lei de oferta e demanda, oras bolas...). Engraçado que vc cortou o início do parágrafo né...a velha arte de descontextualizar...

Quando me referi a parte do "consuma menos", quis literalmente me referir a parte do seu artigo que fala isso:"...enviam duas mensagens correlatas: “consumam menos” e “produzam mais”. Estas duas ações em conjunto devem não só estabilizar os preços como também eliminar eventuais desequilíbrios; no caso em questão, sua elevação, ao reduzir o consumo e aumentar a produção, faz com que, eventualmente, estas duas grandezas se igualem."

Ora, estou criticando o mecanismo de ajuste em livre concorrência e de perfeita elasticidade que está implícito. Nesse mercado simplesmente não é assim que funciona. Em outras palavras, escolhas de transporte numa cidade não são iguais à escolha de qual hot dog comprar. E isso tem influencia no processo de ajuste.

Mas isso já estava claro para vc. Como de costume, como não tem o que falar, resolve ficar fazendo pirraça. E novamente, como de costume, não comenta sobre as questões colocadas desde o início por quem lhe questionou. Como já afirmei, a lógica do artigo é correta, mas não discutir esses pontos o torna fraco, pois é muito simplório.

Agora, não dá pra fazer debate de surdo.

"Quem viu, viu; quem não viu, nunca verá"

APG

Nigazz? qualé!

Qual é neguinho?
Qual é?
Me diz!

Qualqué laia de calça apertada cabelo amarelo
não representa nada
Faz feio na quebrada as mina sabe disso
Ai patrício para com isso! É mó indicio!
A banca que sabe que porra é essa que hoje é você?

É, você escreveu que "a parte de 'consuma menos' não funciona", mas, na verdade, queria escrever "funciona", não é?

"Ora, estou criticando o mecanismo de ajuste em livre concorrência e de perfeita elasticidade que está implícito."

Gostei do "perfeita elasticidade". Coroou o nonsense.

Na verdade, Pedro, o que ele está dizendo é: se a demanda for insensível aos preços, ela não reagirá aos preços. Inteligente, né?

"É, você escreveu que "a parte de 'consuma menos' não funciona", mas, na verdade, queria escrever "funciona", não é?"

não, quis dizer o que escrevi no último post. Mas, como de costume, vc ignora o que lhe convém, e não responde as questões colocadas (não só por mim, diga-se de passagem).

Continue no seu debate com seu espantalho e fantasmas, está quase derrotando-os Dom Quixote. Boa sorte,

APG

" não, quis dizer o que escrevi no último post."

Mas o que você escreveu no original não foi isso. Fique à vontade caso queira se retratar; só reconheça que estava errado...

Fique a vontade para adotar a interpretação que me melhor lhe convir, só responda as questões que todos lhe colocaram

APG

Não se trata de interpretação, mas do que você escreveu, como devidamente registrado. e o que agora quer fingir que não escreveu. Não vale escolher a interpretação que melhor lhe CONVIER...

não estou fingindo nada, está tudo documentado, como vc já atestou.

Interpretação é parte fundamental de qualquer texto, por favor.

O que não dá pra fingir é que em sua n-ésima intervenção mais uma vez fugiu do que lhe foi colocado e questionado (acho que é a 3ª vez que escrevo isso já...)

APG

"Interpretação é parte fundamental de qualquer texto, por favor."

Interpretação não é desculpa para fingir que não afirmou o que afirmou, qual seja, que a demanda por gasolina não reage a preço, e depois vir com a historinha que não reage muito a preço. É só isso. Que você não saiba o que os outros escreveram já é triste, mas não saber o que escreveu consegue ser pior...

"O que não dá pra fingir é que em sua n-ésima intervenção mais uma vez fugiu do que lhe foi colocado e questionado (acho que é a 3ª vez que escrevo isso já...)"

agora n+1...

Kkkkkk... Agora quer me convencer que você sabe contar?

Que gracinha. Já sabe que depois do 1 vem o 2...

Onde estão os dados a respeito da elasticidade da gasolina? Não vai botar não?

Elasticidade da demanda por gasolina ...

Que discussão baixo nível, meu deus.

Eu sei que o dono do blog não vai gostar muito, mas isso aqui é que é elasticidade...

http://www.youtube.com/watch?v=SMXn5hpxaxE&feature=related

"Que gracinha. Já sabe que depois do 1 vem o 2..."

n->infinito.

c.q.d

APG

Está mais para non-sequitur...