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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Comentários sobre o artigo “Existe doença holandesa no Brasil?” de Luiz Carlos Bresser Pereira e Nelson Marconi

Ler o artigo do Bresser Pereira e Marconi exige um bocado de masoquismo e paciência. As idéias e conceitos são muitas vezes indefinidos ou confusos - tenho certeza que um bom editor poderia melhorar aquele texto consideravelmente.

Mas como diria o poeta beatnik, vamos à substância!

No mundo descrito pelos autores existem dois tipos de bens comercializáveis: (1) bens ricardianos em que existem rendas econômicas e presumivelmente uma oferta inelástica (aliás um premissa bem equivocada); e (2) bens em cuja produção existem efeitos externos como retornos crescentes ou forward/backward linkages (os autores não parecem saber ao certo qual a fonte desses efeitos externos, o que veremos mais tarde, prejudica sua discussão de política econômica) e cuja oferta é elástica com relação à taxa real de câmbio.

Uma questão emerge então: um boom no setor ricardiano tenderia a apreciar a taxa de câmbio efetiva e sugar os recursos/fatores do setor gerador de efeitos externos. É a doença holandesa que toma tanta atenção e preocupação dos autores.

Estes aplicam o modelo para a economia brasileira. Dos anos 30 até 1992, tarifas de importação e subsídios a exportação de manufaturados (que os autores associam com os efeitos externos) teriam reduzido a lucratividade relativa do setor ricardiano assim pondo em cheque a tendência para a taxa real de câmbio se apreciar. Com a abertura econômica, - que os autores, em um momento esquizofrênico, elogiam na nota de rodapé #15 - este modelo teria sido desmontado, ficando assim o Brasil exposto a tal doença holandesa, e gerando a tal mal fadada desindustrialização.

Problemas abundam na argumentação dos autores.

Vou começar com os fatos.

Desindustrialização desde 1992? Logo no primeiro parágrafo, a primeira bomba detona: “a doença holandesa vem de fato desindustrializando o país desde 1990/92, quando foram eliminados os mecanismos de sua neutralização”. Uma palavra para definir esta sentença: pataquada!

Primeiramente, André Nassif (2008) mostra claramente que não houve desindustrialização no Brasil durante o período em questão: a participação da indústria de transformação no PIB tem se mantido constante desde o começo dos anos 90 (gráfico 4). Segundo, existe evidência de ganhos substanciais de produtividade na primeira metade dos anos 90 relacionados à abertura comercial (Nassif, gráfico 1; mas vide também Ferreira e Rossi, 2003); mais interessantemente, segundo os dados pré 1990 de Nassif (2008) cuja qualidade eu não posso garantir, o período em que houve uma desindustrialização massiva no país foi exatamente durante o governo Sarney do qual um dos autores foi ministro, e quando vários membros célebres da quermesse estavam pilotando nossa política industrial.

Em resumo, o artigo começa com uma pataquada.

Os autores provavelmente sabem disso e aparentemente internalizaram o fato que não houve uma redução na participação dos manufaturados no valor adicionado total na economia brasileira. Mas os fatos não movem ou comovem os autores, que assim passam a buscar alguma, qualquer, definição de desindustrialização que se ajuste a seu conto da Carochinha. Mas tal empreitada não é fácil! Afinal, como sabemos de Nassif (2008), a composição de nossas exportações não colabora com a tese: a participação do setor de alta tecnologia dos produtos manufaturados aumentou de 5.5% para 8.0%; e o setor de baixa tecnologia aumentou de 21.6% para 23.5% de nossas exportações durante o período de 1989 a 2005.

Então temos a seguinte situação: os autores provavelmente sabem que a participação da indústria de transformação no PIB insiste em não declinar; e que as manufaturas de alta e média tecnologia insistem em aumentar sua participação em nossa pauta de exportações... O que fazer? Diz o manual do keynesiano de quermesse que para cada conto da Carochinha pode ser criada uma estatística que - mesmo não confirmando o conto - pode confundir os incautos e distraídos! E assim eles procedem. O que importaria para os autores seria a participação dos manufaturados dentro do grupo dos bens comercializáveis (isto é, manufaturados mais commodities).

Primeiramente, esse conceito é non-sense, absurdo e os autores merecem ser motivo de gracejos pelas costas e torta na cara por isso. Afinal, segundo o conceito de Bresser Pereira e Marconi, um país que tem 10% do PIB em manufaturados, 0% em commodities e 90% em serviços e que passa a ter 20% em manufaturados, 5% em commodities e 75% em serviços é um país que passou por uma desindustrialização: no primeiro momento os manufaturados respondiam por 100% dos comercializáveis, caindo depois para 80%!

O conceito não é apenas ridículo como artefato estatístico, mas também teoricamente. Se a produção de manufaturados gera efeitos externos, o conceito relevante é a proporção de manufaturados no valor adicionado ou PIB. Outros autores argumentam que o ato de exportar gera efeitos externos porque exportar requer estabelecimento de padrões de qualidade, de administração etc. Mas a fábula de que o saldo comercial é relevante para os tais efeitos externos escapa minha capacidade de compreensão.

Mas os problemas teóricos continuam:

Falácias sobre efeitos externos. No centro do argumento dos autores está a hipótese que o setor ricardiano não geraria efeitos externos. Tal hipótese, entretanto, não encontra respaldo algum na literatura de história econômica brasileira. O setor cafeeiro trouxe as ferrovias e com elas a metalurgia para o estado de São Paulo. Vide Suzigan (1986), e também a tese de doutorado do Robert Nicol, que é colega de longa data de um dos autores. Além disso, os setores da indústria cujas exportações mais se contraíram em tempos recentes foram têxteis, vestuário, calçados, metalúrgica básica, os quais eu não descreveria como prováveis fontes de grandes inovações tecnológicas e efeitos externos; enquanto os setores da indústria cujas exportações mais cresceram foram os setores de equipamentos de transporte aeronáutico, veículos automotores e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicação (Nassif 2008, Tabela 2).

Resumindo o que temos até agora: não existe evidência de desindustrialização, assim como não existe evidência alguma que manufaturados necessariamente geram mais efeitos externos que commodities, e ainda que isso fosse verdade, os setores dos manufaturados que presumivelmente gerariam maiores efeitos externos são exatamente aqueles que têm tido performance superior nos últimos 20 anos.

Mas a bizarrice continua nas recomendações de política. Escapa-me entender por que os autores focam nas políticas comerciais e cambiais para internalizar os presumidos efeitos externos do setor de manufaturas.

Primeiro, existe evidência bem convincente que restrições comerciais são detrimentais ao crescimento econômico (por exemplo,o recente artigo de Taylor e Estevadeordal, 2008). Uma viagem para Cuba também pode ilustrar bem o efeito de restrições comerciais.

Segundo, nossa própria experiência com restrições comerciais não deixa margem de dúvida sobre seu fracasso, inclusive o inferno que recaiu sobre nossas cabeças durante o governo do qual o professor Bresser Pereira foi ministro, em que a evidência disponível sugere ter ocorrido o maior processo de desindustrialização de nossa história, em parte devido a políticas industriais tão obviamente fadadas ao fracasso que nem o maior e mais cínico inimigo do Brasil teria a audácia de propor (exemplo: Lei de Reserva de Informática).

Terceiro, a competitividade por meio de câmbio desvalorizado provavelmente pode comprar uma sobrevida adicional para o setor calçadista, ao custo de reduzir o salário real da grande maioria dos brasileiros, mas se os autores realmente acreditam que existem efeitos externos relevantes no setor manufatureiro, tais externalidades deveriam ser resolvidas com política industrial localizada, não com medidas que afetam todos os setores de atividade, como a política cambial.

Quarto, os autores não sabem, ou se negam a explicar, a natureza dos efeitos externos que eles associam à atividade manufatureira. Em um trecho eles parecem estar se referindo a retornos crescentes. Se este for o caso, política cambial não é o instrumento adequado, mas sim política industrial seletiva visando maximizar a escala de um pequeno grupo de setores. (Aliás, se retornos crescentes forem preponderantes, provavelmente a melhor política cambial deve ser deixar o real apreciar ao ponto de reduzir a competitividade dos setores industriais marginais e assim reduzir a diversificação da pauta de produção industrial). Em outro trecho, eles parecem estar se referindo a forward/backward linkages, mas os autores não apresentam um exemplo sequer que corrobore a tese que efeitos externos são mais importantes nas manufaturas em geral do que nas commodities que nós exportamos em particular.

Referências

Ferreira , Pedro Cavalcanti e José Luiz Rossi, 2003, New Evidence from Brazil on Trade Liberalization and Productivity Growth, International Economic Review, Vol. 44, No. 4, pp. 1383-1405. http://www.jstor.org/stable/3663656?

Nassif, André 2008, Há evidências de desindustrialização no Brasil? Revista de Economia Política v. 28, pp. 72-96. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-31572008000100004&script=sci_arttext

Suzigan, Wilson, 1986 “Indústria brasileira: origem e desenvolvimento”

Taylor, Alan e Antoni Estevadeordal, 2008 “Is the Washington Consensus Dead? Growth, Openness, and the Great Liberalization, 1970s-2000s,” NBER Working Papers 14264.

Reações:

85 comentários:

`Terceiro, a competitividade por meio de câmbio desvalorizado provavelmente pode comprar uma sobrevida adicional para o setor calçadista, ao custo de reduzir o salário real da grande maioria dos brasileiros, mas se os autores realmente acreditam que existem efeitos externos relevantes no setor manufatureiro, tais externalidades deveriam ser resolvidas com política industrial localizada, não com medidas que afetam todos os setores de atividade, como a política cambial.
`
Politica industrial localizada? Nao gerara rent-seeking? Posso ter entendido errado, mas nao me parece que uma politica industrial localizada surtira melhor/maior efeito do que, por exemplo, uma reducao generaliza de impostos de importacao de capital por exemplo.

"Politica industrial localizada? Nao gerara rent-seeking? Posso ter entendido errado, mas nao me parece que uma politica industrial localizada surtira melhor/maior efeito do que, por exemplo, uma reducao generaliza de impostos de importacao de capital por exemplo."

Sem dúvida alguma, existem problemas com políticas industriais localizadas, mas o ponto que estou tentando fazer é que se existem retornos crescentes ou efeitos externos de alguma atividade específica e os autores realmente acreditam nisso, então política industrial seria o instrumento adequado, ao invés de intervenções no câmbio ou como o Professor Bresser Pereira parece preferir, tungas no setor exportador de commodities.

Mas como tentei deixar claro ao final do post, eu duvido que os autores tenham idéia alguma do que sejam tais efeitos externos da industrialização, nem fazem esforço algum para identificá-los.

No final das contas, parece-me tudo uma desculpa para desvalorizar o câmbio, e os autores nem sabem direito porquê ou preferem se eximir de contar.

"O",

é obvio que você não tem o estrelismo nem o conhecimento necessário para receber a chave do buteco do Mr. Bald.

Você escreveu um quilo e não há uma grama se quer de algo que se aproveite em critica para desqualificar o texto.

Poxa Alex, ajuda esse cara!

Em primeiro lugar acho que você não teve tempo nem disposição para ler o texto detalhadamente. Sem uma boa compreensão não se pode fazer uma critica qualificada.

Em segundo lugar, você omitiu o principal que são os resultados encontrados por eles nos setores de baixa e média tecnologia e média e alta tecnologia.

Olha, muito ruim mesmo hein essa sua explicação. Vc leu correndo e explicou tudo muito mal.

Orrivel mesmo.

Acho que agora saquei o porque o Alex forneceu a chave para o anônimo "O".

Simplesmente porque ele ia espinafrar o Bresser, como o Alex não é bobo não ia se expor;

Mas vamos convir que esse "O" é muito ruim.

Vamos fazer uma campanha para o Alex retornar, nem que seja para bater de novo no Oreiro.

KY

"Primeiramente, André Nassif (2008) mostra claramente que não houve desindustrialização no Brasil durante o período em questão: a participação da indústria de transformação no PIB tem se mantido constante desde o começo dos anos 90 (gráfico 4). Segundo, existe evidência de ganhos substanciais de produtividade na primeira metade dos anos 90 relacionados à abertura comercial (Nassif, gráfico 1; mas vide também Ferreira e Rossi, 2003); mais interessantemente, segundo os dados pré 1990 de Nassif (2008) cuja qualidade eu não posso garantir, o período em que houve uma desindustrialização massiva no país foi exatamente durante o governo Sarney do qual um dos autores foi ministro, e quando vários membros célebres da quermesse estavam pilotando nossa política industrial."

Se vc não confia nos dados do Nassif porque utiliza como fonte para contrapor o artigo?


A abertura comercial também traz perda de produtividade em virtude da competição com economias mais desenvolvidas. Sua argumentação é deveras ambigua.

Caro "O" vc é pessimo velho.


Volta Mr. Bald.

"Você escreveu um quilo e não há uma grama se quer de algo que se aproveite em critica para desqualificar o texto.

UM GRAMA, anônimo analfabeto...

Num país de apedeutas, não me surpreende que Bressers, Nakanos (e seus três dedos) e Oreiros tenham seus séquitos. Alguém pode levar a sério esses caras, "O"?

Muit saúva e pouca saúde, os males do Brasil são, disse nosso heroi sem caráter (não confundir com mau caratismo!). Não posso discordar.

Acho o "O" um cara muito bom, mas essa foi meio fraca...

"Acho que agora saquei o porque o Alex forneceu a chave para o anônimo "O".

Simplesmente porque ele ia espinafrar o Bresser, como o Alex não é bobo não ia se expor"

Meu, eu espinafrava o Bresser já em ... (estou tentando me lembrar), pelo menos 1988 ou 1989, quando eu ainda era economista do Pão de Açúcar. Lembro de uma texto em particular que ele passou para nós e eu critiquei pesado.

Se bem me lembro havia uma "curva de demanda por investimento quebrada"e um "curva de oferta por investimento quebrada" (sabe Tupã porque motivo), cujo equilíbrio se dava onde ambas "quebravam", não onde se cruzavam. Não fazia o menor sentido e eu falei isto com todas as letras (tinha 25 anos e estava batendo num texto do último ex-Ministro da Fazenda e meu primeiro professor de Economia).

Ou seja, eu nunca tive problemas para criticar quem merecesse (e como tem gente que merece - tanta bobagem sendo dita e tão pouco tempo para mostrar).

O "O" está aqui porque sempre fez comentários inteligentes e sempre contribuiu para o blog, Basta seguir o Mão Visível para saber. Com uma contribuição destas, me pareceu melhor tirar o intermediário (eu, no caso) e deixar o "O" falar direto.

Caro KY,

Voce destruiu minha auto-estima :)

Num país de apedeutas, não me surpreende que Bressers, Nakanos (e seus três dedos) e Oreiros tenham seus séquitos. Alguém pode levar a sério esses caras, "O"?

Olha, "O", pelo menos eu fui sincero, não fui sacana igual esse aí que tá te abraçando no inferno ao invez de te tirar de lá; Que cara mais panaca !

"Ou seja, eu nunca tive problemas para criticar quem merecesse (e como tem gente que merece - tanta bobagem sendo dita e tão pouco tempo para mostrar)."

Enfim vc reconheceu hein, Mr. Bald. É esse o ponto, falou muita besteira porque tinha pouco tempo para ler o texto.

"Caro KY,
Voce destruiu minha auto-estima"


Caro "O", desculpe cara, não foi essa minha intenção; Faça o seguinte: pegue um outro texto, pode ser do mais fubega dos heterodoxos e faça a crítica novamente.

Sei lá, um do Paulo Gala ou de algum marxista mesmo...

Muito esclarecedor o post, quanto mais quando ele explicita quais os setores que mais sofreram com o câmbio e quais as exportações de bens intensivos em tecnologia q aumentaram.

"Não fazia o menor sentido e eu falei isto com todas as letras (tinha 25 anos e estava batendo num texto do último ex-Ministro da Fazenda e meu primeiro professor de Economia)."

Bom Alex, mas também, todos sabemos que o Bresser não tem nenhuma titulação além da graduação, por esse motivo ele não pode dar aulas para os mestrados e fazer apenas palestras. Isso acaba por diminuir seu feito.

"KY"

"todos sabemos que o Bresser não tem nenhuma titulação além da graduação"

Eu tenho em mãos um livro do Bresser (devidamente autografado) no qual está escrito que ele se doutorou em Economia na USP em 1972.

Você está afirmando que o Luiz Carlos mentiu?

"Enfim vc reconheceu hein, Mr. Bald. É esse o ponto, falou muita besteira porque tinha pouco tempo para ler o texto."

Você sabe ler?

ele é graduado em Direito
pós-graduações em Economia e Ciências Sociais

"A abertura comercial também traz perda de produtividade em virtude da competição com economias mais desenvolvidas. Sua argumentação é deveras ambigua."

Verdade? Qual a evidência?

No programa de reformas microeconômicas achamos o seguinte:

"O aumento do volume de comércio exterior permite também o acesso, via importações, a
novos insumos e a bens de capital mais baratos e mais eficientes [Lisboa, Menezes-Filho e Schor
(2002)]. Além disso, a produtividade de uma firma que exporta tende a crescer mais
rapidamente que a média, incrementando o crescimento do País. O gráfico 3.4 [Fonte: López-Córdova e Moreira (2003)] mostra que as
firmas exportadoras tiveram uma taxa média anual de crescimento da produtividade (2,9%) quase duas
vezes maior que a taxa média anual de crescimento da produtividade das firmas que não exportam
(1,5%). A exposição das empresas exportadoras ao padrão de competição internacional funciona como
um incentivo à agregação tecnológica e à inovação, constituindo importante fonte de ganhos de
produtividade para as firmas brasileiras."


http://www.fazenda.gov.br/spe/publicacoes/reformasinstitucionais/estudos/Texto_VersaoFinal5.pdf

As referências no texto são:

Lisboa, M., N. Menezes-Filho e A. Schor (2002). “Efeitos da Liberalização Comercial sobre a
Produtividade: Competição ou Tecnologia?”. In: XXIV Encontro da Sociedade
Brasileira de Econometria.

e

López-Cordova, E. e M. Moreira (2003). “Regional Integration and Productivity: the
Experiences of Brazil and Mexico”. Inter-American Development Bank. Working
Paper 14.

"ele é graduado em Direito
pós-graduações em Economia e Ciências Sociais"

Reitero a pergunta. O texto biográfico nos livros fala em DOUTORADO em ECONOMIA na USP em 1972.

Você nega esta informação? A resposta é SIM ou NÃO.

Queria acrescentar um ponto à análise do "O". Pelo que entendi, a tese do Bresser e do Nelson é que:

"tarifas de importação e subsídios a exportação de manufaturados (...) teriam reduzido a lucratividade relativa do setor ricardiano assim pondo em cheque a tendência para a taxa real de câmbio se apreciar."

Puxando pela memória, o Teorema de Lerner (http://maovisivel.blogspot.com/2007/04/nostalgia-e-tiro-no-p.html e, de forma bem mais rigorosa, no Handbook of International Economics, Cap 2, p. 78) afirma que tributação sobre importação equivale à tributaçao sobre exportação, pois, tudo o mais constante, implica APRECIAÇÃO DO CÂMBIO.

Isto é, ao limitar artificialmente as importações e, portanto, não permitir que o câmbio real se depreciasse, a política de barreiras (tarifárias e não-tarifárias) na verdade levou a uma taxa de câmbio mais apreciada do que seria na ausência destas políticas, precisamente o contrário do defendido no texto.

"Se vc não confia nos dados do Nassif porque utiliza como fonte para contrapor o artigo?"

Respondo com uma pergunta: Por que voce nao sabe ler para entender?

Alex, quem fez a carta de recomendação para o senhor estudar em Berkeley??

Saudações

Foram três cartas de recomendação, de três pessoas:

Helio Nogueira da Cruz
Luiz Carlos Bresser Pereira
Roberto Macedo

Pelo menos nao teve carta do Nakano :)

Revelador...
Deveria ter mais gratidão.

"Deveria ter mais gratidão."

Entendi. Quer dizer que se um amigo meu falar bobagem, eu, por amizade, deveria esconder as besteiras ao invés de avisá-lo?

Por exemplo, se ele tivesse usado dados errados (por ignorância ou má-fé, não importa) para demonstrar uma tese, eu deveria ficar quieto, ou melhor, defendê-lo, mesmo sabendo do erro e, portanto, mentindo.

Vejo que se trata de pessoa de elevado padrão ético.

E ainda quer dar lição de moral... Não dá para acreditar na burrice desta gente.

O problema não é criticar. O problema é a forma deselegante e os adjetivos do tipo "quermesse".
A crítica polida não seria mais condizente?

Primeiro, eu não entendo a conexão entre cartas de recomendação e gratidão. Talvez em algum mundo bizarro de igrejinhas acadêmicas que você participa, não no meu mundo.

Segundo, eu não sei que gratidão é essa que inclui o silêncio quando o velho mestre se expõe ao ridículo.

Alex,

Eu acho que o pior é que o sujeito acha que alguém deve ter dívida de gratidão por carta de recomendação... Que mentalidadezinha tacanha, atrasada, de terceiro mundo...

"O", não lembro de me referir ao senhor.
Feliz ano novo.

"A crítica polida não seria mais condizente?"

E o que você está vendo neste post? Ache uma instância nos 217 posts deste blog em que eu me refira de forma deselegante ao Luiz Carlos e eu darei a mão à palmatória. Para facilitar sua vida tem uma caixinha de busca Google lá no começo.

Boa sorte.

É triste, "O", mas o tal "homem cordial" é assim mesmo, quer dizer, as relações pessoais predominam até em ambientes em que deveria ser absolutamente secundárias.

Já vi cada "arranca-rabo" em seminários no doutorado. E nem por isto os caras levavam como ofensa pessoal.

Mas aqui, "aos amigos tudo; aos inimigos a lei".

Da a mãozinha garotão!
"Criar, como pólo de debate nacional, a REVISTA DE ECONOMETRIA POLÍTICA, destarte (vide FURTADO, 1988, pág. 24), a ser editada pela Ed. Motta & Conexão Brasiliense (ligada a futura Universidade Federal Tecnológica de Tocantins – UFETOCAN – a 88 mil quilômetros e 24 metros de São Paulo, a partir da Sé), cujo Conselho Editorial será formado por Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Nukano e Brecha Pereira"

http://maovisivel.blogspot.com/2008/04/o-manifesto-da-econometria-poltica.html

Não adianta dizer que não é de sua autoria. A simples divulgação já é desrespeitosa. Agora é sua vez de assumir o erro...Será?

"Pelo menos nao teve carta do Nakano :)"

É melhor ser recomendado por alguém que tenha o doutorado.

"Queria acrescentar um ponto à análise do "O"."

Ah, então o Mr. Bald resolveu limpar a sujeira de seu pupilo "O".


"(devidamente autografado) no qual está escrito que ele se doutorou em Economia na USP em 1972."

Uai, mas na sua época ele ainda era apenas graduado. No caso dele veio primeiro a fama depois os titulos, se é que há, afinal FAMILIA BRESSER PEREIRA. Para quem quer se aprofundar no assunto: http://www.bresserpereira.org.br/images/FamiliaBresser.pdf


"Reitero a pergunta. O texto biográfico nos livros fala em DOUTORADO em ECONOMIA na USP em 1972.Você nega esta informação? A resposta é SIM ou NÃO."

Quanto a isso, no circulo acadêmico o que dizem é que ele não possui toda essa titulação. Em termos de orelha de livros já li muita informação incondizente com os fatos. No seu caso mesmo, você também é formado em ADM pela FGV ates de economista, ou isso é balela? Se sim, porque você não divulga?

Sendo assim, fica dificil sabermos qual a realidade uma vez que vocês que se fazem famosidades não disponibilizam as informações no Lattes. Existe alguma proíbição quanto a isso?

"Foram três cartas de recomendação, de três pessoas:
Luiz Carlos Bresser Pereira. E o que você está vendo neste post? Ache uma instância nos 217 posts deste blog em que eu me refira de forma deselegante ao Luiz Carlos e eu darei a mão à palmatória."

Então tá explicado porque vc tanto poupa o BRESSÃO. É eterno admirador do homem. Afinal na heterodoxia não há sujeito mais criticado que o Bresser, que em termos de teoria econômica teorizou sempre a posteriori das teorias já teorizadas por outros.

Tipo inspiração tardia!!

Parabéns Mr. Bald! Hoje encontrei um pingo de humanidade em você.

"KY"

"Talvez em algum mundo bizarro de igrejinhas acadêmicas que você participa, não no meu mundo."

Em primeiro lugar o Dr "O" deveria nos contar sua titulação, para aí sim sabermos qual é o mundo dele.


"acha que alguém deve ter dívida de gratidão por carta de recomendação"

Para a ANPEC que até o próprio pai pode fazer a recomendação, certamente não, mas para uma recomendação em Berkley, que conta muita políticagem além de grana, certamente que sim. Seria eternamente grato, mas no entanto, o sujeito tem de ser bom pra isso. Não dá pra negar a meritocracia do Mr.Bald, vulgo Holden, com sobrancelhas.

KY

"O" ta aí um classico do Friedman "Free to Choose".Repense sobre o que você disse sobre política industrial.

http://www.youtube.com/watch?v=d6vjrzUplWU

Preciso acompanhar os posts. E isso requer que eu faça um comentário.
1. Sou engenheiro e gosto e lógica e matemática;
2. Esta a razão de acompanhar o blog, pois gosto de ver a "matemática" em ação.
Na discussão em causa: "O" começa afirmando que "No mundo descrito pelos autores existem dois tipos de bens comercializáveis: (1) bens ricardianos em que existem rendas econômicas e presumivelmente uma oferta inelástica (aliás um premissa bem equivocada); e (2) bens em cuja produção existem efeitos externos como retornos crescentes ou forward/backward linkages (os autores não parecem saber ao certo qual a fonte desses efeitos externos, o que veremos mais tarde, prejudica sua discussão de política econômica) e cuja oferta é elástica com relação à taxa real de câmbio."
Não entendi porque a premissa em (1) seria equivocada. Bens Ricardianos "estereotipados" seriam não só os minérios, mas também os obtidos da "escassa terra agriculturável", ou nao?
O equívoco seria que além dos bens 1) ricardianos; e 2) elásticos ao câmbio; existiriam outros?

Alex, o que díria o Pastore sobre o artigo do Oreiro?

No espaço aberto quando ele foi perguntado sobre o que ele achava do IOF ele foi bem ironico.

Quero ver quem vai negar que a participação de primários aumentou de maneira absurda a participação no VA da industria... olha a tabela 1 do Nassif

Isso é reprimarização da industria!

"No seu caso mesmo, você também é formado em ADM pela FGV ates de economista, ou isso é balela? Se sim, porque você não divulga?"

Sim, me formei na GV antes de me formar em economia, mas nunca escondi isto. Só nunca exerci a profissão.

"A simples divulgação já é desrespeitosa. Agora é sua vez de assumir o erro...Será?"

Você queria que eu censurasse o Manifesto da Econometria Política? Sorry, tem que ser algo que eu escrevi...

"Uai, mas na sua época ele ainda era apenas graduado. "

Sou velho, mas nem tanto. Em 1972 eu ainda estava no terceiro ano primário.

"Quanto a isso, no circulo acadêmico o que dizem é que ele não possui toda essa titulação."

Se for verdade eu vou ficar muito decepcionado. O que diz o Lattes?

Acabei de olhar o Lattes:

(1963-1972)
Doutorado em Economia (Conceito CAPES 6) .
Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
Título: Mobilidade e Carreira dos Dirigentes das Empresas Paulistas, Ano de Obtenção: 1972.
Orientador: Diva Benevides Pinho.

HUAhuAhuaHuAHUAHU
Malandrão..publica meu post! Tá vendo, essa dificuldade de assumir o erro não é exclusividade do Oreiro.

"Não entendi porque a premissa em (1) seria equivocada. Bens Ricardianos "estereotipados" seriam não só os minérios, mas também os obtidos da "escassa terra agriculturável", ou nao? "

Caro Smart Planning,

O equívoco está em assumir que a oferta de bens ricardianos é inelástica. Esta é uma premissa crucial no mundo de Bresser, porque oferta inelástica é um eufemismo para “produtores-que-podem-ser-tungados-mas-vão-produzir-do-mesmo-jeito”. Tal premissa é falsa. Nossa própria história recente demonstra isso, vide a explosão da agricultura que aconteceu desde o começo dos anos 90 quando as tungas de que o Bresser tanto tem saudades foram repelidas, e da Petrobrás depois que sucessivas reformas transformaram-na em uma companhia quase privada.

"Acabei de olhar o Lattes"

OK. Então está provado, o Bressão é titulado, retiro o que disse no inicio.

"Quero ver quem vai negar que a participação de primários aumentou de maneira absurda a participação no VA da industria... olha a tabela 1 do Nassif"

Isso é mais uma prova que o bom e velho "O", leu correndo e não viu com calma os artigos.

É, parece que vocês terminaram o ano velho e começaram o ano novo tomando surra da heterodoxia.

Em 2010 já está 1 a 0 pra nós!

Vamos ganhar também a libertadores, e tudo que vier.

Esse ano vai ser Ronaldo nos bambis!

Pula ortobambizada!

"KY"

“Quero ver quem vai negar que a participação de primários aumentou de maneira absurda a participação no VA da industria... olha a tabela 1 do Nassif

Isso é reprimarização da industria!”

De modo algum. A tabela 1 do André Nassif mostra que houve um crescimento impressionante de um único sub-setor industrial baseado em recursos naturais, chamado ‘ ‘fabricação de coque e refino de petróleo’, mas que reflete a expansão da capacidade de extração e refino de nossa indústria petroleira, que passou por uma grande transformação depois que políticas públicas deliberadas tornaram-na uma empresa quase-privada.

Agora se você quiser concluir que isso é algo com que devemos nos preocupar, (1) existe uma solução simples e estúpida para o problema: cortar a produção da Petrobrás ou voltar aos bons tempos em que a Petrobrás escolhia onde prospectar para satisfazer caciques políticos; (2) você vai ter que me convencer que as atividades da Petrobrás são low-tech e não são baseadas em ciência, acumulação de conhecimento e inovação tecnológica, além de não produzir efeitos externos.

'Agora se você quiser concluir que isso é algo com que devemos nos preocupar, (1) existe uma solução simples e estúpida para o problema: cortar a produção da Petrobrás ou voltar aos bons tempos em que a Petrobrás escolhia onde prospectar para satisfazer caciques políticos; (2) você vai ter que me convencer que as atividades da Petrobrás são low-tech e não são baseadas em ciência, acumulação de conhecimento e inovação tecnológica, além de não produzir efeitos externos."

Não se engane, para entender o que é DH e desindustrialização você tem de ler o caso da venezuela, existir acumulação de conhecimento e inovação tecnológica em um unico setor acarretará baixa heterogeneidade nas cadeias produtivas. Ou seja, especialização na produção ou na cadeia produtiva mais lucrativa, assim causando mobilidade da mão de obra para esse setor em comparação a outros setores industriais.

Enfim, eu já disse você é muito insipiente nesse assunto de DH ou desindustrialização.

"O", vai dormir, ou reler o texto.

"KY"

Poxa, e por favor, pare de sensurar meus comentários.

KY

" "O", vai dormir, ou reler o texto."

Sugiro que você releia o texto. Para facilitar sua vida, aqui vai a citação (destqaues meus):

"O diagnóstico de Palma (2005) de que teria havido desindustrialização merece cautela em virtude das seguintes evidências apontadas pela tabela 1: i) O SEGMENTO DE REFINO DE PETRÓLEO EXPLICA, ISOLADAMENTE, A QUASE TOTALIDADE DO AUMENTO DE PARTICIPAÇÃO DO GRUPO NO VALOR ADICIONADO INDUSTRIAL TOTAL; ou seja, o avanço deste segmento na estrutura industrial brasileira, LONGE DE APONTAR PARA UM PROCESSO DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO, APENAS REFLETE O PROGRESSO TECNOLÓGICO DE UM RAMO PRODUTIVO no Brasil que, embora aproveite a (agora) abundante disponibilidade de matéria-prima básica como sua principal âncora de competitividade, mobiliza elevado montante de capital por unidade de produto gerado; ii) a participação do grupo com tecnologias intensivas em trabalho no total do valor adicionado industrial DIMINUIU em igual período, o que contraria os novos focos de desindustrialização por doença holandesa, em que seria de esperar maior alocação de recursos para os fatores abundantes no país (trabalho e recursos naturais, em detrimento de capital e tecnologia); e iii) os setores industriais com tecnologias intensivas em escala e baseadas em ciência mantiveram em 2004 praticamente a mesma participação no valor adicionado total que detinham em 1996."

Mas como esperar que alguém que escreve "sensurar" possa entender um texto?

"O equívoco está em assumir que a oferta de bens ricardianos é inelástica."

Aliás, este era o argumento heterodoxo ainda nos anos 60, devidamente desmentido pela tese do Pastore há mais de 40 anos.

E, diga-se, que tal uma olhadinha ao sul da fronteira, onde temos quase um experimento natural do "produtores-que-podem-ser-tungados-mas-vão-produzir-do-mesmo-jeito".

“Não se engane, para entender o que é DH e desindustrialização você tem de ler o caso da venezuela, existir acumulação de conhecimento e inovação tecnológica em um unico setor acarretará baixa heterogeneidade nas cadeias produtivas.”

Yak yak yak... Quer dizer então que só existe acumulação de conhecimento e inovação tecnológica no setor petroleiro no Brasil?

"Tá vendo, essa dificuldade de assumir o erro não é exclusividade do Oreiro."

Absolutamente. O desafio foi claro: "Ache uma instância nos 217 posts deste blog em que eu me refira de forma deselegante ao Luiz Carlos".

"Eu" quer dizer, bem, "eu". Você vai achar, por exemplo, comentários de gente que chama o LC de "filósofo da 9 de julho", ou algo parecido. Pode ser desrespeitoso e eu publiquei, mas, ainda assim, não fui eu quem me referi assim a ele.

Continue tentando. Mas não venha com historinha.

Deve ser Leonardo da Vinci da 9 de Julho...

Este comentário foi removido pelo autor.

O caso da Venezuela não é nem de DH até porque nunca houve um setor industrial minimamente sério no país. O problema lá foi a incapacidade de criar instituições que não permitissem a um pequeno grupo se apropriar dos fluxos associados ao petróleo.

Só mudam as moscas, mas o processo é rigorosamente o mesmo. Aliás, há um texto do Norman Gall sobre Venezuela que é cristalino a este respeito.

Não sei se é a esse texto que você se refere, mas vale a pena ler o que o Norman Gall escreveu em 1975:

The Challenge of Venezuelan Oil
Author(s): Norman Gall
Source: Foreign Policy, No. 18 (Spring, 1975), pp. 44-67
http://www.jstor.org/stable/1147962

É interessante como os temas dos anos 70 são praticamente os mesmos de hoje em dia, inclusive a tentação venezuelana de influenciar a América Central.

Não é este (acho que é mais recente), mas parece se tratar rigorosamente da mesma coisa.

Agora se você quiser concluir que isso é algo com que devemos nos preocupar, (1) existe uma solução simples e estúpida para o problema: cortar a produção da Petrobrás ou voltar aos bons tempos em que a Petrobrás escolhia onde prospectar para satisfazer caciques políticos; (2) você vai ter que me convencer que as atividades da Petrobrás são low-tech e não são baseadas em ciência, acumulação de conhecimento e inovação tecnológica, além de não produzir efeitos externos.


Boa resposta, me convenceu.

valeu

"Não se engane, para entender o que é DH e desindustrialização você tem de ler o caso da venezuela, existir acumulação de conhecimento e inovação tecnológica em um unico setor acarretará baixa heterogeneidade nas cadeias produtivas."

O caso da Venezuela que você está citando não tem esse link causal. Na Venezuela, houve desindustrialização e queda na diversificação produtiva porque o Chávez saiu roubando os empresários venezuelanos que faziam parte da oposição ao seu regime. Como referência, aconselho o artigo do Edward Miguel, http://www.econ.berkeley.edu/~emiguel/pdfs/miguel_maisanta.pdf . Ainda mais, em parte, você pode atribuir a desindustrialização venezuelana corrente ao crescente comércio deles com o Brasil. Aliás, já ouvi opiniões dizendo que esse é um dos fatores (não acredito que seja o único fator) que leva o Lula a ser aliado da Venezuela. No final...eu não tentaria entender o Brasil olhando para a Venezuela.

Alex e "O" algum de vocês já viram pessoalmente/compraram o Kindle?

Eu comprei o Kindle DX nos EUA,com ele a qualidade da leitura melhora bastante na parte de jornais e revista.Para um estudo mais aprofundado eu acho o livro melhor (opinião minha).

Embora esse mercado esteja apenas começando,em pouco tempo os estudantes de mestrado/doutorado terão uma um "grande" aliado.Os livros ficarão mais baratos,além de que a necessidade de espaço físico para armazenar os livros vai desaparecer.

O Oreiro não publica os comentários que ele não gosta, não importa que eles sejam educados e sem insultos.

Falei pra ele que é ridículo esse negócio que botou no seu blog sobre o "O" ser um invento do Alex para evitar ser acusado pelos seus chefes de tirar tempo do trabalho para se dedicar ao blog, pois o "O" é comentarista deste já faz um tempinho. Falei também que o que o Alex faça no seu tempo livre é assunto dele e não do Oreiro. Diz pra ele que o que se espera de um acadêmico sério são reflexões sérias e não acusações não fundamentadas. Bem, ele não publicou. Se eu não gostar do comentário porque não concordo com ele, mesmo que seja totalmente correto nas formas, não publico e pronto. Fácil, né?

Seu comportamento diz muito do sujeito esse...

"Boa resposta, me convenceu.

valeu"

Maravilha!

"Alex e "O" algum de vocês já viram pessoalmente/compraram o Kindle?"

Já vi e estou considerando seriamente comprá-lo (na verdade já teria comprado se a qualidade do serviço da Amazon não tivesse se deteriorado tanto). Ainda assim acho que vou continuar a comprar livros.

“Falei pra ele que é ridículo esse negócio que botou no seu blog sobre o "O" ser um invento do Alex para evitar ser acusado pelos seus chefes de tirar tempo do trabalho para se dedicar ao blog, pois o "O" é comentarista deste já faz um tempinho.”

Eu achei assustador esse comentário do Oreiro.

Afinal, ou ele é bem menos inteligente do que eu esperava de um sujeito que afinal aprendeu a maioria das regras gramaticais da língua portuguesa, ou ele tem respeito zero pela inteligência de seus leitores.

"Alex e "O" algum de vocês já viram pessoalmente/compraram o Kindle?"

Eu estou esperando a proxima geracao. Eu gosto de imprimir o texto e rabiscar, derrubar curry e cafe nas bordas etc. Quando lancarem uma versao com uma interface que pareca com essa experiencia (ex: caneta magica que escreva na tela), eu compro.

Não dá para marcar e sublinhar? Fiquei com a impressão que dava.

De qualquer forma eu sou o oposto do "O" neste aspecto. Não escrevo em livro, mas preciso ter papel e lapiseira ao lado para ir anotando.

Sim, dah para marcar e sublinhar, mas o sistema eh lento. Nao dah para rabiscar com minha voracidade (voces nem queiram imaginar como os papers da quermesse acabam depois de lidos por mim)

Ganhei um Kindle de meu filho no Natal. É excelente. Dá para marcar texto e fazer comentários, os quais ficam gravados e são facilmente recuperáveis. No momento além do "manual do kindle" tenho mais dois livros: 1) "John Maynard Keynes" de Minsky, edição de setembro2009; e 2)"The General Theory of Employment, Interest and Money" do Keynes;
O legal é que no iPhone sincronizo com a Amazon e posso baixar e ler os mesmos livros.
De jornal estou experimentando o "O GLOBO", um dos 3 únicos do Brasil. De SP nenhum jornal ainda.

Careca, eu acho que você deve ter aprendido economia com o Nakano.

Não sei porque crítica tanto seu "mestre".

Lucrécio

Opa... to assistindo aqui o Painel na Globo News e o Belluzzo acaba de citar "manifestações anônimas em blogs". Terá sido dirigido a este aqui?

Trabalhe, se esforce, gaste tempo para escrever suas análises. Mas publique anonimamente. Algum tempo depois (talvez muito tempo, não importa), se sua obra for bem recebida pelo público, revele sua verdadeira identidade e deleite-se com a fama e com a glória.
Não arrisque perder o que tem hoje, em troca de um incerto sucesso. Se o reconhecimento não vier, não há problemas, você terá ainda seu porto-seguro.

Abraços, Pai Alex.

PS: Sr. "O", chefinho não deixa vc brincar de blog, é?

Belluzzo? Jah ouvi esse nome antes... Cara gente fina, frequenta altas rodas como a Mancha Verde, educadissimo, grande moral, nunca sob hipotese alguma eu conseguiria imaginar o Belluzzo aceitando ser secretario de estado em um governo que foi eleito gracas a um estelionato eleitoral do qual ele participou... Outro nivel, um sujeito que nunca recorreria a homofobia para se comunicar com uma gangue de neandertais.

O que tem em Cornell que todo mundo vai fazer doutorado lá depois que passa pela Unicamp? Quem é que manda o pessoal pra lá?

O Marcelo Kfoury (ex-chefe de pesquisa do BC e um senhor economista) fez Cornell e não foi para a Unicamp. Bela escola.

Perguntei sobre Cornell pois achei que tivesse um viés heterodoxo ou alguma ligação com a CEPAL.
Com os alunos da Unicamp também não há problema, apenas há alguns professores não largam o osso e querem aparecer demais.

Aos Kindle fans qe ainda nao compraram, eu recomendaria esperar 3 meses mais ou menos por um competidor de uma companhia de eletronica de consumo de prieira linha. O nome da companhia comeca com A. (^:

PIG

"eu recomendaria esperar 3 meses mais ou menos por um competidor"

Eu aguento mais um pouco. Valeu PIG.

"Perguntei sobre Cornell pois achei que tivesse um viés heterodoxo ou alguma ligação com a CEPAL."

Para ser sincero, não sei. Um amigo que esteve por lá há alguns anos reclamou de ênfase excessiva a Real Business Cycle, mas pergunto ao Marcelo (Badá) Kfoury.

"Ler o artigo do Bresser Pereira e Marconi exige um bocado de masoquismo e paciência. As idéias e conceitos são muitas vezes indefinidos ou confusos - tenho certeza que um bom editor poderia melhorar aquele texto consideravelmente."

Caso vcs criassem um espaço neste blog do tipo "economia para dummies" com os conceitos básicos, por exemplo; superavit primário, iriam fazer um grande favor para pessoas como eu, apesar de leiga no assunto, gosto muito do blog e sempre fico confuso em razão destes conceitos misturados com as bobagens escritas pelos dicípulos do Bresser Pereira e cia...

"a participação do setor de alta tecnologia dos produtos manufaturados aumentou de 5.5% para 8.0%"

Empulhação.

Posso apostar que boa parte vem de subsídios outros que não câmbio, tais quais empréstimos do BNDES - e outros subsídios velados, como drawback - e remuneração da receita antecipada nos "jurinhos" locais, principalmente a grandes empresas. Daí a "resistência" a essa política cambial.

A relação entre câmbio depreciado - com a expectativa de sua manutenção a longo prazo - e estímulo ao desenvolvimento da manufatura de alta tecnologia é óbvia.

Não precisa levantar dados estatísticos para chegar a essa conclusão, chega a ser intuitivo. É caro lá fora, tenho que produzir aqui.

Qual o grau de eficiência e conversão desse estímulo em progresso efetivo são outros quinhentos.

O certo é que com o desestímulo advindo de uma enxurrada de dólares atrás de carry trade ou advindos de exportação de produtos primários de nada valem as outras variáveis (disponibilidade e formação de mão de obra qualificada, infraestrutura de pesquisa, etc, etc, etc).

Completando o meu post anterior, eu gostaria de ver tanto empenho da parte de vocês no que toca à participação de componentes importados no custo dos manufaturados no Brasil, principalmente na exportação dos equipamentos aeronáuticos (quase todo o equipamento eletrônico, aviônicos e até componentes da estrutura da fuselagem)

Ficar só estimando beta disso ou daquilo em cima de dados que não dizem nada não basta.