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terça-feira, 6 de outubro de 2009

A magnitude do ajuste à frente

Querem saber o tamanho provável do ajuste fiscal que nos espera?

Então leiam isto.

Reações:

126 comentários:

Alex você concorda com a projeção da FGV,que o Brasil pode crescer 7% em 2010?

Brasil tem um PIB potencial de 4,5%,crescendo 7% a inflação iría lá para a "dimensão z".

"você concorda com a projeção da FGV,que o Brasil pode crescer 7% em 2010?"

Acho muito difícil, até porque a ociosidade permite muita coisa, mas não 7%. Na verdade tenho dificuldade de ver a economia crescendo mais que 5% ano que vem.

Então apostemos no 7%!
Tio Alex só ta errando ultimamente...ta dando ate pena de olhar na bloomberg...

Carequinha o PIB potencial Brasileiro é de 6%.Crescer 7% em 2010 é possível porque esse ano o crescimento vai ser de zero.

Brasil teria que crescer 9% em 2010 para se igualar com o crescimento de 2008.

Lucrécio

"Carequinha o PIB potencial Brasileiro é de 6%.Crescer 7% em 2010 é possível porque esse ano o crescimento vai ser de zero."

Você acredita em PIB potencial?! Que coisa reacionária... Eu, hein?

Sim acredito,principalmente na regra de taylor.O BCB era para baixar mais a Selic esse ano porque o Brasil teve deflação (basta da uma olhar o IGPM).

Existia espaço para a Selic cair para 5%.

Lucrécio

"O BCB era para baixar mais a Selic esse ano porque o Brasil teve deflação (basta da uma olhar o IGPM)."

Mudou a meta de inflação? Ou só vale o IGPM quando ele é baixo?

Cuide bem das latrinas, hein.

"IPCA = IGPM"

Ih, vamos começar pelo alfabeto:

A é a letra de Aparvalhado
B é a letra de Bolha
C é a letra de Coliforme
D é a letra de Débil mental
E é a letra de Estúpido
...
e
Z é letra da Dimensão onde você vive...

eu fico admirado com a imaginação desse pessoal que acha (e justifica) a taxa SELIC está em função do crescimento, inflação, etc, ao invés dela estar em função destes. É como se a gente tivesse que comer carne de animais para poder caçar.

A dimensão Z, assim como o nosso Universo, está se expandindo!

O regime de metas de inflação deve olhar para todas as inflações,não só uma.

Como o IGPM teve deflação é correto afirmar que houve deflação.

As vezes você me faz rir com seu profundo conhecimento sobre economia monetária.

Lucrécio

"Como o IGPM teve deflação é correto afirmar que houve deflação."

Ué, o argumento não era IGPM=IPCA?

"As vezes você me faz rir com seu profundo conhecimento sobre economia monetária."

Já você me faz rir o tempo todo. E acho que faz todo frequentador do blog rir também...

Chega, chega. Assim eu nao paro de rir

Eu comecei semana passada a short treasury de 20-30 anos, nao tive motivo para me arrepender...

Curiosidade mórbida: o que esse Lucrécio faz na vida (real)?

Sei não, já comecei a discordar na primeira frase do documento: "In response to the worst economic crisis since the 1930s,(..)"

Quem acredita realmente nisso só pode ser um bobo.
Essa crise não chegou nem perto da crise de 29, e ainda ficou menor que várias crises das décadas de 70 e 80.

Esse mote foi criado justamente para que os políticos na base do medo coletivo, justificassem o enorme aumento do Estado nas economias.

Agora, quando a conta for cobrada, quero ver o que vão dizer. Aí sim teremos uma crise realmente grande.

Ae Alex, me tira uma dúvida por obséquio. Quando um BC tem como pol. monetaria metas inflacionárias, o BC usa o hiato do produto para fazer mudanças na tx de juros ou ele só olha a inflação? ou seja, o grau de sensibilidade do BC a mudanças no hiato do produto é zero.
Grato

"Quando um BC tem como pol. monetaria metas inflacionárias, o BC usa o hiato do produto para fazer mudanças na tx de juros ou ele só olha a inflação? ou seja, o grau de sensibilidade do BC a mudanças no hiato do produto é zero."

Como o hiato é indicador antecedente de inflação, o BC reage também a ele. Em outras palavras, se o hiato abrir muito e indicar inflação abaixo da meta o BC reduz os juros; no caso oposto eleva.

"Essa crise não chegou nem perto da crise de 29, e ainda ficou menor que várias crises das décadas de 70 e 80."

Quanto à primeiro afirmação, OK, mas para ser a pior desde a Grande Depressão não é necessário que seja do mesmo tamanho e sim que seja pior que as demais.

Isto dito, acho que em termos de queda de produto global esta pode ser mesmo a pior crise. Não estou com tempo agora de sair caçando os dados de PIB global, mas, no que tange a comércio internacional (em quantum) pelo menos, a crise atual superou qualquer coisa que tenha acontecido de 1959 para cá.

Caso a projeção mais recente do Fundo esteja correta o comércio internacional cairia 12% este ano. Em 1975 e 1983, os piores desempenhos até agora, a queda ficou em, aproximadamente, 3% e 4% respectivamente.

Abs

Alex

Para quem acredita que o Brasil apresenta bom desempenho econômico, veja isto:

http://chutandoalata.blogspot.com/2009/10/felicidade-interna-bruta.html

Carequinha o Hiato do produto em outubro ja indicava que a inflação iria cair.

Lucrécio

"Carequinha o Hiato do produto em outubro ja indicava que a inflação iria cair."

Ficou faltando um cantinho sem limpar e não jogaram Pinho Sol na última latrina à esquerda. Quer cuidar disso?


P.S. O nível de utilização de capacidade da indústria em Out-08 era 82.5%, meio ponto percentual abaixo da média do segundo e terceiro trimestres do ano passado.

O desemprego dessazonalizado de Out-08 foi o MENOR da série histórica.

Você fica limpando o banheiro da Dimensão Z e se esquece de colocar o Pinho Sol. Abre o olho senão nem a vaga de faxineiro você consegue.

Vc comprou ações do santander?

Curiosidade mórbida: o que esse Lucrécio faz na vida (real)?

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Nem o proprio Lucrecio quer responder?

"Nem o proprio Lucrecio quer responder?"

Ele soh pode usar o computador depois de fazer a faxina.

Alex, talvez a queda do comércio internacional tenha sido mais acentuado por medidas protecionistas do que pela própria crise. Não sei... é um chute meu.

Mas será que o PIB e até, talvez, o índice de desemprego não seriam medidas mais exatas para avaliar essa crise?

Eu não entendo o Valor Econômico. Em vez de discutir coisas mais relevantes como o ajuste fiscal, insiste em postar matérias como a de hoje ("Sim, uma outra política cambial é possível", por José Luis Oreiro e Luiz F. de Paula). Não tem ninguém para matar a cobra e mostrar o pau (em vários sentidos, todos metafóricos, obviamente) sobre o assunto? Não aguento mais ler essas coisas e não ver respostas à altura (Alex... caso não tenha notado... essa é uma indireta, ou talvez um pedido, quiçá uma súplica).

Alex,

Seguem dois estudos interessantes:

http://dmarron.com/2009/08/02/still-not-the-great-depression-2-0/
http://mjperry.blogspot.com/2009/10/adjusted-jobless-claims-suggest.html#links


Abraços

Como o Sr. acredita se dará a quase duplicação da dívida pública dos Estados Unidos, nos próximos anos? A taxa de juros de longo prazo não terá de subir, e muito? Isso não acarretará a valorização do dólar em relação a seus pares? O dólar forte não levará a dificuldades na balança comercial? Descartando um “quase-milagre” como a descoberta/aperfeiçoamento de fontes alternativas de energia em substituição ao petróleo importado, não estará a América enfrentado o que bem ilustra a metáfora do “cobertor curto”? Em síntese, o Sr. pensa possível uma saída “sustentável” para a economia mundial desta crise que vivemos, ou haverá vencedores e perdedores ?

vai no Fim de Expediente essa sexta ?? ouvi na CBN a chamada

http://escolhaseconsequencias.blogspot.com/2009/09/quao-grandes-sao-os-multiplicadores-de.html

o q dizer de um argumento desses?

Ae.... aparecendo na TV direto, hein. Se morasse no Leblon apareceria na novela.

Na próxima manda um beijo na nuca pro Lucrécio e pro Ivo... ao vivo no Conta Corrente..hehehe


abs.

"Como o Sr. acredita se dará a quase duplicação da dívida pública dos Estados Unidos, nos próximos anos? A taxa de juros de longo prazo não terá de subir, e muito?"

Vai subir, se subir muito, ferrou.

"Isso não acarretará a valorização do dólar em relação a seus pares?"

Nao. Porque em um cenario em que os juros reais de longo prazo americanos sobem devido ao peso da divida, isso nao causaria um aumento na demanda de portfolio por dolar.

"O dólar forte não levará a dificuldades na balança comercial?"

Vide resposta anterior.

" Descartando um “quase-milagre” como a descoberta/aperfeiçoamento de fontes alternativas de energia em substituição ao petróleo importado, não estará a América enfrentado o que bem ilustra a metáfora do “cobertor curto”?"

Nao. Os EUA tem muita energia a ser explorada ainda e tem a capacidade institucional para isso.

"Em síntese, o Sr. pensa possível uma saída “sustentável” para a economia mundial desta crise que vivemos, ou haverá vencedores e perdedores ?"

Muito mais perdedores do que vencedores.

"O"

Alex,
qual é a tese citada na reportagem do caderno "fim de semana" do Valor Econômico de hoje? (da qual você participou da banca)

PS:O Valor Econômico está ficando uma piada...artigo do Sicsú e entrevista com o prof. emérito Bresser, com direito a citação do paper seminal "Doença Holandesa e sua neutralização:uma abordagem ricardiana".....lembremos todos que é neste clássico que o prof. Bresser cria o conceito de "câmbio industrial"...algo mais ou menos equivalente a saci-pererê ou mula sem cabeça...O mais cômico é a jornalista dizer que o "paper" foi publicado na Revista de Economia Política...é a cara da academia brasileira...Processo editorial da REP:
1-Bresser Pereira tem uma idéia sem pé nem cabeça;
2-Bresser Pereira envia o "paper" para o editor da Revista;
3 - o editor da revista é quem mesmo? Vejam só ...é o Bresser Pereira...
4 - o "paper" do Bresser Pereira é aprovado pelo Bresser Pereira (sem ressalvas...); o editor não manda corrigir nem o inglês (ele utiliza a palavra "equilibriuns" praticamente o tempo todo...o maior "intelectual" do Brasil deveria saber, pelo menos, que o correto é "equilibria"...)
5 - mais um paper no cv lattes do autor (contando, obviamente, na pontuação dos orgãos oficiais...onde a REP é tão importante quanto o Journal of Mathematical Economics...)

Triste academia brasileira...e triste jornalismo econômico brasileiro...

abração

Rogério Ceni
(ainda na briga pelo título)

Alex, o seu mestre Paul Krugman não pára de pregar uma maior expansão fiscal na economia dos EUA. Considerando que o déficit lá já ronda os 1,5 trilhão de dólares, vc não tem nada a dizer sobre isso?
Eduardo

"Não tem ninguém para matar a cobra e mostrar o pau (em vários sentidos, todos metafóricos, obviamente) sobre o assunto? Não aguento mais ler essas coisas e não ver respostas à altura (Alex... caso não tenha notado... essa é uma indireta, ou talvez um pedido, quiçá uma súplica)."

Wait and see. Na verdade sempre que chega o fim de semana anterior à minha coluna eu começo a sofrer certa ansiedade sobre o que escrever (o último artigo foi escrito à undécima hora). Quando soltam uma cretinice ímpar como esta eu chego a ficar agradecido.

"qual é a tese citada na reportagem do caderno "fim de semana" do Valor Econômico de hoje? (da qual você participou da banca)"

É a tese do Cristiano Souza, que será defendida em um mês e meio na USP.

"Equilibriuns"?

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2007/07.26.DoençaHolandesa.15dezembro.pdf

Na verdade ele manda um "equilibriums"...
abs

Rogerio Ceni

Segue abaixo o abstract do paper seminal....notar a expressão "two exchange rate equilibriums", errada no inglês - em termos de Economia, nem se fale....

abs

Rogerio Ceni


Abstract. The Dutch disease is a major market failure originated in the existence of cheap and
abundant natural or human resources that keep overvalued the currency of a country for an
undetermined period of time, thus turning non profitable the production of tradable goods using
technology in the state-of-the-art. It is an obstacle to growth on the demand side, because it limits
investment opportunities. The severity of the Dutch disease varies according to the extent of the
Ricardian rents involved, i.e., according to the difference between two exchange rate equilibriums:
the ‘current’ or market rate and the ‘industrial’ rate – the one that make viable efficient tradable
industries. Its main symptoms, besides overvalued currency, are low rates of growth of the
manufacturing industry, artificially high real wages, and unemployment. Its neutralization requires
managing the exchange rate. The principal instrument for that is a sales or export tax on the
commodities that give origin to the Dutch disease. In order to neutralize it policymakers face
major political obstacles since it involves taxing exports and reducing wages. Finally, this paper
argues that there is an extended concept of Dutch disease: besides having its origin in natural
resources, it may arise from cheap labor provided that the ‘wage spread’ in the developing country
is considerably larger than in the developed one – a condition that is usually present.

Carequinha a demanda aumenta a oferta,82,5% não quer dizer que a capacidade estava "estogatada".

Faltavam 17% para ocupar toda a capacidade.Em outubro de 2009 tivemos choques cambial,de crédito,era natural que o PIB ficasse abaixo do potencial.

Lucrécio

": a demanda aumenta a oferta,82,5% não quer dizer que a capacidade estava "estogatada".

Faltavam 17% para ocupar toda a capacidade.Em outubro de 2009 tivemos choques cambial,de crédito,era natural que o PIB ficasse abaixo do potencial."

Como eu disse, você me faz rir sempre...

Alguém que não estiver "estogatado" pode explicar para ele (quando parar de rir)?

"Esgotada".Investimento é primeiro oferta depois demanda.

Lucrécio

"Investimento é primeiro oferta depois demanda."

Craro, craro. Antes mesmo da máquina ser instalada ela já está produzindo...

Pô, rir assim depois do almoço não pode fazer bem.

O nível de utilização da capacidade instalada é um índice que varia de 0% a 100%.

Pode ser usado como uma aproximação do produto potencial e medida do hiato do produto.

Mas apesar do limite superior do índice ser 100%, para efeitos sobre a inflação deve ser considerado um limite inferior a 100%.

Este limite inferior é dado pelo maior valor encontrado na série. O maior valor é de 90% no período do milagre, em 1973/1974.

E sempre que o nível de utilização se aproxima de 90% está acompanhado de pressão inflacionária.

No período do Plano Real, o maior valor encontrado é 87,2% em novembro de 2007.

Então, no meu entendimento, o espaço máximo de variação a ser considerado do UCI entre 87,2% e 90%. Ao se aproximar destes valores, o alerta deve ser ligado.

Está certo?

É isso aí Rogério. Um detalhe (que não invalida nada do que voc6e falou) é que no meu comentário eu estava me referindo ao NUCI da CNI, cujo pico é exatamente em 3T08 (média de 82,9%), enquanto em Out-08 registrou-se 82,5%, 0,5% (há arredondamento nos números anteriores) abaixo do pico.

E, diga-se, com NUCI @ 83% a inflação estava apitando.

Abs

Alex

Alex,

Fiquei trabalhando pra caramba hoje preparando uma viagem e perdi o fim do expediente, tem uma versão na internet?

Abraços,

Luiz

Tem sim Luiz.

http://cbn.globoradio.globo.com/programas/fim-de-expediente/FIM-DE-EXPEDIENTE.htm

Abs

Alex

P.S. Boa viagem!

Alex,

novamente obrigado pela participação ontem no FDE. Recebemos muitos emails e todos eles elogiosos. No caos que foi SP ontem à noite, acho que as pessoas se divertiram um pouco.

O programa ficará disponível pra sempre no site.

abraço

Teco

Alex pelo menos no programa da Miriam Leitão você foi "menos Keynesiano".Você continua errando ao dizer que os estimulos fiscais não deveriam ser tirados agora.

Poderia até haver um pacote fiscal se o dinheiro do contribuinte não fosse para salvar bancos,empresas.


Banco assim como toda empresa pode quebrar.

"Você continua errando ao dizer que os estimulos fiscais não deveriam ser tirados agora."

E você continua burro, mas acho que isto não tem cura e não deve ser sua culpa. Procure um bom gramado e sirva-se. Nete meio tempo tente decidir se você é contra ou a favor da equivalência ricardiana, ou muito pelo contrário.

Eu vou lhe da de presente o Livro capitalismo e Liberdade de Friedman.

Cristina Romer deveria aprender com Friedman sobre a depressão.

"Eu vou lhe da de presente o Livro capitalismo e Liberdade de Friedman."

E eu retribuirei com um par de arreios novos, que não te machucarão tanto.

http://www.amazon.com/Capitalism-Freedom-Anniversary-Milton-Friedman/dp/0226264211/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=books&qid=1255209727&sr=8-1

http://www.amazon.com/Free-Choose-Statement-Milton-Friedman/dp/0156334607/ref=sr_1_2?ie=UTF8&s=books&qid=1255209727&sr=8-2


tem gente que vende por 3 dolares,bem baratinho.

Os arreios saem por menos do que isto. Se preferir mando com uma dose de feno. Oferta da casa.

Eu devo da meu dinheiro para o ministro operar juros? Dizem que eu ficária "rico".

Se o Ivo tivesse lido algum trabalho do Friedman mais profundo que o "Capitalismo e Liberdade", teria visto que a visão do Friedman sobre a Grande Depressão está muito mais próxima da visão da Cristina Romer do que das idéias da turma do Mises.
Dica: ambos defendiam que a saída da crise se deu por expansão monetária (um dos papers mais famosos da Cristina buscou explicar a expansão monetária, e não a política fiscal, como determinante para a recuperação).
O que eu sugeriria era a leitura do "A Monetary History of the United States" para quem fica se autoflagelando com cilício apontando para Viena.

Sério, Ivo, se quer ser libertário, seja! Precisamos de libertários num país onde colocam pessoas como Pokemon e Sexxu para dirigir o IPEA. Mas faça isso com o cérebro, não com o fígado!

Alex eu discordo um pouco de você sobre o investimento em capital humano dos EUA.

EUA importa muita mão de obra especializada (os melhores do mundo vão para lá).Eles investem bastante em pesquisa pública.

É mais barato para eles importar um engenheiro indiano do que um engenheiro americano.

Eu defendo a expansão monetária como forma de saída da crise,o banco central americano fez um bom trabalho providenciando liquidez para os agentes.

Mais o "tio" defende uma coisa que Friedman não defende (defícits públicos gigantes).

Pergunte a Joaquim Levy por exemplo o que ele acha desses "deficit's enormes".

Ouvi, ainda há pouco, a entrevista que o Sr. deu à CBN no programa Fim de Expediente. Não direi que foi o que salvou o programa, em respeito ao trabalho e esforço dos apresentadores. (Só quem enfrenta um programa de rádio ou TV ao vivo sabe o quanto é desafiador.) Obviamente o apresentador quis ser cordial ao dizê-lo “um dos três melhores economistas do país”. Eu não tocaria nesse delicado elogio, a não ser por uma questão que julgo relevante: a classificação das intelectualidades num ranking nunca é a melhor forma de expressar nossa admiração. Posto que o Sr. mereceria, sem dúvida, esse grau de excelência, quero ter a pretensão de considerá-lo como um dos grandes economistas da atualidade, cujas convicções advêm dos saberes que cultivou ao longo de sua formação. Igualmente dessa forma é a consideração que havemos de ter por outros dos seus pares, pelos talentos intelectuais, homens e mulheres, que suportam o ônus da liderança — os que foram brindados com a lanterna que conduz a humanidade pelos atribulados caminhos do futuro. Muitas vezes, nossa admiração (com uma pitada de inveja!) se esquece do ônus.
Essas minhas palavras acima não querem propriamente referendar a admiração de todos (incluem-se os opositores e provocadores!) que freqüentamos seu Blog, mas querem ressaltar o seguinte: No programa, um dos participantes indagou-lhe se a crise nos EEUU não estaria a sinalizar um aspecto subjacente, mas não menos relevante, qual seja o de que, como evidencia sobejamente a História, estaria havendo uma “mudança do eixo para outras partes do mundo, para a China”. Antes de reproduzir sua resposta, quero destacar essa questão que vem afligindo corações e mentes nos últimos tempos. O declínio do Império Americano, o “derretimento do dólar”, a ascensão e queda das civilizações, a dança das cadeiras na sucessão dos séculos, o conquistador cochilando sobre os domínios, enquanto as térmites ocam sua opulência (e a tal curva em “S”) — todos são clichês que vêm à tona nestes dias de espanto. Parece haver uma lógica “obliqua”, um deformado e mórbido gozo vingativo, despeitado, uma obscurantista profecia David-Golias, enfim, uma era “Yankee go home” cabal e peremptória. (Tudo isso só prova que os verdadeiros Profetas são homens de Deus, mesmo para os agnósticos como eu!) Abundam são os falsos profetas, e estes, não raro, também acertam, especialmente a previsão das catástrofes! E a resposta que o Sr. deu foi que “continuo achando que [os EEUU] é uma economia que tem uma flexibilidade, um vigor difícil de replicar em outras partes do mundo”. Infelizmente, a essa altura, o tumulto do programa acabou por interromper seu raciocino. E aqui faço duas observações. A primeira é que esse tema bem que poderia merecer um artigo dos que escreve (no Valor).

Continuação:

Segundo, uma observação pessoal. Fui aos EEUU duas vezes, logo depois de formado no início dos anos 70. Conheci várias fábricas de diversos equipamentos industriais. Vi as máquinas, os processos, os projetos, as pesquisas. Nas exposições de máquinas e equipamentos, um enxame de japoneses, fotografando, fazendo croquis sobre a perna, passando a ponta do dedo em tudo onde se pudesse tocar. Voltei inutilizado para a carreira de engenheiro no Brasil: o tal “gap” tecnológico, de que já ouvira falar, era um abismo intransponível, pelo menos para o meu modesto intelecto. Nos anos 80, numa das palestras do Clube de Engenharia, no Rio, um professor universitário discorria exatamente sobre esse tema. Não tenho mais a exatidão dos dados, todavia dizia ele ser possível comparar a economia brasileira com a americana em duas épocas bem distantes. Por exemplo, no após-guerra e nos anos 80 (não tenho mais a informação correta). Nesses dois pontos na linha do tempo, o PIB dos dois países era mais ou menos da mesma magnitude. Da mesma forma, tinham uma série de indicadores semelhantes: ramais ferroviários, produção siderúrgica, têxtil, consumo de eletricidade e insumos industriais, construção civil, e assim por diante. Apenas num item, os EEUU diferiam, para mais e impressionantemente: o número de engenheiros. Ora, o que estaria esse exército de engenheiros fazendo? Não era na produção industrial e construção. Era em pesquisa! Foi por essa explicação tardia que entendia o que vi. Todas aquelas indústrias que, todo ano ou duas vezes ao ano, alteravam as especificações de matéria-prima ou de processo, introduziam inovações numa velocidade espantosa, enquanto nós aqui no Brasil trotávamos para aprender uma versão que eles mal iniciavam, já aperfeiçoavam. Não me aventurarei na pantanosa e mística seara sobre transferência e desenvolvimento de tecnologia, assunto que mais fere o brio dos nossos valorosos patriotas. Eu quase concluiria com uma blasfêmia do tipo “daria a bunda na feira se os EEUU não saírem, e bem, dessa!” — mas bem sei que os freqüentadores de seu Blog não merecem tamanha excentricidade.

"Pergunte a Joaquim Levy por exemplo o que ele acha desses "deficit's enormes"."

O Joaquim responderia: "depende, ganho mais defendendo ou atacando?"

Já o Ivo responderia: deve ser ruim, porque o Friedman disse que é ruim. Aí alguém diria, "mas o Friedman não disse isso", ao que o Ivo responderia, ainda com o capim preso entre os incisivos superiores "mas deveria ter dito", porque o fantasma do von Mises me garantiu que assim seria. E aliás, a equivalência ricaridana diz que déficits não ajudam e eu acredito na equivalência ricardiana, exceto nos momentos em que acreditar na equivalência ricardiana vai contra o amontoado de cretinices que eu chamo de argumento...

Porque déficit público alto requer juros mais altos ou uma inflação mais alta.

Para pagar esse déficit existem 4 formas:

realiza um corte de gasto (o que é pouco provável)

Se aumenta imposto/Juros

Ou se aceita uma inflação maior.

Não é só Friedman que defende contas do governo equilibradas,é Robert Lucas, Edmond Phelps.Qualquer economista que tenha feito PHD em Chicago não defenderia essa bobagens.

Brasil no começo do plano real foi um exemplo disso.Combatiámos a inflação com juros altos e o governo gastando.O ajuste fiscal (pequeno)só existiu porque o FMI exigiu.Na era Reagan também se verificou isso,enquanto o governo gastava o FED subia o juro.


Tenho uma sugestão melhor pra você:Pergunte a Bevilaqua o que ele acha desses deficits monstruosos.

Ele como o mais ortodoxo diretor do BC,que via risco de inflação em "tudo" provavelmente discordaria da sua opinião.

"Qualquer economista que tenha feito PHD em Chicago não defenderia essa bobagens."


Você fez PhD em Chicago?

"Porque déficit público alto requer juros mais altos ou uma inflação mais alta."

e

"Qualquer economista que tenha feito PHD em Chicago não defenderia essa bobagens."

Qualquer economista que tenha feito PhD em Chicago deveria saber que:

"In the case where the marginal net-wealth effect of government bonds is close to zero ... fiscal effects involving changes in the relative amounts of tax and debt finance for a given amount of public expenditure would have no effect on aggregate demand, interest rates, and capital formation"

Quem escreveu esta frase?

(a) Paul Krugman;
(b) Robert Solow
(c) David e Cristina Romer
(d) John Maynard Keynes
(e) NDA

Acertou quem cravou (e). A frade é de Robert Barro em "Are Government Bonds Net Wealth?, JEP (1974), p.1116

A proposição sobre déficits públicos causarem aumentos das taxas reais de juros é keynesiana. De onde concluimos que:

(a) Ivo é, na verdade, um keynesiano

ou

(b) Ivo não sabe do que está falando e por este motivo comete estas atrocidades.

Como eu sou bonzinho vou deixar o prórpio Ivo responder. E aí Ivo, você é keynesiano ou apenas ignorante?

Sem responder esta pergunta seus comentários não serão mais publicados.

Quem vai ser o proximo presidente do BACEN? Luciano Coutinho?

Alex e cia,

O que vocês acham da visão que os estrangeiros têm do Brasil atual? http://www.elpais.com/articulo/primer/plano/Brasil/va/todas/elpepueconeg/20091011elpneglse_2/Tes

Abrs,

A

Déficit público alto eleva a taxa nominal de juros.De alguma forma o governo vai ter que rolar a dívida.

Isso pode ser Obervado nos EUA nos anos 80 e no Brasil hoje.Os BC'S são obrigados a elevar a taxa nominal de juro para manter a inflação na meta.

Supomos um país que tenha uma meta de inflação de 2%,com a "torneira ligada" para manter a meta de 2% o BC tem que elevar o juro para cumprir a meta.

É natural que a taxa real de juro se eleve.

Você viveu isso no BC.

"Déficit público alto eleva a taxa nominal de juros.De alguma forma o governo vai ter que rolar a dívida."

Então você é KEYNESIANO mesmo. Eu sempre soube.

Mas aí você perdeu o direito de invocar Chicago. Você é da mesma turma do Paul Krugman...

"Supomos um país que tenha uma meta de inflação de 2%,com a "torneira ligada" para manter a meta de 2% o BC tem que elevar o juro para cumprir a meta."

Hããã?

É. Escrito em macaquês fica difícil.

Isso não é Keynes,é finanças mesmo fiu.

Os Players do mercado vão exigir um premio maior para rolar a divida.

Pergunta pro Volcker se ele é Keynesiano.

"Isso não é Keynes,é finanças mesmo fiu."

Nãnãninã Ivo, O Keynesiano. Num mundo de Chicago o aumento permanente do gasto público leva a um aumento correspondente da poupança privada, em antecipação ao aumento de impostos. Portanto a taxa de juros não se altera.

Num mundo Keynesiano, como o seu, este efeito não ocorre, portanto a taxa de juros sobe.

Logo você é mesmo Keyensiano, mas se quiser mudar sua classificação para IGNORANTE eu ainda aceito (mas só até o fim deste dia 11/outubro; depois de hoje, se não houver retratação, você será conhecido como Ivo, o Keyenesiano).

O careca, cadê aquele repasse de inflação mesmo que vc disse em outubro? Ah, vai ver que era de deflação! hahahaha

Quer apostar? Este ano cresceremos 2% e ano que vem 7%! Inflação abaixo de 4,5% nos 2 anos com Selic como está!!! Será que algum dia vc vai entender que o Brasil já é outro, temos uma economia aberta e o que segura a inflação é CONCORRÊNCIA!!!

"Quer apostar? Este ano cresceremos 2% e ano que vem 7%! Inflação abaixo de 4,5% nos 2 anos com Selic como está!!! Será que algum dia vc vai entender que o Brasil já é outro, temos uma economia aberta e o que segura a inflação é CONCORRÊNCIA!!!"

Fechado otário! Crescemos menos que 2% este ano e menos que 7% ano que vem. E, no ano que vem, a Selic sobe. Quem acertar pelo menos duas de três leva. Se tiver culhões, se identifique.

Vamos crescer menos que 1% esse ano, menos que 6% ano que vem e a SELIC vai aumentar antes do fim do ano que vem.

"O"

Caro Almeidaluiz:

Voce tem razao.

So quem nao conhece a China,a India, e os States, ou quem nao entende que return on incremental investment tende a diminuir depois de um certo ponto, diz que a China ou a India suplantarao os US de qq maneira significativa nos proximos 20 ou 30 anos.

O que eu quero dizer com a expressao "suplantar de maneira significativa?"

Algo similar a que o verdao esta fazendo com o time de bichas do Morumbi...

PIG

Ps; se nao fosse Sao Paulino, o Alexandre seria facil o melhor economista do Brasil

Sandro disse,

" Sera que algum dia voce vai entender que o Brasil ja e outro, que temos uma economia aberta e o que segura a inflacao e a CONCORRENCIA!!!"

Primeiro desculpem a falta de acentuacao, mas estou usando um terminal do Admirals de Dallas.

Segundo, Sandro como a nossa economia pode ser aberta se os carros fabricados na Argentina custam mais caro aqui do que la, e os carros fabricados aqui custam mais caro aqui do que la?

Com razao a inflacao pode ter um componente que a segure no caso de comodities por causa da concorrencia, mas o que voce me diz da falta de concorrencia no setor de energia eletrica, agua, servicos postais, distribuicao de combustiveis, o imposto de 140% para trazer um carro como individuo, ou os precos absurdos dos importadores independentes, ou o fato de um XBOX no Brasil custar 3 vezes mais que no Walmart de la.

Nossa economia esta longe de ser aberta, concorrencia e uma coisa que a FIESP nao gosta, o governo nao gosta, a Petrobras nao gosta, alias nem os times de futebol gostam.

Bastou um bispo comecar a fazer mais audiencia que o Senhor Abravanel que os filhos do grande jornalista passaram a atacar o seu grupo de midia.

Serio, tirando a minha gozacao, nossa economia ainda nao e aberta, o Alex pode passar qual o volume de trocas que fazemos com o exterior, nossa insercao no mercado mundial nao deve passar de 1.2%, somos praticamente irrelevantes, nossos governos devem bilhoes de retencoes de ICMS e outros impostos aos exportadores, nos exportamos produtos que sao fabricados com impostos (coisa que ninguem serio faz), nos precisamos de 140+ dias para abrir uma empresa, nao somos uma economia aberta e nao sabemos o que e concorrencia, pode acreditar nisso pois concorrencia para o Lula, para o Celso Amorim, para o Marcos Aurelio Garcia, para o Sebastiao Pinheiro, para o Guido Mantega e para o Luciano Coutinho sao coisas de terroristas.

Luiz

P.S.: Acho que eu me empolguei e perdi aceito de bom grado edicao no texto para passar a ideia principal, fui pegar outro voo.

P.S.2: Alex voce viu o Estadao de Domingo retrasado com a foto do Carlos Kirjner no Ethevaldo?

Fechado! A Selic só subirá porque pessoas como vc vão continuar mentindo na imprensa de que a inflação vai explodir... Já me identifiquei!!! Sandro. P.S. - Otário é quem não consegue nem prever uma deflação óbvia, alías o IGP-M vai voltar de novo, imagine o repasse disso no IPCA ano que vem. E o preço da energia que vai reduzir? Vc é um "economista" otário!!!

Pequena Fábula Cambial
Quando eu morava no Brasil, meu dia começava na banca de jornais do seu Manttinni. Por décadas, era para ele meu primeiro bom-dia. E foi ele quem me deu a grande notícia que mudaria espetacularmente minha vida. Quando a Argentina faliu, no inicio da década, eu disse a ele: “Seu Manttinni, não vai demorar e seremos nós a jogarmos a toalha; pode crer: o dólar vai a 10 reais!” O italiano avermelhou-se: “Não me diga asneiras. Já chega meus parentes lá na Itália estarem perdendo tudo com essa confusão na Argentina. O Brasil é outro! Aposto o que o senhor quiser!” O tempo passou… E foi esse gentil italiano que me deu a grande notícia, dez anos depois, rindo até as orelhas: “Não lhe falei, meu amigo, veja as manchetes, o dólar caiu ontem para 10 centavos!” De tanto ver o dólar se derretendo nem liguei. Mas ao chegar em casa, encontrei meu vizinho todo alegre, convidando-me para o casamento de sua filha: “E, a propósito”, me disse ele, “você não quer me vender seu apartamento? Filha única, sabe como é, se pudesse morar aqui perto da gente…” “E eu vou pra onde?”, respondi, assustado. “Olha”, disse ele, “te dou 500mil reais. Veja lá, hem, são hoje, 5 milhões de dólares, pense bem! Fiquei com a pulga atrás da orelha. Não é que era mesmo! Eu nem estava me ligando no tal dólar. Nada mudara! Os preços todos continuavam os mesmos… Mas, 5 milhões de dólares! Me deu uma aflição. No dia seguinte, telefonei chego pro chefe e gritei: ”Tô me mandando, virem-se sem mim, chega de agüentar vocês, seus malucos, vão todos pro inverno!” Fechei o negócio com o vizinho, juntei mais uns tico-ticos, umas jóias da mulher, um FGTS, carro, roupas pro brechó, torrei tudo!Liguei pro Nehme, que me depositou nos “Estaites” 6 milhões de verdinhas. Aqui, comprei uma bela casa, carro, roupas novas, etc., etc. Apliquei 5 milhões no tesouro por 30 anos, faturando, de bermuda em casa na Califórnia, 200 mil por ano. Esqueci do tal Brasil. “Ai ame gringo, nau, morou!”
Morais da fábula:
1. Não percam o sono com a valorização cambial! A 10 centavos o dólar nunca chegará.
2. Se chegar, avise pro último que sair para apagar as luzes!

Alex você conhecia o trabalho dos economistas que ganharam o nobel esse ano?

"Alex você conhecia o trabalho dos economistas que ganharam o nobel esse ano?"

O Oliver Williamson um pouquinho (pouco mesmo). A Ostron nada.

Isto dito...

MAIS UM PRA BERKELEY! UHU!

"Já me identifiquei!!! Sandro"

Meu, você nem sabe nem a hora que tem fome e quer me convencer que não mentiu acerca de seu nome? Sandro de que, onde trabalha, como vou coletar meu ganho? (já está dando pra trás na Selic, olha só que valentão..)

"P.S.2: Alex voce viu o Estadao de Domingo retrasado com a foto do Carlos Kirjner no Ethevaldo?"

Vi sim. O Carlitos é f...! Se não fosse suíno (que nem o PIG) seria candidato a Nobel.

Abs (pro PIG também, com lembranças do Bruno Mineiro e Cláudio Luiz)

> Abs (pro PIG também, com lembranças do Bruno Mineiro e Cláudio Luiz)

Oooh carequinha gordinho, vamos ver o que ocorre no decorrer do campeonato. Por enquanto ainda e claro quen esta em primeiro lugar...

PIG

A maioria do pessoal de Chicago reconhece que o aumento dos gastos do governo aumenta a inflação:Friedman,Lucas,Edmond Phelps.

Barro nunca foi bem visto em chicago,tanto que saiu.

Carequinha o Brasil pode crescer mais o ano que vem se o governo aumentar a oferta de crédito via BNDES.

A TJLP poderia cair para 4%,Empresários como Eike Batista,George Gerdau,Benjamin Steinbruch,o pessoal da FIESP,CNI apoiariam essas medidas.

Lucrécio

"Barro nunca foi bem visto em chicago,tanto que saiu."

Robert Joseph Barro (born September 28, 1944) is an American classical macroeconomist and the Paul M. Warburg Professor of Economics at Harvard University. He is among the most influential economists in the world according to IDEAS/RePEc. Barro is considered one of the founders of new classical macroeconomics, alongside Robert Lucas, Jr. and Thomas J. Sargent.

http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Barro

Imagine então se ele fosse bem visto...

"A TJLP poderia cair para 4%,Empresários como Eike Batista,George Gerdau,Benjamin Steinbruch,o pessoal da FIESP,CNI apoiariam essas medidas."

O governo poderia distribuir chocolate belga de graça para economistas carecas. Alexandre Schwartsman apoiaria esta medida.

Lucas,Friedman,Phelps reconhecem que deficit fiscal eleva a inflação,tanto que defendiam orçamento equilibrado.


Barro era Keynesiano.

"Barro era Keynesiano."

E daí? Você também é...

Keynes não reconhecia que deficit fiscal elevava a inflação.Chame Volcker de Keynesiano,por causa do déficit fiscal elevado,EUA teve juros reais mais altos.

Por que o Ivo tá fazendo confunsão entre gasto público e expansão monetária?

Ivo, quem você conhece (pessoalmente) de Chicago pra falar assim com tanta intimidade?

"Keynes não reconhecia que deficit fiscal elevava a inflação.Chame Volcker de Keynesiano,por causa do déficit fiscal elevado,EUA teve juros reais mais altos."

Não, o Keynesiano é aqui é você. O pessoal de Chicago defende equivalência ricardiana. Sob ER o déficit não causa elevação de juros porque a poupança privada sobe.

P.S.

Em 1979/80, quando os juros atingiram seu pico, o déficit americano atingiu 1,6% e 2,7% do PIB.

Os maiores déficits observados no período Volcker foram registrados em 1985 e 1986 (5.1% e 5% do PIB - e, diga-se, sob um governo republicano). Nestes últimos anos o Fed caiu de 10.2% (1984) para 8.1% (1985) e 6,8% (1986). A taxa de 1 anos caiu de 12,4% para 10,6% e 7,7%.

http://www.cbo.gov/ftpdocs/100xx/doc10014/Historicaltables09Jun09web.XLS

Seria bom que você chutasse menos e pesquisasse mais, mas para isto você teria que alterar sua dieta.

"Por que o Ivo tá fazendo confunsão entre gasto público e expansão monetária?'

Porque ele é ignorante.

Alex quando você fez mestrado você teve dificuldade para ter acesso "material de qualidade" (livros/artigos)?

Hoje qualquer estudante que queira se aprofundar mais,pode com facilidade ter acesso a bons artigos,comprar livros na Amazon.Aqui na UFMG o curso de economia não é tão bom,quando eu comecei o curso eu tinha uma visão "alternativa" sobre economia.

Quando descobri seu Blog me interessei por economia de "verdade".Hoje só não aprende economia quem quer,a facilidade que existe de comprar livros,acesso a artigos acredito eu que é possível sair da faculdade com uma boa base para o mestrado/doutorado.

"Alex quando você fez mestrado você teve dificuldade para ter acesso "material de qualidade" (livros/artigos)?"

Era mais difícil, sem dúvida. Hoje se acessa num clique todo acervo de Working Papers do NBER. A Amazon (e outras) estão aí para o livro que for necessário.

Quando comecei o mestrado (1987. Acreditem, não era mais a era glacial), não havia acesso a working papers, só material publicado nos periódicos (que chegavam com certo atraso, mas nada dramático). Só a Cultura tinha livros (e muito caros, ainda mais para um estudante de pós).

Hoje o acesso ao material ficou mais fácil. Um motivo a mais para a nova geração nos dar um banho.

Abs

Alex

Alex esse Carlos deve estar no lugar errado,era para ele ser ministro da Ciência e Tecnologia (ou algum cargo na área).

O PSDB nunca ouviu falar dele?

Se existe um déficit grande me diga de que forma o governo vai financiar?

Ou aumenta impostos

Cortar Gastos

Emite títulos

Adota o imposto inflacionário:


Com déficit's crescentes,o tesouro vai ter pagar um premio maior para os investidores para emitir novos papéis.


Os neoclássicos defendem política superavitária a qualquer nível de emprego e renda.

IVO disse:

"Os neoclássicos defendem política superavitária a qualquer nível de emprego e renda."

13 de Outubro de 2009 15:47


IVO disse...
Lucas tem um modelo a la Ciclos Econômicos Reais que chega à conclusão de que a política fiscal deve ser anti-cíclica.

11 de Setembro de 2009 15:03

Peraí Ivo (o Keyenesiano). É para ser anticíclica (como no dia 11/set)ou não ser anticíclica (como no dia 13/out)?

Deixe pelo menos um dos lados do argumento para os demais. Senão é sacanagem...

O Ivo está me lembrando muito aquele personagem Gollum/Sméagol...

Abraço!

Os Neoclássicos antigos (Friedman,Phelps) defendem política fiscal política fiscal a qualquer nível de emprego e renda.

Sim mais para ser anti-cíclica (poupar depois gastar),antes é preciso poupar.Nada impede um superavit de 600k acumulado durante 3 anos de superavit nominal,seja gasto para atenuar os efeitos da crise.

Chile e Austrália tinham divida pública baixa,o que permitia uma expansão fiscal.Infelizmente os Keynesianos se esquecem que a poupança vem antes do investimento.

"Os Neoclássicos antigos (Friedman,Phelps) defendem política fiscal política fiscal a qualquer nível de emprego e renda."

Ivo (o Keynesiano) não disfarça sua admiração pelos demais Keynesianos:

Phelps spent much of the ‘70s replying to a further development from other quarters: to theoretical demonstrations that a departure from the current equilibrium path would be merely momentary if every economic actor had so-called rational expectations. (When all the “news” arrives at month’s end, prices and wages would jump precisely to regain equilibrium.) In frequently collaborative research at Columbia in the 1970s he argued that if most wage and price setting is nonsynchronous, such a deviation would take time to die out even if expectations were rational. See, for example, a 1977 paper with John Taylor. This work helped start what came to be known as New Keynesian macroeconomics.

http://www.columbia.edu/~esp2/

e

But there were also other public expenditure issues—I’m thinking of the
two-sector model about which there was quite a lot in Structural Slumps (Phelps,
1994). There’s a necessary distinction between public expenditures on the output
of the consumer goods industries and public expenditures on the output of the
capital goods sector. I saw that I was able to show easily that public expenditure on
capital goods would pull up the prices of the consumer goods, causing suppliers to
ramp up their output, and that would increase aggregate employment and reduce
the natural rate of unemployment.

Entrevista de Phelps ao JEL (2009)

http://www.columbia.edu/~esp2/Journal%20of%20Economic%20Perspectives.pdf

Depois da declaração de amor ao Phelps alguém ainda duvida que Ivo (o Keynesiano) é mesmo um Keynesiano?

P.S. Era o JEP, não o JEL.

Alex,

Desculpe mudar o rumo da conversa, mas você como bom desatador de nós Quermessianos já leu essa entrevista do Pochmann ? Entre outras coisas, ele afirma que "(...) O Brasil financia educação e saúde pública, mas também financia a privada!" . O pior é que tem gente que acredita.

http://blog.controversia.com.br/2009/10/13/entrevista-com-m-pochmann-agora-o-capitalismo-quer-nosso-crebro/

Alex as universidades européias são tem bons conceitos para doutorado em economia?

Nunca escutei ninguém falar bem das universidades europeia em geral (tirando as da Inglaterra).

correção: tem bons conceitos.

"Alex as universidades européias são tem bons conceitos para doutorado em economia?"

A Pompeo Fabra em Barcelona (!) é bem avaliada, se não me engano, com gente do porte do Jordí Galí. Bocconi, aparentemente, também. Mas, a menos que você realmente queira morar na Europa, o lugar para o doutorado é nos EUA.

"Desculpe mudar o rumo da conversa, mas você como bom desatador de nós Quermessianos já leu essa entrevista do Pochmann ? Entre outras coisas, ele afirma que "(...) O Brasil financia educação e saúde pública, mas também financia a privada!"

Realmente o Brasil financia a privada. Se não, como seria possível ler tanta asneira. (13 serviçais/família! E nenhum deles é o moço que vai levar o Pokemón para sua cela acolchoada)

Aqui na Europa tem boas universidades:
Pompeu
Carlos III
Autónoma de Barcelona
CEMFI
LSE
UCL
Oxford
Cambridge
Tilburg
EUI
Touluse
DELTA
e outras

Agora, os melhores lugares do mundo para fazer doutorado em economia estão nos EUA. Isso é um fato...

Abrs,

A

Carequinha boa parte do dinheiro do BNDES não é subsidiado.O FAT é sua maior fonte de recursos.

Lucrécio

"Carequinha boa parte do dinheiro do BNDES não é subsidiado.O FAT é sua maior fonte de recursos."

Então faz o seguinte: já que a maior parte da sua renda vem da faxina, me empresta dinheiro a 4% ao ano. Topa?

Phelps é monetarista,se esqueceu do seu trabalho com friedman?

Como faz falta um cadeira de finanças,você se esqueceu quando a oferta de títulos aumenta a rentabilidade cai?

"Phelps é monetarista,se esqueceu do seu trabalho com friedman?"


Hmm. Veja só:

http://maovisivel.blogspot.com/2007/03/phelps-e-poltica-monetria-ou-no-adianta.html

Isto dito, se você não é analfabeto (uma hipótese irrealista, mas...) há de ter lido que:

"In frequently collaborative research at Columbia in the 1970s he argued that if most wage and price setting is nonsynchronous, such a deviation would take time to die out even if expectations were rational. See, for example, a 1977 paper with John Taylor. This work helped start what came to be known as New Keynesian macroeconomics."

Fora isto, se a oferta de títulos aumenta pelo exato montante do déficit adicional , mas a demanda por títulos aumenta pelo exato montante do déficit adicional (é equivalência ricardiana, coisas que você como economista Keynesiano não concorda, mas noeclássicos de verdade defendem), o preço não se altera, portanto nem a taxa de juros.

Ah, como seria bom se você soubesse do que está falando. Mas este risco não corremos. TU É MUITO BURRO!

Mais isso na realidade não acontece,da uma olhadinha no manual do Blanchard.

Lá não mostra nenhuma evidência que o aumento do déficit fiscal nos o anos 80 foi compensado pelo aumento da poupança privada.

Os Neoclássicos se esquecem que a poupança vem antes do investimento.Lucas nunca foi na Linha do Barro.

"Mais isso na realidade não acontece,da uma olhadinha no manual do Blanchard."

Manual do Blanchard? Não disse que você é keynesiano?

"Os Neoclássicos se esquecem que a poupança vem antes do investimento.Lucas nunca foi na Linha do Barro."

Só no mundo de quem troca a conjunção alternativa (mas), pelo advérbio (mais). Mas me diz uma coisa: você não estava defendendo os neoclássicos hoje às 15:47 e às 16:09? Agora diz que estão errados? Deixa pelo menos um dos lados do argumento, pô!

TU É MUITO BURRO!

Porque só existe o Blanchard de manual de Macro.Existe Eviws pra que? Comprovar as correlações.

A linha do Lucas é diferente da do Barro.

Vamos lá para o argumento geral dos Neoclássicos:

Política monetária
Curto prazo: Afeta produção, emprego e outras variáveis reais apenas se inesperada;se prevista, afeta apenas variáveis nominais.
Longo prazo: Afeta apenas variáveis nominais.
Política fiscal
Curto prazo e Longo prazo: Teorema Barro-Ricardo: variações esperadas não afetam variáveis reais; podem afetar variáveis nominais se criarem expectativa de maior emissão monetária no futuro.
Desemprego Involuntário
Curto prazo: Caso política monetária seja mais contracionista que o esperado ou choques inesperados.
Longo prazo: Não
Curva de Phillips
Curto prazo: Trade-off inflação acima/abaixo da esperada x desemprego abaixo/acima da taxa natural apenas em caso de política monetária ou choques inesperados.
Longo prazo: Vertical; não há nenhum trade-off.
Modelo de formação de expectativas
Endógenas (racionais)
Razões teóricas para diferenças entre curto e longo prazos: Informação imperfeita e erros na formação de expectativas devido a fatores inesperados.
Prescrições de política econômica
Política monetária:
Regras: expansão monetária constante ou adoção do regime de câmbio fixo
Política fiscal: Orçamento deve ser equilibrado a qualquer nível de produção/emprego.

Alex, quem você consideraria os economistas mais influentes no Brasil atualmente? Aqueles que você realmente para pra ouvir?

"Porque só existe o Blanchard de manual de Macro.Existe Eviws pra que? Comprovar as correlações."

Só para Keynesianos como você... Neoclássicos de verdade usariam o manual do Barro.

"Alex, quem você consideraria os economistas mais influentes no Brasil atualmente? Aqueles que você realmente para pra ouvir?"

Ih, tem muita gente. Se fizer uma lista certamente vou cometer injustiças.

O livro do Lucas de economia diamica é melhor.

" ivo disse...
Porque só existe o Blanchard de manual de Macro."

13 de Outubro de 2009 22:08

e

"ivo disse...
O livro do Lucas de economia diamica é melhor.

14 de Outubro de 2009 09:03"

Eu descobri que existem dois ivos dentro da mente do ivo. E, para piorar, como a mente já não é essas coisas, os dois ivos brigam o tempo inteiro por espaço.

Entre outras coisas confundem um de macro intermediário (Barro), com um livro avançado para o doutorado (e obviamente não entendem nenhum dos dois, mas esta é outrs história).

Tô começando a achar que o Barro que influencia o Ivo não é o nobre economista especializado em crescimento, mas sim aquele que é solto quando vamos "passar um FAX".