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terça-feira, 27 de março de 2012

Krugman sobre "pós-keynesianos"

So, first of all, my basic reaction to discussions about What Minsky Really Meant — and, similarly, to discussions about What Keynes Really Meant — is, I Don’t Care. I mean, intellectual history is a fine endeavor. But for working economists the reason to read old books is for insight, not authority; if something Keynes or Minsky said helps crystallize an idea in your mind — and there’s a lot of that in both mens’ writing — that’s really good, but if where you take the idea is very different from what the great man said somewhere else in his book, so what? This is economics, not Talmudic scholarship.

Reações:

6 comentários:

Isso não tem nada a ver com pós-keynesianos ou heterodoxia de qualquer tipo, tem haver com dogmatismo das pessoas. Há dogmáticos e não dogmáticos em todos os meios, faça seu trabalho contribua com o entendimento do mundo real e não encha o saco das pessoas que de algum modo pensam diferente de você . . . é um bom começo. O próprio Krugman escreveu com o Lance Taylor nos anos 70 - deve ser rasgado porque o segundo autor é um heterodoxo? Absolutamente não, assim como qualquer outra coisa tem que ser lido como ciência não como "igrejismo"

Você talvez não mas eu me sinto empowered quando deixo a entender que somente eu entendo Keynes. Logotrip faz bem a saúde.

Só destacando uma passagem: "But for working economists the reason to read old books is for insight, not authority;"

Krugman cansou de apanhar nas "macro wars" e foi bater em cachorro morto.

Caro Alex, claro que nessa questão Krugman leva fácil, mas ele é esperto e usa essa discussão que recende à Guerra Fria para tampouco tratar da questão relevante. O que interessa à Steve Keen, e àqueles que normalmente recorrem a Minsky ou Kindleberger, é mostrar que a economia de mercado é inviável. A questão deles é ideológica, daí o recurso à autoridade. Querem então teorizar o desequilíbrio, como se isso fizesse algum sentido. Mas Krugman é esperto, levando a discussão para esse lado evita de entrar naquilo que de fato é relevante: porque e como o mercado produz bolhas (porque é fato, tanto que produziu no passado como que continua produzindo, e não me parece que estejamos condenados a repetir essa história indefinidamente), bolhas que só reconhecemos tarde demais? O problema é um problema de mercado? De tipos específicos de mercado? Ou trata-se apenas de fraude (e leniência dos órgãos reguladores?). O fato de serem temas que agradam aos órfãos da Guerra Fria não implica não constituírem questões reais, e mesmo urgentes.

Como ex-aluno da UFRJ e com mestrado na PUC, esse comentário brilhante do Krugman resume a minha biografia acadêmica.