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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Professor Costa Oreiro no Monitor Mercantil: Medo de Securitizações!!

Manifestações de boçalidade às vezes guardam um certo paralelismo com a arquitetura de uma cebola: vêm em camadas. Este é o caso da nova contribuição combinada do Professor Costa Oreiro e o Monitor Mercantil.

É certamente questionável o julgamento de qualquer economista que se disponha a dar uma entrevista ao Monitor Mercantil, uma publicação cuja existência fascina paleontólogos amadores como um sinal de que o elo perdido pode ainda andar entre nós.

Ainda mais se tal economista já passou pelo contratempo de ter sido citado –segundo ele, erroneamente – por aquele jornal como dizendo que Chávez é “o cara” e que "a Revolução Bolivariana encontrou o caminho para obter câmbio depreciado e competitivo no longo prazo".

Mas este é só o exterior da cebola. Quando a descascamos, a barbaridade é de assustar. Leia, segurando-se na cadeira, o trecho abaixo (em azul as passagens mais boçais):

EM VEZ DE CAPITALIZAR CAIXA VIA TESOURO, GOVERNO OPTA POR PAPÉIS TÓXICOS

"Há risco de formação de uma bolha. Não se pode esquecer que a crise começou com a securitização." O alerta é do economista José Luiz Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), ao comentar a possibilidade de, nas próximas semanas, a Caixa Econômica Federal captar R$ 500 milhões via securitização (títulos que repassam a dívida dos mutuários via papéis a serem comercializados livremente no mercado financeiro) de sua carteira de empréstimos, conforme disse a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, reafirmando anúncio feito esta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Para Oreiro, o melhor é capitalizar a Caixa (e também o Banco do Brasil) pelo próprio governo, via aportes do Tesouro, a exemplo do que já ocorre no BNDES.

"Cheguei a propor isso ano passado. Afinal, os financiamentos da Caixa geram muitos empregos. Mas sou contra produtos financeiros exóticos", criticou, advertindo que, a longo prazo, a Caixa se tornaria um banco de investimento, "o que é ruim".

De acordo com o economista da UnB, o risco da securitização é a perda de controle sobre as emissões seguintes. "Uma obrigação lastreada em ativos, quando vendida no mercado secundário, para um banco de investimento, pode criar outro instrumento exótico que será empacotado e repassado. Aí, pode perder o controle, já que reduz a transparência."

Quanto à elevação do risco, Oreiro ponderou que se, por exemplo, algum fundo de pensão resolver vender ativos secundários, é provável haver queda acentuada no preço dos papéis, causando apreensão no mercado financeiro.

A presidente da Caixa disse que deverão ser lançadas também letras financeiras, espécie de debêntures criadas pelo governo no fim de 2009, para os bancos captarem recursos de longo prazo. A Caixa já lançou R$ 1 bilhão em letras financeiras e pode lançar mais R$ 2 bilhões.

Juro que vou tentar entender.

O professor acha que securitizações geram bolhas, portanto a Caixa deve se capitalizar via endividamento do Tesouro. Mas como securitizações geram bolhas segundo o mestre? Elas geram porque securitizações porque "há uma perda de controle sobre as emissões seguintes (...) Uma obrigação lastreada em ativos, quando vendida no mercado secundário, para um banco de investimento, pode criar outro instrumento exótico que será empacotado e repassado. Aí, pode perder o controle, já que reduz a transparência." Interessantemente, o mesmo pode ser dito de qualquer ativo financeiro. Dívida pública pode ser empacotada no mercado secundário, assim como recebíveis das Casas Bahia ou do crédito consignado. Mas aparentemente o doutor Costa Oreiro não parece saber disso...

Além disso, o professor Costa Oreiro também se preocupou com a possibilidade que a venda por algum fundo de pensão de posse de papéis secundários lastreados por crédito imobiliário da Caixa possa causar apreensão no mercado financeiro. Alguém pode explicar para o professor que fundos de pensão compram e vendem todo tipo de ativo financeiro todos os dias?

“a longo prazo, a Caixa se tornaria um banco de investimento” Er... Alguém pode explicar para o professor o que é um banco de investimento?

Este engolidor de espadas não é o Professor Costa Oreiro.


Pois é... Tio “O” escreveu mais um texto enfadonho. Quem poderia imaginar que o professor de macroeconomia da UNB e diretor da AKB não tem idéia alguma sobre mercados financeiros? Qual vai ser a próxima? Anunciar ao mundo que o Internacional de Porto Alegre joga com uma camisa vermelha?

Pelo menos sinto um conforto em saber que este é o calibre intelectual dos nossos Luditas do século 21.

Reações:

46 comentários:

"Leia, segurando-se na cadeira, o trecho abaixo (em azul as passagens mais boçais)"

O texto todo está em azul...

Alex, Tio O e outros,

Também acham que somos um ponto fora da curva com relação ao volume de reservas internacionais?

http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/Busca_etds.php?strSecao=resultado&nrSeq=12267@1

Nosso custo de carregamento é superior ao registado por outros emergentes, assim como o volume..

Gostaria de opiniões a respeito..



Doutrinador

Alex,

mais de 10 mil visitas no mês.

Fico imaginando que tipo de mente doentia se dá ao prazer mórbido de fazer isso com o indigitado professor. Não é saudável para tí, "O". E por mais que usufrua do mesmo prazer mórbido ao ler teu texto, fico a pensar como o professor racionaliza tais coisas ao lê-las. E aí fico, sinceramente, apenado.

O cara parece realmente não entender nada de mercados financeiros. O pior é que ainda há quem dê trela para esse tipo de artigo.

Por outro lado, tenho que discordar do comentário em relação à foto. Por ser um romântico Keynesiano, o nosso nobre Oreiro nunca engoliria a espada de olhinho aberto....

Caro Motumbo,

O professor não é uma criança indefesa. Nem ele é forçado a subir no picadeiro.

“O”

Opa, alto lá.

O Oreiro não é O professor de macro da UnB. Ele é UM professor de macro da UnB. É bem diferente.

O professor de macro da UnB é o Roberto Ellery. Este é fera.

Meus caros,
Disto tudo só resta uma forte dúvida. Como o anônimo acima sabe que o famoso engolidor de espadas o faz com os olhos fechados? E mais, ele está se referindo a qual olho? Dependendo da resposta, isto não seria uma contradição?

A imagem que você escolheu para ilustrar o post me fez gargalhar à escâncara. A expressão no rosto da senhora é síntese perfeita!

O que me levou a imaginar um epíteto: "O", o terrível. Mas só contra os boçais.

:)

Eu estou falando sobre "o professor de macroeconomia da UNB e diretor da AKB", portanto não do Roberto.

Esta rolando no blog do krugman :

O Presidente do Minnesota Fed , Narayana Kocherlakota concluiu que os juros baixos provocam Deflação no longo-prazo.

Isso mesmo : DE-flação.

E é um dos PRESIDENTES do Fed.

Que espetáculo. Como é que um título, seja acadêmico ou político, "credencia" o indivíduo a falar tanta bullshit.... mesmo o PREMIO NOBEL Prescott andou falando doidice, e com cara séria.

Roberto

Roberto, entenda longo prazo como situação em que a economia está em estado estacionário. Dada a taxa real de juros de equilibrio positiva (definida pela taxa de desconto intertemporal dos agentes), se tivermos juros nominais zero, teremos deflação. Suponha que a taxa real de juros de eq seja 2%, se a taxa nominal for zero, a taxa de inflação será -2%.
Na minha humilde opnião, isso é irrelevante em termos práticos...

Esta questão é debatida no blog do DeLong. Se eu aprendi, o link deve aparecer abaixo.

Brad DeLong

Há referências interessantes lá.

Anônimo,

E como você faz para manter a taxa nominal em zero, abaixo da taxa de equilíbrio de dois por cento?

Qual a sua opnião Alexandre?
Abc Daniel

O Kocherlakota deveria pedir demissão em vergonha por ter falado uma m____ dessas.

Leo, o fed controla a taxa nominal. Que taxa de equilíbrio vc ta falando? Taxa nominal de equilibrio?!?!Não entendi nd..

"Qual a sua opnião Alexandre?"

Nem sei o que dizer. Aliás, sei: foi uma afirmação digna do professor Orelho, mas sem a desculpa da desvantagem neurológica.

Não li o que o Kocherlakota escreveu nem pretendo ir ver o blog do Krugman. Entretanto a afirmação deriva imediatamente da Equação de Fischer, se no longo prazo r = i - pi^e, com r positivo e taxa de juros nominais igual a zero, a inflação esperada (ou inflação, dependendo do modelo) será negativa, ou seja, deflação. Desta forma, a não ser que tenham revogado a equação de Fischer, o Kocherlakota fica no emprego dele.


Btw as "doidices" do Prescott costumam fazer mais sentido que qualquer coisa que o Krugman já tenha dito.

Abraço,

Roberto, o fera

Roberto:

Só com a equação de Fischer você não tem como determinar a taxa de inflação. A causação vem no sentido inverso, i.e., de inflação baixa para taxa nominal de juros baixa. Sugiro mesmo que você veja o modelo apresentado no blog do DeLong, em particular as referências ao texto do Martín Uribe com a Stephanie Schmitt e o Benhabib.

Para aguçar o apetite, vai acitação do Friedman"

Low interest rates are generally a sign that money has been tight, as in Japan; high interest rates, that money has been easy. [...] After the U.S. experience during the Great Depression, and after inflation and rising interest rates in the 1970s and disinflation and falling interest rates in the 1980s, I thought the fallacy of identifying tight money with high interest rates and easy money with low interest rates was dead. Apparently, old fallacies never die...

Não fiquem zangados com a macroeconomia da UnB. Um outro professor de macro distribui os textos do blog como material obrigatório e mesmo os utiliza para as suas provas. Olha:
http://www.carlosalberto.pro.br/arquivos/tpm2.pdf

O que Fernández-Villaverde pensa do tema:

"...aprovecho para pinchar un poco (si se permite, vaya) con lo de la reciente “polémica Kocherlakota”, aquí el mail de Jesús ( http://economistsview.typepad.com/economistsview/2010/08/jaws-are-hardening.html ) y en este post hay unos cuantos links a los implicados: http://rajivsethi.blogspot.com/2010/08/lessons-from-kocherlakota-controversy.html
Todo esto, en cierto modo, me ha parecido más ganas de intercambiar leñazos que un debate con sustancia (que tampoco parecía haber demasiada), pero bueno

Jesús Fernández-Villaverde 01/09/2010 at 04:10
Hola Pablito:

Gracias. Si, la frase que citas esta mal explicada. Solo queria decir que las caidas de tipos mas exogenas que hemos visto (como spreads mas reducido) tampoco han animado mucho.

La discusion sobre lo de Narayana: no me cuentes, me han hecho perder mas tiempo el fin de semana!

El resumen de la situacion, como yo lo veo *y un razonamiento que he comprobado con un tipo del que me fio al 100% en estos temas*:

1) Una reduccion en el objetivo de FFR de la FED tiene un efecto deflacionario sobre la economia. Esto ocurre tanto con precios flexibles como con precios rigidos. En ese sentido la frase de Narayana es correcta (ademas, y esto es mas una tecnicality, el equilibro es E-estable, con lo cual no depende de RE).

2) Esto no quiere decir en absoluto que la regla de Taylor no siga funcionando: cuando la inflacion es mas alta subimos el FFR y cuando es mas baja, lo bajamos. Es un cambio en el objetivo, no en el FFR que fijamos en este periodo.

3) Sin embargo, y aqui Narayana obtiene una conclusion incorrecta, esto no quiere decir que tengamos que subir el FFR hoy. Todo lo contrario. Si subimos el objetivo de FFR a largo plazo para salir de la deflacion, estamos implicitamente subiendo el objetivo de inflacion. Esto implica que, en la situacion actual, la nueva regla de Taylor (la que tiene el nuevo objetivo de FFR), nos dice que tenemos que mantener el FFR *a cero* por mas tiempo del que deberiamos haberlo tenido con el viejo objetivo de FFR, ya que la nueva regla nos esta diciendo que la diferencia entre la inflacion actual y la objetivo es mas grande. El mantener el FFR a cero por mas tiempo, nos baja los tipos a largo plazo y esto anima la demanda. Esto es lo mismo que digo en el post.

Lo sorprendente de esto es que la gente se asombre por que Narayana diga 1). Por ejemplo, los graficos del post de Krugman de ayer estan mal dibujados porque en cualquier modelo neokeynesiano normalito la inflacion salta en impacto. Pero tambien me sorprende un poco que Narayana no termine de ver 3). Me da pereza escribir mas sobre esto en el blog porque ya he escrito muchos emails y porque ademas es una cosa sutil."

Vamos colocar os devidos pontos nos "i".
O departamento de economia da Unb é enorme, porém uma marca registrada desse departamento é manter o núcleo duro da macroeconomia e microeconomia intacta.
OU seja, aluno quando se depara com os cursos obrigatórios de macro da unb terá a seguinte sequencia:

Macro 1. Roberto Ellery - aprender duas técnicas. programação dinamica e overlapping e suas aplicações esse núcleo do curso

Bibliográfia básica

a. Dynamic macro-economic theory, Sargent, 1987

b.Recursive Macroeconomic theory. Ljungqvist and Sargent.

c. Introduction to dynamic macroeconomic theory. An overlapping Generations Approach. McCandless Jr and Neil Wallace.

Caso for ofertada pelo Prof.Joaquim pinto de Andrade


a. Lectures on Macroeconomics , Blanchard and Fischer

b. Advanced Macroeconomics, Romer


Macroeconomia 2 é unicamente crescimento economico

a. The Economics of Growth
Aghion and Howitt

Macroeconomia 3. é introdução ao modelo DSGE.

a. Gali (2008). Monetary Policy, Inflation and the business Cycle.

b. Woodford. Price and money.

Macroeconomia 4. (depressões e Recuperações) ou semestre passado foi chamado de Topicos em Política EconÔmica

disciplina para estudar exclusivamente os modelos RBC, calibração, ou seja como agentes racionais reagem a devidos choques.

Curso de macroeconomia é Mainstream similar aos rincipais centros do brasil, FGV RJ, SP, PUC rj e USP- Fea São Paulo.

Porém, como existe um grupo forte de pesquisa de Economia política, são ofertadas disciplinas ELETIVAS não obrigatórias:

como, Crscimento e distribuição (visão heterodoxa do crescimento, kaldor, pasineti, thirwall, Lance Taylor etc). e Macroeconomia do Desenvolvimento e outras.

Assim, Oreiro é um dos professores de Macro da Unb.

Atenciosamente

Anderson

Doutorando em Economia UnB

Anderson:

O currículo é mesmo muito bom. Não acho que o pessoal (o "O" muito menos) estivesse falando mal da UnB.

Apareça sempre.

Abs

Alex

Pela reação do Anderson, aparentemente falta um curso de interpretação de texto em língua portuguesa no core de macro da UNB.

Meus caros,
Cada vez entendo menos este blog. "Macro"????? O que é isto???? Não é algum animal pré-histórico?????
Um grande abraço

Anônimo

"Leo, o fed controla a taxa nominal. Que taxa de equilíbrio vc ta falando? Taxa nominal de equilibrio?!?!Não entendi nd.."

A taxa real de equilíbrio, determinada pela tecnologia, preferência intertemporal dos agentes etc, que no seu exemplo seria de 2%.

Você falou que se a taxa de juros nominal for zero, a taxa de inflação seria de -2%, para a taxa real ser de 2%.

Minha pergunta é: e como você faz para manter a taxa nominal em zero, abaixo da taxa de equilíbrio de dois por cento?

Mas era meramente retórica, no sentido de apontar para você o que o Alex expôs para o Roberto.

Abs.

Eu tive aula de macroeconomia 3 com o professor Oreiro. Ele até que é bom professor (quando não fala o que ele acha sobre o assunto), adotou o Romer, que é um puta livro (lógico que ele estrategicamente pulou os capítulos de RBC, do modelo do Lucas, incompletudes microeconômicas, etc.).
O engraçado são as listas de exercício. TODOS os exercícios são feitos pra chegar a uma conclusão keynesiana:

Você calcula a taxa de sacrifício para "parâmentros do Brasil" e chega a bagatela de 12,5%.
Você "demonstra" que crescimento gera poupança numa relação de 1 para 2 (com alguma dúzia de erros de matemárica, lógico)

O que eu acho bom são os comentários sobre os "grandes debates da macroeconomia atual" como netralidade vs. não neutralidade de moeda no longo prazo, evidências da importância do câmbio para o crescimento de longo prazo, etc.

Tendo lido o que ele escreve, o professor não me parece apto a ensinar uma classe de pós-graduação em universidade alguma. (Mas existe a possibilidade que o cara seja brilhante e algum falsário publique sob seu nome. Temos que esgotar as possibilidades!)

Eu realmente tenho curiosidade de ver os exercícios que o professor passa. Pode mandar para meu e-mail oanonimo2009@live.com

"O"

Você conhece as pós que existem no Brasil?

O Oreiro, na verdade, está apto para ensinar em quase todas!

Quando eu digo que existe analfabeto funcional com diploma de mestre e de doutor, não é mera figura de linguagem - infelizmente.

Leva ele para casa e ensina-o a ler entao!

Querido coleguinha Anderson,

o Roberto e o Joaquim podem dar aulas de macro na UnB, mas, confesse:

1. o Joaquim é uma negação como professor.


2. o Roberto preferiria não dar aulas para a graduação.

3. vc esqueceu de citar no seu "núcleo duro" a Adrina Amado - dona da cadeira de monetária!

4. nem pense em citar como contrapartida da Adrina aquele ex-diretor do BC. O conteúdo programático dele se restringe a aulas de etiqueta social. Acreditem!

5. na visão de 99% dos professores da lá, dar aula é a penitência para se manter como pesquisador.

6. Esqueci alguma coisa?

Que bom que vc é doutorando, mas a UnB perde sim para os grandes centros onde há professores realmente comprometidos com os alunos e não só com suas pesquisas.

Sad, but true. Falei alguma mentira?

Caro Anônimo,

Esse negócio de "professores comprometidos com alunos" me pareceu um xororô de quem está ressentido porque tem sérias limitações e precisa ter sempre alguém ditando o que fazer.

Obviamente que uma aula bem dada é sempre instigante e prazerosa. Mas, se o problema da Unb é o fato de se pesquisar tanto que as aulas são ruins, então vocês tem que dar graças a Deus - supera essa crise de buá-buá e vá pesquisar também. Afinal, fato que você já deveria ter aprendido: o grosso do seu conhecimento não virá das aulas, mas de horas-bunda.

"O"

Não fosse a reputação, eu até levava. Mas me parece que o risco é grande demais, mesmo se tratando de ato cívico e nobre como este.

Prezado Anonimo do dia 3 de setembro 19:04

1.Vc é tão fracote que nem se identificou tu é bostao mesmo. ATÉ PQ VC DEVE SER ALUNO DA GRADUAÇÃO TENHO CERTEZA...

2. Segunda seu idiota a Adriana Amado é do núcleo de economia política seu mané ela oferta cadeira da Teoria Geral todo o livro de Keynes OPTATIVA seu MANÉ...FAZ QUEM QUE, NINGUÉM É OBRIGADO.

3. Ellery É UM DOS LIDERES RBC NO BRASIL. COM TODO O RESPEITO , EM TORNO DE 90% DOS ALUNOS NÍVEL GRADUAÇÃO NÃO STÃO NEM AI PRA MACROECONOMIA ETC, SEI BEM DO NÍVEL DOS ALUNOS DA UNB...JÁ DEI AULA PRA VCS.

4. JOAQUIM É PESQUISADOR NÍVEL 1A CNPQ..UM DOS PRIMEIROS BRASILEIROS COM TITULO DE PhD em harvard do Brasil, orientou inúmeras dissertaçoes, teses, PARA TEU CONHECIMENTO LEONARDO..UM DOS MELHORES ALUNOS DE HARVARD FOI ORIENTADO DELE...E HOJE DA AULA NA UCLA...ESCOLA DE BUSINESS.

5. VAI ESTUDAR PARA PASSAR NA ANPEC, OU NO MÍNIMO VC DEVE SER UM FRUSTRADO QUE TENTO UNB E ACABO NA CATOLICA, ENQUANTO TEUS AMIGOS PASSARAM NA UNB...

ABRAÇÃO, CASO QUEIRA CONVERSAR ASSUNTO SÉRIO DE PESQUISA, OU DISCIPLINA NÃO FIQUE NERVOSINHO, PODE ME PROCURAR NO MODULO DA POS GRADUAÇÃO, ISSO SE VC TIVER MEIA DUZIA DE NEURÔNIO PARA ENTENDER ALGUMA COISA LÁ..

GRANDE ABRAÇO SEU ANONIMO DE BOSTA

DESCULPE OS TERMOS ALEXANDRE MAS AGUENTA XORORO DE ALUNO DE GRADUAÇÃO INFELIZ PQ NAO PASSO NA ANPEC, NA UNB..OU FICO TRISTE PQ NÃO ENTRO NO RJ OU SP E ACABO NA CATOLICA É DOZE..OU SABE QUE É BURRO E NÃO VAI PASSAR NA ANPEC EM UM CENTRO DE PESO.


abraço...

Anônimo das 22:32,

Você é um entojo.

Não só porque ficou nervosinho e saiu escrevendo na caixa alta.

Não só porque escreve “doze” ao invés de “dose” ou “entro” ao invés de “entrou”. Será que é pedir de mais que os metidos a sabichão tenham um domínio da língua portuguesa ao nível que deveria ser esperado de um aluno terminando o ciclo elementar?

Mas principalmente porque botar banca não fica bonito nem vindo de um prêmio Nobel. Quanto mais de alguém que se acha o tal porque foi bem na ANPEC...

Sobre a Macro da UnB:

Estou acabando a graduação e sei bem da macro do nível de graduação. Ela é bem "marromeno".

Tive macro 1 com o Victor Gomes, que é muito gente fina e bom pesquisador mas foi péssimo professor. Macro 2 ia ter com o Joaquim, mas ele teve um acidente cardíaco e entrou um doutorandozinho do Oreiro era até comprometido como professor, mas sabia muitíssimo pouco de macroeconomia e tive macro 3 com o Oreiro, que era boa até ele começar a dar as opniões dele. Tive monetária com a Adriana que é uma péssima professora e só dá texto de amigo dela. Só aborda as teorias que contemplem a "não neutralidade de longo prazo da moeda" como afirmada por keynes, lógico.
Macro, sem dúvida, é a parta mais fraca da UnB, mas acho que o curso não de graduação não é pior que nenhum outro lugar para quem quer.

Estatística tem o Bernardo Borba que é ótimo e na minha época fiz matérias como Cálculo de probabilidade, estatística 1, Probabilidade e estatística, etc.

Micro é muito bom também. Tem o melhor professor que já tive o José Guilherme de Lara Resende, tem o Peñalosa que é muito bom também, Gil Riella, etc.

E, estando na UnB, o sujeito pode fazer a matéria que quiser na matemática, que é um dos melhores centros do Brasil.

Esse negócio de curso ruim numa faculdade do tamanha da UnB, USP, UFRJ é desculpa de vagabundo. Na pior das hipóteses você faz seu curso na matemática e estatística e aprende economia nas horas vagas.

Quando eu falo de analfabeto funcional...

Se a unb der diploma de mestre ou doutor para esse nescio, tem que ser processada por fraude, como as demais universidades federais.

O pior é que um sujeito desse acaba virando professor.

Amiguinha anônima das 22:32,

Demorei algum tempo para entender seu post, visto a total displicência com a pontuação. Alguns erros até podemos relevar, mas a forma como vc escreve é similar a de um analfabeto. Se houvesse língua portuguesa no exame da ANPEC vc certamente seria reprovada, presumindo, é claro, que a senhorita foi algum dia aprovada. Dica valiosa: qnd vc defende alguém ou algo e escreve desta forma atira no próprio pé. Se os alunos de mestrado tiverem o mesmo nível que vc, deurmilivre!

Bom, dito isto, vamos a alguns pontos da sua pseudo-argumentação.

O Joaquim tem um currículo muito bonito. É inegável que Harvard faz toda a diferença e, de fato, ele pode ter uma capacidade cognitiva superior à média mundial. Contudo, estamos falando sobre dar aulas. Transmitir o conteúdo com clareza e motivar os alunos não são as características mais fortes dele.

É, no mínimo, incrível alguém tentar argumentar menosprezando a importância da sala de aula. Típico de um idiota. Ademais, a UnB já teve professores muito bons, especialmente na cadeira de Micro, e não hesitaria trocar 4 "horas bunda" por 1,5 hora em sala com o Bugarin ou Célius, por exemplo. Estes sim fazem a diferença.

Quanto ao Leo SS, ele é simplesmente over the top. Se o Lula fosse o orientador dele, ainda assim, seria aceito onde quer fosse. Alias, vc me parece muita apaixonada por ele.

Por último, passar na UnB não é motivo para se vangloriar não coleguinha. Pq vc não tenta entrar na PUC-RJ ou GV-RJ, já que me parece muito apegado ao status do nome.

Entendeu ou vou precisar desenhar?

Ps: Não vou comentar quanto aos outros professores. O ponto 5 do meu post acima "na visão de 99% dos professores da lá, dar aula é a penitência para se manter como pesquisador" resume o argumento.

D.

É justamente esse o espírito.

Caro Anônimo,

Preparar um curso, como qualquer trabalho, tem altos e baixos. Algumas vezes eu mesmo não gosto do resultado, o que faz com que eu reestruture o curso ou simplesmente peça para alguém me substituir. De toda forma creio ser normal que algum aluno não goste de algum curso específico, mas daí para afirmar que eu prefiro não dar aulas na graduação tem uma longa distância.

Pelo regulamento da UnB, eu não precisaria dar aulas na graduação desde 2003. Como coordenador de graduação, duas vezes coordenador de pós-graduação e duas vezes chefe do departamento tenho direito a carga reduzida, ou seja, só precisaria dar aula na pós-graduação. Mesmo assim ofereci disciplinas na graduação em praticamente todos os semestres deste período. Desde EVIES (uma espécie de introdução a HPE)a Economia Quantitativa 2, passando por Formação Econômica do Brasil, Macro e Economia Industrial. Orientei algumas dezenas de monografias e alguns projetos de iniciação científica. Várias turmas me escolheram como professor homenageado, o que indica que em geral os alunos gostam dos cursos, conclusão que é reforçada pelo resultado de minhas avaliações discentes.

Bem, estou dizendo tudo isto porque sei que alguns alunos da UnB lêem este blog regularmente e não quero que eles fiquem com informações erradas.

Abraço,

Roberto Ellery

Anônimo 22:28,

O destaque de instituições excelentes não é, nem de longe, a aula maravilhosa e a "dedicação dos professores aos alunos". É a qualidade acadêmica (produção) dos professores e, principalmente, a capacidade e o interesse dos alunos que entram (e permanecem). Mas, o mais importante é a capacidade da instituição de cortar cabeças. Não deu conta? Fora meu amigo. Tanto professores quanto alunos.

O que não dá para fazer é formar néscios.

Mas parece que isso não acontece. Dá certa dor de cabeça reprovar metade de uma turma, e alguns acabam deixando passar. A conseqüência disso? Vide anônimo 22:32.

Eu tive EVIES com o Ellery na UnB e foi MUITO boa a matéria. Eu só não mudei para engenharia elétrica por causa dele. Ele é muito ocupado, sempre tem o que fazer, mas é muito solícito e é ótimo professor.

Só tenho pena de nunca ter pego macro com ele, que teria outro nível, abordando além da magnífica teoria do IS-LM.

À guisa de exemplo, anônimo 22:28,

Quantos cursos de pós de economia do Brasil têm qualifying?

Existisse um no seu curso, você ia ponderar bem cada segundo a passar dentro de sala de aula. Pensaria duas vezes antes de trocar 4 horas de estudo por 1 hora e meia de aula, mesmo sendo a excelente aula do prezado colega Bugarin.