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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Ainda o preço de commodities e a inflação

Para quem tinha ainda dúvida acerca do que eu andei escrevendo sobre o impacto de preços de commodities sobre a inflação, sugiro a sequência de gráficos abaixo preparada pelo Pastore, que tem uma visão muito semelhante à minha.

Para começar o Patore mostra a evolução do CRB em reais, i.e., convertido pela taxa de câmbio. Vejam a diferença de desempenho do CRB em dólares (forte aceleração) e o CRB em reais, praticamente de lado desde o final de 2006. Aliás, quando não está de lado, está em queda, como se pode ver, desde o início de 2008. Só isto já deveria bastar para demolir a tese da inflação importada.

Além disto, o Pastore também estima o coeficiente de repasse do CRB (em reais) para o IPCA: algo como 16%, isto é, se houver um aumento de 10% do CRB medido em moeda nacional, o impacto sobre preços domésticos seria da ordem de 1,6%. A notar que os preços em reais vêm caindo, portanto, se algum efeito há, é no sentido de baixar a inflação.

No caso do CRB alimentos a história é algo (não muito diferente). Mais uma vez, medido em reais, o CRB alimentos mostra elevação ao longo de 2007, mas estabilidade em 2008, quer dizer, sua variação no ano é próxima a zero.

E, como no caso anterior, o repasse dos preços de commodities em reais para o preços de alimentos no IPCA não é integral; longe disso, o coeficiente de repasse é 20%, i.e., um aumento de 10% do CRB alimentos em reais eleva preços de alimentos em 2%, cujo impacto sobre o IPCA cheio (dado que alimentos no domicílio pesam cerca de 16%) é de 0,32%.


Em suma:
1) Não há indicação de aumentos de preços de commodities em reais. Como mostrei no post "Pense globalmente; aja localmente (http://maovisivel.blogspot.com/2008/07/pense-globalmente-aja-localmente.html)", no caso do Brasil, preços de commodities e taxa de câmbio se movem em direções opostas, assunto que voltei no "Oportunismo ou inação? (http://maovisivel.blogspot.com/2008/08/oportunismo-ou-inao.html)";
2) Mesmo variações de preços de commodities em reais não são repassadas integralmente para preços, mas ponderadas por coeficientes de repasse da ordem de 15-20%.
Se alguém insistir neste assunto eu conto para o Pastore...

Reações:

74 comentários:

Mas como eu posso ter certeza que nao adulteraste os dados, emancipando os charts de qualquer conexao com a realidade concreta? Diz para mim, como que eu vou explicar para a dona de casa que a carestia nao existe devido aos charts do Pastore (outro banqueiro, tenho certeza, outro assassino serial de sonhos do proletariado moido nas rodas diabolicas do capitalismo monopolista e selvagem nestas tristes terras tropicais)!?!?

O teu silencio nao cala.

Alex,
está cada vez mais bem explicada essa questão. Essa análise do Pastore é ótima e realmente respalda os seus posts anteriores (como se voce precisasse disso...rrsss!!).

Acho que não precisará mais da versão pra colorir.

Abs.

Alex eu fiz uma regressão com algumas pessoas do curso de economia da FEA que comprovam que controle no crédito é mais eficiente que taxa de juros para controlar a inflação.


Estoque nominal de moeda (M1)

1929- 26,4
1930- 25,4
1931- 23,6
1932- 20,6
1933- 19,4

Multiplicador bancário:

1929- 3,7
1930- 3,7
1931- 3,2
1932- 2,6
1933- 2,4

Estoque real de moeda (M1/P)



Estoque real de moeda (M1/P)

1929- 26,4
1930- 26,0
1931- 26,5
1932- 25,8
1933- 25,6

Fonte: Olivier Blanchard, “Macroeconomia: teoria e política econômica”

1929- 26,4
1930- 26,0
1931- 26,5
1932- 25,8
1933- 25,6

estoque nominal de moeda= meios de pagamento (MP)x multiplicador bancário

multiplicador bancário: 1/ 1-d (1-e)

onde, d= depósito à vista nos bancos comerciais/ MP e
e= encaixe total dos bancos comerciais/ depósitos à vista nos bancos comerciais. Como o controle no crédito atinge o multiplicador a tendencia é uma diminuição mais rápida na diminuição na oferta de moeda.Quanto a essa regressão do pastore há erros nela.Comparei esses dados com a que eu fiz com o pessoal da FEA que comprova que pastore errou.

Brilhante. Isso e' o que se chama de "matar a cobra e mostrar o pau". Espero que agora este assunto seja superado para que coisas mais interessantes e intelectualmente intrigantes possam ser discutidas aqui.

Abracao

Kleber

Anônimo:

Se você não sabe a diferença entre um VAR e uma regressão, talvez entenda porque nenhum dos frequentadores deste blog o leva a sério.

O bom senso diz (não precisa ser economista) que a inflação é influenciada pela demanda e pelos preços dos produtos exportados e importados (preços em dólares x var. cambial). O problema era saber em quanto os produtos exp. e imp. influenciavam. O estudo do Pastore explicou. É uma pessoa que merece respeito por seu passado e saber.
Parabéns pelo relatório do Santander (muito bom).
Discutir se a taxa de juro é a principal variável (controlável) para controle da inflação é perda de tempo (esta turma que discute isto são os esquerdinhas derrotados e teimosos). Não merecem a perda de seu tempo.

Olá Alex.
Onde encontro o estudo completo do Pastore ao qual vc faz referência?
Abraços!

Daniel:

O estudo do Pastore saiu pela consultoria. Passa seu e-mail e eu te mando uma cópia.

Anônimo(9:08):

É isso aí.

Abs

Alex

Anônimo:

Dados do CRB:
http://www.crbtrader.com/

Dados de taxa de câmbio:

http://www.bcb.gov.br/

Pode baixar as séries e fazer as contas (presumo que você saiba as quatro operações, mas, se não for o caso, nos avise).

E explique para a dona de casa que a carestia é culpa do governo... Até dona de casa entende.

Alex,

Explica então pra "galera" porque está havendo uma forte queda nos preços do alimentos (já há deflação) nos índices de preços ao consumidor mais recentes.

Alex eu estudei economia no IBMEC-SP e gostaria de parabeniza-lo pelo seu blog,sempre fazíamos analise das atas do COPOM.

O BCB está agindo de maneira correta subindo o juros para não perder o controle da inflação.Eu tenho uma crítica a fazer a você e os demais integrantes do COPOM.Em 2003/2004 vocês erraram ao cortar o juros excessivamente tendo depois que elevar o juros em 2005.Vocês poderiam ter tido uma política monetária mais conservadora,não cortando tanto o juros.

Alex, vc pode me passar o estudo?

A relação inversa (dólar para cima commodities para baixo) terá, enfim, o efeito direto sobre a inflação?


abs,

Dá-se voltas e mais voltas pra tentar negar o óbvio. A inflação é causada por alimentos, seja ela importada ou não, qualquer um olhando o quadro do IPCA conclui isso.

A elevação da taxa de juros (agora sim, ao meu ver) não é eficaz no seu combate. Alias, até é, mas sabe como? Encarecendo o investimento. Sem investimento, sem trabalho. Trabalhador desempregado, cidadao sem demanda, ou "subdemanda" ou subconsumo. Aí, com menos demanda os preços caem. Quando o que se deveria tentar era o aumento da oferta

Anônimo (13:47):

Já ouviu falar em sazonalidade? Já ouviu falar em volatilidade?

Faça as contas. A inflação sem alimentos roda a mais de 0,40% ao mês. Desde o início do ano se mantém a uma velocidade ao redor de 5,5% ao ano.

Kléber:

Veja a observação anterior. Aliás, mostre onde houve retração da oferta de alimentos.

Alex você como autoridade monetária reconhece que não é bom para a economia ter um orgão estatal que regule a emissão de moeda.

Deveríamos extinguir o Banco Central e proibi-lo de emitir moeda.Haveria uma quantidade fixa de moeda na economia,no curto prazo haveria recessão mais não no longo.Haveria um aumento na poupança que faria com que a economia se recuperasse.se a oferta de moeda não for alterada, o progresso técnico faria com que a maioria dos produtos tivesse preços em queda.

Graças a ineficiência estatal estamos vendo um aumento na inflação.EUA,JAPÃO,ZONA DO EURO,Brasil.Se não existisse BC não haveria inflação.Padrão ouro deveria voltar.Seria muito mais eficiente que o dólar,FED tem o poder de emitir moeda quanto quiser com padrão ouro não existiria isso.

Nao sou eu!
Tem outro Kleber no blog, aquele com acento agudo no primeiro "e". Faco questao de mencionar o fato pois o xara' parece ser chegado num quentaozinho.

Abracao

Kleber Original

Caio:

Eu não concordo com isto. Mesmo porque há mais coisas entre o céu e a terra que monetarismo/liberalismo barato.

Kleber (original):

Eu tinha notado (depois de um tempo a gente aprende), mas é sempre bom deixar claro.

Abs

Alex

Alex você concorda com a opinião do Ricardo Amorim sobre a economia brasileira?

"Amorim defendeu que o futuro sonhado - quando Brasil, Rússia, China e Índia teriam mais peso que EUA e UE na economia mundial - já chegou; e é só ler os sinais. Entre eles, explica, hoje a China tem um papel muito maior no crescimento mundial que a potência Estados Unidos. O Brasil, frisou ele, tem hoje o mesmo peso que o Japão, chamado de a segunda maior economia do mundo."

http://computerworld.uol.com.br/carreira/2008/09/05/amorim-ve-cenario-positivo-para-carreira-em-ti/

Alex Brasil vai apresentar algum descolamento nessa crise mundial?

Muitos acreditam em um crescimento de 4,8% esse ano,3,5% 2009 e 3% 2010 (se não for menos).Porque crises externas até agora crises externas não estão afetando o crescimento do Brasil?

ABS

Fabio

"Amorim defendeu que o futuro sonhado - quando Brasil, Rússia, China e Índia teriam mais peso que EUA e UE na economia mundial - já chegou; e é só ler os sinais. Entre eles, explica, hoje a China tem um papel muito maior no crescimento mundial que a potência Estados Unidos. O Brasil, frisou ele, tem hoje o mesmo peso que o Japão, chamado de a segunda maior economia do mundo."

Hehehe... A maca nao cai muito longe da arvore... Basta lembrar que o Ricardo Amorim eh filho do Paulo Henrique Amorim e nos podemos entender de onde vem tanta bobagem.

E nem vamos entrar na discussao de meritocracia vs nepotismo/plutocracia no Brasil!

A tese do Ricardo Amorim teria mais validade se o PIB do Brasil fosse maior que a metade do PIB japones.

"O"

Pq que vcs dizem que os keynesianos sa de quemerse? nao entendi ate agora

Alex

Gostaria de saber sua opiniao sobre regulamentacao do mercado financeiro, o que poderia ser oportuno em funcao da intervencao governamental nos mostrengos Funnie Mae and Freakie Mae, ocorrida hoje 'a tarde.

Abracao

Kleber Sernik ( so' pra lembrar por uma ultima vez, o "original")

PS: Acho que essa intervencao e' so' mais um passo na valsa do maremoto que se aproxima em marcha lenta. Os sobreviventes vao ter que resolver a questao de regulamentacao. Por isso acho interessante comecar o debate agora.

Kleber:

É uma boa pergunta. Regulação não é minha área de expertise, mas vou pensar a respeito.

Abs

Alex

Alex todo economista (liberal) reconhece que a intervenção estatal na economia é ruim.Acredito se tivéssemos um BC nas mão privadas seria melhor que no governo ou se o sistema de moedas concorrentes proposto por Hayek .Haveria mais concorrência,segundo que empresa privada é mais eficiente que governo.

Existe alguma ESTATAL EFICIENTE NO BRASIL?A intervenção estatal na economia se mostrou ineficiente basta vermos essa crise estamos tendo.A culpa foi toda do governo que baixou por demais as taxas de juros.Inflação americana é a maior dos 17 anos,japão a inflação roda os 2% que antes era próxima de 0,5,na zona do euro atingiu 4%.O governo americano acaba de cometer uma arbitrariedade,estatizou a Freddie Mac e a Fannie Mae,elas na mão privada são mais eficiente que na mão do governo.Fed baixou muito o juros que provocou uma especulação nos imoveis.


Alex porque você é contra o padrão ouro? Elas davam lastro a moeda e impediam que a inflação avançasse muito.

Ainda defendo o conceito de metas para o núcleo de inflação no Brasil.

Alex, um dos seus argumentos era de que este é um conceito de difícil entendimento da população em geral.

Conceito de difícil entendimento mesmo é referente às metas ajustadas de 2003 e 2004. Vai explicar pro povo que o BC vai ter que combater 1/3 da inércia do ano passado no ano corrente, e os 2/3 restantes nos anos seguintes. Isso sim que é complicado.

Além do mais, em 2003 haviam 2 metas de inflação: a definida pelo CMN e a do BCB (não vale dizer que a que meta que importava era a do CMN, pois nas apresentações do BCB eles usam o gráfico da meta ajustada - que por sinal nem banda de variação tinha).

Eu sei que o conceito de meta ajustada foi utilizado porque os custos à sociedade de obtenção da meta oficial seriam muito elevados. Mas você tem que concordar que mudanças discricionárias nas metas apenas diminuem a credibilidade do regime.

Você pode argumentar que hoje não há mais risco político no país, e portanto metas ajustas são coisas do passado.

Se você estimar uma função de reação para o BCB utilizando inflação cheia e outra o núcleo, você verá que esta última gera uma variabilidade do produto muito menor que a primeira, o que é mais do que suficiente para justificar a adoção de metas para o núcleo.

Anônimo 14:04,

Acho que você está confundindo os Ricardos. O Ricardo Amorim que é citado pelo Fábio é o estrategista-chefe para a América Latina do Banco WestLB. Talvez você deverá conhecê-lo melhor como comentarista do programa "Manhattan Connection" do GNT. Esse Ricardo é um ótimo economista, coerente e pé no chão. Você deve estar confundindo com o Ricardo Amorim que é economista da Unicamp. Agora se esse ou aquele é filho do Paulo Henrique, não faço a menor idéia, mas desconfio que você está enganado.

Alex:

Se for possível gostaria de receber esse estudo da consultoria do Pastore em meu e-mail (caio.machado@lcaconsultores.com.br). Lhe agradeço muito se você puder enviá-lo.

Abs

Caio

Alex,

muito bom esse blog. Tô sempre por aqui. Nao pude deixar de constatar que voce se tornou uma espécie de mago ou astrólogo, pois muitos posts pedem previsões e/ou opiniões um pouco estranhas.Como eu tambem tenho muitas duvidas, vou aproveitar seu novo ofício para saná-las. Perdoe-me a simplicidade:

1)Caso ou compro uma bicicleta?
2)Eu sou um consumidor racional? Por quê?
3)Caso a inflacao volte galopante eu devo processar o feijãozinho?
5)Voce acha que o flamengo ainda tem chances no Brasileirão? Mostre no E-Views.
6)Fiz uma regressão com psicólogo, mas ela não me revelou qual era a causa da inflação. Voce acha que a psicologa era da Quermesse?

Obrigado pela oportunidade.
Nestes termos, peço e aguardo deferimento.

Abs

G.Howe

"O Ricardo Amorim que é citado pelo Fábio é o estrategista-chefe para a América Latina do Banco WestLB. Talvez você deverá conhecê-lo melhor como comentarista do programa "Manhattan Connection" do GNT. Esse Ricardo é um ótimo economista, coerente e pé no chão."

O Ricardo Amorim do Mannhattan Connection eh filho do Paulo Henrique Amorim.

Nao sabia que havia outro na Unicamp.

Caio Machado aqui vai a reportagem:

"Amorim vê cenário positivo para carreira em TI
Economista defende que o Brasil ganha força, atrai empresas e já tem o peso do Japão no crescimento do comércio global.

Por Marina Pita, CIO
05 de setembro de 2008 -
Diretor-executivo para mercados emergentes do WestLB Bank, Ricardo Amorim apresentou o cenário da América Latina e do Brasil atual como um copo meio cheio. Segundo ele, este é um momento muito bom para a economia brasileira, em que realmente o País cresce acima da média mundial e pode ser chamado de emergente.Ele classificou a situação como uma ótima oportunidade para profissionais, como CIOs, mostrarem a que vieram e ajudarem as companhias a entender as mudanças que ocorrem no mundo hoje. "Se os produtos estão sendo fabricados em países em desenvolivmento e vendidos, principalmente, nos Estados Unidos e União Européia, há grande necessidade de estabelecer um link e criar empresas colaborativas já que as competências estão espalhadas pelo mundo", garante. Para ele, o profissional de TI precisa aproveitar os bons ventos e, de forma firme, mostrar quanto a tecnologia é estratégica para as companhias.

Amorim defendeu que o futuro sonhado - quando Brasil, Rússia, China e Índia teriam mais peso que EUA e UE na economia mundial - já chegou; e é só ler os sinais. Entre eles, explica, hoje a China tem um papel muito maior no crescimento mundial que a potência Estados Unidos. O Brasil, frisou ele, tem hoje o mesmo peso que o Japão, chamado de a segunda maior economia do mundo.

Para Amorim, o fato de a produção mundial ter-se deslocado para países pobres deve mudar radicalmente o padrão de desenvolvimento tecnológico na próxima década, que deve ocorrer em países como Brasil, mas principalmente, na China. "Teremos a época da massificação da TI, ao invés da tecnologia de ponta para uma minoria", prevê.

O diretor-executivo do WestLB apresentou o cenário mundial e dos países em desenvolvimento durante o CIO IT Summit Finanças 2008, evento acontece até sábado (06/09) em Magi das Cruzes e conta com a participação de cerca de 50 CIOs de bancos, seguradoras e corretoras."

Fonte : http://computerworld.uol.com.br/carreira/2008/09/05/amorim-ve-cenario-positivo-para-carreira-em-ti/

LIBERAIS E LIBERAIS.
FRIEDMAN ERA CONTRA BC INDEPENDENTE (NÃO MORAVA NO BRASIL), GREENSPAN A FAVOR. FRIEDMAN ESCREVEU UM CAPÍTULO NO LIVRO CAPITALISMO E LIBERDADE: "NORMAS EM VEZ DE AUTORIDADES"; OUTRO, "PAPEL DO GOVERNO NUMA SOCIEDADE LIVRE"; OUTRO, "O GOVERNO COMO LEGISLADOR E ÁRBITRO".
ESCREVO: PIOR DO QUE GOVERNO GERENCIANDO DINHEIRO ALHEIO (TRIBUTOS) SERIA A INICIATIVA PRIVADA. CADA MACACO NO SEU GALHO. O INTERESSE DA INICIATIVA PRIVADA É PRIVADO (CORRETAMENTE).
LM

Off-topic:
Afinal de contas o Ricardo Amorim do Manhattan Connection é ou não é filho do Paulo Henrique Amorim? Se for, coitado do rapaz...

Alex você não acha que foi um absurdo a estatização da Fannie Mae e Freddie Mac?

Elas nas mãos privada sempre foi mais eficiente que na mão do governo.Quem paga a conta dessa atitude irresponsável é o contribuinte americano .Estatal sempre é ineficiente diferente de uma empresa privada.

Vc acha que a CEF,BB,Nossa Caixa são mais eficiente que os bancos privados ?

Caio:

Uma coisa é ser liberal. Outra, muito diferente, é não ter percepção da realidade.

As duas agências quebraram em mãos privadas (há outra discussão, mais profunda, acerca dos incentivos que levaram a este tipo de gestão), então, para bem do seu próprio argumento, é melhor não insistir neste ponto.

E, quebrando em mãos privadas, a conta foi parar no bolso do contribuinte.

A notar que a estatização não ocorreu por uma questão ideológica, mas prática: o custo de deixar as empresas irem para o buraco é maior do que o custo para o contribuinte. Foi, em última análise, a opção que sobrou.

O que interessa é daqui para frente: o governo americano vai manter as empresa ou privatizá-las? E, se privatizá-las, qual será o modelo? Serão mantidas as duas gigantes ou surgirão várias outras empresas? Qual o regime de fiscalização? Qual o marco legal?

Aqui é que uma visão liberal faz sentido. Negar a realidade só prejudica a credibilidade do seu argumento.

Fábio,

Acho meio estranho que o Ricardo Amorim seja filho do Paulo Henrique Amorim, visto que aquele trabalha ao lado do Diogo Mainardi no Manhattan Connection. Como é sabido o Diogo está sendo processado pelo Paulo e já escreveu diversos textos esculachando-o. Apesar de ser notória a falta de entrosamento entre o Ricardo e o Mainardi, acho que não seria interessante trabalhar ao lado de alguém que avacalha com o seu pai.
Mas como não conheço a procedência do Ricardo, fico com a sua informação de que ele é filho do PHA.

Abs

Caio

Obs: Alex, alguma informação sobre o estudo do Pastore?

Alex, gostei muito do seu comentario. Sao precisamente as perguntas que voce colocou o que gostaria de ver abordado por voce, com experiencia e honestidade intelectual muito alem do Manhattan wahtever.

Se voce me permite, gostaria de responder a uma pergunta formulada pelo leitor G.Howe, sobre se ele deveria casar ou comprar uma bicicleta. Eu acho que ele seria mais feliz indo de bicicleta, uma mountain bike, de cano bem grosso.

Sobre regulamentacao, embora ela seja um lixo em tese, na verdade ela impede a implantacao da lei do mais forte em termos economicos. Qualquer lei existente no ocidente teve sua origem precisamente na defesa do direito do mais fraco.

Um grande abraco

Kleber Sernik

Alex ficou muito bom o estudo de Pastore.Durante o tempo em que ocupou a presidência do BC a inflação aumentou,como foi sua gestão como presidente do BC de 83 a 85?

Nunca tinha pensado nessa confusao do Mainardi com o PHA... Mas sim, o Ricardo Amorim que trabalha no Mannhattan Connection com o Mainardi eh de fato filho do Paulo Henrique Amorim.

Eh mole?

Alex,

acho muito interessante sua hipótese da relação negativa preço das commodities x taxa de câmbio, e suas consequeências sobre a inflação brasileira.
Entretanto, não estou convencido de que os ganhos de receita com exportações de commodities seja suficiente para gerar uma valorização suficiente do câmbio, a ponto de neutralizar seus efeitos inflacionários. Tenho a impressão de que os principais atores do mercado cambial são outros. Seria interessante se pudéssemos chegar a um veredicto a esse respeito.

Só para fazer auê: ou seria o responsável pela "Inflação Brasileira" o "conflito distributivo encabeçado pelos oligopólios/oligopsônios agrários que agem como se monopólios/monopsônios fossem?" I.Rangel.

Um abraço, Alexandre.

Jacob:

A gestão do Pastore ficou quase 100% focada na gestão do problema de balanço de pagamentos. Ele mesmo diz que o máximo que podia fazer do lado da inflação era evitar a piora (com razoável sucesso neste quesito). Enfim, outros tempos.

TESTANDO OS LIMITES DA CRETINICE (parte ...)

(Tai uma sugestao Alex. Mas agora vc vem e diz "para bem do seu próprio argumento, é melhor não insistir neste ponto ". Um poquinho de imparcialidade nao faz mal a ninguem)

Caio disse:
"A intervenção estatal na economia se mostrou ineficiente basta vermos essa crise estamos tendo.A culpa foi toda do governo que baixou por demais as taxas de juros"

Com ctz Caio, o FED tinha que se mirar no elogiadíssimo BC brasileiro e elevar a tx de juros para a maior do mundo. Pronto! iria quebrar td mundo num só segundo. Mais estrago que isso so um cometa atigindo a terra!!!

Caio disse:
"Alex você não acha que foi um absurdo a estatização da Fannie Mae e Freddie Mac?
Elas nas mãos privada sempre foi mais eficiente que na mão do governo"

Genial, estamos vendo o tamanho da eficiencia delas sendo uma das responsáveis por uma das maiores crises do mercado financeiro.

É dificil enxergar que se nao é a intervenção estatal ja tinha ido tudo pro saco? Sem fala tb de um banco ingles que o governo tambem banco as dividas. A BRILHANTE ATUAÇÃO PRIVADA CAUSOU A PRIMEIRA CORRIDA BANCARIA DA INGLATERRA!!!

Os países nórdicos adotam a politica do "welfare state", com forte intervençao do Estado. Resultado: Maiores IDHs do mundo, melhor distribuiçao de renda, e ainda por cima com um dos maiores PIB per capita por cima

Na década de 80 o Brasil tinha cambio fixo ou flutuante?Eu não acompanhei o histórico da economia nos anos 80 a fundo.Só de 10 anos para cá.

Alex o quadro técnico dos funcionários de carreira do BC é bom ou existe um lado desenvolvimentista muito forte entre os funcionários de carreira que ocupam a diretoria?

"Alex o quadro técnico dos funcionários de carreira do BC é bom ou existe um lado desenvolvimentista muito forte entre os funcionários de carreira que ocupam a diretoria?"

Vixe. Nao existem desenvolvimentistas no BC. Quanto aa qualidade do BC eh comparavel com a de outros BCs de paises emergentes. Poderia ser melhor se os sindicatos de barnabes nao tivessem bloqueado as reformas em RH que o Arminio tentou passar.

Jacob:

O câmbio era fixo (na verdade um "crawling peg" a maior parte do tempo). A melhor descrição seria câmbio administrado.

Eu não posso falar por todo corpo de funcionários do BC, mas a grande maioria com quem tive contato era de excelente nível. Aprendi muito com eles, principalmente na área de regulação de câmbio e capitais e na administração da dívida externa.

Nem todos são economistas, então acredito que a pergunta não cabe.

Bernardo:

Acho que este seu comentário bateu todos os recordes de non-sequitur. Conseguiu ser pior que os preconceitos liberais do Caio.

Vejo, por eemplo, que as taxas de juros do BC brasileiro estão quase asfixiando a economia, cujas vendas no varejo crescem só 15%. A produção industrial, então, só se expande a 6%...E a indústria automobilística, esmagada pelo peso dos juros no crediário, tem que se contentar com vendas aumentando só 30%.

Sério, eu chego até a chorar de pensar na extinção em massa de empresas e empregos que resultam da taxa de juros brasileira. É mesmo um impacto de comenta...

O bom mesmo era a economia soviética. Um exemplo de eficiência. E a alemã oriental então: deixava a Alemanha Ocidental tão para trás que - assim que houve a chance - os alemães ocidentais derrubaram o muro para viver no regime socialista...

E a economia americana? Tadinhos, crescem pouco, inovam pouco, vivem a reboque do mundo...

Bernardo:

Acho que este seu comentário bateu todos os recordes de non-sequitur. Conseguiu ser pior que os preconceitos liberais do Caio.

Vejo, por eemplo, que as taxas de juros do BC brasileiro estão quase asfixiando a economia, cujas vendas no varejo crescem só 15%. A produção industrial, então, só se expande a 6%...E a indústria automobilística, esmagada pelo peso dos juros no crediário, tem que se contentar com vendas aumentando só 30%.

Sério, eu chego até a chorar de pensar na extinção em massa de empresas e empregos que resultam da taxa de juros brasileira. É mesmo um impacto de comenta...

O bom mesmo era a economia soviética. Um exemplo de eficiência. E a alemã oriental então: deixava a Alemanha Ocidental tão para trás que - assim que houve a chance - os alemães ocidentais derrubaram o muro para viver no regime socialista...

E a economia americana? Tadinhos, crescem pouco, inovam pouco, vivem a reboque do mundo...

Alex pelo jeito você não é de "Chicago", Thomas Sowell da escola de Chicago reconhece que o FED injetou muita liquidez,provocando excesso de especulação no mercado Subprime.Se tivesse o padrão ouro nada disso tinha acontecido.

Aqui nesse artigo tem explicando porque houve a crise do Subprime.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=77


Freddie + Fannie = Fascismo

Durante 30 anos , ela desfrutou do monopólio do mercado secundário de hipotecas nos EUA. Tornou-se uma corporação privada em 1968, para conter o déficit orçamentário do governo. A Freddie Mac (Federal Home Loan Mortgage Company) foi criada em 1970, no governo Nixon, para expandir o mercado secundário de hipotecas e, assim como a Fannie Mae, tem a função de fazer empréstimos e dar garantias a empréstimos. Tanto a Freddie Mac como a Fannie Mae, junto com outras empresas, compram (dos bancos) hipotecas no mercado secundário e as revendem para investidores no mercado aberto como títulos lastreados em hipotecas. Ambas são empresas de capital aberto.

A Fannie Mae e a Freddie Mac são conhecidas como "empresas apadrinhadas pelo governo", o que significa que elas são empresas privadas, mas com propósitos públicos. Esse tipo de empresa tem o apoio implícito do governo americano, conquanto não tenha obrigações diretas para com ele. Por causa desse apadrinhamento que elas recebem do governo, essas duas empresas conseguem financiamentos a taxas vantajosas - os credores imaginam que, em caso de insolvência, o governo ajudará essas empresas. E, devido a esses financiamentos facilitados, elas acabaram por sobre-estimular o mercado imobiliário, inflando-o a alturas inimagináveis, ao comprar hipotecas que foram securitizadas por bancos de todo o país.Elas nem eram para existir.

Alex,

voltando ao tema das commodities, infelizmente nao li o artigo do pastore, mas a minha percepcao sobre o assunto é que o indice CRB é uma ponderaçao de outras ponderaçoes de grupos de commodities, entao acho q deveriamos analisar o impacto de cada grupo na economia.

Por exemplo, as nossas pautas de exp e imp sao fortemente dependentes de petroleo, entao o impacto no preço do petroleo nao afetaria muito a balanca comercial e consequentemente nem o cambio. Por outro lado somos grandes exportadores de commodities metalicas e nao importamos muito, portanto as commodities metalicas realmente afetam nossos termos de troca significativamente.

Como no periodo de 2004 ate agora tivemos um grande aumento de preços de quase todas as commodities parece q todas elas tem um efeito semelhante mas isso nao é verdade.

ED

Alex, apesar de haver um sem-numero de bobagens se desenrolando no blog, e' salutar que muitas delas sejam no sentido "maragato". Os estatistas sao relativamente poucos. Ha' uns 15 anos atras acho que o blog seria inviabilizado por aqueles tipos como o fulano que acusou o capitalismo de oprimir o proletariado, etc.

Concordo 100 pct com voce a respeito da estatizacao da dupla Mac n Mae. Foi a pior escolha possivel, exceto por todas as outras. Precisamente por isso que lhe pedi pra entrar na seara da regulamentacao. Liberalismo e' bom, mas irresponsabilidade nao. Veja so' o que o liberalismo irrestrito do Green criou: intervencao "espuria". Nao regulamentou o mercado hipotecario, criou o snafu, e o Ben acabou tendo de intervir na compra do Bear S, SUSPENDENDO NAKED SHORTING de 17 (!!!!)seletas empresas, culminando agora com a estatizacao das M n M.

Um abracao

Kleber S.

Alex outro exemplo no Brasil de intervenção estatal do BC que foi prejudicial a economia foi o fim das operações d+1 e d+2 que quase quebra os bancos.Outro exemplo foi em 2002 quando Arminio Fraga interviu de qualquer jeito no mercado de câmbio para tentar diminuir a liquidez dos bancos.Acho essas medidas erradas a única ferramenta do BC para controlar a inflação é o juros.

Você não acha que Meireles e companhia dão um "banho" no Bernanke?O FED deveria seguir o exemplo do BC brasileiro.

esses inflation hawkish, ultra liberais, que querem combater a inflação a qq custo, mesmo havendo uma das maiores crises financeiras que o mundo ja observou, se equiparam a sicsú e companhia.

abs

Oi Alex, parabéns pelo blog.

Será que vc poderia postar o var que o Pastore utilizou. Gostaria de reproduzi-lo.

Muito obrigado

Por favor, demitam o Vinicius Torres Freire da Folha. E contem pra ele que o Krugman é professor de Princeton, não Harvard. Aliás, expliquem pra ele o que tá acontecendo.

Caio,

Você não pode comparar a situação atual dos EUA com a brasileira. Dizer que o FED deveria seguir o exemplo brasileiro para mim não faz o menor sentido. Os EUA passam por uma crise profunda no seu sistema financeiro com graves consequências para o setor real da economia. Não quero nem pensar o que aconteceria com a economia mundial caso o FED decidisse apenas olhar para a inflação e decidir elevar os juros de forma tempestiva. Além disso, Ben Bernanke é um grande estudioso dos sistemas financeiros e principalmente da grande depressão; ele não quer cometer o mesmo erro que foi cometido na época. O Meirelles, apesar de ser muito competente no cargo que ocupa, nem economista é.

Abs

Caio Machado
(começarei a me identificar dessa maneira para que não me confundam com o outro Caio)

Po, tem gente querendo demitir o Vinicius T F! Sacanegem, estao querendo acabar com o humorismo jornalistico-economico!

Deixe a gente se divertir, meu!

Kleber S.

Alex você não acha que copom deveria acelerar o ritmo de juros? De 0,75% para pelo menos 1% para garantir que ela fique abaixo da meta?

O dólar atingiu hoje 1.77 ,eu trabalho em uma empresa que agência importação/exportação.Muitos importadores tendem a repassar o aumento do dolar nas mercadoria,isso não pode pressionar a inflação?

ABS Fábio.

Fabio:

Não acho que seja o caso. A depreciação do real parece estar associada à queda das commodities (volto a insisitir: o que importa para a inflação local é o preço das commodities em reais), o que, mais uma vez, produz o padrão mencionado neste post, qual seja, certa "estabilidade" dos preços de commodities em reais (a descrição mais precisa é que não podemos dizer "a priori" se o efeito líquido é inflacionário ou deflacionário).

Como tenho mostrado que a dinâmica da inflação é predominantemente interna (e estou sendo bonzinho aqui: onde se lê "predominante" pode-se ler "100%" também), o trabalho do Copom é muito mais o de desacelerar a demanda doméstica para um nível compatível com a expansão da oferta.

Em outras palavras, 75bps está de bom tamanho.

Obviamente, se o câmbio passar a desvalorizar por outro motivo que não seja a queda do preço de commodities a dinâmica fica bem pior, mas não parece ser o caso por enquanto.

Abs

Alex

Alex não falo em relação a commodities.Mas outros produtos que podem sofrer com a desvalorização do dólar.Isso não pode ter algum impacto na inflação?

Não seria melhor o Banco Central fazer um esforço maior para deixar a inflação abaixo da meta? Porque com 4,5% em 2009 não vai haver espaço para uma grande queda em 2010.

Por falar em inflacao, os US passaram a adotar o modelo argentino de crescimento: fajutar o deflator de precos. No trimestre passado a economia "cresceu" 3.3%. So' que o deflator utilizado foi 1.3%. Como a inflacao cheia no periodo foi de 5%...

Abracao

Kleber S.

PS: O, galera, o tio Alex tem mesmo uma paciencia de Jo'. Mas nao podemos abusar, senao ele pode dar um fim no blog. Quem ainda nao conseguiu entender, de um voto de confianca ao homem: inflacao so' ocorre quando tem muita grana pra pouco produto. Como tem produto que a massa - por qualquer motivo - nao pode ou nao quer viver sem, esses normalmente tem maior pricing power. Ai' entao os precos dos ditos cujos sobem mais do que a media. A tigrada entao bota a culpa neles. Como um tal de Simonsen, que criava culpados de plantao para a inflacao: tivemos a "inflacao do xuxu", do "camarao", etc. Agora neguinho ta' doido pra meter chumbo nas commodities, tadinhas. Seria um vicio criado pelo MHS?

Fabio:

Eu tento ser simétrico. Meta é meta, e o BC tem que entregar a meta. Não deve calibrar para baixo da mesma forma que não deve calibrar para cima. Só assim se ancoram as expectativas.

Kléber:

Cuidado com as dimensões. 3,3% é o crescimento trimestral anualizado (algo como 0,8% no trimestre) e 1,3% seria o deflator no trimestre, isto é, o crescimento real foi 0,8% e o nominal algo como 2,1%. 5% foi a inflação em 12 meses.

Abs

Alex

Alex inflação de 5% é alto para os EUA.Eles deveriam ter uma inflação próxima de 0,1% a 2%. Se o FED continuar com a política de juros baixos vai aumentar a inflação depois vai ter que colocar o juros a níveis mais altos para conter a inflação causando uma recessão maior.

Lembre-se de Mises "Toda crise é uma correção de excessos".Todo liberal sabe que o mercado não é perfeito mas quando há interferência estatal só piora.

Alex parabéns pelo blog.Pelo que encontrei seu blog você aparenta ter uma linha bem mais light que o pessoal da PUC-RJ (aonde me formei).

Não me refiro a parte de política monetária ,mas a política econômica de uma forma geral.A maioria dos professores da PUC defendem a privatização da Petrobras,Banco do Brasil,Caixa Econômica Federal.

Você concorda que a privatização da Petrobras seria prejudicial ao Brasil porque perderia o controle de um setor estratégico da economia?

Anônimo:

Você vai se decepcionar, mas eu defendo, sim, a privatização de Petrobrás, BB, CEF e muito mais.

Controle estratégico? Isto, se necessário, você consegue com bom manejo de política de regulação; não precisa de controle de uma empresa que seria monumentalmente masi eficiente gerida pelo setor privado. Era o mesmo argumento usado pela quermesse contra a privatização da Vale e vimos no que a empresa se transformou.

Abs

Alex

Vale era ineficiente, de fato precisava ser privatizada.Diferente da Petro,CEF,BB.

Hoje elas são empresas lucrativas,você acha a petro ineficente,BB? O lucro que o BB teve foi próximo ao Bradesco.

O perigo de vender essas empresas para mãos estrangeiras,principalmente a Petro é a questão dos lucros.Os lucros não ficam aqui,o que é ruim.Diferente dela hoje.Brasil hoje é uma das economias mais abertas do mundo .Tem regime de cambio flutuante,boa abertura comercial,o que falta é uma reforma tributaria.


Se o PSDB ganhar em 2010 ele deve colocar a equipe da PUC para comandar a economia,temo que haja um excesso de privatização no pais,pelo que convive com os professores da PUC durante o curso de graduação.

Matou a pau mestre, congratulations! sem mais...

Pois é, o lucro do BB foi próximo ao do Bradesco (menor para falar a verdade) com um patrimônio líquido bastante superior, i.e., um retorno muito pior.

Comparando a Petro às suas pares lá fora chega-se à mesma conclusão, ou seja, não tem nada de eficiente.

"Boa abertura comercial": dados divulgados hoje mostram o coeficiente de abertura (Exp+Imp/PIB) a 26%, um dos mais baixos do mundo...

E daí que os lucros vão para fora? Se você vender, é porque alguém pagou. Os recursos que entram para pagar o ativo misteriosamente não entram na sua conta?

Mas a % do comércio internacional no PIB vem crescendo.Vale lembrar que a CEF e o BB emprestam para um publico com poder aquisitivo menor em comparação aos demais bancos,por isso é importante manter em mãos do governo.

Existem setores que podem ser privados e outros não.Como o de estradas,portos,aeroportos,energia.Mas existem outros setores que não é bom ficar nas mãos privadas como saneamento básico,setores bancários,setores estratégicos como petróleo,.

A Petrobras lucrou ano passado 21 bilhões de reais aproximadamente 10 bilhões de USD.Perto de outras companhias é bom,ela lucrou mais que a PEMEX.Se a Petrobras fosse ineficiente Soros não compraria ações dela,segundo que a Petrobras esta investindo mais para ampliar sua capacidade de produção,tem vários projetos de refinaria no nordeste.

No caso do setor de Petróleo os lucros indo para fora não é bom,o ideal é que fique aqui para ser reinvestido.

Anônimo,

Dificilmente se o PSDB ganhar em 2010 a equipe econômica virá da PUC-Rio. Isso porque o principal nome do partido para a sucessão presidencial é o governador de São Paulo, José Serra e é notória a falta de simpatia desse com os economistas da PUC. Mesmo se o eleito for o Aécio Neves, dificilmente sua equipe virá dessa universidade. Serra tem mais contato com os economistas da Unicamp, inclusive sendo amigo declarado do Belluzzo, e da FEA-USP.

Abs

Caio Machado

Pois é: a PEMEX é (advinhe) estatal. Aliás, muito provavelmente foi melhor que a PDVESA também. Isto muito provavelmente porque a pressão de acionistas e regras de governança de uma empresas de capital aberto impedem/dificultam abusos ainda piores.

Alex

Os numeros que apresentei sobre o crescimento americano sao todos em base anual. Eles podem estar errados, mas ai' seria uma questao para a fonte, que no caso foi o CNNMoney.

Abracao

Kleber S.

Alex você acha que Serra se ganhasse colocaria alguém da Unicamp para dirigir a ecnomia?Acredito que ele seja responsável.Em 2002 ele afirmou se ele fosse eleito manteria Armínio Fraga como presidente do BC.

Acredito que ele pretende fazer reformas importantes na economia para manter seu crescimento.Acredito que devem haver privatizações no governo dele principalmente na areá de infra-estrutura como estradas,portos... .

Qual sua sugestão para aumentar a % das exportações no PIB do Brasil?

Imagine vc sendo dono de uma empresa lucrativa e acaba de receber uma proposta por ela. Ai vc se pergunta: Vendo e recebo um montante agora ou nao vendo e recebo o fluxo futuro de lucros? Ai vc, que nao é bobo, traz a valor presente o fluxo futuro de lucros e compara com o valor da proposta para escolher se vende ou nao.

Moral da historia: Analisando SOMENTE A PARTE FINANCEIRA de privatizar ou nao, o envio de lucro nao é problema se vc vende e recebe um montante que é maior q o valor presente dos lucros q vc teria.

Ai vc vai dizer: "Mas essas empresas privatizadas enviaram um valor muito grande, se trazer a valor presente sera maior que o montante recebido pelo estado." Ora, se o novo dono teve uma gestao mais eficiente e conseguiu aumentar a lucrativida do negocio, nada mais natural que ele tenha os lucros e mande pra onde quiser, certo?

ED

Essa relação commodities x IPCA não vale, mas para o IPA (indice de preços do atacado) da FGV vale que é uma beleza...

O IPA agrícola e o CRB foodstuff em reais vale até mais ainda.

E o IPA é repassado ao IPCA dependendo das "condições de oferta e demanda agregada" como gosta de dizer o BC. Portanto o BC fez o certo ao apertar a política monetária agora, antes que aquele aumento (que chegou a 19% a.a. em julho) fosse repassado aos preços ao consumidor.

Abs

A depreciação do real parece estar associada à queda das commodities (volto a insisitir: o que importa para a inflação local é o preço das commodities em reais), o que, mais uma vez, produz o padrão mencionado neste post, qual seja, certa "estabilidade" dos preços de commodities em reais (a descrição mais precisa é que não podemos dizer "a priori" se o efeito líquido é inflacionário ou deflacionário).

O problema Alex é que o Brasil não importa só commodities. Na verdade, é o que menos importa. Bens de capital, manufaturados, etc é que serão reajustados com esse dólar. Só pra ver como isso é possível, o preço do aço bate recordes, aqui e lá fora (o INCC-M já mostra variação de 9% ao mês no preço do aço há dois meses pelo menos). Um caso de preço de commotidy internacional que afetou o interno também e que provavelmente vai afetar ainda mais quando o dólar entrar nessa conta.

Dólar mais alto é inflação importada mais alta com certeza. Isso e a inflação dos preços administrados, que dos 2,8% que está agora deve chegar a 5% ano que vem (de acordo com a própria pesquisa Focus do BC). O BC tem de diminuir a inflação dos tradeables de 6,8% e dos nontradeables de 8,42% para algo compatível com as metas com os preços administrados aumentando e agora com o câmbio subindo com essa aversão ao risco mundial.

Dose pra leão mesmo...

Barry Eichengreen tem uma opinião sobre o assunto:

http://www.voxeu.org/index.php?q=node/1586

e

http://www.voxeu.org/index.php?q=node/1246