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quarta-feira, 13 de março de 2013

Crônica de um fracasso anunciado


Há pouco, em dezembro, o Banco Central publicou seu Relatório de Inflação prevendo que a inflação atingiria pouco menos de 5% este ano, dos quais 1,2% no primeiro trimestre. Passados dois meses, porém, esta já acumula quase 1,5%, ou 6,3% nos 12 meses terminados em fevereiro, pouco abaixo do limite de tolerância da meta (6,5%), nível, aliás, que pode ser ultrapassado em breve.

Tais números, ainda que muito ruins, não traduzem a real extensão do problema. Apenas em fevereiro houve forte redução da tarifa residencial de energia, que puxou temporariamente a inflação para baixo. É bem verdade que houve também o aumento da gasolina, mas, deixando estes preços de lado, estima-se que a inflação dos demais produtos tenha ficado em quase 1% em fevereiro. Por onde quer que se olhe, a inflação voltou a ser um problema.

Isto não ocorreu por choques externos, empresários gananciosos, ou pessimismo dos economistas, mas porque raras vezes tivemos oportunidade de testemunhar tamanha coleção de barbeiragens na condução da política monetária como a observada no Brasil nos últimos 18 meses.

A começar pelo cavalo-de-pau em agosto de 2011, justificado por uma expectativa de uma crise internacional que tivesse um impacto sobre a economia brasileira equivalente a um quarto do observado na crise de 2008/09, impacto que teve a desfaçatez de jamais aparecer.

Só no começo deste ano o BC conseguiu entender que o ritmo de recuperação da atividade econômica doméstica menos intenso do que se antecipava se deve essencialmente a limitações no campo da oferta que não podem ser endereçados por ações de política monetária. Ou, em português, que a desaceleração econômica não resultou da crise, mas de gargalos locais, como o baixo crescimento da produtividade, a infraestrutura paupérrima e o esgotamento da mão-de-obra, nenhum solucionável a golpes da Selic.

Não bastasse isso, a comunicação do BC variou do caótico ao cômico. Por exemplo, em março do ano passado anunciou que pararia o processo de corte de juros quando a Selic atingisse 9% aa; mesmo assim prosseguiu até que ela caísse a 7,25% aa.

Já em outubro de 2012 afirmou solenemente que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear, expressão que foi varrida da comunicação do BC na reunião da semana passada depois de cinco prolongados meses (e meras três reuniões do Copom).

Trocando em miúdos, o BC começou a reduzir os juros de forma atabalhoada, com base num diagnóstico equivocado, e só foi perceber o buraco em que havia se metido no começo deste ano, mas com as mãos ainda atadas por sua promessa (a quem?) de manter as taxas de juros inalteradas por muito tempo. Só podia terminar onde terminou.

Mas este não é o fim da história. Está mais do que claro que o governo começou a sentir o incômodo; só não o suficiente para fazer a coisa certa.

O pânico é aparente na decisão de desonerar a cesta básica. Não que eu tenha qualquer coisa contra impostos mais baixos, mas, se há quem acredite que isso se trata de política antiinflacionária, é melhor rever seus conceitos. É uma medida pontual, que pode ter algum efeito no sentido de reduzir temporariamente os índices de preços (e tentar evitar a ultrapassagem do teto já em março), mas não toca, nem de longe, nas raízes do problema.

A História registra inúmeras tentativas de conter processos inflacionários atacando diretamente os preços, nenhuma com sucesso. Não é difícil concluir que mais um fiasco se avizinha.

A inflação só voltará a ser controlada quando (e se) o BC finalmente assumir a responsabilidade pela estabilidade de preços, a ele conferida pelo Decreto 3.088/99. Tê-la abandonado é a verdadeira razão deste fracasso anunciado.

- Pode confiar, eu sei até a taxa neutra de juro

(Publicado 13/Mar/2013)

Reações:

123 comentários:

O ministro pediu aos empresários para que o benefício da desoneração na cesta básica seja repassado aos consumidores. Pedir para o empresário ser bonzinho num segmento com excesso de demanda é no mínimo infantil. Acredito que poderá acontecer apenas um teatrinho de curto prazo, mas os preços certamente voltarão a subir. A simples lei da oferta e da procura. E mesmo assim, saiu na Folha hoje que os preços da cesta básica estão subindo, ao invés de cair.

"O" Anônimo e Alex, gostaria que me respondessem algumas coisas .....

tive uma palestra do Mario Possas hoje, algo que ele fez para um pequeno número de pessoas.

Ele levantou 3 questões metodológicas para justificar a heterodoxia dele.

1) Dinâmica x Estática (ele prefere a Dinâmica)

2) Equilibrio x Não-Equilibrio (não-equilibrio)

3) Ergodicidade x Incerteza (incerteza)


1) Mas, eu não entendo que dicotomia é essa entre Dinâmica e Estática. Dinâmica é uma sucessão infinito de equilibrios ou desequilibrios de forças estáticas. Estática é uma análise instantânea da Dinâmica, onde o t-1 e o t+1 dizem a resultante no periodo t, e você analisa as forças

2) Ele desvia do ponto colocado por Lucas, de que fora do equilíbrio, você está contrariando as próprias hipóteses do seu Sistema de Equações. Ele diz sobre o entendimento do equilíbrio como forças de convergência. Me parece que foi uma esquivada estratégica em relação ao ponto do lucas né ?

3) Como se pode supor não-ergodicidade e continuar sendo ciência ? Por que se o futuro não é determinado nem deterministicamente nem estocásticamente, onde está a causa-efeito essencial pra se falar em ciência ?

Nesse ponto eles evocam os Sistemas Complexos, mas eles esquivam da questão de, qual a vantagem em termos de compreensão de mundo em se trabalhar com coisas não modeláveis, instáveis e imprevisíveis ?

4) Por que tanta raiva e desrespeito ao Lucas ? Aos novos-keynesianos e novos-classicos ? Me parece recalque e dos grandes .... como se o prêmio nobel fosse uma perda de tempo que dão pros economistas safados.

5) E por fim, apesar de toda a pretensão de complexidade, por que a receita para qualquer problema é sempre a mesma ?

não importa se é apenas a torta queimando no fogo, parece que pra heterodoxia a solução ainda será

Cambio Desvalorizado
Juros Baixos
Controle de Capitais
Déficit Público
Regulamentação Econômica
Política Social




Marcelo Ferreira
aluno de Economia


"O" Anônimo e Alex, gostaria que me respondessem algumas coisas .....

tive uma palestra do Mario Possas hoje, algo que ele fez para um pequeno número de pessoas.

Ele levantou 3 questões metodológicas para justificar a heterodoxia dele.

1) Dinâmica x Estática (ele prefere a Dinâmica)

2) Equilibrio x Não-Equilibrio (não-equilibrio)

3) Ergodicidade x Incerteza (incerteza)


1) Mas, eu não entendo que dicotomia é essa entre Dinâmica e Estática. Dinâmica é uma sucessão infinito de equilibrios ou desequilibrios de forças estáticas. Estática é uma análise instantânea da Dinâmica, onde o t-1 e o t+1 dizem a resultante no periodo t, e você analisa as forças

2) Ele desvia do ponto colocado por Lucas, de que fora do equilíbrio, você está contrariando as próprias hipóteses do seu Sistema de Equações. Ele diz sobre o entendimento do equilíbrio como forças de convergência. Me parece que foi uma esquivada estratégica em relação ao ponto do lucas né ?

3) Como se pode supor não-ergodicidade e continuar sendo ciência ? Por que se o futuro não é determinado nem deterministicamente nem estocásticamente, onde está a causa-efeito essencial pra se falar em ciência ?

Nesse ponto eles evocam os Sistemas Complexos, mas eles esquivam da questão de, qual a vantagem em termos de compreensão de mundo em se trabalhar com coisas não modeláveis, instáveis e imprevisíveis ?

4) Por que tanta raiva e desrespeito ao Lucas ? Aos novos-keynesianos e novos-classicos ? Me parece recalque e dos grandes .... como se o prêmio nobel fosse uma perda de tempo que dão pros economistas safados.

5) E por fim, apesar de toda a pretensão de complexidade, por que a receita para qualquer problema é sempre a mesma ?

não importa se é apenas a torta queimando no fogo, parece que pra heterodoxia a solução ainda será

Cambio Desvalorizado
Juros Baixos
Controle de Capitais
Déficit Público
Regulamentação Econômica
Política Social




Marcelo Ferreira
aluno de Economia


Parabéns pela coragem e pela crítica correta. A palavra barbeiragem define bem (teimosia ou submissão também).

O problema de desonerar não está resolvendo a inflação e complica o tesouro, visto que a renúncia de receita não tem correspondência na redução da despesa.

O "grupo Dilma" que é quem governa de fato, composto pelos companheiros do RGS dos tempos da rebordosa, segue passo por passo a política econômica Argentina. É só donferir.
Não demora começa (se ainda não começou) a manipulação dos índices oficiais da economia.

Marcelo,

Estude mais um pouco e volte aqui no blog. Voce nao entendeu os pontos dele.

A despeito, comunico que voce esta se referindo a dos muito poucos economistas heterodoxos respeitados desse pais, com GIGANTESCA bagagem teorica e excelente base matematica (ITA).

Em caso de duvida, pergunte ao Samuel Pessoa e ao Marcos Lisboa o que acham dele...

Abs

Marcos Junior

“O problema de desonerar não está resolvendo a inflação e complica o tesouro, visto que a renúncia de receita não tem correspondência na redução da despesa.”

É pior que isso. Porque se algum choque negativo traz uma recessão e problemas fiscais, podemos nos encontrar em uma situação em que a re-oneração da cesta básica pode ser imposta pelas circunstâncias quando nós mais precisarmos de redução de custo de vida.

Em outras palavras, desoneração de cesta básica quando há inflação de demanda é política fiscal procíclica.

1) Dinâmica x Estática (ele prefere a Dinâmica)
2) Equilibrio x Não-Equilibrio (não-equilibrio)
3) Ergodicidade x Incerteza (incerteza)

Eu não entendo o que o Possas quer dizer no ponto (1). Eu não conheço Teoria Econômica alguma que não seja dinâmica. Não sei o que se passa no Megatron 10TB que é o cérebro do Possas, mas parece-me que ele está usando um espantalho retórico.

O ponto (2) é razoável. Existe um bocado de evidência de falhas estruturais no edifício construído em cima das expectativas racionais.

Ponto (3) parece-me não mais do que floreio retórico pilantra dos heterodoxos. Pois usam o argumento da não-ergodicidade para criticar aqueles com que discordam, mas frequentemente não aplicam-no em sua própria agenda de pesquisa (ou pior, atividade política e rent seeking).

Agradeço O

Se puder apagar um dos meus comentários, pois está duplicado.

Também não consigo ver qual é a tal teoria estática e nem o que eles conseguem ver com a dinâmica.

O que acha do desrespeito deles aos novos-keynesianos e novos-classicos ?

Marcelo Ferreira

Há muito tempo que não ouvia falar do Mario Possas. Pelo bom relato do aluno, não perdi nada. Me parece que os problemas levantados pelo Posssas estão na física... Não sei se ele tem tempo para virar um físico... Temos tantos matemáticos frustrados na Economia e pelo jeito também físicos...

Meus caros (em especial, ao Marcelo),
"...1) Dinâmica x Estática (ele prefere a Dinâmica)
2) Equilibrio x Não-Equilibrio (não-equilibrio)
3) Ergodicidade x Incerteza (incerteza)..."

Infelizmente, isto tudo é simples jogo de retórica. Não existe ortodoxia, existe ciência econômica. E esta é muito competitiva internamente (ou seja, todo mundo quer comer o figado de todo mundo). Existem regras relativas a metodologia da ciência (que todos devem seguir), mas não relativa ao objeto desta.
Não estou conseguindo explicar com clareza. Mas veja o primeiro tópico. Podemos ter modelos estáticos ou dinâmicos. Nestes segundos, podemos trabalhar com tempo discreto ou contínuo. Não sei HPE, mas é possível que no passado, tivéssemos mais modelos estáticos porque não sabíamos fazer modelos dinâmicos (eu realmente não sei exatamente quando isto foi desenvolvido e introduzido na teoria econômica, mas o Modelo de Ramsey já era dinâmico lá nos anos 20). Veja bem, não era porque as pessoas acreditavam que os modelos deveriam ser estáticos, e sim porque não sabiam fazer modelos dinâmicos. Hoje, nós sabemos e quase todos os modelos são dinâmicos. Entendeu? Alguns problemas não são tratados porque não sabemos tratá-los (e esta agenda está posta para os pesquisadores) não porque existe algum preceito religioso que proiba as pessoas de tratá-los. Os três ítens cabem nisto. Eu sugeriria duas leituras (que são três) que podem iluminar muito esta questão. A primeira são os dois textos do Marcos Lisboa sobre a miséria da crítica heterodoxa que saiu há bastante tempo na revista da UFRJ (se não me engano). Dê uma procurada. Estou sem tempo para achar as referências efetivas (o título é este: "A miséria da crítica heterodoxa"). A segunda referência é uma entrevista excelente daquele macroeconomista de Minnesota de nome japones (que sempre confundo, começa com K e termina com ota) sobre os desenvolvimentos recentes da macroeconomia.
Saudações

“Existe um bocado de evidência de falhas estruturais no edifício construído em cima das expectativas racionais.” 14 de março de 2013 07:29.

Criticar expectativas racionais é fácil, difícil é encontrar um mecanismo alternativo para formação de expectativas.
Artifícios como expectativas adaptativas ou supor que os indivíduos não formam expectativas me parecem menos razoáveis que usar expectativas racionais.
Combinar estas possibilidades fica muito forçado, desta forma creio que vamos continuar usando expectativas racionais por um bom tempo.
Talvez o pessoal da economia comportamental possa apontar o caminho, o tempo dirá.

Faltou a Nana Gouveia posando do lado do carro Alex!! Rs

Acho que seria desejável termos mecanismos institucionais que punissem "autoridades responsáveis" por condução errática de política econômica... Os parâmetros de responsabilização? A boa e doce Lógica, ou a sua falta...

Diria que eles são irrelevantes quando discutimos teoria, mas são perigosos na prática (quando eles usam o Brasil como laboratório de suas maluquices). Então tento evitar perder muito tempo debatendo teoria, e tendo a bater quando eles tentam fazer recomendação de política. O que eles acham do mainstream? Mas qual a importância disso, ô pá?

Marcos Junior

Você falou que não entendi, e falou pra estudar mais. Por que não argumentou ?

Quem discorda tá errado a priori ? kkkkkkkk

O Mario Possas é um dos cerebros mais brilhantes da nossa profissão...

Não concordo com nada do que ele diz, mas respeito muito seu trabalho pela coerencia e rigor.

Isso porque o Mantega implorou para não aumentarem a tarifa de ônibus...Em junho quando vier...

Vocês têm que entender que uma política cambial ativa voltada para a expansão das exportações líquidas deve ter seus efeitos domésticos, especialmente sobre salários, compensados de modo a evitar degradação adicional do perfil distributivo. Essa compensação pode ser buscada através de subsídios a assalariados ou a bens de consumo popular ou através de outros meios, dependendo dos instrumentos à disposição de cada governo.

Espero que agora tenha ficado claro!

"O Mario Possas é um dos cerebros mais brilhantes da nossa profissão...

Não concordo com nada do que ele diz..."

cara, isso não diz muito a seu favor!

O anonimo de 14 de marco 14:30 se chamou de burro e nem percebeu. Se o possas eh coerente e rigoroso, e vc discorda de tudo que ele diz....

"Não concordo com nada do que ele diz, mas respeito muito seu trabalho pela coerencia e rigor."

Meu caro, então vc é um poço (sem trocadilho) de incoerência.

Não sou heterodoxo, mas só o fato dele - Mario Possas- tem brigado com o João Manuel e sua trupe me alegra.

http://www.ie.ufrj.br/images/pesquisa/publicacoes/rec/REC%201/REC_1.2_01_A_miseria_da_critica_heterodoxa_primeira_parte_sobre_as_criticas.pdf

http://www.ie.ufrj.br/images/pesquisa/publicacoes/rec/REC%202/REC_2.1_05_A_miseria_da_critica_heterodoxa_segunda_parte.pdf


Estou lendo, conforme me foi recomendado.

Fantástico artigo.



Marcelo Ferreira

Mário Possas é responsável pelo desperdício de gerações de economistas formados na UFRJ e adjacências. Não tem perdão.

O Nassif falou ontem que SELIC quase não faz diferença pra inflação, já que no máximo tem capacidade de afetar o mercado de bens das "casas bahia"

e aí...?

Macroeconomia - 5ª Ed do Blanchard é bom? (A tradução não é tosca?)

abraços

"A despeito, comunico que voce esta se referindo a dos muito poucos economistas heterodoxos respeitados desse pais, com GIGANTESCA bagagem teorica e excelente base matematica (ITA)."

Argumento zero, e grandes lixos a base matemática se não há argumentos sr. Marcelo e não é nenhum desrespeito ao Possas perguntar as coisas. Um aluno deve mesmo questionar.

Vejo esse "O" e mesmo o Alexandre desdenharem de coisas que não estudaram. Só não vi nenhum dos dois ultrapassarem o Andrey Illarionov, que pegou um país em condições muito piores que as do Brasil e não fez reservas em moeda podre. E respeito o Alexandre, mesmo discordando. Só nem entro nessas guerrinhas porque, como egoísta que sou, vale para mim quem ganha um bi sem ser empregadinho do Estado ou de banqueiro. O resto? O resto para mim é lixo, teóricos, puxa sacos de governantes, de partidecos comunistas, fascistas ou porcaria ideológica.

Se o cara não faz grana no mercado, não deve falar do que não sabe. Ter trabalhinho, citações, modelinhos etc. Não vale nada, me desculpem, não vale.

E vocë Marcelo responda as perguntas do menino, ou se cale. Não recorra ao argumento da autoridade do ITA, ele não está fazendo um avião, está falando de economia.

Para mim, 1 está ok, só que nenhum ou quase nenhum modelo trata de dinâmica (falha teórica?) 2 discordo, o equilíbrio deve ser buscado, mesmo que seja só um preciosismo; 3 Você já viu qual é, e não há nada de errado nisso, não é mesmo ciência pura. Economia é humanidade. Ciência é física, química...

E sim Prêmio que vale é você ficar rico pelos próprios meios e sem vender sua força de trabalho, o resto? O resto é babação de ovo de professorzinho e muita vaidade de presuntinhos e etc. Querem valer porque acham que vale, você confia seu dinheiro nessa gente? Go ahead.

E abs a todos, mesmo discordando espero não ter sido ou parecido mal educado e petulante.

Alex,estive pesquisando a origem do¨cavalo-de-pau¨ de agosto/11 e encontrei no Valor 15/6/11,dois meses antes: a macroeconomia brasileira só terá uma configuração sustentável quando a taxa SELIC for compatível com o padrão internacional. Ai está a origem do erro. A coisa será sustentável quando a inflação for compatível com o padrão internacional. Juro não é meta!

Ainda sobre expectativas e Delfim: o governo deveria baixar um decreto obrigando o B.Central a alterar o SAMBA tirando expectativas racionais e adaptativas e colocando a IKE de Frydman/Goldbrg.Para que o modelo funcione, acho que será necessário pedir a esses ilustres economistas que produzam um chip-IKE para ser enfiado na marra na cabeça de cada brasileiro.

"O Nassif falou ontem que SELIC quase não faz diferença pra inflação, já que no máximo tem capacidade de afetar o mercado de bens das "casas bahia"

e aí...?"

Em primeiro lugar o Nassif não fala; ele zurra, em geral muito bem pago para isso.

Em segundo lugar...Nem preciso dizer, né?

Ai, ai, ai....como fã do blog e de seu principal autor, lamento o rumo que as coisas tem tomado na área de comentários. De um lado, é um tal de "o meu professor tem um pau maior que o seu". Agora, aparece outro pra quem "fazer dinheiro no mercado" é a medida de todas as coisas. Pô, vamos discutir ideias ou pessoas? É lamentável...lembro de uma vez em que, em uma discussão acalaroda (não aqui) um amigo meu criticava uma determinada ideia e aí alguem sacou um "mas, fulando de tal é PhD na Universidade de sei lá o que" apenas pra ouvir um: "manda ele enfiar o canudo no cu, então". Eu quase aplaudi de pé.. Sinceramente, essa é a única resposta certa a argumentos de autoridade...

alex.. macroeconomia do blanchard

é bom? ou o do mankiw é melhor?

(graduação)

Marcelo Ferreira, esses artigos do Lisboa mudaram meu rumo na economia. Recomendo que vc procure a replica do Fernando Cardim e a treplica do Lisboa. Nao tem online, mas se vc estuda na UFRJ, va na bibliteca e leia da propria revista em que foram publicado os artigos que vc citou. Vale dizer que o Cardim e o Possas sao pessoas serias. Apenas nao entendem o objeto que criticam.
Daniel

Selic e inflaçaa tem altissima correlação, putaqueospariu coisa de primeiro ano de artes plasticas sabe disso, esse naçif ainda não pagou a grana que tá devendo pro bndes?

até quando ele vai continuar passando vergonha.

Alex: no proximo artigo coloca ai a foto da hebe camargo maquiada

se não podemos controlar a moeda, que controlemos os preços (tentem-se) e o pvo que coma brioches

d. dilma a louca II

d

"Alex: no proximo artigo coloca ai a foto da hebe camargo maquiada"

nãããão!

Sobre o livro do Blanchard, um professor de Economia da FEA falou muito bem dele.
O Alex não manja nada de livros, o ideal é perguntar ao Delfim. =p

Alex e "O", vocês veem diferenças no grupo "econômico" do Alckmin e do Serra?
Daria pra dizer que a Marina, tendo o Gianetti por trás (ui), seria mais liberal que o Serrinha?

Num cenário de teórico pleno emprego (o que vemos agora), como que a taxa de juros pode abaixar a inflação? Que eu saiba juros altos não desempregam ninguem

Doutora Dilma, a.k.a ministra da fazenda e presidenta do BC de facto, realmente acha que inflacao se combate com politica fiscal expansionaria?

A Matemática é uma ferramenta auxiliar utilizada pelos estudos de teoria econômica. Uma boa base matemática ajuda a entender teoria econômica? Sim, mas para os teimosos não.
Se uma pessoa não consegue entender (ou expressar) economia através do vernáculo, não tem base matemática que ajude (nem do ITA).
Ensinar matemática para um jovem de 17/18 anos é mais fácil do que ensinar teoria econômica (ela exige uma maturidade e cultura acumulada maior).
Ensinar econometria (a parte matemática) é mais fácil do que conseguir fazer entender os modelos (exige cultura acumulada). Os modelos macroeconômicos também só têm valor se fundamentados em boa teoria econômica. Ajudam? Sim, muito, mas o entendimento através do vernáculo é essencial. É possível entender economia sem uma base matemática? Sim , mas leva mais tempo.
Resumindo: economia exige mais cultura acumulada para entendimento do que a matemática utilizada pela ciência.
Um conselho para os estudantes: não discutam com os professores, apenas leiam os bons livros didáticos (existem muitos).
Antes de ler o Teoria Geral de Keynes adquira uma base teórica. Aconselho que leiam todos os prefácios (das edições dos vários países). Procurem ler a apresentação que o Adroaldo Moura da Silva fez para a tradução da Nova Cultural (se conseguir leia o livro em Inglês).
"Tampouco se pode encontrar na Teoria Geral a solução para a questão inflacionária. Adroaldo Moura e Silva"

Silêncio no ar.
PIB bombando minha gente!
E agora José?

Você sempre evita, ou esquece, ou não tem paciência pra responder a questão que os heterodoxos pregam constantemente, que, sendo a moeda endógena, o investimento não precisa de poupança prévia, ja que é so pedir empréstimos que são flatulados pelo banco, que não são restringidos pelas reservas.

O que você acha de tudo isso? abraço

Marcelo, não perde tempo. Vai direto ler Popper. Comece pela autobiografia dele e depois parte logo para a Sociedade Aberta e seus Inimigos. Você vai entender porque a prática dos heterodoxos é anti-científica.

1) Mas, eu não entendo que dicotomia é essa entre Dinâmica e Estática. Dinâmica é uma sucessão infinito de equilibrios ou desequilibrios de forças estáticas. Estática é uma análise instantânea da Dinâmica, onde o t-1 e o t+1 dizem a resultante no periodo t, e você analisa as forças

eu nao sei nada de economia, mas um dia eu soube algo sobre sistemas dinamicos. O que esta acima nao faz sentido nenhum. Ha definicoes muito precisas de equilibrio de sistemas dinamicos nao lineares e o que voce escreveu acima nao corresponde a nenhuma. Se e essa a matematica que ensinam no ITA, a coisa ta muito feia mesmo.

Anônimo (15/03/2013 às 14:30),
Sou leigo então não sei muito como avaliar o Mario Luis Possas, mas achei interessante a reação de alguns comentaristas a você ter dito que não concorda com ele, mas respeita o trabalho dele pela coerência e pelo rigor.
Não sou economista nem muito menos sociólogo, mas posso tomar como exemplo, o rei e o príncipe da sociologia brasileira, respectivamente Gilberto Freyre e Fernando Henrique Cardoso. Vejo mais coerência e rigor em Gilberto Freyre, mas concordo mais com Fernando Henrique Cardoso. É bem possível que a concordância com Fernando Henrique Cardoso seja em decorrência de eu não ser um sociólogo, mas mais provavelmente seja porque ele não é muito coerente e às vezes diz coisa com que eu não concordo e depois diz o oposto e pode ser o caso de um concordar (Aqui vale lembrar Montagne que dizia que o oposto da mentira não é a verdade e fazer o alerta de que eu não quero com isso dizer que eu sou o dono da verdade).
A crítica ao seu comentário não me pareceu ter nenhum rigor lógico. Aliás, o filósofo do Meier costumava dizer que coerente é o burro. Enfim o argumento de chamar de burro quem vê coerência no outro só se salva à luz da afirmação do Millor.
Agora como eu nem mesmo conhecia o Marcio Luis Possas, fui pesquisar para saber quem ele era e encontrei este link aqui no blog de Alexandre Schwartsman:
http://ideas.repec.org/top/top.brazil.html
O link pode ser visto junto ao post "Ranking de economistas brasileiros" de 14/04/2010 e é de autoria de "O" Anomimo prestando então um bom serviço de utilidade pública. E o mais interessante é que ele escreve lá de modo bem comedido e dando razão de eu concordar com tudo (ainda que fosse pouco) que ele disse lá. O endereço do post "Ranking de economistas brasileiros" é:
http://maovisivel.blogspot.com.br/2010/04/ranking-de-economistas-brasileiros.html
Esta lista deve ser dinâmica então a lista de 2010, na época do post "Ranking de economistas brasileiros" provavelmente era diferente.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 15/03/2013

Alex, o Nassif não ta errado. Juros mais altos podem aumentar a poupança privada porém diminui a pública, já que aumenta o gasto com rentistas. Zero sum game. O único canal é via cambio mesmo, e a inflação de serviços.. boa sorte em tentar controlá-la .. Nunca vi alguem demitir porcausa de juros 1% mais alto.. o pleno emprego continua.. Selic é pra boi dormir, tirando a parte do cambio. Concordo com o grande jornalista Nassif

"Você sempre evita, ou esquece, ou não tem paciência pra responder a questão que os heterodoxos pregam constantemente, que, sendo a moeda endógena, o investimento não precisa de poupança prévia, ja que é so pedir empréstimos que são flatulados pelo banco, que não são restringidos pelas reservas.

O que você acha de tudo isso? abraço"

Acho de uma cretinice sem tamanho.

"Concordo com o grande jornalista Nassif"

De graça? Então está fazendo um mau negócio; dá para concordar com ele levando um troco...

O Possas fez IME, nao ITA. O puxa saco do começo precisa se informar melhor...

"Silêncio no ar.
PIB bombando minha gente!
E agora José?"

Volta daqui a um mês e pede penitência...

Anônimo de 15 de março de 2013 22:18

Obrigado pela sugestão, ainda esse ano lerei o Pooper. Atualmente estou lendo o Schumpeter (além das disciplinas de faculdade, e da iniciação científica ).



Quando a questão da moeda endógena, o " O Anônimo " me corrija se eu estiver errado mas

A taxa de juros (que é endógena) determina o uso da moeda entre Encaixes Monetários (ou preferência por liquidez, o nome que quiser), Poupança (Acumulo de ativos financeiros seria um equivalente) e Investimento.

a taxa de juros faz o equilibrio entre Investimento e Poupança, ao mesmo tempo que a taxa de juros determina a proporção de saldos monetários em relação ao Estoque de Moeda (que é exógeno)

Assim, mesmo se a moeda for endógena, para que o investimento use moeda ao invés de poupança, é preciso reduzir os saldos monetários em relação ao volume de moeda, e isso é equivalente a subir os juros, ou seja

menos saldos monetários
mais poupança
menos investimento

se você puxar o investimento pra cima, você puxa pra cima os juros e a poupança, diminui também os saldos monetários e o investimento.

Portanto, não me parece tão efetiva assim o financiamento do investimento com a quantidade de moeda existente.




Quanto a questão do PIB acelerando ... nos ultimos 2 meses a inflação surpreendeu a grande maiores dos analistas

isso significa um mini-ciclo econômico ( Alex e O Anônimo me corrijam se estiver errado )

A surpresa monetária, estimula mais produto hoje e menos produto amanhã


Marcelo Ferreira

Uma meta de inflação de 1%, seria um nivel adequado?

O governo já trabalha com esta meta, 1% ao mês...

Anônimo says:
16 de março de 2013 13:27 Reply

Uma meta de inflação de 1%, seria um nivel adequado?



Isso estou ansioso pra ver a resposta do Alex. Mas eu suspeito que ....

O ideal seriam preços estáveis, porém 5% de deflação é muito pior que 5% de inflação, devido a rigidez nominal de juros em 0%

Então, você tem que ter a menor inflação possível, tal que não ocorra deflação. Dai o valor da meta de inflação dependeria da volatilidade do nível de preços, de modo que o piso da meta possa ser 0,0%

Na europa e usa tem 2% de meta

Como somos mais voláteis, o ideal estaria em 3% provavelmente

Corretor Alex ?



Marcelo Ferreira

"Uma meta de inflação de 1%, seria um nivel adequado?"

Nao, mas 4.5% ainda e' muito alto. Seria possivel pensar em 3.5%, mas antes o BC tem que voltar a ficar serio.

Marcelo Ferreira, imponha-se um voto de silencio por favor!

"Acho de uma cretinice sem tamanho."

você ou o "O" podiam explicar melhor porque isso é uma cretinice.. pessoas menos instruídas como eu ouvem isso (no meu caso na aula de economia internacional na ufrj com reinaldo gonçalves) e eu quero ter como responde-lo.. (msm que voce nao tenha tempo)

abração

Anônimo (16/03/2013 às02:17),
Chamou-me a atenção o seguinte trecho do seu comentário "Selic é pra boi dormir".
Desde o plano Cruzado que eu acompanho os planos econômicos pelo estouro da boiada. E aqui há um ponto interessante. O aumento da selic provoca a desova de estoque. E a desova de estoque reduz a inflação. Nesse ponto (há outros pontos também) eu sempre fui crítico dessa afirmação de Luis Nassif de que o aumento da Selic não afeta a inflação.
Só que do lado de cá se diz que fazer estoque é poupança. Então, o aumento do juro reduz a poupança. Há algo de incoerente ai.
Agora pelos artigos de Francisco Lopes, a indústria vem queimando estoque desde 2011. Se a economia voltou a crescer, os empresários vão voltar a formar estoque. Se isso for verdade, o Banco Central vai ter que esperar mais um pouco para aumentar o juro, pois o aumento do juro vai ter mais efeito se o estoque for maior.
É claro que pode ser que por outras razões seja recomendável que se aumente o juro agora. Se, no entanto, o Banco Central for testudo e não aumentar o juro na próxima reunião, eu pergunto como leigo: há possibilidade de formação de uma poça de liquidez à espera do aumento do juro ou há outra saída para os rentistas?
Clever Mendes de Oliveira
BH, 16/03/2013

Anônimo (16/03/2013 às02:17),
Chamou-me a atenção o seguinte trecho do seu comentário "Selic é pra boi dormir".
Desde o plano Cruzado que eu acompanho os planos econômicos pelo estouro da boiada. Em todos os planos pós cruzado, o preço do boi subia logo depois. Em 1994 com o plano Real, a arroba de boi chegou até R$35,00. Esse preço permaneceu até 2000. Foi preciso um juro extraordinário para que o preço da arroba de boi reduzisse durante todos esses anos.
E aqui há um ponto interessante. O aumento da selic provoca a desova de estoque. E a desova de estoque reduz a inflação. Nesse ponto (há outros pontos também) eu sempre fui crítico dessa afirmação de Luis Nassif de que o aumento da Selic não afeta a inflação.
Só que do lado de cá se diz que fazer estoque é poupança. Então, o aumento do juro reduz a poupança. Há algo de incoerente ai.
Agora pelos artigos de Francisco Lopes, a indústria vem queimando estoque desde 2011. Se a economia voltou a crescer, os empresários vão voltar a formar estoque. Se isso for verdade, o Banco Central vai ter que esperar mais um pouco para aumentar o juro, pois o aumento do juro vai ter mais efeito se o estoque for maior.
É claro que pode ser que por outras razões seja recomendável que se aumente o juro agora. Se, no entanto, o Banco Central for testudo e não aumentar o juro na próxima reunião, eu pergunto como leigo: há possibilidade de formação de uma poça de liquidez à espera do aumento do juro ou há outra saída para os rentistas?
O aluno de economia, o Marcelo Ferreira, no comentário de 16/03/2013 às 12:56, deu uma aula de economia que talvez resolvesse minha dúvida se eu tivesse condições de entender o que ele disse.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 16/03/2013

Acho que os juros devem se manter baixos em um periodo mais longo

Cambio desvalorizado diminui a divida, ja que somos credores em dolares.. Diminuindo a divida, diminui o risco país... Acho que a solução é dar uma maquiadinha na inflação por um ou dois anos..

Nesse periodo nosso risco vai estar beem baixo, e manteremos os juros baixos conseguindo manter a inflação na meta, sem maquiar (a maquiagem será retirada após 2 anos)

A taxa de juros é fixada exogenamente pela autoridade monetária.

À esta taxa de juros bancos captam e adicionam um spread para suas operações de crédito.

Bancos emprestam para quem puder tomar credito às taxa estabelecidas.

Banco Central fornece a liquidez que for necessaria para garantir a higidez do sistema.

Oferta, de moeda, é portanto, variável endogena.

Na pratica, qualquer história de multiplicador bancário é uma balela.

Dada uma demanda por meios de pagamento, a base monetária flutua de acordo para garantir a estabilidade do sistema. Em outras palavras, há um divisor bancário.

Discordar disso (feitas as ressalvas de que se trata de um posto num blog) é que constitui cretinice!

Se cuida careca, abraço!

"Dada uma demanda por meios de pagamento, a base monetária flutua de acordo para garantir a estabilidade do sistema. Em outras palavras, há um divisor bancário."

JUMENTO DE OURO DO MÊS!

Confundiu uma demanda por estoques (moeda), com demanda por fluxo (investimento).

Parabéns: não é sempre que temos a honra de ler tanta burrada por caractere.

Alex, a explicação do "Marcelo Ferreira" no ultimo post está aceitável ?

Alex

explica essa questão melhor (da heterodoxai pregar que o dinheiro é criado do nada e por isso investimento não precisa de poupança previa)

lendo os posts de 2008,2009 vi que tu era bem mais didático e atencioso.. abraço

Uma duvida,qual o(s) metodos que vocês usam para provar que uma "teoria economica" é valida?

"Confundiu uma demanda por estoques (moeda), com demanda por fluxo (investimento). "

Perfeito.

Olá, Alex,

Tudo em paz? Desejo que sim.

Jumento, asno, burro...
Permita-me indicar um texto que versa sobre a origem desse famoso prêmio, costumeiramente oferecido por aqui.

Um grande abraço e que todo o Olimpo o abençoe, sempre.

lu.
http://lucienefelix.blogspot.com.br/2013/02/o-mito-do-rei-midas-sociedade-de.html

Muito legal Lu! Obrigado

Mto bom o trabalho...

o governo tinha q focar nisso e nao na bagunca q esta fazendo. Mas isso a gente ja sabe ne?

http://idbdocs.iadb.org/wsdocs/getdocument.aspx?docnum=37653357&bcsi_scan_e33754c00ea12ba1=c6Ce58I/Nt2cctdpbI6Pj0F0fVdQAAAA0QzqOA==&bcsi_scan_filename=getdocument.aspx


abs
Xian

Esse Marcos Lisboa, ou "Marquinhos" como era conhecido na ufrj, sempre foi um doentinho. Alias, sua defesa de tese foi um espetáculo.. recebeu grande apoio da Conceição e Possas (dois idiotas) que sempre foram anti-Sraffianos e anti-Ricardo.

Na boa, é muito fraquinha a tese dele.. é basicamente Hahn posto no microondas. A ideia tosca de que o equilíbrio intertemporal com capital heterogêneo não estaria aberto à crítica do capital, ou pior, que a impermanência de equilíbrio de curto prazo e múltiplo seria uma característica positiva do equilíbrio geral..
FS

por fim, voce nao entendeu nada da controversia do capital

Seus pontos não nem novos, nem corretos e refletem a mesma falta de entendimento sobre qual é a relevância do debate do capital, mostrada antes. Você primeiro achou que era um problema de agregação, mas que isto se faz por simplicidade. Ai tive que te explicar que tem necas a ver com isso. É sobre a lógica do Principio da Substituição que é central pra idéia de que oferta e demanda nos mercados de fatores determinam os preços relativos e as quantidades ótimas utilizadas.

Agora você acha que é um problema de incorporar retornos crescentes. Não é. As novas teorias, todas elas com retornos crescentes presumem que uma relação capital-trabalho crescente implica uma taxa de juros mais baixa. Ou seja, a idéia de que a intensidade relativa do bem de capital esta inversamente relacionada com sua remuneração. Essa suposição dos modelos agregativos de capital já sabia Samuelson em 1966 que não são possíveis. O que os modelinhos com base em Dixit e Stiglitz fazem é permitir formalizar os modelos com competição imperfeita (retornos crescentes), mas não resolvem o problema do capital. O fato de que o modelo agregativo tenha voltado a despeito de sua inconsistência atesta o grau de entropia da mainstream. Você já nem sabe o mais quão incoerente é a teoria que utiliza.

O ponto dois, que você não entende, e como não lê os textos que lhe passei (leia o Petri e aprenda) é que os modelos desagregados ainda precisam uma taxa de juros que equalize o investimento com a taxa de poupança de pleno emprego e, portanto, estão abertos à mesma crítica que os modelos agregativos.

Ignorância não é uma resposta adequada lamentavelmente. Embora isso não seja sua culpa. Você só reproduz a ignorância e os erros típicos da profissão. Se não tiver uma tradição de educação critica de casa, que você obviamente não tem para seu azar, a economia convencional ensinada nos livros texto não vai ajudar a desenvolvê-la. Já dizia o Paulo Freire que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. No seu caso, como você não sabe dos limites da teoria neoclássica, acredita acriticamente sem entender porque te disseram, que a teoria neoclássica agora esta livre de todos os problemas. Não há Lao-Tsé que te ensine a pescar Alex.

FS

Ô Clever, pare de citar o Nassif! É como citar o Serginho Chulapa numa aula de física quântica. Já o Delfim e Beluzzo podem ser usados sem medo.
Dantas

"Agora você acha que é um problema de incorporar retornos crescentes. Não é."

Hã. Só na sua mente doidinha. Onde é que isto está escrito...

" É sobre a lógica do Principio da Substituição que é central pra idéia de que oferta e demanda nos mercados de fatores determinam os preços relativos e as quantidades ótimas utilizadas."

Ai tadinho, ainda não leu o Frank Hahn...


FS (já sabemos que é, não), é triste, mas se você entrou no beco sem saída dos pós-ricardianos, trate da dar a ré (sem segundas intenções) e arrumar algo melhor para fazer...

"Já dizia o Paulo Freire que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção."

Aí é golpe baixo: citar o pedagogo que deu a base para a péssima educação brasileira é sacanagem.

"Aí é golpe baixo: citar o pedagogo que deu a base para a péssima educação brasileira é sacanagem."
Por falar nisso...
PAULO FREIRE + FERNANDO HADDAD + MERCADANTE = “Rasoavel”, “enchergar”, “trousse”. Esses são alguns dos erros de grafia encontrados em redações que receberam nota 1.000 no Exame Nacional de Ensino Médio 2012 (Enem).
Futuros economistas da UFRJ?

Meus caros,
"...por fim, voce nao entendeu nada da controversia do capital..."

Só um pequeno comentário sobre a loucura e a tristeza dos heterodoxos brasileiros. Só quando fiz uma pós séria em economia, descobri que a controvérsia do capital havia sido resolvida E ELES HAVIAM GANHO!!!!!!
Como eu havia feito graduação em um centro heterodoxo (e convivo com os caras), este era sempre um exempo da suposta não resolução das controvérsias na teoria econômica (estas não eram resolvidas, só esquecidas). Eu particularmente acho isto muito doido. Os caras ganharam (não foram eles que provaram) E NEM SABEM DISTO!!! É muita esquizofrenia, não?
Saudações
PS: By the way, de onde ele tirou a controvérsia do capital, alguém discutiu isto aqui?
PS2: Não sei se existem ou não retornos crescentes, mas se existisse, não teríamos mais pobreza e miséria no mundo, não?
PS3: Alguém continuou falando lá em cima. Os modelos atualmente são quase todos dinâmicos. Falar que só tem modelo estático só mostra uma profunda ignorância.

Alex,

Quem voce acha maior macroeconomista, o Edmar Bacha ou o Affonso Pastore?

Citei os dois apenas, porque sao os mais conhecidos...

Abracao

Julinho

Que a inflação está alta, está. Óbvio! Mas, na boa, a crítica ao BC me parece um tanto exagerada. Por exemplo, o termo “suficientemente prolongado” pode significar qualquer prazo: dois anos, um ano, três meses ou até menos, posto que, ao que me consta, o significado de “suficiente” é aquilo que satisfaz, que basta, que é bastante. Não é isso?
Também vale lembrar também que o BCB não é independente. Ele segue as orientações da Presidência da República. Alguma dúvida sobre isso? Inclusive o decreto 3.088/99 é um decreto presidencial. A Dilma se quiser alterá-lo faz quando bem entender. Mas por enquanto não precisa, pois esse mesmo decreto assinado pelo FHC diz que “Considera-se que a meta foi cumprida quando a variação acumulada da inflação - medida pelo índice de preços referido no artigo anterior, relativa ao período de janeiro a dezembro de cada ano calendário - situar-se na faixa do seu respectivo intervalo de tolerância.”, ou seja, se no final do ano o BC entregar a inflação entre 2,5% e 6,5% terá cumprido a meta. Não é isso o que estabelece o decreto?

Anônimo, 0126

" Não é isso o que estabelece o decreto?"

Não.

"Quem voce acha maior macroeconomista, o Edmar Bacha ou o Affonso Pastore?"

Certamente estão entre os melhores do país.

Por que há um silêncio ortodoxo acerca do Japão? Segundo o professor de deus aqui, o banco central facilmente controla expectativas de inflação,etc. Por que a política monetaria no Japão demorou tanto para curar a deflação e os estímulos fiscais ou monetários não deram em nada?

Japão é um mini-laboratório que ja serviu pra queimar todos os livros do Mankiw e Blanchard.

Com a aprovação da presidente continuando nas alturas a inflação parece que infelizmente continua em segundo plano para a população.
Uma pergunta aos estudiosos: o México que nunca foi um exemplo de ortodoxia na política monetária e conseguiu (pelo menos no presente momento) juros reais baixos e inflação baixa, por que nós não podemos fazer o mesmo caminho?
Dantas

" Por que a política monetaria no Japão demorou tanto para curar a deflação e os estímulos fiscais ou monetários não deram em nada?"

Porque não fizeram direito, ué? Vá ler o Woodford e depois conversamos...

"Uma pergunta aos estudiosos: o México que nunca foi um exemplo de ortodoxia na política monetária e conseguiu (pelo menos no presente momento) juros reais baixos e inflação baixa, por que nós não podemos fazer o mesmo caminho?"

Porque temos crédito subsidiado e um BC que abandonou a meta de inflação e adotou uma meta para a taxa de juros.

Quando voce me manda ler woodford, voce diz "interest and prices"

É,os EUA estão no mesmo caminho do Japão.

"Quando voce me manda ler woodford, voce diz "interest and prices""

Seria um bom começo, mas, não. Eu me referia a textos como:

https://notendur.hi.is/bge1/EC542/Eggertsson-Woodford%202003.pdf

alex ainda nao comentou o claim heterodoxo de "moeda endogena, credito sem restrigimentos de reservas = investimento sem poupança previa"

por favor. se puder..

Ele nao vai comentar porque nao sabe. Tem a mente de manual do multiplicador bancario e a pesquisa que se apoia em bank lending channel...

Quando foi responder ao comentario ali em cima que fizeram, se limitou a frisar a diferenca entre fluxo e estoque que nao muda em abslutamente em nada o fato da base monetaria ser endogena e dos creditos serem ofertados sob demanda...

Triste voce carequinha!

auhauhauhauahua

Serio, eu to gargalhando aqui com a sua argumentacao de que o caso do Japao se deve ao fato de nao terem lido Woodford direito....

vergonha...

Vc tem que se decidir nas suas análises de macro, carequinha. Ou os asiáticos crescem por causa da poupança (quando voce quer meter pau em cambio desvalorizado), ou cresce por que é um processo de urbanização (quando voce quer meter o pau na economia chinesa e indiana)

Falando em Woodford, esse cara merecia um Nobel, nao acha Alex?
abs,
J

anonimo das 16:14, nem perde seu tempo.. basicamente a idéia dos new keynesian é fazer o setor privado acreditar em inflação.. sabe se lá como. não é atoa que nao deu certo

“alex ainda nao comentou o claim heterodoxo de "moeda endogena, credito sem restrigimentos de reservas = investimento sem poupança previa" “

Eu já comentei isso. É irrelevante que a moeda seja endógena. Suponhamos que a cada vez que um banqueiro peide, uma linha de crédito de 1 bilhão de reais seja gerada na conta de uma empresa, para ser usado para investimento. Suponhamos agora que existam 10,000 banqueiros e todos gostem de comer feijão e não tenham pudor algum em conter sua flatulência. Ainda assim, o investimento vai ser igual à poupança e se não houver um aumento na poupança doméstica, o aumento de investimento causado pela incontrolável flatulência dos banqueiros vai necessitar de poupança externa, isto é, déficit externo em conta corrente.

"O"

"Uma pergunta aos estudiosos: o México que nunca foi um exemplo de ortodoxia na política monetária e conseguiu (pelo menos no presente momento) juros reais baixos e inflação baixa, por que nós não podemos fazer o mesmo caminho?"

Nao entendi o que vc quis dizer. O Mexico tem um regime de metas de inflacao assim como o Brasil tinha, tem um sistema bancario hoje em dia bem solido e market-driven e intervem no cambio muito menos que o Brasil.

O,

Voce é triste!

Investimento é igual a poupança sempre, mas investimento gera poupanca (interna ou externa dependendo de precos relativo).

O setor bancario atua sob demanda e disponibiliza finance sem qualquer restricao de poupanca (renda nao consumida, um fluxo).

O,

Voce é triste!

"Investimento é igual a poupança sempre, mas investimento gera poupanca (interna ou externa dependendo de precos relativo).

O setor bancario atua sob demanda e disponibiliza finance sem qualquer restricao de poupanca (renda nao consumida, um fluxo)."

isso é verdade... nem o "O" nem o Alex responderam a isso até hoje.. vitória dos heterodoxos nessa

ps: leiam Steve Keen

"O" então, porra

o investimento determina a poupança expost.. o que voce acabou de descrever assume isto!

entenderam que a moeda é endogena, mas não tiraram as conclusões obvias disto!

“o investimento determina a poupança expost.. o que voce acabou de descrever assume isto!”

Não, você que não entendeu. Para a poupança equalizar o investimento, existe um ajuste pela taxa de juros real. Ou você acha realmente que a História deixa alguma dúvida que existe uma oferta de poupança externa que se torna inelástica com relação à taxa de juros real a níveis não mais que moderados do déficit em conta corrente?

"O"
A poupança ajusta ao investimento pelo funcionamento do multiplicador. Variação da renda. A taxa de juros não tem nehnhuma relação com isso. A evidência para uma taxa de juros natural ajustando poupança e investimento (noves fora os problemas lógicos) é nula. Por isso é importante que toda a evidência sobre o investimento seja de que o acelerador funciona. A taxa de juros não faz nada.

"A poupança ajusta ao investimento pelo funcionamento do multiplicador. Variação da renda. A taxa de juros não tem nehnhuma relação com isso. A evidência para uma taxa de juros natural ajustando poupança e investimento (noves fora os problemas lógicos) é nula. Por isso é importante que toda a evidência sobre o investimento seja de que o acelerador funciona. A taxa de juros não faz nada."

HAHAHA...

Esse é um blog sério, não vem sacanear aqui!

e zero argumentação.. medo ou pobreza intelectual?

Quanto ao seu argumento, é absolutamente errado. Existe evidência de sobra que taxas de juros reais respondem aos movimentos de poupança e investimento. Hoje mesmo estamos vivendo em um longo período de taxas de juros reais baixas na economia globalizada devido ao ‘excesso’ de poupança na China, produtores de petróleo e Alemanha. Trinta anos atrás passamos pela situação oposta quando os déficits públicos em muitos países puxavam a taxa de juros real para cima (aliás um dos motivos que passamos tantos anos de estagnação durante os anos 80).

No caso do Brasil em particular, vide o que acontece com as taxas de juros reais quando temos um déficit de conta corrente acima de 4%. Mesmo que você não acredite em teoria neoclássica, tente pelo menos estudar a evidência histórica. Não é possível olhar para a evidência histórica e concluir que a oferta de poupança é infinitamente elástica como seu comentário inane parece implicar.

"e zero argumentação.. medo ou pobreza intelectual?"

Faz-me rir, presuntinho cor-de-rosa.

Esse argumento do excesso de poupança é velho (o savings glut do
Bernanke) e incorreto. As taxas de juros estão baixas não por excesso
de poupança, mas pelas políticas monetárias mais expansionistas depois
da crise. A poupança alta na China decorre do investimento (boa parte
público, i.e. exógeno) alto. Tu é uma alimaria. De resto a
conta corrente em déficit forçar o governo a elevar a taxa de juros não é evidencia de um limite de poupança, mas de um de divisas. Você
precisa de dólares pra pagar importações e o serviço da dívida.
Poupança (que é um fluxo) não financia nada por definição, uma vez que
você precisa de um estoque (de credito, dinheiro, etc). A taxa de
poupança é endógena.

“Esse argumento do excesso de poupança é velho (o savings glut do
Bernanke) e incorreto. As taxas de juros estão baixas não por excesso
de poupança, mas pelas políticas monetárias mais expansionistas depois
da crise.”

Not really. As taxas de juros reais estão baixas desde o final dos anos 90, devido à combinação de política fiscal restritiva no Norte e aumento na poupança dos emergentes (principalmente na Ásia).
“A poupança alta na China decorre do investimento (boa parte
público, i.e. exógeno) alto.”

Isso é genial. Deve ser o multiplicador de poupança... afinal a diferença entre poupança e investimento na China chegou a bater nos 10% do PIB.

“ Tu é uma alimaria.”

Aprende a falar português, imbecil. Eu sou, tu és.

“ De resto a conta corrente em déficit forçar o governo a elevar a taxa de juros não é evidencia de um limite de poupança, mas de um de divisas. Você precisa de dólares pra pagar importações e o serviço da dívida.”

Isso é hilário... Suponho que as importações e o serviço da dívida devem ser o que vocês chamam de variáveis autônomas também, não?

“Poupança (que é um fluxo) não financia nada por definição, uma vez que
você precisa de um estoque (de credito, dinheiro, etc). A taxa de
poupança é endógena.”

Baby boy (nunca conheci mulher alguma com QI tão baixo, perdão pela generalização), é um truísmo que poupança é endógena. Manaus também não é capital da Suécia, muito menos do Japão. Mas mais que isso, o que disseste sobre estoque e fluxos é uma asneira sem tamanho. Não chega nem a estar errado.

"...A poupança alta na China decorre do investimento (boa parte
público, i.e. exógeno) alto..."

Meus caros,
Na boa, vamos tomar cuidado com o que escrevemos. Se isto fosse verdade, não deveria existir país pobre no mundo. Bastava o governo aumentar ad infinitum os investimentos que todos nós ficaríamos super-ricos. Simples assim. Nem o problema de ineficiência dos investimentos públicos seria problema. Afinal de contas, como este pode crescer até o infinito, mesmo com uma brutal ineficiência, isto geraria um retorno infinito para todos. E isto poderia ser replicado em todos os países do mundo. Simplesmente, não tem sentido (acho assustador, caso o comentarista seja pelo menos estudante de economia, que este tenha postado isto).
Saudações
PS: E isto nem é o problema mais grave. Depois diz que a oferta de poupança externa é infinita, o que pega é a escassez de divisas!!!! Eu também sou assim (seria eu o agente representativo? NÃO, meu time me dá muito mais alegria que o time de vocês para vocês), todos os meus amigos estão dispostos a me emprestar montantes infinitos de dinheiro, desde que eu não pegue nnhum dinheiro com eles!

"O"
a politica fiscal nao tem nada a ver com a taxa de juros baixa. alias eh duvidoso dizer que a politica fiscal tenha sido restritiva nos eeuu. a verdade eh que eh baixa por conta do fed e so. obviamente a china tem uma poupanca alta pelo investimento, mas a diferenca vem das contas externas. com deficits fiscais e superavit externo a poupanca tem que ser maior que o investimento. exatamente o multiplicador da renda, aumenta a poupanca que eh um residuo da renda. se vc acha isso engracado, isso prova quao ignorante vc eh. e de novo a taxa alta no brasil eh pra atrair fluxos de capital e fechar as contas do bp. quem eh vc afinal? nao ha muito debate com um cara com argumentos tao ridiculos como esses.

Mesmo que o argumento heterodoxo de bancos criando crédito do nada, sendo tudo demand-driven funcionasse em algum país do mundo, com certeza, esse NÃO seria o Brasil, que tem um multiplicador monetário baixo e difícil de aumentar (dados o nível de compulsórios).

" Na boa, vamos tomar cuidado com o que escrevemos. Se isto fosse verdade, não deveria existir país pobre no mundo. Bastava o governo aumentar ad infinitum os investimentos que todos nós ficaríamos super-ricos "

Estudo numa faculdade de heterodoxos, ja até sei qual seria a resposta deles.

Falariam que você precisa de um governo comprometido com o crescimento ao invés de comprometido com o capital internacional

E você precisaria de uma classe de empresários, ( segundo eles aqui só se tem rentista e pouco empresário ), e essa classe ainda não vai gostar do pleno emprego por que isso diminui a disciplina nas fábricas. Isso está em Kalecki

Sim, a heterodoxia imagina

a) Empresários maximizando chibatadas ao invés de maximizando lucros

b) Preço = Custo Variável x Mark-Up (sim, misturam pós-keynesianismo com neoricardianismo )

c) O Problema do Estado pra eles é ouvir esses " economistas que não entendem nada de demanda efetiva ", o déficit público pra eles é em geral bom ... ja ouvi de um professor sobre política anti-ciclica, que o estado deve gastar mais durante a crise, e aumentar impostos durante a expansão ...


Aluno da UNESP

“a politica fiscal nao tem nada a ver com a taxa de juros baixa.”

Assim diz você. A literatura empírica discorda.

“ alias eh duvidoso dizer que a politica fiscal tenha sido restritiva nos eeuu. a verdade eh que eh baixa por conta do fed e so.”

A política fiscal foi restritiva nos EUA durante os anos 90 (lembra-se do tal peace dividend) e na Europa durante a convergência fiscal para a adoção do euro (principalmente devido à Alemanha).

“ obviamente a china tem uma poupanca alta pelo investimento, mas a diferenca vem das contas externas. com deficits fiscais e superavit externo a poupanca tem que ser maior que o investimento.”

Duh?

“ exatamente o multiplicador da renda, aumenta a poupanca que eh um residuo da renda. se vc acha isso engracado, isso prova quao ignorante vc eh.”

Esse é o modelinho de primeiro ano da graduação, que é ensinado principalmente porque não necessita treinamento quantitativo (cálculo, por exemplo) e a molecada sai confiante do curso. Vinte anos atrás eu ensinava isso.

“ e de novo a taxa alta no brasil eh pra atrair fluxos de capital e fechar as contas do bp.”

Essa é boa. Deve ser por isso que Chile, Colombia, Peru, México, Canadá, Austrália não conseguem fechar as contas do bp.

“ quem eh vc afinal?”

Com 99% de probabilidade não sou teu pai, afinal capacidade intelectual é altamente correlacionada entre progenitores e crianças.

"O"

"...Vinte anos atrás eu ensinava isso..."

AHÁ!!!!!!
Mas você é velho, hein? E aquele escrete canarinho maravilhoso de 58com Pelé e Garrincha juntos, você viu?
Saudações

Você é realmente um gênio. Dar a solução para o problema da inflação com demissões e o esfriamento da economia é realmente uma pérola da idiotice de um pseudo-economista que fala muita besteira. Sugiro então que seus patrões o demitam!

"Você é realmente um gênio. Dar a solução para o problema da inflação com demissões e o esfriamento da economia é realmente uma pérola da idiotice de um pseudo-economista que fala muita besteira. Sugiro então que seus patrões o demitam!"

Eu passei sua sugestão para ele e recebi a seguinte resposta.

"Conheço o Alex há pouco mais de 50 anos, embora nos primeiros anos a relação não fosse exatamente consciente. Nao chega a ser um gênio, como afirmado pelo comentarista, mas foi sempre bem acima da média, desde o jardim de infância até o doutorado, coisa que possivelmente o comentarista nunca foi, senão nao estaria fazendo comentários anônimos em blogs.

E mais: tem uma carreira de respeito na área. Nao é qualquer um que chega onde ele chegou.

É ainda divertido, embora perca a mao às vezes e, de maneira geral, fácil de trabalhar. Custa caro, mas vale o que cobra (nao mais do que isso).

Assim, qualifico sua sugestão como um cretinice, digna de um babaca que só tem coragem de fazer comentários anônimos, mas que se acovarda quando tem que mostrar a cara. Pedido negado"

Achei legal da parte dele.

Tu é tão fodão que da aula na Insper

acorda, teu auge já passou

"Tu é tão fodão que da aula na Insper"

Tem razão: é só a melhor escola de economia de SP (apesar da minha presença)...
kkkk

mas deve ter ficado triste pq a PUCrj nao te chamou hahaha

"mas deve ter ficado triste pq a PUCrj nao te chamou hahaha"

E quem disse que não?

nunca te vi numa banca lá HEIM

Talvez porque não esteja lá:

http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/12267/12267_1.PDF

http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/10774/10774_1.PDF

http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0410597_06_pretextual.pdf

http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/14618/14618_1.PDF

E tem mais, mas acho que já foi humilhado o suficiente.




"Insper,cara, Insper"

Ué, nada a dizer sobre as bancas? Devo entender que enfiou o rabo entre as pernas?