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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

De fato e ficção

Uma característica central dos nossos heterodoxos é a permanente recusa a confrontar suas afirmações com os dados. Em suas análises a realidade é sempre um problema a ser cuidadosamente evitado, como transparece na apreciação heterodoxa dos efeitos da crise internacional sobre o Brasil. Segundo esta, o país sofre por ter permitido que a moeda flutuasse, ao contrário de países que evitaram a apreciação de suas moedas, apesar da melhora de seus termos de troca. Mesmo as reservas acumuladas nos últimos anos não serviriam de proteção, supostamente por não terem se originado de superávits em conta corrente, mas sim do endividamento externo. A distância entre estas afirmações e a realidade, no entanto, só pode ser medida em parsecs.

A começar porque, a despeito dos devaneios heterodoxos, a crise não tem poupado nenhum país emergente. Pelo contrário, os países que mais têm sofrido em termos de piora da sua percepção de solvência são exatamente aqueles que nossos keynesianos de quermesse tomavam (ainda tomam?) como exemplo. A Argentina, que pré-crise pagava cerca de 6% a.a. a mais do que um título de cinco anos do Tesouro norte-americano para emitir seus papéis, passou a pagar 48% a.a.. No caso da Rússia, o aumento, na mesma base de comparação, foi de 1% a.a. para 9% a.a., a despeito de seu superávit em conta corrente superior a US$ 100 bilhões nos 12 meses até junho deste ano.

As reservas russas, aliás, que, pelo critério heterodoxo, seriam presumidamente estáveis por resultarem da acumulação de superávits em conta corrente, já caíram de US$ 596 bilhões para US$ 453 bilhões entre 31/julho e 14/novembro, uma redução de aproximadamente 25%, quase toda ocorrida nos últimos 45 dias.

No caso brasileiro isto seria equivalente a uma redução de US$ 207 bilhões para US$ 155 bilhões. Em contraste, no conceito de liquidez internacional, nossas reservas alcançavam, na última sexta-feira, US$ 206 bilhões, praticamente intocadas, a despeito da virulência da crise e de sua suposta instabilidade por terem sido, Tupã nos perdoe, “construídas com base em endividamento externo”.

Da mesma forma que o câmbio flutuante mitigou o efeito do aumento de preços de commodities sobre a inflação, ele agora absorve parcela relevante da piora do ambiente externo. A diferença, porém, com relação a episódios anteriores de deterioração do ambiente internacional e conseqüente depreciação da moeda é que agora não só o setor público se tornou credor em moeda estrangeira, como a maior parte do passivo externo líquido do país consiste de investimento estrangeiro, o que passa o risco da desvalorização da moeda em larga medida para o investidor externo.

Em que pesem os efeitos (aparentemente esgotados) dos derivativos cambiais sobre as empresas privadas, o BC brasileiro pode permitir que a moeda flutue, preservando as reservas (e, portanto, a solvência externa), ao mesmo tempo em que os ganhos sobre estas ajudam a reduzir a dívida pública, melhorando a solvência doméstica. Não por acaso, em contraste com os modelos heterodoxos, nosso risco-país cresceu relativamente pouco, de 1% a.a. para 4,3% a.a., mais por conta da piora geral do que algum problema específico no Brasil.

Contra este pano de fundo só mesmo a duradoura “privação momentânea de sentidos”, tão particular aos keynesianos de quermesse, pode explicar a insistente louvação a um modelo que está levando países que o adotaram a uma crise financeira de grandes proporções. Para heterodoxos, contra a ficção não há argumentos.
(Publicado 26/Nov/2008)

Reações:

121 comentários:

Alex porque as reservas russas caíram tanto? Eles adotam o regime de cambio fixo para perder tantos dólares assim?

Quanto as empresas muitas não fizeram Hedge e sim "especularam".Empresas como Vale e Petrobras tiveram lucro com a variação cambial.

É isto mesmo Henrique. Câmbio fixo, como sonhado pelos quermesseiros. Com isto as empresas se endividaram pesadamente em moeda estrangeira, o que é hoje um obstáculo à flutuação da moeda. Beleza, não?

Não vamos deixar o pessoal qe louvava o modelo russo sair desta impune, vamos?

Alex temos os nossos vizinhos como exemplo Argentina e Venezuela.

"A wise man proportions his belief to the evidence."

~David Hume

Alex,

Esse post foi muito legal mesmo. É tipo haloperidol pra esses lunáticos. Vou espalhar por ae.

Abs

Adolpho:

Valeu. Espalhe, espalhe. Tem neguinho que só faz "análise econômica" por introspecção, sem qualquer respeito à evidência, na verdade sem sequer se preocupar se suas afirmações guardam uma remota similaridade com os fatos. Assim não dá!

Abs

Alex

Tem um post no econbrowser (http://www.econbrowser.com/archives/2007/04/the_last_throes.html) que trata mais ou menos do mesmo assunto, mas zoando o governo Bush. Vale a pena.

Alex nos próximos meses o real vai se apreciar frente ao dólar,se você olhar a tendencia no gráfico vai vê
que o real atingiu o suporte em julho ficando na faixa de 1,55.

O dólar quando foi a 2,45 atingiu a resistência a tendencia agora é de queda.

Alex os contratos de Swaps cambiais que o BC lança equivale há uma venda de dólares.Qual o custo beneficio de vender Swaps ao invés de dólar "físico" das reservas internacionais?

Fabio:

Para mim, análise gráfica e examinar as entranhas de uma galinha têm o mesmo valor, exceto que, no caso da galinha, ainda dá para preparar um franguinhho no fim da história. Comprei 1,55 no final do ano. Liquidamos como?

Igor:

Depende do que o cliente quer, não?

Não seria melhor o BC vender dólares fiscos do que SWAPS?

Você vender Swaps é a mesca coisa que dolarizar a divida.

Igor:

Face à cretinice da afirmação, eu não deveria sequer perder meu tempo com isto (anda escasso), mas,enquanto o cliente não chega, imagine um BC que tenha USD 100 de reservas e zero de swap. O governo tem BRL 200 de dívida também, e a taxa de câmbio é BRL 2/USD, de modo que a dívida líquida é zero. A dívida bruta é toda em reais.

Agora o BC pode vender USD 10 de reservas (dólar spot, não físico) e recolher BRL 20 de dívida. A dívida líquida ainda é zero e a bruta BRL 180.

Se, ao invés de spot, o BC vendesse swap, ele manteria a dívida bruta em BRL 200, a dívida liquida em zero e as reservas em USD 100. Só tem um derivativo de câmbio como passivo do governo a ser liquidado por diferença.

Imagine agora que o dólar vá para BRL 2,50.

No primeiro caso, as reservas agora valem BRL 225(=90*2,50) e o governo passa a ter uma dívida líquida negativa de menos BRL 125(BRL 225 - BRL 100).

No segundo caso, as reservas (integrais) valem BRL 250 (100*2,50), mas o BC tem que pagar o swap 25(=10*2,50). Liquidamente o BC tem BRL 225 e o governo ainda deve BRL 100, o que faz a dívida líquida negativa no mesmo valor anterior (menos BRL 125).

Entendeu ou prefere a versão para colorir?

Alex os EUA precisa de mais um pacote para salvar o sistema?

Na minha opinião o governo jaz fez o que tinha de fazer evitar uma quebra generalizada do sistema,os 700 bilhões já são o suficiente.

O FED já gastou parte do seu balanço (antes da crise era de 1,7 trilhões hoje é de 900 bilhões)da ultima vez que vê.A situação fiscal dos EUA não é boa (estima-se um deficit de 800 bi para 2009),o FED ainda que injetar 500 bi para comprar títulos podres ,aumentando mais ainda a dívida pública dos EUA,isso pode representar um problema há longo prazo.

Como "liberal" não olho com bons olhos a tentativa do governo americano de evitar um ajuste econômico ,ele tem que fazer o mínimo que é salvar o sistema bancário (os 700 bi são suficiente),o resto temos que deixar o mercado resolver.

Alexandre,

Como voce explica o recorde em IED neste mes mesmo em meio a crise?

Duvida: O IED é o que especificamente? É a compra de mais de 10% de açoes de uma empresa brasileira

Gus

Caro Alexandre,

tanto em ambientes heterodoxos quanto em não heterodoxos, ou como quer que se queira classificá-los, é muito curioso notar que as pessoas adoram concordar umas com as outras o tempo todo. A panelinha do "deus mercado" repete para si mesma as inúmeras vantages de Friedman e Solow enquanto a do "deus Estado" afirma e reafirma a sabedoria de Marx e Engels. Quão mais produtivo seria seguirmos a máxima do método científico (presunção da falsidade).

Por isso, ao invés de lhe parabenizar pela dissertação muito bem articulada, eu gostaria de fazer duas perguntas:

1 - dentre os países parecidos com o Brasil, ou seja, nem tão pobres nem tão ricos, quais são aqueles de economia mais dinâmica? Seriam Argentina e Rússia?

2 - que tipo de política econômica seguem esses países? Mais especificamente, me parecem relevantes os seguintes itens:

-- política cambial
-- conta capital

Apesar de os meus conhecimentos empíricos serem modestos, me arrisco a afirmar que a correta resposta a (1) e (2) falseia a sua argumentação!

Não acho prudente ir mais longe do que isto, mas seria interessante articular uma terceira pergunta:

3 - considerando que a política econômica de crescimento com poupança externa, que você defende em seu texto, teve início, no Brasil, em 1994, ou seja, há 14 anos, pergunto: que tipo de política econômica vigorou na Argentina das últimas 1,5 décadas?

Saudações,

E comparando com os asiáticos, como fica?
Nos redutos heterodoxos, as políticas aclamadas são a dos asiáticos e não a argentina e russa.
Acho que nem os heterodoxos desejam cãmbio fixo, mas um tipo de flutuação suja, como o G20 vem insinuando.
Se possível, gostaria de saber o que você acha das políticas asiáticas.
Abs

Fred

Petterson,

Voce estah maluco!

Russia nao eh exemplo para ninguem. Eh um pais que se desindustrializou e depende de petroleo e gas para 80% de suas exportacoes, sendo que suas reservas de petroleo nao devem durar mais que 20 anos... Se doenca holandesa fosse gonorreia, o soldadinho russo jah teria caido.

Argentina, pior que a Russia, eh um paria internacional. Seu estado estah completamente falido e seus governantes andam de pires na mao desesperados para saber quem vai salva-los nos proximos meses. Se forem criativos suficiente para resolverem o problema dos proximos meses, pegam o pires de novo!

Propor que imitemos Argentina ou Russia... meu deus, por que voce odeia tanto o Brasil?

Tio Alex, eu, como de costume, concordo inteiramente com o seu raciocinio. No entanto faco um reparo 'a utilizacao da Russia como evidencia empirica. A saida de divisas do pais esta' muito relacionada com a invasao da Georgia, quando o capital flight teve inicio em larga escala. Essa fuga de capitais - por inseguranca institucional - provocou grande desvalorizacao da bolsa. Como o sistema semi-piramidal criado por oligarcas e minigarcas estava alavancado em cima de acoes dadas em garantia, o leverage atuou no sentido negativo, e mais capital foi chamado de volta daqueles cidadaos. A queda do petroleo e a crise crediticia mundial foram apenas mais uma parcela do angu.

Um abraco de quebrar costela

Kleber S.

PS: Gostei muito do seu comentario sobre a analise grafica. Da mesma maneira que se macumba ganhasse jogo o campeonato baiano terminaria empatado, se analise grafica funcionasse, todos nos estariamos aposentados com um computadorzinho nos tornando mais ricos a cada dia sem fazer porra nenhuma.

Prezado Anônimo,

felizmente eu ainda não estou louco, mas poderei ficar se continuar sendo mal interpretado como fui por você.

O meu post é uma respeitosa provocação ao Alexandre, da qual o Fred sacou a primeira parte. Estou exatamente afirmando que Rússia e Argentina são países parecidos com o Brasil, por não serem tão ricos nem tão pobres, mas têm um dinamismo econômico de ruim para péssimo. Os países que devemos usar como benchmark são Coréia do Sul, Taiwan, Malásia, Vietnã e China - este último menos, devido ao fator meio ambiente.

Esses países sofreram em 1997 a chamada crise dos Tigres Asiáticos. Por quê?

Segundo alguns respeitadíssimos economistas, devido ao déficit em conta corrente.

Esses países apresentam, deste então, taxas de investimento elevadíssimas, renda per-capita ascendente e competitividade inigualável. Por que será?

Não precisa ir muito longe. Basta olhar as suas políticas relativas a conta de capital (depois de 1997) e taxa de câmbio (há algumas décadas).

Alex, achei que você fosse comentar essa declaração:

"neste quadro que estamos vivendo hoje, a pergunta em relação à formação de doutores na área economia é: nós vamos continuar mandando alunos para formar doutores num modelo que faliu o mundo? Então nós temos que perguntar a nossa área de economia o que eles vão nos dizer agora. Nós vamos mandar fazer aonde? Vai ser no mesmo modelo? Este modelo mostrou-se totalmente anticientífico, para dizer o mínimo."

http://oglobo.globo.com/educacao/posgraduacao/mat/2008/11/24/presidente_da_capes_diz_que_crise_nao_devera_afetar_investimentos_em_mestrado_doutorado-586524676.asp

mercado financeiro não gerar riqueza vou tentar explicar.

Riqueza é mercadorias. Se o capitalista investe no setor produtivo, gera novos produtos e o nível total de riqueza na economia aumenta, um efeito claramente positivo para todos (embora aqui Marx certamente criticaria que o capitalista é desnecessário no processo, mas isso está fora da nossa discussão).

Agora, vejam que se esse capitalista investir seu dinheiro em: a) Derivativos (pode-se argumentar a importância do hedge, mas vejam que estamos falando aqui de um capitalista de outro setor (no caso, financeiro)); b) Mercado secundário de ações (principalmente daytrading; eu argumentei uma vez com minha professora de monetária que se a pessoa que estiver vendendo essas ações forem investir em algo produtivo pode até gerar algum bem, mas reconheço que claramente é uma hipótese distante), não há nenhuma geração de riqueza, de fato, o ganho é meramente inflacionário, especulativo.

Ou seja, não há novas mercadorias sendo feitas, investimentos realizados (ou financiados), e o nível geral de riqueza da sociedade não está aumentando. De fato, está havendo uma perda econômica, ao se utilizar recursos necessários para o desenvolvimento nacional (e aqui conta não apenas o capital, mas tb pode se estender para o aluno de economia que estuda como ganhar dinheiro pro chefe invés de pensar em como melhorar o Brasil) para o enriquecimento privado sem benefícios para o conjunto.

Alex você já teve experiencia no BC com crise econômica?

A época que você esteve no BC foi "tranqüila" em relação a seus antecessores?

http://economiapoliticabrasil.blogspot.com/2008/11/o-que-fazer-contra-crise.html

"Fatos são coisas difíceis, mas a estatística é mais flexível" Mark Twain.

Acho que esse é o mantra do IPEA e do ministério da fazenda atual.

Alex, em tempos de crise parace que os "heterodoxos ficam mais "inspirados". Ouvi até de alguns que a solução para os problemas economicos do mundo era a volta do padrão-ouro.

ED

Alex há espaço para cortar mais a Selic,?Uma política monetária expansionista pode resultar em expansão do produto quando o efeito não é esperado ou na hipótese de se considerar rigidez neste preço.

Se a expansão monetária for esperada, ou seja, hipótese das (ER) a expansão monetária não vai provocar alterações nos salários reais o que estimularia a produção, porque os trabalhadores já haviam antecipado esta expansão, não existindo alteração nos preços relativos, apenas inflação.

Caro Alex,

Aproveito essa seção para chamar atenção p/ esse link publicado no blog do G. Mankiw. Trata-se de uma carta de J. M. Keynes escrita para o Roosevelt, no já distante ano de 1933. Eis o link: http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2008/nov/25/john-maynard-keynes-us-advice

Gostaria de te provocar a escrever um post sobre a atualidade de keynes e o que ele ainda pode (ou não) ensinar sobre a crise atual. Que tal?

Abs, Eduardo

Só nao reclame depois do governo cobrar esse carga tributária toda.
Pra se pagar os maiores juros do mundo só arrecando muito da população.
Aliás, o governo gasta 8 vezes mais em juros do que em gastos com educação.Isso é ridículo!
Quer que um país vá pra frente assim de que maneira?

"Os países que devemos usar como benchmark são Coréia do Sul, Taiwan, Malásia, Vietnã e China - este último menos, devido ao fator meio ambiente.

Esses países sofreram em 1997 a chamada crise dos Tigres Asiáticos. Por quê?

Segundo alguns respeitadíssimos economistas, devido ao déficit em conta corrente.

Esses países apresentam, deste então, taxas de investimento elevadíssimas, renda per-capita ascendente e competitividade inigualável. Por que será?

Não precisa ir muito longe. Basta olhar as suas políticas relativas a conta de capital (depois de 1997) e taxa de câmbio (há algumas décadas)."

Já olhou as taxas de poupança, o déficit fiscal e a carga tributária destes países?

"Só nao reclame depois do governo cobrar esse carga tributária toda.
Pra se pagar os maiores juros do mundo só arrecando muito da população. Aliás, o governo gasta 8 vezes mais em juros do que em gastos com educação.Isso é ridículo! Quer que um país vá pra frente assim de que maneira?"

1994 2006 Dif
Carga tributária 27,0 34,2 7,2
Sup primario 3,7 3,4 -0,3
Gasto primário 23,3 30,8 7,5
Juro real 3,8 5,5 1,7

Onde é que está mesmo o aumento do juro para explicar o aumento da carga?

Ou, contra a ficção não há argumentos?

"mercado financeiro não gerar riqueza vou tentar explicar.

Riqueza é mercadorias. (...)"

O que posso dizer? Se o sujeito é semi-analfabeto, como explicar?

Semi, você acha que serviço de médico é mercadoria?
Serviço de educação é mercadoria? (Pelo que vi, este último você não conhece, mas imagine).
Serviço de telecomunicações é mercadoria?
Serviço de jardinagem é mercadoria?
Serviço de dedetização é mercadoria?

Quer uma versão para colorir, ou você já percebeu a burrada que cometeu? (E, olhe, acho que mesmo Marx te dava um porrada pelo cretinismo)

Alex cambio fixo pode ser uma boa saída para para crises e inflação.

Depois que o Brasil adotou o regime de cambio flutuante nunca tivemos uma taxa de inflação próxima de 2% (exceto 2006),mesmo que a taxa de juros fique alta,é um sacrifico que vale a pena pois a taxa de inflação fica mais baixa.

BC deveria elevar a Selic igual fez em 2005 para deixar a inflação baixa.

Alex basta você comparar a inflação de Hong Kong ao "Mundo".Eles tem uma taxa de inflação de 0,9% com cambio fixo deferente de países que tem cambio flutuante.

a verdade, quem está equivocado me parece ser você. Transporte e prestação de serviços (alguns) não geram valor.

Vamos pensar de um ponto de vista macro. O que eu estou dizendo é que se temos dois países (A e B; que podem ser dois países em um dado tempo ou um país em dois instantes distintos), e A produz 1000 bananas, e B produz 500; A é mais rico que B.

Agora, o que você propõe - me parece - é que se A produz 1000 bananas e B 1000 bananas; mas em A as bananas são transportadas até seu consumo, enquanto B elas são consumidas na fazenda; então A é mais rico que B.

Para mim me parece ilógica essa proposição, de fato, transporte e prestação de serviços (pense na mesma situação, mas em A todos tem seu cabelo cortado enquanto em B eles são grandes - denovo me parece difícil crer que A é mais rico que B) apenas transferem de mãos os valores gerados na produção.

Sei nao, Tio. O camarada Karlao era um cretino de mao cheias! Ele e sua teoria economica sem pe' nem cabeca somente floresceram exatamente em funcao de cretinos being in no short supply. Eu acho mais que ele daria uma medalha e um comissariado ao cidadao que bostejou a mensagem acima.

Agora tem uma coisa que e' inegavel: os bancos de investimento NAO cumpriram NENHUMA funcao social, nao deram NENHUMA contribuicao positiva 'a humanidade. Por isso mesmo celebremos their demise. A surrada justificativa para a "funcao economica" da especulacao, que e' a de "prover liquidez", agora parece mais um escarnio do que qualquer outra coisa. Aqueles que ainda tem duvida, esperem ate' os buy-out funds comecarem a abrir o bico em larga escala. Como ja' antecipamos aqui, nao vao demorar muito.

Um abraco de quebrar costela

Kleber S.

PS: Ai', BobFields, to precisando de mais uma ajudinha no domingo, mermao: liquida a fatura do Fluzinho pro meu filho sair feliz do Morumbi, falou cumpadre?

Se as bananas não forem transportadsa até o consumidor elas não poderão ser consumidas e seu valor é zero.

Por que no país A as pessoas moram ao lado das bananas e no país B não? Talvez porque valha a pena morar mais longe das bananas.

Quanto vale morar mais longe das bananas? Pelo menos o custo de transporte, senão as pessoas prefeririam morar ao lado das bananas. Logo o transporte de bananas tem valor.

Vamos usar a cabeça para algo além de separar as orelhas?

Serviços não gera riqueza,o que gera riqueza é produção.Industrias,tecnologia.

Serviço não gera valor agregado nenhum.China tem seu PIB a maioria de origem industrial.Essa crise é uma boa oportunidade para o Brasil implantar um programa de substituição das importações.

"Serviços não gera riqueza,o que gera riqueza é produção.Industrias,tecnologia.

Serviço não gera valor agregado nenhum."

Então faz o seguinte: vai morar debaixo da ponte (não paga aluguel); não pegue ônibus/avião; nem pense em comer em restaurante; médico, esquece, assim como dentista, barbeiro, táxi, assistência técnica, etc, etc. Software, de forma alguma!

Nem falo de escola, porque isto já vi que você não preza mesmo...

Em atencao 'a mensagem do Filho de Marx: QUE NAO ME VENHA NINGUEM AQUI QUERE BOTAR O NEGUINHO NO PEDACO DO CAXORRO, TA' FALADO?

Ele e' pra la' de gozado, faz o meu bazofionomics parecer estoria de asilo ou assunto de remedio, sei la', qualquer coisa triste.

Aprender que estrutura de transporte e' sinal de pobreza foi um felomeno!

Nem o Karlao em pessoa achava que servico nao deveria fazer parte do PIB! Cruzive o prestador de servico favorito do gorduxo era o "bartender".

Mas va' ser ruim assim no diabo que o carregue!

Abracao

Kleber S.

Alexandre, vc comentou em relação aos asiáticos, mas não mencionou o principal. Qual é a política cambial deles? Como tratam a conta capital?

Não mencionou porque isso refuta o argumento de seu post. Eles têm controle de capitais e câmbio desvalorizado. Com isso, não fazem déficit em conta corrente e tornam as exportações competitivas.

É claro que a carga tributária depende também da taxa de juros elevadíssima. Vc comparou os juros reais de 2006 com os de 1994? Muito expertinho da sua parte, porque exatamente em 1998 tivemos os juros reais superiores a 30%! A comparação que vc fez não serve pra nada, porque os juros da dívida se acumulam quando o seu montante é superior ao do superávit primário (quase sempre), o que aumenta a dívida líquida e gera maior pressão fiscal. Ou seja, interessa conhecer o fluxo de despesas da dívida, e não uma comparação de juros reais entre dois anos quaisquer.

Mas admito que mais expertinho do que isso é comparar o superávit primário de 1994 com o de 2006, e não com o de 2007, quando ficou ao redor dos 5%!

Os asiáticos têm déficit fiscal e carga tributária baixa, entre muitas outras razões, porque não têm uma política macro que lhes impõe juros megalomaníacos. E será que isso tem alguma coisa a ver com a política cambial e de conta capital, prezado Alexandre?

É claro que tem, porque quando não se tem déficit em conta corrente tudo que vier pela conta capital é lucro, e se sair tudo de uma vez, não gera crise de BP. Além, é claro, de que o IED que se faz na Ásia não é pra comprar empresas de telefonia, mas para fazer INVESTIMENTO.

Aí vc dirá que a política deles é assim porque, diferentemente do Brasil, têm taxa de poupança muito mais elevada. O Brasil depende de poupança externa.

De fato, a nossa tx de poupança é muito baixa, mas isso se deve, além de fatores culturais, ao fato de que a taxa de investimento é baixa. Não espero que vc aceite a idéia keinesiana de que, no curto prazo, investimento é que determina poupança, e não o contrário; pois apenas no longo prazo poupança determina investimento. Mas essa idéia é verdadeira!

"Alexandre, vc comentou em relação aos asiáticos, mas não mencionou o principal. Qual é a política cambial deles? Como tratam a conta capital?

Não mencionou porque isso refuta o argumento de seu post. Eles têm controle de capitais e câmbio desvalorizado. Com isso, não fazem déficit em conta corrente e tornam as exportações competitivas."

Vamos tentar não falar bobagem. Se você quer entender porque estes países têm câmbio fraco e crescimento mais rápido olhe aqui:

http://maovisivel.blogspot.com/2008/03/um-modelo-para-discusso.html

O modelo mostra exatamente que é a taxa de poupançca mais elevada que: (1) gera câmbio real fraco; (2) gera superávit em CC; e (3) produz crescimento mais elevado. Controle de capitais é perfumaria e, talvez, um "second best" para quem n"ao consegue regular sus sistema bancário (esta discussão está em: http://maovisivel.blogspot.com/2008/03/o-ed-me-mandou-o-link-para-o-blogo-do.html).


" Vc comparou os juros reais de 2006 com os de 1994? Muito expertinho da sua parte, porque exatamente em 1998 tivemos os juros reais superiores a 30%! A comparação que vc fez não serve pra nada, porque os juros da dívida se acumulam quando o seu montante é superior ao do superávit primário (quase sempre), o que aumenta a dívida líquida e gera maior pressão fiscal. Ou seja, interessa conhecer o fluxo de despesas da dívida, e não uma comparação de juros reais entre dois anos quaisquer.

Mas admito que mais expertinho do que isso é comparar o superávit primário de 1994 com o de 2006, e não com o de 2007, quando ficou ao redor dos 5%!"

Eu posso fazer a comparação com TODOS os anos e ainda mostrar que meus argumentos são válidos (só não posso mostrar 2007 porque a Fazenda está escondendo a carga tributária do ano passado, que deveria ter sido divulgada em agosto).

Eu sou, de fato, experto em contas fiscais, mas não eSperto (o sentido é outro; busque no Aurélio), o suficiente para saber que, independente do ano que você escolher, o gasto primário cresce como proporção do PIB.

Mais, sou experto o suficiente para mostrar que, mesmo no período do câmbio fixo (1995-98) a manutenção do primário aos níveis de 94 teria impedido o aumento da dívida-PIB.

E experto também para saber que seu argumento ainda não diferencia juro real do nominal.

Quanto à sua historinha keynesiana, bem, também já foi discutida neste blog. Só vale para economias cujo PIB está MUITO distante do potencial. Em qualquer outro caso a poupança passa a ser restrição. Aliás, se não fosse assim, crescimento seria o problema mais fácil de resolver da história da humanidade; no entanto é dos mais difíceis (exceto, é claro, no mundo da fantasia do quermesseiro de plantão, que repete bovinamente as cretinices de Sicsus, Cardims de Carvalho, et caterva)

Ah, meu primao pattersonvale, que bobagem colossal voce escreveu, cumpadre. Quer dizer entao que se a conta-corrente e' positiva o IED e' lucro, e'?

Entao imaginemos um exemplo versao-para-colorir: um pais tem cc positiva de 1 dolar ao ano. E IED de 100 bilhoes. Mas os estrangeiros donos do IED nao sao necessariamente burros, marquissistas sem eira nem beira intelectual. No geral o capital que eles internalizam gera uma porra xamada LUCRO. E ai', cumpadre, cume' qui fica quando a boiada estoura, o IED para de entrar, e o lucro auferido por IEDs passados comeca a sair?
Xuuuja, num xuuuuja, cumpadre? Xuja sim!

Principalmente se esse capital ficou tempo o suficiente para se enquadrar no "mito dos bois cevados", conforme apresentado aqui por este missivista entediado.

Saudacoes do Kleber S.

Putz, fiquei um tempo sem olhar o blog e quando volto... me desculpe, mas o nível baixou, hein?

Se A produz mil bananas, e B produz quinhetas, A é mais rico do que B... serviço não tem valor...

Asiáticos desvalorizam o câmbio pq são espertos e aí conseguem exportar e crescer... a gente é bocó de não desvalorizar o câmbio, por isso cresce menos...

É até difícil começar a responder. É esse o tal fardo do economista neoclássico? Se não for isso, não sei mais o que é. Parabéns pela enorme paciência e talento para desfazer equivocos tais. Correndo o risco de ser piegas, acho que é o tipo de coisa que, de pouco em pouco, ajuda a melhorar o mundo.

E também acho que, no dia em que as faculdades de economia se tornarem mais sérias, o país vai ficar muito melhor. O dano causado por essas asneiras na nossa história é incomensurável.

Foi mal pelo tom meio deprê, mas eu li essas coisas lembrando do Mantega, do Pochmann, do Sicsu, e do poder que eles têm.

Abs

Alex os Asiáticos não adotaram "Nenhum receituário" liberal para crescer a longo prazo.Não falo em questões macro pois não é a minha especialidade mais sim em questões micro.

Coreia do Sul cresceu a base de políticas industriais ,protecionismo há alguns setores da economia.O modelo asiático (de alguns países) não devem ser levados como exemplo,eles são intervencionista SIM! e alguns não apresentam uma boa situação fiscal.

Alguns países podem apresentar bons níveis de poupança pelo fato de terem um estado "menos servidor na economia".


O Brasil não apresenta taxas elevadas de crescimento porque o nível de poupança é baixo (tanto do governo como das famílias).

Da parte do governo nem precisa comentar mais das famílias é uma questão estrutural,o governo brasileiro oferece "muitos benefícios" aos cidadãos como INSS,Faculdade Pública,Benefícios sociais que impede uma maior taxa de poupança.


O Brasil cresceu nos últimos anos impulsionado mais pelo cenário externo do que pelo interno.

Se o mundo voltar a crescer como nas décadas passadas (preços de commodities estáveis),vai ser difícil o Brasil crescer 4% sem reformas micro econômicas.

1 - controle de capitais, na minha argumentação, não tem o objetivo de regular "indiretamente" o sistema bancário, como argumentou Rodrik. Tem o objetivo de impedir crises de BP derivados da saída de K ao estilo de 1998.
Hoje temos um sistema bancário bastante bem regulado, obrigado, mas há um sério risco de crise de BP devido ao passivo externo, que não é, como eu gostaria, composto somente de IDE.

2 - o gasto primário cresce, efetivamente, como proporção do PIB. Aproximadamente 10 pontos entre 1994 e 2007, como explorado à exaustão no livro do Giambiagi (vacas sagradas do paternalismo).
No entanto, majoritariamente gastos sociais, que, apesar de ineficiências várias, presentes em qualquer coisa que se faça neste país, servem para dar saúde ao povo, uma educação bem porcaria e um pouco de arroz e feijão.
Giambiagi mostrou que os gastos com juros, em termos reais, ficaram iguais nos anos 1990 em relação aos anos 1980. De fato, foram absurdamente altos em ambos os períodos (7% aprox.). Não é nível de país civilizado, e isso tem a ver com uma política macroeconômica em que não se consegue baixar juros porque força inflação via câmbio...

3 - O modelinho que vc apresentou é muito interessante. Para quem acredita em coelho da páscoa.
Para quem não acredita, é fácil perceber que:

-- bens perecíveis?! Só se produz banana e abacate?
-- o seu modelo compara dois países idênticos. No meu mundo existem diferenciais de produtividade. Além disso, as dotações de recursos naturais, no meu mundo, são diversas (comparemos Brasil com Japão), de modo que não é possível para dois países fabricarem o mesmo tradable.
-- Disso resulta que países diferentes produzirão cestas de produtos diversas, e essas cestas variam entre t1 e t2, não só em quantidade e preço, mas em qualidade. Nesse caso, o parâmetro beta passa a ser variável, pois a decisão entre consumir em t1 ou t2 depende do tipo de cesta que se vai trocar entre os países.
-- Em suma, não é necessário equação de Euler pra mostrar que, se o que diferencia os países fosse apenas a preferência pelo consumo presente, a taxa de câmbio do país com menor poupança precisaria ficar sobrevalorizada. Isso é óbvio. Consegui explicar isso ao meu irmão de 15 anos em um minuto, só no gogó.

4 - A manutenção do primário teria impedido o aumento da relação dívida / PIB? Façamos contas rápidas.
Suponhamos que o primário tenha subido 10 pontos nos últimos 10 anos (1 ao ano). E que os gastos com juros tenham ficado constantes em 7%.
Se a dívida tivesse ficado em 50% do PIB durante todo o período, é razoável supor que 5% do PIB de gastos com juros ao ano fosse um nível civilizado (não é.. países civilizados pagam bem menos do que 10%).
Pois bem, nesse caso, teríamos pagado 2 pontos percentuais a mais de juros a cada ano devido a uma política macro ruim. Isso superou o aumento de 1 ponto dos gastos primários!

5 - vc quis dizer "estorinha"?
Eu tenho ressalvas quanto à idéia de PIB potencial, mas vá lá. Crescimento não é o problema mais fácil de resolver do mundo porque ninguém consegue obrigar os empresários a investir. Não é a poupança a restrição no curto prazo, mas a decisão de investimento dos empresários. Isso depende de um monte de coisas. Por que será que o investimento agregado da economia brasileira aumentou muito nos últimos anos? Mudou a preferência pelo consumo presente? Claro que não!

Fico contente que saiba o que é Equação de Euler, mas ainda não aprendeu o que é um modelo. Se eu quiser, faço bens duráveis (e o resultado persiste); e quiser faço países distintos (e o resultado persiste); se quiser altero um monte de coisas (e o resultado persiste). Isto porque o modelo vai direto ao ponto.

Parabéns por seu irmão. Aprender de quem não entende é um privilégio.

Ah, e controle de capitais evita crises de BP? Se fosse assim, não tinha país no mundo (o Brasil em particular) que passasse por isto. Aliás, veremos a Argentina passar por isto com controle de capitais na entrada e na saída. Só no mundo das fadas...

Ah, sim. Tudo gasto social... 13% do PIB com funcionalismo, mas só pelo social... Gastamos três vezes mais com aposentadorias e pensões que um país com estrutura etária semelhante, mas, tudo bem, é social mesmo. Gastamos aproximadamente o mesmo percentual do PIB em educação que vários outros países, mas com resultados vergonhosamente piores, mas tudo bem.

P.S. Se você preferir, é estorinha (narrativa em prosa ou verso, fictícia ou não, com o objetivo de divertir ), fique à vontade. Só não ache que vai proferir cretinices impunes neste blog.

Sabem o que me deixa depre? E' ver discussao sobre como administrar a pobreza. Como dizia o grande Joaozinho 30, "pobre gosta e' de luxo, quem gosta de pobreza e' intelectual".

Primos, o segredo para o desenvolvimento de uma sociedade NAO e' competitividade. Se voce tem de ser "competitivo" e' porque voce caiu na "vala-comum"! Ai' neguinho tem que ficar esperneando, brigando de faca com os outros cumpadres pra ver quem fica com a cabeca acima do nivel do "mito da piscina de josta", aqui postado em passado nao muito remoto.

"Competitividade" e' briga em favela, mermao! Sai dessa vida! O caminho para a riqueza permanente e' "INOVACAO". Criem um produto novo - nao somente melhorado - uma industria nova, nao apenas "competitiva". Voces pensam que o Brasil - ou a Coreia - vai ser alguma porra no cenario economico mundial fabricando aco barato? O "pobrema" - para utilizar uma expressao marolistica - e' que os paises de baixa inovacao vao ficar sempre dependentes de politica isso-ou-aquilo. Enquanto "departamento de pesquisa" em industrias nacionais se dedicarem a copiar produtos criados por outrem, ou melhorar os pre-existentes, a bigorna continuara' atada aos respectivos pes. Ai' entao gera-se a discussao onde todo mundo grita e ninguem tem razao. (Rimou; po, to meio poetico hoje, e ainda nem bebi quase nada!).

Recorrentemente me volta 'a mente a pergunta crucial de Vargas Llosa: "Onde fue que el Peru se hodio'?". Vargao, meu xapa, toda a AL "se hodio'" quando ela se fechou em politicas mercantilistas e salvacionistas. E "se hodio'" mais ainda quando decidiu se tornar "competitiva".

E by the way, vamos comecar a reformar o pensamento economico para mudar as faculdades de economia no mundo todo, pois do mesmo modo que o marquissismo faliu na decada de 80, o capitalismo faliu agora. E' preciso ser cego terminal para nao ver que o sistema implodiu, e que o "capitalismo" atual somente sobrevive porque governos do mundo todo - a comecar, e principalmente, pelos US - estao nacional-socializando o sistema bancario.

Resumo da mensagem, tigrada:

1- O capitalismo, conforme nos foi ensinado por decadas a fio nas universidades do mundo todo, MIAU.
2- "Competitividade" e' coisa de pobre. Coisa de rico e' "inovacao".

Um abraco de quebrar costela, do sempre teu

Kleber S.

Alex o que causou o aumento da pobreza no Brasil foi aumento da Selic.

A Selic do gera riqueza para os correntistas que aplicam e pobreza para os que pagam os correntistas (a população Brasileira.Um calote na divida Pública resolveria os problemas do Brasil.

A Argentina deu um calote porque quando desvalorizou seu cambio o valor da divida em pesos explodiu.Com o calote ela cresceu mais que o Brasil.

Alex o governo Brasileiro pode muito bem aumentar gastos públicos (não com custeio mais sim investimento) para evitar uma recessão.

Por exemplo Petrobras pode muito bem investir mais no Pré Sal.Ela

Esse anônimo das 22:26 é campeão!!!

Em um caso desses ai, a gente tem que ir naquele ponto que o camarada acha que é indefensável (aqui eu discordo de você Kleber), o da especulação financeira.

Vamos ao Day Trade, mas antes, pelo nível dos argumentos do rapaz, se faz necessário um pouco de informação primária.

Como se precificam ativos, uma empresa? Pelo fluxo de caixa esperado? E todos tem a mesma expectativa? Pelo valor patrimonial? E todos acham corretos aqueles valores? Outro método em que há consenso da sociedade?

(Por favor, não recorram ao tempo necessário para construir a empresa como um método de avaliação!)

Não há consenso algum, né? Em uma emissão primária inicial, para ficar só na operação em que os recursos são captados para os projetos da empresa ( mas podia ser secundária vide BMF, Bovespa), por exemplo, o valor dessa é sempre o "correto", se é que isso existe?

Portanto é o seguinte: sem um mercado secundário - e aí levantar a crise como exemplo do fracasso desse mercado, é como basear a culpabilidade da Casas Bahia pelo assassinato do rapaz no início do mês pelo fato de ter capital fechado, ou seja, uma cretinice sem tamanho - é naturalmente mais difícil se chegar a um valor mais próximo do consensual, pelo simples motivo do qual um processo contínuo de negociação sempre encontra um preço de equilíbrio entre as partes interessadas.
As bolsas agregam valor ao concentrarem em um ambiente as negociações de ativos e derivativos pelo fato de facilitarem o encontro entre vendedores e compradores. Com este serviço proporcionam, por exemplo, mais tempo (tempo! Marx adoraria isso...) para que aqueles dispostos em negociar suas cotas se dediquem a suas atividades profissionais, sejam médicos, engenheiros, blogueiros, ou um... hummm, industrial - segundo o brilante signatário o único "produtor" verdadeiro - que de outra maneira teriam que ficar catando alguém na rua interessado no negócio (de repente um anúncio no jornal ajudaria). Já que possibilitam maior produção - mesmo em outras atividades que nada tem a ver com a prestada - daqueles que fazem uso de seu ambiente, nada mais "justo" do que cobrar pelo serviço.

Depois de tanta enrolação...

Um trader de giro ainda tende a tornar mais "justa" e rápida essa negociação, dado que sua intensa atividade colabora para o estreitamento das diferenças entre as ofertas de compra e venda.

Especulador é todo aquele que faz negócios com o objetivo de obter lucro. Seja na compra de bananas, ou mesmo na manutenção delas em estoque (vai qe o cara acha que vendê-las só para fazer doce é mais interessante, mas se o exemplo fosse vinha seria melhor) no caso do dono das terras, ou em operações com derivativos hipotecários. Um investidor nada mais é do que um especulador de longo prazo.

Kleber foi sem dúvida ótimo o que ocorreu com os BIs, dado que tendo tido papéis entre os protagonistas da farra ( entre é importante resaltar!)pagaram com sua prórpria existência. Mas não é por isso que se deva negar a importância que tiveram no desenvolvimento dos mercados de capitais e, portanto, no barateamento dos recursos que possibilitaram uma grande impulsão na produtividade.

Alex,

Uma das minhas definicoes de asno eh alguem que acha que nao eh possivel ter crises de BP com controles de capital.

Obviamente, isso eh uma ofensa aos pobres bichos de quatro patas...

"O"

"Alexandre, vc comentou em relação aos asiáticos, mas não mencionou o principal. Qual é a política cambial deles? Como tratam a conta capital?"

tem de tudo, meu fio... O mais bem sucedido dos asiaticos emergentes, a Coreia do Sul, tem conta de capital aberta. Um tal de Japao tambem. Tenho certeza que Laos e Cambodia tem conta de capital fechada...

"O"

Para ser mais correto, consultei um banco de dados sobre controles de capital (depois dou a referencia):

Coreia, Hong Kong, Cingapura tem menos controles de capitais que o Brasil

Malasia, Tailandia, China, India, Indonesia, Filipinas tem mais controles de capital que o Brasil

Obviamente, entre os asiaticos com mais controles de capital que o Brasil, o unico cujo desenvolvimento pode se comparar ao nosso eh a Malasia, todos os outros sao consideravelmente mais pobres, economicamente e politicamente que o Brasil.

"Alex o que causou o aumento da pobreza no Brasil foi aumento da Selic.

A Selic do gera riqueza para os correntistas que aplicam e pobreza para os que pagam os correntistas (a população Brasileira.Um calote na divida Pública resolveria os problemas do Brasil.

A Argentina deu um calote porque quando desvalorizou seu cambio o valor da divida em pesos explodiu.Com o calote ela cresceu mais que o Brasil."

Dado que a distribução de renda no Brasil só faz melhorar e, na Argentina, só faz piorar, você acabou de ganhar o Jumento do Dia. Parabéns.

Alex você não acredita em Analise Gráfica? Ela da uma noção de de como entrar no mercado.

Se você olhasse o gráfico de USD/BRL iria vê que existia um fundo,indicando uma possibilidade de alta.

Se você critica seu uso porque ela é tanto usada nas mesas de operações de corretoras/fundos?

Alexandre em 2009 é viável trazer o IPCA centro da meta ,ou teremos uma inflação próxima do teto da meta (entre 5 e 6%)?

Na sua visão o BC deveria elevar o juros o máximo possível para trazer a inflação para o centro da meta.

Por que o meu post foi sensurado?

É difícil tolerar o debate?

O Brasil não cresce graças a adoção do liberalismo econômico,a abertura das importações prejudicou o desenvolvimento tecnológico do Brasil.

O fim da lei da informática prejudicou o desenvolvimento tecnológico brasileiro gerando mais desemprego.Aumentar o protecionismo seria a solução para o Brasil sair dessa crise.

Petterson:

Leia sua própria pergunta e descubra.

Anônimo:

Não adianta. O Jumento de Ouro de hoje já tem dono. Tente de novo amanhã.

E', Arlequim, mas deu no que deu, irmao. Obviamente eu nao pertenco ao grupo dos que acham que especulacao deveria ser legalmente proscrita. Mas o fato e' que toda esta intermediacao financeira nao tornou empresa ou produto nenhum melhor. Aguardemos mais um bocadinho, ate' que a onda de falencias provocada pela acao (predatoria) dos buy-out funds start in earnest.

Um grande abraco

Kleber S.

PS: Essa acao predatoria e' FACILMENTE resolvivel por regulacao. Basta que se proiba fazer o downloading da divida no balanco da empresa comprada. Ai' caso alguem va' a falencia, que seja o especulador, nao uma empresa solida.

who let the dogs out?!? ho, ho, ho..

"Coreia, Hong Kong, Cingapura tem menos controles de capitais que o Brasil

Malasia, Tailandia, China, India, Indonesia, Filipinas tem mais controles de capital que o Brasil"

Hong-Kong e Cingapura dá pra comparar com Ilhabela ou com Fernando de Noronha. Não com o Brasil. Malásia, China, Índia e os d+, sim.

A Coréia do Sul tem superávit em conta corrente e fluxos majoritários de IDE na conta capital, enquanto o Brasil tem um componente muito mais elevado de portfolio. Mais do que isso: o câmbio no Brasil não é determinado pelo fluxo de divisas, mas pelo mercado de derivativos, como vem sabem os leitores, que muito entendem desse tipo de operação.

Essas são duas razões para concluir que, assim como os países comparáveis com o Brasil, este deve controlar fluxos de K.

Por fim, a China é benchmark porque é uma economia altamente dinâmica e competitiva, muito mais do que o Brasil.

Um pouco mais de inflação não seria ruim para o Brasil.Se aumentasse a meta de inflação de 6% para 8% seria possivel manter um crescimento de 5%.

neoclássicos, olhem pra isso aqui:

http://ideas.repec.org/p/epa/cepawp/1999-06.html

o crescimento é liderado pela demanda, crescimento liderado pela oferta é só um caso especial.

"O fim da lei da informática prejudicou o desenvolvimento tecnológico brasileiro gerando mais desemprego.Aumentar o protecionismo seria a solução para o Brasil sair dessa crise."

Eh, faz sentido, parece que a crise nao chegou na Coreia do Norte ainda.

"O"

Alex o Brasil vai ter uma nova "onda" de capitalização das estatais?

Petrobras parece que estar "quebrada" pedindo dinheiro subsidiado da CEF,BB deve pedir dinheiro do tesouro para comprar outro banco.

"A Coréia do Sul tem superávit em conta corrente e fluxos majoritários de IDE na conta capital, enquanto o Brasil tem um componente muito mais elevado de portfolio. Mais do que isso: o câmbio no Brasil não é determinado pelo fluxo de divisas, mas pelo mercado de derivativos, como vem sabem os leitores, que muito entendem desse tipo de operação."

Ah, claro. Deve ser por este motibo que o won quase não sofreu com a crise e nem houve problemas de derivativos na Coréia.

Como o Jumento de Ouro já tem dono, fica com o Troféu Autista, reservado aos heterodoxos com particular dificuldade de se conectar ao mundo real.

"neoclássicos, olhem pra isso aqui:

http://ideas.repec.org/p/epa/cepawp/1999-06.html

o crescimento é liderado pela demanda, crescimento liderado pela oferta é só um caso especial."

É o caso especial mesmo: o que dá certo...

“Hong-Kong e Cingapura dá pra comparar com Ilhabela ou com Fernando de Noronha. Não com o Brasil. Malásia, China, Índia e os d+, sim.”

Não entendi o que você quis dizer com isso. Talvez seja algo profundo, mas meio inescrutável para o reles ignorante que sou.

“A Coréia do Sul tem superávit em conta corrente e fluxos majoritários de IDE na conta capital,”

Deve ser o autismo, Alex. Eu chequei os dados do Brasil e da Coréia, e qual minha surpresa ao encontrar que o investimento direto representa quase 40% dos passivos externos brasileiros e menos que 20% dos passivos externos da Coréia. Novamente, fatos são cocô de passarinho para nossos heterodoxos.

“enquanto o Brasil tem um componente muito mais elevado de portfolio.”

Falso, gênio! A Coréia tem um componente muito mais elevado de fluxos de portfolio do que o Brasil. Tanto é o caso que a Coréia está passando por uma crise cambial agora porque suas firmas são extremamente dependentes de crédito externo de curto prazo. Aliás o mesmo motivo da crise que os coreanos enfrentaram no final dos anos 90. Qualquer pessoa que passou mais do que 15 minutos lendo sobre a Coréia deve saber disso, não?

“Mais do que isso: o câmbio no Brasil não é determinado pelo fluxo de divisas, mas pelo mercado de derivativos, como vem sabem os leitores, que muito entendem desse tipo de operação.”

??

“Essas são duas razões para concluir que, assim como os países comparáveis com o Brasil, este deve controlar fluxos de K.”

Mas como que países como Indonésia e China podem ser comparáveis com o Brasil? Por quê?

“Por fim, a China é benchmark porque é uma economia altamente dinâmica e competitiva, muito mais do que o Brasil.”

Não sei o que você quer dizer com economia competitiva. O que eu sei – baseado em fatos, esses cocôs de passarinho – é que a China é um país muito mais pobre que o Brasil e o trabalhador chinês ganha muito menos que o brasileiro, tem muito menos direitos que o trabalhador brasileiro, trabalha muito mais horas, e se reclamar, vai em cana.

"O"

"neoclássicos, olhem pra isso aqui:

http://ideas.repec.org/p/epa/cepawp/1999-06.html
"

Artigo divertido... Usa uma funcao de producao Leontieff e uma funcao de investimento exogena. E o pior eh que tem gente que cita tal artigo achando que passa-se por capaz. Por que serah que nao conseguiu passar de working paper? Deve ser algum boicote feito pelas revistas academicas?

Alex, uma pergunta: e' possivel abrir uma janela de votacao no blog onde os sobrinhos elegeriam o vencedor do trofeu Asno de Ouro entre os comentarios de um determinado post seu?

Alem de ser divertido e democratico, aliviaria a barra do caxorro, que tem sido forcado a conviver com toda sorte de imbecis.

Um grande abraco

Kleber S.

"Por que o meu post foi sensurado?"

Hahaha... "sensura" eh uma mulher boa com uma tesoura na mao.

Caro Alex,

agradeço pelo segundo lugar que me concedeu hoje.

Imagino que se eu tivesse dito que a Coréia do Sul não recebe investimentos do tipo portfólio por meio da conta capital, o que validaria a sua frase "deve ser por este motivo que o won quase não sofreu com a crise e nem houve problemas de derivativos na Coréia", eu teria recebido o primeiro lugar.

Mas não foi o que eu disse.

De qq maneira, não estou sabendo das movimentações de derivativos na Coréia do Sul. Também, pudera: existe um país que não foi afetado, em alguma medida, por este reboliço financeiro?

O que interessa aqui é que o controle de K ajudaria a:

- estabilizar BP
- estabilizar câmbio

A experiência da Ásia dinâmica mostra que esse tipo de política gera ótimos resultados. Vide Gabriel Palma.

Por fim, não acho importante distinguir hetero de orto ou de meso. O que interessa é que as políticas tenham racionalidade de fato, e não apenas de acordo com modelos que se pretendem aplicáveis tanto à ilha de Marajó quanto a Luxemburgo.

"Alex o Brasil vai ter uma nova "onda" de capitalização das estatais?

Petrobras parece que estar "quebrada" pedindo dinheiro subsidiado da CEF,BB deve pedir dinheiro do tesouro para comprar outro banco."

"O" acha que sim. Nao sei onde vai estourar a corda, mas entre BB, CEF, Petrobras, BNDES, acho muito dificil que nao haja uma recapitalizacao logo logo. O deficit nominal para 2009 pode muito bem passar dos 5% com essa brincadeira.

"O"

Você demonstrou um profundo desconhecimento sobre a economia Brasileira.O Brasil tem potencial para crescer 8% AA,o problema é o BC com a Selic.

Índia cresce 8%,China a 9%,Brasil 5%.Temos que crescer 9%,basta você baixar o juros que o Brasil cresce.

Acho que você errou no exemplo que deu para o Igor.

"No primeiro caso, as reservas agora valem BRL 225(=90*2,50) e o governo passa a ter uma dívida líquida negativa de menos BRL 125(BRL 225 - BRL 100)."

Como a dívida interna caiu para 180 devido à venda spot, o correto é 225-180=45 de dívida negativa.

"No segundo caso, as reservas (integrais) valem BRL 250 (100*2,50), mas o BC tem que pagar o swap 25(=10*2,50). Liquidamente o BC tem BRL 225 e o governo ainda deve BRL 100, o que faz a dívida líquida negativa no mesmo valor anterior (menos BRL 125)."

Como a dívida interna era 200, e subiu 25 para pagar o swap, o correto é 250-225=25 de dívida negativa.

O PARADOXO DO BOI

Ou, por que o marquissismo faliu.

"O valor de um produto nada mais e' do que o envelope de trabalho utilizado em sua producao".

Falou Vossa Ignorantsia no ignorantissimo O Capital.

Entao vamos nos, cumpadres, pensar um bocadinho, na bobagem da assertiva acima, origem (inconfessada) do keynesianismo, do joaocsifucismo, e outros ismos igualmente ignaros. Imaginem o boi, que tem a mania incompreensivel de manter todos os seus orgaos juntos, ao longo de toda a sua vida. Devido a essa idiossincrasia idiota, a humanidade pecuarista nao conseguiu fazer um bovino so' de picanha e filet mignon. Cientistas canalhas! Como consequencia dessa falha cientifica abissal, quando o peao em uma fazenda qualquer alimenta o boi, ele contribui para o crescimento igualitario da picanha e do bofe. Nao tem xabu. No entanto, isso tem um significado economico-ideologico do baralho, cara cambada! Isso significa que o "envelope de trabalho" para se produzir o filet e o bofe e' exatamente o mesmo! Gruta qui caiu! E ai', camaradas, cumequifica a parada, mermao? Qual e' a solucionatica pra essa problematica?

Simples: cartao de racionamento pra tigrada toda. E pra quem vai ficar o filet? Ora, pros neguinhos do PT, digo, do Partido.

Mas onde mesmo estaria o erro tecnico, ou o sofisma, para os mais sofisticados? Resposta facil: e' que a Teoria Ricardiana de valor utilizada pelo gorduxo e seu asseclinha, Engels, escolheu ignorar o componente "desejo" como criador de valor. Na verdade, galera, o valor de qualquer porra e' ditado pelo desejo de um otario, ou sabido, em possuir o tal bagulho.

Foi ai' "onde el marxismo se hodio'".

Um abraco de quebrar costela

Kleber S.

PS: BobFields, ce sumiu de novo. To preocupadissimo com o jogo de domingo. Forcai', hein, cumpadre!

"E by the way, vamos comecar a reformar o pensamento economico para mudar as faculdades de economia no mundo todo, pois do mesmo modo que o marquissismo faliu na decada de 80, o capitalismo faliu agora. E' preciso ser cego terminal para nao ver que o sistema implodiu, e que o "capitalismo" atual somente sobrevive porque governos do mundo todo - a comecar, e principalmente, pelos US - estao nacional-socializando o sistema bancario.

Resumo da mensagem, tigrada:

1- O capitalismo, conforme nos foi ensinado por decadas a fio nas universidades do mundo todo, MIAU.
2- "Competitividade" e' coisa de pobre. Coisa de rico e' "inovacao". "

Quanto à questão competitividadeXinovação concordo plenamente.

Quanto à falencia do capitalismo vou arriscar uma análise, correndo o risco de ser enviado à doghouse.

É fato que bolhas se formaram (dotcom, real state) e o FED manteve sempre um política de expansão monetária (juros baixos). As inovações tecnológicas dos anos 90 e a transferencia da produção americana para a China mitigaram quaisquer pressões inflacionárias dos ultimos 15 anos. Isso deu ao FED a impressão de que um novo paradigma havia surgido: crescimento sem inflação.

Ora, se o mandato do FED é preservar a moeda e o crescimento ele fez o que se esperava dele. Ocorre que as transformações do mundo e da economia requerem agora uma nova forma de pensar o capitalismo. Bem, ao fim e ao cabo acho que acabei concordando contigo.

Quanto ao Jumento de Ouro acho que o laureado ("selic provoca pobreza") é o mesmo cara que advoga a volta da lei da informática. Alex, tem neguinho que entra aqui só para provocar, voce tem é muita paciencia mesmo. Com tanto palco para quermesseiros por aí por que é que eles infestam estas plagas?

abs, BobFields

ps. Kleber, não vamos gastar cartucho com o tricolor das laranjeiras. O São Paulo já está com a mão na taça, vamos reservar a mandinga angolana para situações mais decisivas.

"O fim da lei da informática prejudicou o desenvolvimento tecnológico brasileiro gerando mais desemprego.Aumentar o protecionismo seria a solução para o Brasil sair dessa crise."

Jura que essa não leva um jumento de ouro? E menção honrrosa leva?

Ainda lembro dos gloriosos anos 80 quando um sujeito que tinha um computador no brasil era uma espécie de semi-deus. Ou dono de todos os recursos ou mestre das 8 magias arcanas necessárias a se comprar um computador (vagabundo) dos muambeiros paraguaios.

Como alguém disse em outro post, a maior prova em favor do argumento protecionista é estupendo nível tecnologico dos computadores fabricados na coreia do norte e em mianmar.

Tem uns posts que de tão cretinos já estão me fazendo achar que são invenção do Alex pra animar o blog...Tipo Simplicio e Salviati no paradoxo de Galileo...

André

BobFields, se a coisa for mal no Morumbi, ce vai ter que garantir la' em Goias, hein cumpadre?

Bob, quando do estouro das dotcom, eu raciocinei exatamente igual a voce, dando um desconto pro Greenzinho, velho safado. Mas a criacao da segunda bolha, a imobiliaria, foi um crime lesa-humanidade. Imovel e' coisa seria, Bob, pois e' essencialmente um negocio alavancado. Quanta gente voce conhece que pagou sua moradia 'a vista? Em funcao dessa alavancagem, a perda de valor do ativo tem consequencias fenomenalmente maiores do que a queda do mercado acionario. Neste mercado, o pessoal em geral perde o seu. Poucos tem acesso a credito para investir em acoes. Nao acho que precisa ser genio pra imaginar que alavancar milhoes de pessoas simultaneamente vai dar merda. Greenzinho foi avisado da bolha que se formava. Ele negou a bolha, e depois disse que a formacao de bolhas e' inevitavel, e que em termos macro, e' melhor lidar com os seus efeitos do que impedir a sua formacao. O resultado e' isso-qui-tai'. Politica monetaria nos tempos atuais passou a ser uma arte discursiva. O banqueiro central de hoje se pergunta: "como e' que eu vou justificar jogar mais dinheiro na praca hoje"? Pois como ja' denunciamos aqui em mensagem passada, em epoca boa eles jogam dinheiro no mercado pra sustentacao do crescimento. Em epoca ruim, jogam ainda mais dinheiro, para evitar a recessao. Ora, amigao, isso eu tambem sei fazer.

Parece que o novo sistema, sintese hegeliana do capitalismo ja' esta' se desenhando aqui nos US. O negocio ta' mais ou menos assim, o':

1- FEDelhos e governelhos afogam o mercado com dinheiro e garantias. Depois de entrar no mercado de commercial paper, so' falta o governo nacionalizar a cantina onde o pessoal almoca.

2- O pessoal que tem dinheiro nao esta' emprestando pra empresa semifalida, ou neguinho de credito duvidoso. Caxorro mordido de cobra, sabecumequie'.

3- O que esse pessoal esta' fazendo com seu rico dinheirinho? Ora, esta' comprando titulos do tesouro. Voce tem acompanhado a taxa de juros do 10-year bond? So' nao ta' caindo mais por falta de espaco.

4- O movimento das aguas visto de cima e' entao o seguinte: o pessoal do grande capital empresta o dinheiro ao governo, numa operacao (ainda) considerada sem risco. O governo por sua vez reempresta os recursos ao mercado, com um spread irrisorio, assumindo todo o risco. Ou seja, o governo se tornou O agente financeiro central do mercado. As fortunas existentes estao garantidas para sempre. Ve-se portanto que este sistema apresenta componentes do feudalismo, do capitalismo e do socialismo.

Precisamos dar um nome para o novo sistema. Que tal "financialismo"?

Um abraco de quebrar costela

Kleber S.

Caro "O",

finalmente entramos no campo da boa argumentação. Está de parabéns!

Não entendeu a brincadeira sobre Ilhabela x Cingapura? Explico: Hong-Kong e Cingapura não passam de minúsculos países-ilhas, meu caro, de modo que obrigatoriamente devem ser o mais abertos possível. De fato, o fluxo de K nesses países supera em muito o PIB. Avise se precisar de versão para colorir.

Não entendeu por que a China e a Índia são benchmark? Qq um que passou 16 minutos estudando economia do desenvolvimento sabe o porquê. São países grandes e de renda média - não são pobres como Bangladesh nem ricos como o Canadá. E têm economias muito mais competitivas do que o Brasil, mas esta explicação é mais longa, de modo que, se vc tiver um tempinho sobrando, recomendo fortemente Gabriel Palma: http://www.un.org/esa/policy/backgroundpapers/palma_final_paper.pdf

Não cometamos novamente o erro de selecionar um ano isolado e tirar conclusões para toda uma realidade. Como sabemos, a Coréia do Sul está à frente do BR em dinamismo econômico desde o início dos anos 1980. Não pode ter baseado esse sucesso apenas em 2008, certo?

Entre 1998 e 2007, o Brasil acumulou 198 bi de superávit em conta capital e financeira (86 portfolio), enquanto a Coréia acumulou 44 bi (78 em portfolio). Olhando por esse ângulo, quem tem o maior passivo externo? Tudo bem, vamos olhar para a conta corrente. A Coréia teve superávit de 157 bi... e o Brasil? Déficit de 69 bi. Fontes: IPEA e https://sdbs.adb.org/sdbs/index.jsp Nós ficamos deficitários em 69 bi, que financiamos com entrada de 198, enquanto os coreanos ficaram superavitários em 175 bi, além de terem permitido o ingresso de outros 44 bi. Mínima diferença. Se para uns conjuntura é cocô de galinha, para outros estrutura é cocô de rinoceronte.

Se você tiver disposição e interesse para ler um artigo que analisa os fluxos de K para países como BR e os asiáticos, de 1992 a 2006, segue a dica: http://www.unicap.br/neal/artigos/ProfRicardoCarneiro.pdf

Saudações.

Opa! O Petterson entrou pesado na competição para Autista Econômico.

"Não entendeu por que a China e a Índia são benchmark? Qq um que passou 16 minutos estudando economia do desenvolvimento sabe o porquê. São países grandes e de renda média - não são pobres como Bangladesh nem ricos como o Canadá."

Os dados de PIB per capita para os países mencionados são:

PIB per capita (PPP)
Brasil: 9700
China: 5325
Índia: 2563

Entre Brasil e China temos potências globais, como República Dominicana, Suriname, Belize, Jamaica, Samoa e Suazilândia. Até a Índia achamos a Namíbia, Tonga, o Butão (o grande Butão!), o PARAGUAI e a República do Congo, entre outros.

De fato, são "benchmarks" para o Brasil.

P.S. Aliás, a área (e população) de um país ajuda a explicar a abertura comercial (países grandes fazem muitas trocas internas dada a heterogeneidade geográfica), mas não necessariamente abertura financeira.

"O": o resto eu deixo com você.

"Ora, se o mandato do FED é preservar a moeda e o crescimento ele fez o que se esperava dele."

Kleber e Bob, acho que concordo com os dois, se é que isso é possível.

De repente a caca ta no mandato do FED. Quer dizer, esse negócio de manter a estabilidade monetária e de empregos, o que não tira do Maestro a responsabilidade por ter estimulado a farra. Aparentemente esse senhor entrou numa de que tinha mesmo entrado em sintonia com os ciclos para possibilitar o crescimento eterno e estável.

E tem outra coisa Kleber, isso que você cita no item 4 que de fato está ocorrendo, para mim é apenas a extrapolação do que já vinha antes com a Giga participação das FMs tanto na originação quanto na securitização dos contratos hipotecários. O dito moral hazard já estava contratado.


A regulação tem mesmo que ser modificada, principalmente no que diz respeito aos limites das autoridades. Aquele negócio de CRA deve ser banido, a marcação a mercado das tesourarias parece que já foi, enfim, adequação de regulamentos não é necessariamente um aumento.

Falou-se muito da falta de regras para os BIs, mas o CITI - que escapou de boa na crise dos pré-Bradys - era sujeito a todas as regras vigentes e tava indo para o saco do mesmo jeito.

Não há objetividade alguma quando se fala em falta de regulamentação. Afinal que abstração é essa? Seria um acordo de Basel com menores limites de alavancagem? O impedimento para a realização de operações que as "otoridades" não entendem? Impedimentos para a circulação de capitais interfronteiras?

Como eu disse antes, a maioria daqueles entes privados que exageraram já não existem mais em sua forma tradicional, felizmente. Já o estado vai existir sempre( que se dê um desconto semântico)e esse sim é um agente com real potencial de erros perpétuos (outro desconto).

Arlequim, nao e' mesmo contraditorio concordar comigo e com o Bob, pois nao houve discordancia. Eu apenas estendi o raciocinio no mesmo sentido que voce o fez.

O Citi tem um banco de investimentos seu, o antigo Smith Barney. Alem disso, se comprometeu uma barbaridade ao se meter com SIVs, que a regulamentacao permitia existir como off-balance sheet, justamente para driblar a regulacao que limita alavancagem. Como os ativos apodreceram muito rapidamente, eles acabaram ficando com um baralho quase que so' de micos.

Uma das grandes cacas que possibilitou o caos atual foi a extincao do Glass-Steagal Act, promovido pela "administracao" Clinton, que separava as atividades de commercial e investment banking.

Um grande abraco

Kleber S.

Petterson,

A ideia que India ou China devem ser benchmark do Brasil eh completamente bizarra e -- eu posso dizer com seguranca, como membro de carteirinha que sou do establishment de desenvolvimento economico -- nao eh contemplada por ninguem no campo de desenvolvimento economico.

Que parte do modelo chines voce quer copiar?

Eu gostaria de copiar a universidade publica paga, assim neguinho pensava duas vezes antes de perder tempo acumulando ignorancia na Unicamp.

Entretanto, eu prefiro ficar com nosso SUS ao inves de nao ter um sistema publico de saude como naqueles paises.

Ou talvez voce queira copiar o modelo chines de aposentadorias? Seria uma economia fiscal radical no Brasil. Soh precisariamos pagar a aposentadoria da elite do PT e o resto dos cento e oitenta milhoes podem economizar a vida toda para nao morrer de fome. Ou podemos fazer como no Vietnam, onde cong que chega aos 65 anos ganha um pedacinho de terra em que ele pode plantar o arroz para nao morrer de fome.

Tambem nao sou radical a ponto de ser contra o salario minimo.

Tambem acho que alguma restricao protetora do meio-ambiente eh uma boa ideia...

Ou talvez voce queira copiar da China as restricoes a organizacao de sindicatos? A principio sou contra, mas se isso servir para botar na cadeia o Paulinho da Forca, ateh que nao eh uma ideia tao ruim.

Ou serah que a parte que voce mais gosta da China eh a restricao a expressao e censura?

"O"

Alex, eu aceitarei o prêmio com prazer, mas só depois que vc comentar o seguinte:

na mesma tabela de onde vieram esses dados (do world bank, suponho), provavelmente havia a média dos high income, middle income e low income. Pena que vc não olhou!

A ONU diz que a China tinha, em 2005, renda p-c (PPP) de US$ 6,760, e a Índia de 3.450. Diz também que os países de médio desenvolvimento têm uma renda per-capita média de US$ 4,8 mil (PPP), enquanto os de baixo desenvolvimento têm esse valor na casa dos US$ 1,1.

Você deve ter se esquecido, mas a idéia de renda média no Brasil não significa nada, devido à desigualdade de renda altíssima. Na verdade, a mediana e a moda por aqui ficam muito mais abaixo da média do que na China e Índia.

Suponho que Sala-i-Martin seja conhecido de V.Sas. Também devem saber que ele escreveu um ótimo trabalho sobre distribuição pessoal da renda em termos mundiais (http://www.columbia.edu/~xs23/papers/pdfs/World_Income_Distribution_QJE.pdf)
Lá fica claro a razão porque Índia e China são de renda média.

Espero não ter de dividir prêmio com ninguém!

Saudações,

"Lá fica claro a razão porque Índia e China são de renda média."

Nao. Nao fica. Nao tem jeito algum de voce espremer os dados para concluir que a India eh um pais de renda media. Eh non-sense.

"Você deve ter se esquecido, mas a idéia de renda média no Brasil não significa nada, devido à desigualdade de renda altíssima. Na verdade, a mediana e a moda por aqui ficam muito mais abaixo da média do que na China e Índia."

Ah sim, e imagino que na China e na Índia seja muito diferente. A mediana da renda indiana e chinesa deve ser muito parecida com a média mesmo, até porque a distribuição de renda nestes países é aquela beleza...

De qualquer forma, a diferença de PIB per capita da ordem de 2 vezes no caso da China e quase 4 vezes no caso da Índia (e a ONU agrupa estas economias? Não é à toa que não serve para nada) já deveria explicar a maior parcela da diferença da taxa de crescimento do produto per capita entre estas economias.

Já que você gosta de ler o Sala-i-Martin, aproveite para ver o trabalho dele com o Barro acerca da influência do PIB per capita inicial na velocidade de crescimento.

Mas continue tentando: o Pedro já levou o Jumento, mas sempre podemos arrumar um prêmio de consolação para o campineiro desenganado,

Até que tamos começando a concordar!

Eu também acho que todos os que podem pagar pelo estudo universitário deveriam pagar. A universidade pública é um dos maiores reprodutores da desigualdade de renda neste país. Mas, infelizmente, 99% de quem manda neste país não pensa como eu e vc. Eu gosto do sistema italiano: vc se inscreve na Universidade, e te dizem o preço do semestre. Não pode pagar? Prove. Se provar, não paga.

É claro que vc exagera um pouco em relação à UNICAMP! Há que abrir a mente, meu caro. Também precisamos de comunistas neste mundo. Seria muito monótono se todos pensassem como vc. E aqui se produz muita coisa boa, sim. Eu vim da FEA / USP, onde também se produz muita coisa boa, e te garanto que são escolas igualmente de alto nível.

Devemos copiar o modelo de capitalismo chinês. As nossas políticas sociais estão no caminho certo, como argumentei antes. Isso é muito importante. Porque esse modelo de kismo não é só chinês, mas de todos os asiáticos dinâmicos, começando pelo Japão. É sempre a mesma idéia: protecionismo seguido de abertura controlada; associação estreita entre setor empresarial e bancário; câmbio competitivo; drive exportador; Estado capaz de potencializar vencedores; etc, etc. Modelo totalmente diverso de Argentina e Rússia.

É claro que em economia do desenvolvimento se usa a China como benchmark! Não sei qual delas vc está estudando, mas pode começar pelas dicas de leitura que passei. Agora, se vc quiser usar como benchmark EUA e Europa ocidental, tudo bem, mas por favor, considere a época em que estavam em estágio intermediário de construção de seus sistemas produtivos, e não o estágio atual. Se não é covardia..

Alex, imaginar não é saber. Veja o Sala-i-martin que eu indiquei, e vc saberá.

Att,

Petterson

Petterson eu estudei economia na Unicamp durante 6 meses.Transferi o curso de economia para Bach em MAT porque não agüentava vê tanta filosofia....,alias nem sei pra que serve vê filosofia em economia.

Economia é uma ciência exata não humana.Não tem porque vê matérias ligadas a história,filosofia.

Ainda assim não adiantaria. O PIB per capita continuaria sendo a a medida de produtividade da economia e o Brasil ainda seria mais rico que a China (2x) e a Índica (4x). E, como tal, teria desafios que não são os mesmos de China e Índia.

A China tem 41% de urbanização; a Índia 29%. O Brasil tem 82%. E você acha que são países comparáveis? Acha que são países em estágios semelhantes de desenvolvimento?

Se respondeu "sim" a qualquer uma das perguntas acima, meu voto para o Jumeto de Ouro mudou de dono.

"É claro que vc exagera um pouco em relação à UNICAMP! Há que abrir a mente, meu caro. Também precisamos de comunistas neste mundo. Seria muito monótono se todos pensassem como vc. E aqui se produz muita coisa boa, sim. Eu vim da FEA / USP, onde também se produz muita coisa boa, e te garanto que são escolas igualmente de alto nível."

Provavelmente voce nao tem nem como saber como uma escola de alto nivel se parece.

"Devemos copiar o modelo de capitalismo chinês. As nossas políticas sociais estão no caminho certo, como argumentei antes."

Meu deus. Isso eh a mesma coisa que dizer que devemos torcer para o Corinthians, pegar um onibus para o Pacaembu vestindo uma camisa verde... Acho que o seu problema eh que voce desconhece ou o Brasil ou a China (ou ambos). Nossas politicas sociais sao a NEGACAO do modelo chines. Se quisermos seguir o modelo chines, a primeira coisa que devemos fazer eh extinguir nossas politicas sociais.

"Isso é muito importante. Porque esse modelo de kismo não é só chinês, mas de todos os asiáticos dinâmicos, começando pelo Japão."

Besteira. Os paises asiaticos seguem caminhos completamente opostos.

"É sempre a mesma idéia: protecionismo seguido de abertura controlada; associação estreita entre setor empresarial e bancário; câmbio competitivo; drive exportador; Estado capaz de potencializar vencedores; etc, etc. Modelo totalmente diverso de Argentina e Rússia."

Nao entendi qual o seu problema. Protecionismo nos temos de sobra. Estado que potencializa vencedores tambem... Subsidio a exportadores idem.

"É claro que em economia do desenvolvimento se usa a China como benchmark!"

Nao para o Brasil, nosso benchmark deve ser paises muito mais desenvolvidos que a China, como Coreia do Sul, Chile e Mexico. Entretanto, se tivermos uma revolucao comunista que massacre uns 10 milhoes dos nossos, destrua a nossa infraesturura e corte nosso PIB per capita pela metade, daih sim, eu aceito a China como benchmark.

Alex eu estudo economia na USP e noto que o curso de economia estar praticamente acabado.

Estreitamento da relação com as Universidades da Ivy League (Harvard, Yale, Brown, Columbia, Cornell, Darthmouth, Princeton e Yale);
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-Luta pela privatização da Universidade;
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-Luta pela criação do curso de bacharelado em Mercado de Capitais e Especulação Financeira;
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-Luta pela extinção do curso de Ciências Sociais;
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- Formação de consórcio com os grandes grupos corporativos do setor privado do país (Valespar, Bradespar, Banco Itaú, Votorantim, Safra e AMBEV) para fins de patrocínio de salas, com maior influxo de recursos para reparo de carteiras e compra de equipamentos.
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- Instauração do princípio da eficiência, com fim de estabilidade dos cargos de servidor público. Faltou, vagabundeou? Demissão por justa causa sem saque de fundo de garantia.
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- Luta pela Privatização dos RU'S, que passariam a ser grandes praças de alimentação, com estrutura prevista de 20 módulos para alocar restaurantes da rede McDonald's, Pizza Hut, Starbuck's, entre outros.
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- Promover grandes eventos como palestras com Olavo de Carvalho,Diogo Mainardi, Arnaldo Jabor, Paulo Guedes, além de colóquios, a contar com grandes mentes nacionais e internacionais, com os temas "Por que a Globalização funciona?", "Processo de privatizaçãos e neoliberalismo como vias para desenvolvimento econômico".
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- Promoção da pesquisa com a formação dos grupos "O livro negro do comunismo: um estudo", "O mercado de ações brasileiro e os impactos do investment grade", "A vida e obra de Milton Friedman", "Análise crítica: a Mont Pélérin Société e emergência do Novo Capitalismo".





O Libertarianismo não é um sistema econômico, mas uma filosofia política.
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Ele não se resume a uma proposta de alargamento das condições materiais para a população, mas, antes disso, é uma questão de princípios, uma questão moral.
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A riqueza advinda de um sistema de livre comércio -- que, descentralizado até sua menor minoria (o indivíduo), gera uma melhor alocação de recursos -- não é a razão última de defendermos essa filosofia. É apenas mais um forte ponto, entre outros, a seu favor.
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O libertário defende a liberdade. Por liberdade entenda-se "ausência de coerção". Qualquer coerção, seja de um homem, pela violência física, seja por uma coletividade legitimada pelo contrato social, que renegamos. O indivíduo deve ser livre para fazer o que bem entender, tendo como único limite a liberdade do outro.
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O libertário defende quaisquer causas em que a liberdade é ameaçada. Da união civil dos homoafetivos ao direito dos pais de educar seus filhos em casa; da legalização das drogas à eutanásia; da liberdade de escolha de qualquer estilo de vida, desde que as pessoas que se submetam a ele o façam por sua livre decisão.
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Não somos de esquerda, porque somos contra a intervenção estatal na sociedade, seja de qual ordem for. Não somos de direita, porque não defendemos que valores tradicionais de pátria, religião, família, etc, devam ser tomados como imposição. Somos libertários, porque defendemos as liberdades individuais e econômicas, civis e políticas.
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O capitalismo, nesse contexto, é apenas o sistema econômico que melhor promove a liberdade -- sendo exatamente por isso o sistema que mais diminuiu a pobreza no mundo, injustiçado às extensas pela propaganda comunista de pessoas com muito boas intenções, mas pouco conhecimento de economia.


A democracia, por sua vez, não pode ser um fim em si mesmo, por perigo de se tornar uma ditadura da maioria. Uma democracia pode ser totalitária, como a exemplo dos regimes nazi-facistas, ou como quase a exemplo da Venezuela. Democracia não pode, por isso, ser exercício de poder, mas tão somente origem de poder. E origem de um poder limitado, que respeite a esfera particular dos indivíduos. Este deve ser o papel de uma Constituição: limitar o poder do Estado. E não definir a taxa de juros, como até bem pouco tempo fazia a nossa.
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"A esquerda quer ser sua mãe. A direita quer ser seu pai. Nós queremos que você cresça"

"Economia é uma ciência exata não humana.Não tem porque vê matérias ligadas a história,filosofia."

Nem exata nem humana, mas social.

Para ser mais correto, economia eh um sub-campo da biologia, estuda as interacoes sociais de certos organismos biologicos, eu, voce e todo mundo menos o Joao Manuel porque ele eh burro que nem uma pedra.

"Para ser mais correto, economia eh um sub-campo da biologia, estuda as interacoes sociais de certos organismos biologicos, eu, voce e todo mundo menos o Joao Manuel porque ele eh burro que nem uma pedra."

Apoiado em todos os pontos!

O comentario sobre o Jaomanuel foi fabuloso, tio "O". To rindo ate' agora.

Abracao

Kleber S.

Anonimo economia é uma ciência exata.Você precisa de derivada, por exemplo, para achar receita e custo marginal no Monopólio, Oligopólio, segunda derivada para achar o ponto de inflexão, equação do 2º grau para achar ponto de equilíbrio em concorrência perfeita, integral definida para encontrar a área do excedente, etc... .

Não existe ciência social nenhuma nisso.Pegue o Livro do Simonsen dinamica Macroeconomica,Mas-Collel de Micro,Leia os Trabalhos do Sheinkman que você terá uma noção de "Ciência Social".

"Como uma escola de alto nível se parece?" Do you speak portuguese?

O verdadeiro economista é o que une a economia política com a engenharia econômica. Quem só sabe fazer modelinhos quantitativos, sem sequer conseguir interpretar os seus resultados, é engenheiro econômico; quem só sabe viajar na sociologia, antropologia e filosofia, sem ser capaz de concretizar o discurso, é economista político. Apenas a junção desses dois faz um economista.

Alex, se vc não entende de urbanização, é melhor não discutir o assunto. O Brasil não é 80% urbano, como dizem as estatísticas do IBGE. Isso já foi exaustivamente discutido por José Eli da Veiga, professor da USP. Dê uma olhada no livro "cidades imaginárias".

Os desafios de quaisquer países são diferentes. Mas ter economia competitiva é desafio para todos. E os asiáticos são os de maior sucesso. Quem diz que a China seguiu caminho totalmente diferente de Coréia e Japão é um analfabeto de economia do desenvolvimento. Vá estudar história, prezado!

Saudações,

Alex o Brasil obriga os exportadores a trazerem seus rendimentos pada o Brasil ou isso tem mudado muito?

Fernando:

Não mais. Os recursos podem ser mantidos no exterior, mas os usos (pagamento de dívidas, etc) ainda é limitado.

Fernando:

Não mais. Os recursos podem ser mantidos no exterior, mas os usos (pagamento de dívidas, etc) ainda é limitado.

Petterson,

Primeiro, o seu ponto que voce citou do José Eli é uma besteira do tamanho da China. No Brasil, apenas 20% da mão-de-obra está na agricultura; na China, são mais de 40% da mão-de-obra na agricultura (vide WDI). Para dar-lhe uma idéia da distância entre os dois países em termos de desenvolvimento, em 1980, era 30% da mão-de-obra brasileira na agricultura – eu não tenho os dados voltando mais no passado agora, mas não duvido que tenhamos que voltar para os tempos do João Goulart para encontrar um Brasil tão agrário quanto a China de hoje.

Segundo, é realmente irônico que você repita o chavão do economista heterodoxo de que está fazendo de fato economia política, ao mesmo tempo que você empurra para debaixo do tapete todas as políticas sociais (ou ausência delas) que caracterizam o modelo chinês e que são desenhadas propositalmente para deprimir o salário real (assim garantindo a competitividade na indústria de intensiva em mão-de-obra) e aumentar o risco das famílias (assim garantindo as altas taxas de poupança). Afinal, tais políticas só são viáveis em uma ditadura, e não em uma democracia dinâmica e aberta com o Paulo Paim no Congresso e o PT no poder executivo federal.

Resumo da ópera: a realidade de desenvolvimento chinesa é completamente diversa do Brasil de 2008 (apesar de guardar grandes semelhanças com o Brasil dos anos 60!) e as escolhas de economia política feitas pelos chineses são completamente fora do universo de políticas que poderiam arregimentar apoio dentro de um regime democrático no Brasil. Como disse antes, se tivermos um ditador psicopata a la Mao-Tse que destrua 40 anos de desenvolvimento no Brasil e instaure uma ditadura burocrática, podemos sim criar condições para crescer como a China. Daí, com sorte, em 2040 poderemos atingir o nível de renda que temos agora. Topa?

"O"

Alex você defende uma liberalização maior em relação aos recursos do exportador?

Chile nos últimos anos fez melhoras significativas em relação ao exportador no quesito de deixar os rendimentos do exportador fora do países.Na parte de importação o a receita fez algumas mudanças?

Muitos clientes meus reclamam das altas taxas de importações que a receita impõe.

Fernando:

Não apenas defendo como, no meu tempo de BC, coordenei a equipe que fez uma bela simplificação na regulação cambial (coisa que a Maria Celina, atual diretora de assuntos internacionais, está aprofundando com muita competência).

Boa parte da MP que liberalizou a questão da internação de divisas foi originalmente formulada pelo BC no período que lá estive.

Eu estou guardando um comentário cretino sobre este assunto para publicar um post a respeito. Aguarde.

O regime de cambio flutuante não serve para o Brasil assim como para países emergentes.

Beluzzo afirma que cambio flutuante não serve para o Brasil, as grandes flutuações atrapalham as decisões de investimento.O ideal seria um cambio com flutuações definidas.


http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM905385-7823-BRASIL+JA+PODE+RESPIRAR+COM+MAIS+CALMA,00.html


Veja a entrevista do Belluzzo.

"Beluzzo afirma que cambio flutuante não serve para o Brasil, as grandes flutuações atrapalham as decisões de investimento.O ideal seria um cambio com flutuações definidas."

Pedro: se é para zurrar, zurre você. Não precisa trazer o Belluzzo para isto...

Alex o ideal seria um regime de cambio controlado.Argentina adota,Venezuela adota o regime de cambio fixo i elas estã bem uma boa situação no quesito de reservas internacionais.

"Alex o ideal seria um regime de cambio controlado.Argentina adota,Venezuela adota o regime de cambio fixo i elas estã bem uma boa situação no quesito de reservas internacionais."

Hiii Hooohhnnn

Veja como estã as reservas internacionais da Venezuela elas não tiveram não baixaram como as da Rússia porque la existe controle de capitais.

Uma medida para evitar crises como essas seria proibir estrangeiros de obterem títulos públicos.

"Veja como estã as reservas internacionais da Venezuela elas não tiveram não baixaram como as da Rússia porque la existe controle de capitais.

Uma medida para evitar crises como essas seria proibir estrangeiros de obterem títulos públicos."

Hiii Hoooohhnnn
Hiii Hoooohhnnn
Hiii Hoooohhnnn

Alex abertura econômica sem investimento em capital humano pode ser um pouco danosa?

Os países asiáticos que investiram pesado em edução e se derem bem com a abertura econômica,já no Chile a abertura econômica não foi tão bem sucedida (poderia ser mais).

Eu tinha empresa de TI no Brasil,sai montei essa mesma empresa no Chile tive que importar mão de obra do Brasil porque aqui no Chile não havia mão de obra qualificada (igual tinha no Brasil).

Petterson a função de um economista é basicamente construir modelos matemáticos para fazer analise econômica.

"Petterson a função de um economista é basicamente construir modelos matemáticos para fazer analise econômica."

Alex, essa tambem eh digna de um jumento de bronze pelo menos...

"Eu estou guardando um comentário cretino sobre este assunto para publicar um post a respeito. "

O Nacif acha que voce eh o Belzebu por causa dessa medida de liberalizacao do cambio... Ele tb disse que voce nao eh tao sofisticado quanto o Fernando Cardim...

"O Nacif acha que voce eh o Belzebu por causa dessa medida de liberalizacao do cambio... Ele tb disse que voce nao eh tao sofisticado quanto o Fernando Cardim"

Opa! Não entendi. Se ele não gosta de mim, por que me elogiar?

Abs

Alex

Alexandre,

sou economista-chefe de um pequeno banco e, sem saber da sua análise sobre o impacto da queda dos preços das commodities sobre a inflação, fiz uma análise idêntica à sua, porém apenas parcialmente. De fato, o impacto direto é inflacionário na medida em que tende a haver uma desvalorização cambial. Porém, precisamos analisar também as elasticidades-preço das importações e das exportações.

Mas o ponto principal que queria mencionar nem é esse. Queria comentar o erro existente nas análises atuais do Balanço de Pagamentos sobre o enfoque da absorção (a Eliana Cardoso também soltou um artigo recentemente sobre isso). O fato é que a absorção doméstica, pelo menos no que tange ao consumo das classes mais altas e ao investimento, foi influenciada pela percepção de que a taxa de câmbio no patamar de 1,60ou 1,70 não era sustentável a longo prazo. Com isso, os agentes econômicos tenderam a antecipar compras de bens importados (ou até mesmo comprar coisas que de outro modo jamais comprariam). Para deixar mais clara a situação, vou dar dois exemplos, que aconteceram comigo mesmo:
1- Nos últimos dois anos, fiz três viagens internacionais a passeio. Antes disso, minha última viagem ao exterior tinha ocorrido em 1994. Porque viajei tanto em tão pouco tempo? Será que minhas curvas de indiferença se alteraram tão radicalmente nos últimos tempos? a resposta é simples: fiz tantas viagens ao exterior porque tinha a sensação de que o preço era irreal, não se sustentaria por muito tempo. Então em dois anos eu fiz as viagens que em condições normais eu faria em 10 ou 15 anos.
Aí cabe a pergunta: com a câmbio a 2,50, continuarei demandando viagens, sejam elas domésticas ou ao exterior? A resposta é simples: não. Certamente eu viajarei com menos freqüência nos próximos anos, mesmo para destinos domésticos, o que fará a demanda agregada do País cair (infinitesimalmente, mas vai cair).
2- Gosto de cozinhar e gasto um bom dinheiro com isso. Nos últimos dois anos, comprei uma grande quantidade de produtos importados, alguns que nem conhecia e outros que normalmente não se encontrava com facilidade quando o câmbio estava em 2,50. Mesmo com o câmbio a 1,60, muitos desses produtos eram caros em reais. Assim como as viagens acima referidas, muitos desses produtos só foram adquiridos nos últimos meses, pelo menos na quantidade comprada, porque tinha a sensação de que o dólar não se sustentaria nesse patamar. Em outros termos: minha taxa de poupança estava momentaneamente abaixo da taxa de longo prazo porque percebia que um preço fundamental, a taxa de câmbio, estava desajustada, e tão logo ela viesse a se ajustar, a minha capacidade de adquirir esses bens evaporaria.
Assim como eu, acredito que milhões de brasileiros procederam dessa forma, às vezes de forma inconciente. Isso me parece bastante nítido, por exemplo, no volume de viagens internacionais, de importações de carros, na venda de computadores (que usam insumos importados): houve um grande movimento de antecipação de compra, facilitado pela expansão do crédito.
Com o cenário de crise, que, por si só, já afeta as decisões de consumo, principalmente de bens que dependem de crédito, e a disparada do dólar, a demanda por bens importados irá recuar, não apenas por causa do efeito-preço, mas por causa do desaparecimento daquele movimento de antecipação de compras. Poderia-se argumentar que a renda que deixará de ser gasta em bens importados será gasta então em produtos nacionais, o que deixaria a absorção doméstica intacta, criando pressões inflacionárias. Em parte isso poderá ocorrer. Mas uma parte da renda que anteriormente estava sendo destinada ao consumo provavelmente virará poupança, não apenas por causa de motivos prudenciais, mas porque os incentivos à antecipação de consumo decorrentes da sobrevalorização do real desapareceram.

Caro Andre,

O que voce esta dizendo eh que a expectativa de desvalorizacao causava a taxa real de juros para bens importados ser menor do que aquela para a cesta domestica.

A taxa real de juros eh o custo nominal de mover dinheiro entre o presente e o futuro, descontada pela mudanca esperada nos precos entre o presente e o futuro. Com uma expectativa de desvalorizacao, a inflacao esperada dos bens importados era mais alta que a dos bens domesticos, entao a taxa de juros reais relevantes para a decisao de se comprar um BMW ou uma viagem para Paris era mais baixa que aquela para comprar um bem domestico. Portanto a antecipacao de compras.

"O"

Sr. Anônimo "O",

andaste lendo o livro do Giannetti? hehe.

Uma coisa que deixei de observar no meu post é que o homo economicus dos livros de microeconomia (e também de macro - teoria da renda permanente) certamente não teria feito o que eu fiz, ou seja, na preemência de uma desvalorização cambial, ao invés de realizar várias viagens internacionais em pouco tempo, simplesmente teria comprado dólar (ou euro) e deixado para viajar conforme sua "cesta de consumo de longo prazo". Mas sabemos que o homem de carne e osso não se comporta exatamente como o homo economicus e no Brasil existem fortíssimas evidências de que a taxa de desconto do futuro parece ser bem mais elevada do que em outros países. Ademais a oferta de importados é bastante alterada quando a taxa de câmbio se eleva muito.

"andaste lendo o livro do Giannetti? hehe."

Nao. Jah que pergunta, estou lendo hoje o pequeno livro do Benassy sobre macroeconomia nao-ricardiana (Money, Interest, and Policy) por curiosidade mesmo e a literatura sobre ajuste frente a choques negativos nos termos de troca, em particular artigos que examinam as diferencas entre paises com cambio flexivel e fixo, por necessidade de trabalho.

Caro Anônimo,

se não leu o livro do Giannetti, recomendo a leitura (embora não tenha lido, hehe). Embora o Giannetti não entenda de macroeconomia (na verdade, ele atua como uma antena repetidora da ortodoxia mais chimfrim em programas como o Roda Viva, quando é convidado), ele tem bastante bagagem na parte de micro, principalmente na área de HPE. E, mais importante, escreve bem (já li outros livros dele).