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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O Império da Falta de Sentido

Foram vários comentários interessantes dos leitores. Não sei se conseguirei fazer justiça a todos.

Sem dúvida, não há qualquer noção de trade-off nas análises campineiras/heterodoxas/”keynesianas de quermesse”. Quase tudo se resolve (ou não) por vontade política (ou ausência dela, quando não se resolve, já que o “Estado” é sempre dominado pelo interesse dos “rentistas”). Em geral o problema de todas estas propostas me parece ser a existência de mais objetivos que instrumentos. Em outros casos variáveis endógenas são tratadas como exógenas, às vezes se transformando em instrumento de política.

A taxa real de câmbio é, em particular, vítima contumaz deste tipo de “análise”. Parte-se do pressuposto que alguns iluminados conseguem saber qual é a taxa de câmbio “correta” e, além disto, que há alguma forma da autoridade fixar a taxa real, presumivelmente fixando a taxa nominal. Como apoio a esta tese costuma-se também invocar o exemplo asiático para mostrar como a estratégia de câmbio fraco implica alto crescimento. Um ou outro mais sofisticado vai atrás da conversa do Rodrik (“The Real Exchange Rate and Economic Growth: Theory and Evidence”. The Kennedy School of Government, Harvard, agosto de 2007), que acredita ter achado uma relação sólida e positiva entre câmbio fraco e crescimento elevado.

Sem querer entrar muito a fundo neste assunto, minha impressão é que o Rodrik simplesmente não considerou a possibilidade um terceiro fator levar simultaneamente a crescimento acelerado e câmbio real fraco. Taxas elevadas de poupança, incluindo, é claro, superávits fiscais parrudos, têm exatamente a propriedade de, ao mesmo tempo, levar a taxas elevadas de crescimento e taxas reais de câmbio fracas.

Isto me lembra de uma crônica de anos atrás, do Luís Fernando Veríssimo, na qual o Analista de Bagé, assistindo “O Império dos Sentidos”, propõe à moça ao lado fazer o que se faz no filme, ao que a moça responde: “Topo, mas onde a gente arranja os japoneses?”.

No Brasil querem seguir a estratégia de desenvolvimento asiático, desde que (1) se prescinda da elevada taxa de poupança; (2) não sejamos obrigados a elevar o superávit fiscal; (3) possamos manter o perfil de gasto público direcionado ao gasto corrente em oposição ao gasto de capital; (4) seja permitido manter a carga tributária nos seus níveis e complexidade atuais; (5) também não tenhamos que fazer um esforço brutal de acumulação de capital humano.

Para este pessoal, a estratégia asiática de crescimento se resume a manter o câmbio fraco! É o “Império da Falta de Sentido”...

De quando em vez alguém resolve aparecer com uma história de controle de capitais. Uns mais cretinos (como o secretário do Torquemada) vêm com proposta de controle na saída de capitais, ou ainda de retrocesso na liberalização das regras cambiais, em particular a referente à obrigatoriedade do ingresso das receitas de exportação. Obviamente o efeito seria o inverso (assim como seria o efeito de aumentar a proteção à indústria local), caracterizando um exemplo claro daquilo que o “O” Anônimo chamou “não entender mesmo do riscado”...

Os menos cretinos entendem que controle de capitais na entrada daria algum grau de liberdade a mais para a política monetária, embora este grau de liberdade se manifeste no poder do BC subir (!) a taxa de juros para combater a inflação, presumivelmente com menor impacto sobre a taxa nominal de câmbio e, a depender da eficácia do controle, sobre a taxa real também (uma redução no ingresso de capitais mudaria, ceteris paribus, a condição de equilíbrio do balanço de pagamentos, implicando uma taxa real de câmbio mais fraca, mas apenas se o controle for eficaz, o que é matéria controversa). Obviamente, com o canal de câmbio (ao menos parcialmente) obstruído, muito provavelmente o BC teria que fazer um esforço maior, mas este aspecto é solenemente ignorado.

Voltando ao tema principal, acho que o problema destas “análises” é a recusa ideológica de tratar os assuntos de uma forma mais analítica, explicitando restrições orçamentárias e funções de reação dos agentes às medidas de política. Todas as variáveis são exógenas (lembro-me de um destes economistas, hoje em elevado cargo no governo, dizendo que a solução para os problemas brasileiros era aumentar o PIB; eu sempre imaginei que o problema de qualquer economia seria aumentar o PIB), não há trade-off, e tudo vira questão de “economia política”.

Abraços,

Alex

Reações:

17 comentários:

Tem um pesquisador do antigo Institute for International Economics (hoje com um Peterson antes do Institute) chamado Marcus Noland, que escreve sobre estas estratégias de crescimento com política industrial, com um grande conhecimento da Coréia (a fixação heterodoxa). Após a leitura de algum dos textos dele fica impossível - para uma pessoa minimamente não sectária - acreditar que dá pra sermos uma Coréia ou algo que o valha.

Acho que é isso mesmo - crescimento asiático sem nenhuma característica asiática, à exceção do câmbio desvalorizado, essa varinha de condão que tudo permite.

A ausência de trade-off é o ponto central: faz com que tudo se resuma a uma luta dos mocinhos desenvolvimentistas da Unicamp contra os bandidos neoliberais da Puc.

Sobre o paper do Rodrik: como você menciona, ele não faz o controle para poupança (não me parece que incluir efeito fixo para país seja suficiente). Mesmo assim, o próprio Rodrik deixa claro que câmbio desvalorizado é um second-best para lidar com problemas institucionais e falhas de mercado (e como saber se mexer no câmbio é a forma mais barata de lidar com esses problemas? quanto custa o first-best?).

Abs a todos.

Se eu nao me engano, muito dessa literatura sobre efeitos deleterios de fluxos de capitais (Rodrik, Subramanian, Rajan etc) se refere a fluxos de capitais para "less developed countries", isto eh, paises como Bolivia, Gana e Honduras, mas nao Brasil...

Entao antes de transplantar a conclusao para o Brasil, vale a pena checar qual a amostra de paises usada no trabalho empirico!

Pedro:

É verdade. Agora não me lembro dos detalhes, mas o próprio Rodrik fazia esta ressalva. Ainda assim, tenho muitas ressalvas à idéia que alguém consiga controlar o câmbio real sem alterar variáveis reais, em particular política fiscal.

Abs

Alex

Alex,

Câmbio desvalorizado é bom para os exportadores ( se a desvalorização for real), para o trabalhador representa perda de poder aquisitivo. No Brasil sempre foi variável de ajuste das contas externas, com impacto sobre os preços, além de servir para compensar a baixa produtividade da indústria nacional. Sempre foi usado como o caminho mais fácil para defender os produtores nacionais e sacrificar os consumidores, reduzindo a concorrência e nos impondo péssimos produtos.

Abç.

M.

Excelente esta discussão Alexandre! Entretanto eu não descartaria o argumento do Rodrik assim tão facilmente. Por exemplo, não estou convencido que a variável oculta no argumento do Rodrik é a taxa de poupança (como sugiro adiante). Me parece que o ponto central do argumento do Rodrik é o seguinte:

1. A industrialização é desejável para os países pobres pois ela produz externalidades positivas, principalmente quando se leva em conta que a produtividade do setor industrial é muito superior que a do setor agrícola.
2. Os países pobres não conseguem dar o start-up no processo de industrialização devido a falhas de mercado (assimetria de informação, moral-hazard, dentre outras) no mercado de capitais. Os empreededores não conseguem financiar seus projetos de capital.
3. A solução mais apropriada (“first-best”) seria corrigir a(s) falha(s) de mercado no mercado de capitais. No entanto isto pode não ser possível no curto prazo por uma série de motivos. Neste caso uma solução “second-best” pode funcionar.
4. A solução “second-best” do Rodrik é adotar um política de câmbio fraco (além de muito cuidado no ritmo de abertura da conta de capital do balanço de pagamentos, ou seja, ele não descarta o uso de controle de capitais).
5. Com o câmbio fraco promove-se o setor exportador e protege-se a industria local das importações. O país é lançado no processo de industrialização e crescimento.

O argumento do Rodrik parece ser que uma taxa de câmbio fraca (e controle de capitais) causa um aumento na taxa de poupança interna (exatamente o oposto do seu argumento). Provavelmente isto se dá através dos lucros retidos das empresas exportadoras e lucros retidos das industrias locais protegidas da competição internacional devido ao câmbio. Este argumento me parece lógico e consistente com a experiência de países como o Japão, Tigres e China que usaram uma política de câmbio fraco para se desenvolverem. Coincidentemente todos estes países adotaram até onde eu seu algum mecanismo de controle de capitais. Seria fácil realizar um estudo empírico sobre esta hipótese dos lucros retidos, se é que já não foi feito. Estou curioso em escutar seus comentários sobre isto.

Não estou sugerindo de modo algum que o Brasil atual tenha condições de adotar uma política de câmbio fraco. Primeiro, já chegamos a um ponto de não retorno na abertura da conta de capital do balanço de pagamentos. Não dá mais para adotar controle de capitais nesta altura do campeonato. Segundo, e talvez mais importante, o mercado de capitais no Brasil é suficientemente desenvolvido e profundo, além de bem integrado com os mercados de capitais internacionais. Ou seja os empreededores no Brasil tem amplas fontes de financiamento para seus projetos de capital, ao menos os de médio e grande porte. As reformas econômicas dos últimos 10 a 20 anos, embora incompletas, parecem ter colocado a economia brasileira em um novo patamar, onde é sensato se esperar um crescimento da ordem de 3% (em tempos de vacas magras) à 5% aa (em tempos de vacas gordas como agora) por um período prolongado de tempo.

No entanto os desenvolvimentistas como o Bresser e Nakano talvez tenham alguma razão: em algum momento nos últimos 10 a 20 anos poderíamos ter adotado uma política de câmbio fraco (e controle de capitais) que muito provavelmente nos teria trazido mais rapidamente ao ponto em que estamos hoje. Infelizmente o tempo não para e a janela de oportunidade já se fechou.

Um grande abraço,

Ed

Resposta ao "Ed" Anonimo...

Cambio fraco com controle de capitais nao levariam muito longe no caso do Brasil pois nossa estrutura de incentivos a poupanca nao eh condizente com o objetivo de aumentar a poupanca... Vide aposentadorias integrais, poupanca publica negativa ou insignificante etc

Outro ponto... Leia com atencao o Rodrik... Ele estah escrevendo sobre um fenomeno que jah aconteceu no Brasil, 30-40 anos atras... Os ganhos de mover a populacao da zona rural estagnada e feudal para o chao de fabrica moderno foram contabilizados no Brasil quase duas geracoes atras... Nosso desafio agora eh distinto e bem mais complexo.

"O" Anonimo

Alex,

Gostaria de fazer um questionamento ao comentário do Ed. Como um país que quer se desenvolver poderia absorver tecnologia externa (por que está implícito que este país não tem pesquisa e desenvolvimento)com uma taxa de câmbio desvalorizada? O nosso modelo de substituição de importações acabou por conta da queda da produtividade de uma indústria protegida.

Abç.

M.

Eu pretendo comentar o comentário do Ed com mais cuidado, mas noto que o que há mais concordância entre o Ed e "O" Anônimo do que parece.

O Ed fez questão de deixar claro que a abordagem do Rodrik não parece aplicável ao Brasil de hoje. Resta saber se teria sido aplicável há alguns anos. Sinceramente eu acho que não, mas - como escrevi acima - tento tratar disto com mais cuidado (quando tiver um tempinho, mas o fim de semana está aí).

Abs

Alex

M, Ed e "O":

Vocês trouxeram algumas coisas interessantes. Vamos aprofundá-las ao longo dos próximos comentários e posts?

Abs

Alex

Alex, voce pode ter a impressao errada, mas confesso que NAO sou um editorialista do Wall Street Journal, mas acho que nao tem nenhuma nota que tenho tocado que eles nao ecoaram hoje (leia The Bernanke Reflation)...

- Fed influenciado pelo ano eleitoral
- medida de core inapropriada
- tentativa de inflar os precos de ativos, assim aliviando as restricoes de credito

"O" Anonimo

Alexandre,

Será um prazer aprofundar a discussão ao longo dos próximos posts. Eu acho que o cerne da questão do ponto de vista estritamente econômico (mais adiante eu exploro a questão política) é a questão do controle de capitais. No meu entendimento existem duas situações distintas:

1. Com mobilidade de capitais: as autoridades monetárias neste caso tem que fazer uma escolha entre manter o controle sobre a política cambial ou sobre a política monetária. Não dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo. A prática e a teoria tem demostrado que neste caso é melhor manter o controle sobre a política monetária e flutuar o câmbio, que é a situação do Brasil hoje, e não vice-versa, que foi o caso do Brasil pré flutuação em 1999. Em suma, assumindo mobilidade de capitais, a políca monetária é instrumento muito mais poderoso do que a câmbial.

2. Com controle de capitais: neste caso as autoridades monetárias podem manter controle simultâneo sobre a política cambial e monetária! Neste caso os desenvolvimentistas atingem o nirvana dos sonhos deles: pode-se ter câmbio fraco com taxas de juros baixas. O capital não tem para onde fugir!

O "catch" é que, óbviamente, tem que se ter cacife político para se implantar os tais controles e crença nos mecanismos que os tornem minimamente efetivos. Esta é uma questão de economia política de difícil avaliação. Na minha modesta opinião no Brasil de hoje não existem condições políticas para se implantar tais controles de capital. Estes controles nem são desejáveis dada a situação sólida da economia brasileira atual (com crescimento moderado, balanço de pagamentos saudável, inflação baixa, dívida pública/PIB em queda etc...). No entanto os desenvolvimentistas talvez tenham razão em argumentar que houve chance de implantar controle de capitais em algum momento dos últimos 10 a 20 anos, o que teria nos permitido ter câmbio fraco e juros baixos.

Grande abraço,

Eduardo (que assinava como Ed anteriormente)

Alguns comentários sobre o argumento do Ed.

1)A idéia de que industrialização é desejável é extremamente controversa. A teoria de comércio internacional apresenta alguns motivos para evitar a especialização em poucos produtos. Obviamente, o problema é o risco envolvido em qualquer especialização. Mas daí a defender industrialização, vai uma distância. Quais são as externalidades positivas da industrialização? Será que são de fato específicas ao segundo setor? Como medi-las e como comparar com os custos envolvidos? A suposta maior produtividade do setor industrial compensa produzir menos do bem no qual um país tem vantagem comparativa? Se compensa, através de que canal, e em que prazo? É muito difícil responder essas coisas, e não conheço nenhum trabalho com evidência sólida pró-industrialização. É engraçado ver o Delfim elogiando países que se industrializaram sem mencionar os custos envolvidos no projeto. É como dizer que uma ação valeu a pena porque seu resultado é uma nota de cem reais no bolso (talvez a ação tenha sido “rasgar duas notas de cem...”).
2) Ainda que industrialização seja vantajosa pontualmente, utilizar o câmbio como ferramenta para atingi-la gera diversos efeitos colaterais: (i) O governo vai escolher o câmbio para auxiliar que setores? Até onde deve ir a depreciação e a industrialização? Como o governo vai saber isso, a assimetria informacional do burocrata não é mais grave do que a do banqueiro? (ii) incentivo a rent-seeking por parte de setores exportadores, com prejuízo do investimento produtivo e da precisão da política cambial (mesmo supondo que a política cambial ótima seja pró-indústria); (iii) transferência de renda da sociedade como um todo para alguns setores e diminuição do poder de compra da população como um todo; (iv) pouco incentivo a ganhos de produtividade em todos os setores produtores de tradeables, mesmo os que não são relevantes para as exportações nacionais; (v) dificuldade de mexer no câmbio real sem mexer em outras variáveis reais; (vi) necessidade de controle de capitais, o que pode afetar o investimento externo no país; e por aí vai... Mesmo que industrialização seja um objetivo válido, provavelmente a melhor maneira de incentivá-la (não conheço estudos) é através de aumento da poupança interna (reforma da previdência, superávit primário), da melhoria do sistema financeiro (com boa regulação e abertura a instituições de outros países) e investimento em educação e tecnologia – a partir daí, a alocação ótima de investimento na indústria é dada pelo sistema de preços, e não pela diretoria do BC. Dificilmente o câmbio é o “second-best”.
3)O ponto do Ed é conhecido na literatura como “argumento da indústria nascente”, umas das poucas hipóteses teóricas em que á válido ter algum protecionismo. Do pouco que conheço, porém, não há nenhuma evidência de que o benefício da proteção supere os muitos custos envolvidos. Talvez surja tal evidência quando alguém conseguir definir e medir cuidadosamente as “externalidades positivas da indústria”. E, ainda assim, dificilmente depreciar o câmbio seria a melhor maneira de fazer essa proteção. Alguém conhece trabalhos empíricos que tentem avaliar essas coisas?

Abs a todos.

Resposta ao pedro:

As suas objeções são legítimas e bem conhecidas da literatura sobre desenvolvimento econômico. E no entanto a experiência de países como Japão, Tigres e China mais recentemente mostrou que é perfeitamente possível obter taxas de crescimento altas por longos períodos com uma combinação de controle de capitais/câmbio fraco/juros baixo/promoção de exportações. De uma maneira ou de outra estes países parecem ter encontrado maneiras de contornar as objeções que vc cita.

Sds,

Eduardo

"No entanto os desenvolvimentistas talvez tenham razão em argumentar que houve chance de implantar controle de capitais em algum momento dos últimos 10 a 20 anos, o que teria nos permitido ter câmbio fraco e juros baixos."

Meu forte nao eh historia economica, mas essa estrategia jah foi tentada e foi um desastre... Vide os anos 80:

- nao tivemos grandes fluxos de capitais;

- controles tanto de capitais quanto tambem sobre transacoes correntes (tarifas proibitivas, cotas etc);

- os desenvolvimentistas no comando da politica industrial;

- nossa moeda relativamente depreciada, pelo menos de 1983 ateh o comeco de 1989...

Nao consta que tenha havido grandes avancos (ou avanco algum?) na "industrializacao" ou crescimento economico durante esse periodo.

Decada perdida...

Sim, mas tambem perdida na memoria do debate nacional...

"O" Anonimo

Para "O" Anonimo:

Vc tem razão, estas políticas de controle de capitais/cambio fraco/juros baixos parecem funcionar melhor quando combinadas com um regime de promoção de exportações (junto com uma relativa abertura comercial) e não de substituição de importações. Quando se contrasta a experiência do Brasil com Japão, Tigres e China esta parece ser a grande diferença.

Abs,

Eduardo

Eduardo,

Existem outras diferencas...

Voce nao deve esquecer o fator X.

Isto eh, quando falamos politica industrial no Brasil, temos que levar em conta que nossos burocratas campineiros podem chegar a niveis de estupidez tao cosmico quanto tentar extender a substituicao de importacoes para bens intermediarios ou de capital.

Para melhor estudar o fator X, sugiro que leia o joao manuel cardoso de melo ou o belluzzo nos anos 70... Eh um verdadeiro show de horrores, o mesmo conteudo besteirol do porcman, mas com uma arrogancia jeca untada em messianismo marxista...

O fator X entao pode explicar porque tivemos a Lei da Informatica, hiperinflacao, constituicao soberana de 88 etc

"O" Anonimo