teste

terça-feira, 28 de julho de 2009

Samba de uma nota só

Para ilustrar algo que já explorei por aqui. O gráfico mostra a evolução dos principais agregados do resultado fiscal do governo federal na primeira metade deste ano em comparação à primeira metade do ano passado. Dificilmente poderia ser mais eloquente: o aumento da despesa corrente corresponde a quase 15 vezes o aumento dos investimentos (R$ 23,4 bilhões vs. R$ 1,6 bilhão, já ajustados pela inflação).

Do aumento da despesa corrente a maior parcela (R$ 9,1 bilhões, expansão de 14% acima da inflação) resulta da folha de pagamento do funcionalismo federal, seguida das aposentadorias e pensões do INSS (R$ 6,3 bilhões). E há quem chame isto de política fiscal anticíclica.


Reações:

73 comentários:

Com o perdão da ignorancia, essas despesas estão inclusas os gastos com Bolsa Familia, etc?
Não que essa questão mude a essência macroeconomica, mas sempre é um alento ao debate político, infelizmente.

Sim, o BF está incluído nessas despesas, mas representa uma fração muito pequena delas, tanto do total quanto do aumento registrado em 2009. Nada que se compare aos R$ 9,1 bilhões do funcionalismo, nem aos R$ 6,3 bilhões do INSS.

Sarà l'italiano è più facile da imparare?

Bem vindo alex..


Doutrinador

Depois o país é pobre (na verdade, renda média com e concentrada) só porque não investiu em ferrovia na década de 1840. Ou 1940.

Comparar crescimento em R$ do investimento com crescimento em R$ dos gastos com funcionalismo é cretinice como o senhor diz.
Sou daqueles que acha um absurdo essa política fiscal "anti-ciclica", mas por favor, compare o crescimento percentual.

Abraços,

Fabio

o BB conseguiu também aumentar o valor das ações – a valorização de 58% em 2009 é a maior entre os bancos brasileiros –, beneficiando os investidores que não estão interessados em fazer política econômica, mas apenas em remunerar seu capital.


Antes mesmo da última rodada de redução da taxa Selic, que reduziu o juro básico de 9,25% para 8,75%, o Banco do Brasil havia diminuído suas taxas para os clientes entre 7% e 30% entre fevereiro e junho. No mesmo período, a Selic caiu 28%. Ou seja, embora o consumidor já esteja pagando menos pelos financiamentos bancários, o spread ainda não caiu. Bendine acha que o movimento de juros vai levar à diminuição dos spreads tão logo o mercado se adapte à concorrência.

COMO PODE O BANCO DO BRASIL SENDO ESTATAL SER MAIS EFICIENTE QUE SEUS PARES CONCORRENTES PRIVADOS?

"Comparar crescimento em R$ do investimento com crescimento em R$ dos gastos com funcionalismo é cretinice como o senhor diz."

Quer dizer que no caso do investimento vir de R$ 0 para R$ 1 (um crescimento percentual infinito) isto deveria pesar, do ponto de vista macroeconômico, mais do que um aumento de R$ 100 bi para R$ 110 bi do gasto corrente?

Puxa! estamos evoluindo...vamos passar de país da dimensão Z para dimensão Z "square".

Carequinha confeça,você sempre quis ser um funcionário público.Trabalhar 3 vezes na semana,férias de 3 meses.


Lucrécio

Alex,

Acho que o grafico seria mais transparente se os gastos fossem medidos em precos correntes.

"Carequinha confeça,você sempre quis ser um funcionário público.Trabalhar 3 vezes na semana,férias de 3 meses."

Eu não sei o que é "confeçar". Procurei no Aurélio, no Houaiss, e nada...

No "Dicionário do Português de Analfabetos" sugere-se que pode ser a versão ignorante do verbo "confessar".

Só que eu já fui funcionário público e trabalhei mais que 5 dias por semana e nunca tive 3 meses de férias. Aliás, pela minha experiência, nenhum funcionário público, pelo menos do BC, trabalha pouco e tem férias tão longas.

Tem certeza que não você não confundiu "emprego" com "internação"?

"Acho que o grafico seria mais transparente se os gastos fossem medidos em precos correntes."

Não muda muito, mas acho correto ajustar pela inflação (no caso usei o IPCA).

Concordo plenamente com a analise, mas com relação ao aumento dos investimentos gostaria de fazer algumas observações. Por conta da burocracia (que, diga-se de passagem, é necessária), os governos têm uma restrição institucional à expansão dos investimentos. Adicionalmente, os ministérios e secretarias apresentam uma espécie de limite operacional rígido no curto prazo. Ou seja, capacidade de executar um dado orçamento. Quando um órgão está próximo desse limite, uma maior dotação pode aumentar a possibilidade de desperdício de dinheiro público. Considerando essa restrição, seria oportuna uma redução dos gastos correntes em proporção do PIB, o que viabilizaria uma diminuição segura da carga tributária.

"COMO PODE O BANCO DO BRASIL SENDO ESTATAL SER MAIS EFICIENTE QUE SEUS PARES CONCORRENTES PRIVADOS?"

Hmm...

Vamos proceder à comparação do valor de mercado do BB e das maiores instituições privadas do país (ambas medidas em R$ bilhões), normalizando pelo tamanho do seu ativo.

ATIVO VALOR V/A
BB 521.3 59.4 0.114
Bradesco 454.4 81.6 0.180
Itaú 632.7 125.5 0.198
Santander 340.6 74.9 0.220

Ou seja, o BB é, denter os grandes bancos brasileiros o de MENOR valor de mercado, mesmo sendo o segundo maior em ativos.

Cada R$ de ativo do BB gera R$ 0.114 (11.4 centavos) de valor para seu acionista, cerca de metade do que o Santander gera e bem menos do que Bradesco (18 centavos por R$ de ativo) e Itaú (quase 20 centavos por R$). É a MENOR criação de valor para o acionista entre os grandes bancos.

Desconfio que as pessoas que ganham a vida avaliando empresas (e as comprando e vendendo) não concordam com sua afirmação. Mas, se você acredita no que diz, pode comprar BB e vender os demais a descoberto...

A tabela ficou algo ilegível. Para facilitar quebro a informação em duas partes:

ATIVOS
BB $ 521.3
Bradesco $ 454.4
Itaú: $ 632.7
Santander: $ 340.6

VALOR DE MERCADO
BB: $ 59.4
Bradesco: $ 81.6
Itaú: $ 125.5
Santander: $ 74.9

Fonte: Bloomberg (Ativos de Dez-08 e valor de mercado nas cotações de hoje)

Agora comparando o BB aos bancos PEQUENOS...

BRADESCO:

05/JAN: 20,94

28/JUL 24,00


ITAÚ:

05/JAN: 23,02

28/JUL: 26,78


UNIBANCO:

05/JAN: 18,05

28/JUL: 18,00

QUE COISA NÃO?

O BB APRESENTAR ESSA VALORIZAÇÃO BEM ACIMA DE SEUS CONCORRENTES?


Alguns economistas precisam aprender a fazer uma analise economica mais profunda.

É, o BB é eficiente, as carteiras de crédito automotivo que ele comprou mostram em qual direção essa eficiência vai.

Outra "prova" de como o governo é bom gestor já está para ser divulgada, em breve sairá o balanço da Caixa... bem, lá já se fala em corte de funções.

abs

José Carneiro

"O BB APRESENTAR ESSA VALORIZAÇÃO BEM ACIMA DE SEUS CONCORRENTES?

Alguns economistas precisam aprender a fazer uma analise economica mais profunda."

Alguns talvez. Você, por exemplo. Acabei de mostrar que, mesmo depois da valorização, o BB ainda gera menos valor para o acionista por R$ de ativo e você insiste em falar do valor da ação,

Vamos lembrar:

1) O BB, mesmo maior que o Bradesco e Santander vale 27% a MENOS que o Bradesco e 21% a MENOS que o Santander (e menos da metade do Itaú-Unibanco);

2) Os bancos privados valem mais por unidade de ativo. Se o valor de uma empresa é o fluxo de caixa descontado, isto quer dizer que, por unidade de ativo, os bancos privado geram fluxo de caixa maior que o BB;

3) O fato do BB ter se valorizado mais no ano só quer dizer que ele se tornou um pouco menos ineficiente do que era, mas segue sendo menos eficiente que os bancos privados.

Tem gente que precisa aprender um pouco de lógica. Mas a burrice não permite...

O BB pode não ser mais eficiente, mas sem ele, e o BNDES principalmente, o Brasil não teria saído da recessão tão rápido.

Quero ver negar isso..

Alex, veja essa!

"BRASÍLIA - O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, disse hoje que, se a carga horária oficial de trabalho for reduzida das atuais 44 horas semanais para 37 horas, o país teria condições de dar ocupação para toda a população. Mas ele ressaltou que isso só seria possível caso fossem mantidos os investimentos, a produção e, também, aumentada a capacidade produtiva do país."

e que o lado real da economia passasse á dimensão Z.

"Quer dizer que no caso do investimento vir de R$ 0 para R$ 1 (um crescimento percentual infinito) isto deveria pesar, do ponto de vista macroeconômico, mais do que um aumento de R$ 100 bi para R$ 110 bi do gasto corrente?"

Bom, é por isso que existe alguém atrás do PC para observar e não deixar que isso aconteça. Mas já que vc usou um argumento que só vale nesse caso particular, entendo que o senhor tenha de fato confessado que o correto seria usar %. Aliás, em outros posts vc corrigiu alguns comentários justamente nesse ponto. Uma coisa crescer 100bi e outra 1bi pode mudar a composição do gasto em favor do que cresceu 1bi. Em resumo, crescimento deve ser visto em %.

"Mas já que vc usou um argumento que só vale nesse caso particular, entendo que o senhor tenha de fato confessado que o correto seria usar %."

Então o que é mais relevante do ponto de vista macroeconômico: o aumento de R$ 1,6 bi do investimento, ou R$ 23,3 bi de gasto corrente?

Alex existe algum risco da relação dívida PIB brasileira chegar na casa dos 50%ano que vem? Caso as previsões "ótimistas" de Mantega não se realize.

Alex, desculpe a ignorância mas você poderia citar as fontes dos dados? Eu entrei no relatorio do Tesouro sobre resultado fiscal e consigo enxergar o movimento apresentado nos gráficos (aumento da despesa corrente e queda das receitas) mas não chegou nos valores citados.
Caso você tenha retirado os números do relatorio do Tesouro, o que devo considerar como investimento naquele relatório.
Mais uma vez, desculpe se o comentário não agrega a discussão mas gostaria de entender melhor os dados.
Obrigado.

A fonte é o Tesouro, mas o relatório apenas não possibilita o cálculo (funciona para os valores sem ajuste pela inflação, mas não para os ajustados).

Os dados podem ser achados no seguinte arquivo:

http://www.stn.fazenda.gov.br/hp/downloads/resultado/Tabela1.xls

Este arquivo tem os dados mensais desde 1997.

Oi,

Estou seguindo desde a Espanha o caso do Gabriel Buchmann, perdido no Malaui. Ele é um economista especializado em políticas públicas com muito futuro (imagino que vocês sabem o caso muito melhor que eu).Tomara que tudo der certo e ele seja achado com boa saúde.

http://www.ajudegabrielbuchmann.blogspot.com/

Abrs,

A

Carequinha você sabe que o aumento dos gastos do governo aumenta o PIB (ou algum neoclassico de Berkeley não lhe ensinou).

Se um funcionário público recebe aumento,ele vai gastar mais.Esse dinheiro vai circular na economia.


VC precisa alguémt aprender “eficiência do investimento público vs eficiência do investimento privado”, ou “custo do endividamento público vs benefício do gasto do governo”.


Seu Gráfico feito no Excel não mostra isso.


Lucrécio

"Carequinha você sabe que o aumento dos gastos do governo aumenta o PIB (ou algum neoclassico de Berkeley não lhe ensinou)."

Não. Lá a gente aprende que a economia tem dois lados: demanda e oferta. Para equilibrar as duas, quando o funcionário público gasta mais, alguém vai gastar menos. Como o equilíbrio de demanda e oferta passa pela taxa de juros, o investimento cai. Moral: cresceremos menos a longo prazo do que crescceríamos com despesas correntes sob controle.

Não é chato ficar chupando o dedo quando alguém te explica isto, ou você gostaria mesmo de aprender?

se o governo tivesse PILHADO o BB teria perdido dinheiro.... e muito...

vamos analisar o HISTÓRICO da última década dos três maiores bancos:

BANCO DO BRASIL

PRIMEIRO PREGÃO DE 2000: 2,02

PREGÃO DE HOJE: 23,69


O BRADESCO

PRIMEIRO PREGÃO DE 2000? 4,95

PREGÃO DE HOJE: 24,51


ITAÚ

PRIMEIRO PREGÃO DE 2000: 12,34

PREGÃO DE HOJE: 27,81


O BB FOI O BANCO QUE MAIS SE VALORIZOU ENTRE OS TRÊS, VALORIZAÇÃO BEM ACIMA DE SEUS PARES PRIVADOS.

VALE3

PRIMEIRO PREGÃO DE 2000: 2,11

PREGÃO DE HOJE: 36,61


PETR3

PRIMEIRO PREGÃO DE 2000: 3,79

PREGÃO DE HOJE: 38,21



VALE5

PRIMEIRO PREGÃO DE 2000: 3,29

PREGÃO DE HOJE: 31,95


PETR4

PRIMEIRO PREGÃO DE 2000: 4,35

PREGÃO DE HOJE: 31,22


Isso mostra que se a Vale não fosse privatizada não teríamos queda na arrecadação.

"Isso mostra que se a Vale não fosse privatizada não teríamos queda na arrecadação."

Isto mostra que, mesmo tendo o petróleo se valorizado mais que o minério de ferro no período, por algum motivo que alguém não consegue compreender, a Vale se valorizou mais que a Petro.

Alguém explica pro Burrão Anônimo?

A Petro é Estatal e é lucrativa,compare o valor de mercado da Vale com o da Petrobras e você verá que a Petro se valorizou mais que a Vale.

As ações PETR e VALE tem gráficos muito parecidos, valorização parecida... o mercado não ia ficar tão deslocado se a diferença por outros critérios fosse muito diferente da valorização nos mercados de ações.

Veja que não houve diferença entre a valorização da Vale e Petro.

"e você verá que a Petro se valorizou mais que a Vale."

Usando seus dados:

VAL3 36.61/2.11=17.35X
VAL5 31.95/3.29=9.71X

PET3 38.21/3.79=10.08X
PET4 31.22/4.38=7.12X

Talvez na dimensão Z (de zurro) seja diferente, mas no planeta Terra 17.35 > 10.08 e 9.71>7.12...

"Veja que não houve diferença entre a valorização da Vale e Petro."

Você precisa primeiro notar que a "a Petro se valorizou mais que a Vale." é uma afirmação diferente de "Veja que não houve diferença entre a valorização da Vale e Petro.". Ou é uma, ou é outra. Ou ainda, nenhuma...

Na verdade seus números mostram que a Vale se valorizou mais que a Petro

"O BB FOI O BANCO QUE MAIS SE VALORIZOU ENTRE OS TRÊS, VALORIZAÇÃO BEM ACIMA DE SEUS PARES PRIVADOS."

Já discutimos este argumento e já mostrei que está errado. O BB continua sendo, entre os grandes bancos, o que menos valor gera para o acionista por unidade de ativo.

Fora isto, dependendo do período escolhido, suas conclusões não se mantêm. Se escolhermos, por exemplo, o período 95 (estabilização da economia) até jul-09, o BB fica MUITO atrás dos demais bancos.

BB: 4.2 (Jan-95) 23.8 (jul-09)
Brad: 1.7 (Jan-95) 29.8 (jul-09)
Ita: 0.86 (jan-95) 33.8 (jul-09).

Espertinho...

acabo de assistir a globonews alex

pena que a mediadora baixe o nivel do debate a adivinhações como qual o pib deste ano ou qual a taxa de juros 'ideal', como se existisse uma...

bom senso nao está a venda

abs,

Doutrinador

Aiai, além de inteligente, ainda é gato!As explicações são claras, pena que o mundo acadêmico, por vezes, não conta com pessoas como você.

"Isso mostra que se a Vale não fosse privatizada não teríamos queda na arrecadação."

É tanta asneira que esse pessoal fala! Esse Ronaldo tá querendo destronar o Lucrécio e o Pochman como senhor da estupidez suprema!

A arrecadação de impostos da Vale aumentou 22 vezes de 97 para cá.

A do papel do BNDES e do BB pro Brasil sair da crise foi hilária também.

A do Lucrécio falando que o aumento de gasto público aumenta o PIB, logo é bom para o país foi bastante cômica também. Ele deve estar se baseando no único modelinho que ele sabe, o ISLM de economia fechada. E pior que deve estar achando o máximo sua conclusão.

"Então o que é mais relevante do ponto de vista macroeconômico: o aumento de R$ 1,6 bi do investimento, ou R$ 23,3 bi de gasto corrente?"
Pela sua afirmação não se pode dizer nada. Precisaria saber a composição do PIB no período anterior, bem como o quanto esse crescimento representa em termos percentuais. Afora o compenente qualitativo que o aumento do investimento tem frente aos gastos correntes.
Responda uma coisa. Quando o senhor usar em próximos posts o crescimento percentual (assim como o fez em anteriores) devo concluir que vc é uma anta ou oportunista?

"Pela sua afirmação não se pode dizer nada. Precisaria saber a composição do PIB no período anterior, bem como o quanto esse crescimento representa em termos percentuais."

Pode-se dizer muita coisa, em particular que o governo terá muita dificuldade de tirar estes R$ 23 bilhões à frente. Como se pode dizer que o perfil dos gastos continua privelegiando o gasto corrente sobre o investimento. E outras, desde que se tenha a inteligência para descobrir. Mas isto eu não posso ensinar.

E quanto à conclusão, bem, que tal que eu sou melhor economista que você?

Sobre as comparacoes entre Itau, Bradesco e BB no periodo que o ultimo se valorizou mais.
O correto é considerar que todos dividendos foram reinvestidos. Garanto que a figura muda muito a favor dos privados.
Quem tiver paciencia, fica aí o exercicio

Abs
Fernando

Você defendeu no espaço aberto os pacotes fiscais dos tesouros no mundo.

Quando a dívida do governo aumenta, cedo ou tarde serão necessários aumentos de impostos. As empresas e os indivíduos sabem disso. Resultado: o setor privado DIMINUI seu consumo para poder pagar o aumento futuro de impostos. Você se esqueceu da Equivalência Ricardiana?


Assim, eles se antecipam aos aumentos futuros de impostos, que serão necessários para pagar o aumento da dívida pública, e reduzem seu consumo. A redução no consumo privado faz a crise se aprofundar.

": Quando a dívida do governo aumenta, cedo ou tarde serão necessários aumentos de impostos. As empresas e os indivíduos sabem disso. Resultado: o setor privado DIMINUI seu consumo para poder pagar o aumento futuro de impostos. Você se esqueceu da Equivalência Ricardiana?"


Não, mas eu acho que você não aprendeu equivalência ricardiana. Se o aumento do gasto do governo for PERMANENTE, ele levará à redução do gasto privado pelo mesmo valor.

Se, porém, o aumento do gasto for TRANSITÓRIO, a redução do gasto privado é menor que o aumento do gasto público. Nos períodos em que o gasto transitório ocorre há elevação da demanda; nos demais períodos ocorre pequena redução de demanda.

Você estudou economia ou "aprendeu" com estas imensas orelhas?

Tem algum fundamento para esses números abaixo, Alex?

"Enquanto o FMI considera que os países avançados precisam manter uma relação dívida pública bruta/PIB de 60%, ela seria de apenas 40% no caso dos emergentes. Mesmo quando atingem esse patamar, os emergentes tendem a pagar mais a investidores para financiar débitos."

Abraço!

"Tem algum fundamento para esses números abaixo, Alex?"

Acho meio cabalistico, Gabriel. Não conheço nenhum estudo que determine com exatidão este tipo de parâmetro, mas, vá saber se o Fundo não rodou algum painel a respeito. Não tinha alguma referência lá?

Abs

Alex

Não tinha referência nenhuma e só encontrei essa reportagem na FSP de hoje. Nenhum outro jornal veiculou que "O Fundo projeta relação dívida bruta/PIB de 70% para o Brasil ao fim de 2009". Muito estranho. O último texto do FMI sobre o Brasil que eu encontrei é do dia 28, coisa que foi divulgada pelo Estado e disponível aqui: http://www.imf.org/external/np/sec/pn/2009/pn0992.htm


Deixa pra lá...

Abraço!

Carequinha que Milagre é esse !! vc defendendo Selic a 8,75 no programa da Miriam Leitão.Pensei que você já iria defender aumento do juro porque vinha um cenário inflácionario para 2011.



Lucrécio

"defendendo Selic a 8,75 no programa da Miriam Leitão."

Eu sei que você é meio limitado (o "meio" é gentileza minha), mas você ainda não entendeu que eu ganho dinheiro quando estou certo? Eu não "defendo" nada; eu quero ganhar...

Serra fez diferente do governo federal,em 2007 SPinvestiu R$ 9 bilhões.Em 2010 serão 24 bilhões em 2010.

"Se, porém, o aumento do gasto for TRANSITÓRIO, a redução do gasto privado é menor que o aumento do gasto público. Nos períodos em que o gasto transitório ocorre há elevação da demanda; nos demais períodos ocorre pequena redução de demanda."

Para o gasto ser transitório é preciso o governo poupar antes,um governo deficitário como os EUA (nem primário tem),um aumento no gasto "temporário" aumenta mais ainda a dívida pública,se a trajetória for insustentável (como a dos EUA) vai ter que ser compensada com aumento de juros/aumento de impostos.

Você nunca aprendeu com o passado?

As políticas públicas americanas, destinadas a aliviar os efeitos da crise, tiveram o efeito contrário .Transformaram uma crise passageira numa depressão profunda. Japão foi a mesma coisa gastou tanto de modo que deixou a dívida pública em 100 % do PIB,agravando mais ainda a recessão.


Gabriel o estudo do FMI esta errado,coloque uma "coisa" na sua cabeça.Governo deve ser sempre superavitário e deve manter uma relação divida/pib de 20% do PIB.


É triste vê economistas ortodoxos defendendo aumento do endividamento público como solução para crise.

"Para o gasto ser transitório é preciso o governo poupar antes"

Vamos ver no Houaiss:

Transitório:

Acepções
■ adjetivo
1 que só dura certo tempo; que é breve; passageiro, transitivo
Ex.: situação t.
2 que dura no intervalo de um estado de coisas a outro
Ex.: regime t.

http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=transit%F3rio&x=0&y=0&stype=k

"É triste vê economistas ortodoxos defendendo aumento do endividamento público como solução para crise."

E mais triste ainda VER verbos no infinitivo sem R. E ainda mais triste VER como, depois de ficar sem resposta quanto à equivalência ricardiana um pobre-coitado ainda tentar responder mudando de assunto.

Pensando bem, este último não é triste; é engraçado mesmo (o verbo no infinitivo, por outro lado, foi muito triste mesmo).

Mas o mais engraçado é:

"Governo deve ser sempre superavitário e deve manter uma relação divida/pib de 20% do PIB."

Por dois motivos:

1) Por que 20% do PIB e não 3PI^(Omega)/PIB?

e melhor:

2) Se o governo for sempre superavitário uma dívida de 20% do PIB rapidamente se transformaria em dívida negativa (o governo seria credor da sociedade), violando o número mágico de 20% inventado pelo IVO (que, além da uva, deve estar vendo outras coisas).

"Serra fez diferente do governo federal,em 2007 SPinvestiu R$ 9 bilhões.Em 2010 serão 24 bilhões em 2010."

Errado. Faz igualzinho.

"Note-se que este padrão está longe de ser acidental. Pelo contrário, a partir de 2006 (quando a STN passou a divulgar os números do investimento federal e, coincidentemente, o PAC foi lançado), os gastos correntes aumentaram cerca de R$ 78 bilhões (R$ 41 bilhões para funcionalismo e aposentadorias), enquanto o investimento cresceu modestos R$ 10 bilhões. Também não se trata de monopólio federal: no mesmo período as despesas correntes do estado de São Paulo cresceram R$ 24 bilhões, contra irrisórios R$ 5 bilhões adicionais de investimentos."

http://maovisivel.blogspot.com/2009/06/o-enigma-do-relogio-quebrado.html

Alexandre, você não sabe nada de política monetária, mas pode aprender com os comentários do Scott Sumner:


http://blogsandwikis.bentley.edu/themoneyillusion/

Hmm... Imagino que de Ilusão você entenda...

Governo superavitário é bom porque o governo não precisaria emitir títulos públicos,o que favorece a um juro mais baixo.


Nos anos 20, os gastos públicos sociais nos EUA não alcançavam 5% do PIB. Depois, com o New Deal e as décadas de expansão econômica do pós-guerra, criou-se o Welfare State e os gastos sociais cresceram até perto da linha de 20% do PIB.


Vc se esqueceu que com o NEW Deal piorou a situação dos EUA? Os gastos federais em 1935 eram o dobro do patamar de 1930, mas quase 12 milhões de americanos estavam sem emprego ainda.


O que tem amenizado a recessão é a política de liquidez do FED.

"Governo superavitário é bom porque o governo não precisaria emitir títulos públicos,o que favorece a um juro mais baixo."

Ainda estou tentando fazer esta afirmação casar com:

"Governo deve ser sempre superavitário e deve manter uma relação divida/pib de 20% do PIB."

Mas acho que não há como.

"O que tem amenizado a recessão é a política de liquidez do FED."

Ué: achei que o Fed só tivesse piorado as coisas, mas como exigir consistência de alguém que escreve:

"Governo deve ser sempre superavitário e deve manter uma relação divida/pib de 20% do PIB."

"Vc se esqueceu que com o NEW Deal piorou a situação dos EUA? Os gastos federais em 1935 eram o dobro do patamar de 1930, mas quase 12 milhões de americanos estavam sem emprego ainda."

Ivo...(i) causalidade é diferente de correlação...
(ii) além disso...como você pode justificar teoricamente os gastos do New Deal terem gerado 12 milhões de desempregados? Eu to realmente curioso pra saber isso...obs.: equivalência ricardiana não gera esse resultado.

Essa frase do Friedman é boa para pensar:


Low interest rates are generally a sign that money has been tight, as in Japan; high interest rates, that money has been easy.

Do mesmo jeito que foi criada uma fórmula para definir o reajuste do salário mínimo, deveria haver outra fórmula que abordasse as despesas com folha salarial. Por exemplo, poderia se vincular a massa salarial do funcionalismo público à massa da iniciativa privada. Tipo, nos próximos 4 anos a folha do funcionalismo crescerá igual à iniciativa privada. Pronto, problema dos gastos com funcionalismo estaria equacionado. Quanto à previdência, há de se avaliar que ela é financiada não apenas mediante desconto no salário do funcionário, mas também através de alguns impostos, e o que dizem é que ao se somar estes valores, não há deficit. Como não sou especialista no assunto, n sei se isso é verdade.

[]´s

"Low interest rates are generally a sign that money has been tight, as in Japan; high interest rates, that money has been easy."

Expectativas de inflação... O velho sabia das coisas.

Expectativas de inflação... O velho sabia das coisas.


Pois é, em retrospecto, as pessoas culpam a política monetária (como na década de 30).

Curiosamente, hoje querem ficar falando de subprime, CDO^2 e outros blablablas que aconteceram em 2007. Esquecem que a crise mesmo aconteceu no outono de 2008, e esquecem que "money was tight", como qualquer um pode ver nos dados. Ah, e alguém pode me explicar porque o Fed começou a pagar juros sobre as reservas bancárias ano passado? Se o Bernanke mesmo falou que isso era pra tornar a política monetária contracionista depois?

BARBARIDADE, SENHORES

Isso aqui ta' uma enorme confusao mental! Agora juro barato quer dizer politica monetaria 'tight'. Holy cow! Vamu cum calma, pessoal.

Por falar em confusao, e' melhor alguem botar algum juizo na cabecinha do Bobama. Ele ta' gastando como se nao houvesse amanha.

Mas nao e' o benedito que a tchurma num ta' querendo aprovar o health care reform do Bobama por causa do aumento de custo? Mas nao tinha ae um suino arrotando o contrario?

Cumpadres, nao se esquecam de que o Kleber S. avisou a cambada no dia 6 de marco de que haveria um rally de ate' 50%. Ja' ta' quase la', em galera! Ta' chegando a hora de entrar no 'shorting', porque a bolsa vai cair de novo. Uns dois mil pontos (Dow) do pico se que prenuncia.


Um abraco de quebrar costela


Kleber S.

"Agora juro barato quer dizer politica monetaria 'tight'. Holy cow! Vamu cum calma, pessoal."

O que o velho estava dizendo é que, com a política monetária apertada, as expectativas de inflação são baixas e as taxas de juros também (e viça-versa, como diria um ex-presidente do BC).

Faziam tempo, hein Kléber? Como é que vc tá?

Abs

Alex

Gostei deste comentário sobre Oreiro feito no blog dos meninos do Espectro Econômico:

Anônimo disse...
"O post inicial só gerou toda essa polêmica porque tocou num ponto frágil. Fui contemporâneo do Oreiro no mestrado em economia na PUC. Ele quase foi jubilado e nenhum professor do departamento quis orientá-lo. Ele acabou montando uma banca nada tradicional, tendo o Fernando Cardim da UFRJ como orientador, ficando o Amadeo como responsável na PUC. Acabou que obviamente ninguém leu a tese (do contrário, não é possível que eles tenham aprovado uma tese que contém um teorema entitulado "Teorema de Keyes-Oreiro").

Domingo, Agosto 02, 2009"

Alex, caso a inflação volte nos EUA você acha que o FED esta correto em manter o juro estavel?

Cadê o e feito da política fiscal que você defende?O que amenizou a crise foi as injeções de liquidez do FED,nem precisava ter salvo os bancos.Bastou injetar liquidez no mercado que a coisa melhorou.

"Alex, caso a inflação volte nos EUA você acha que o FED esta correto em manter o juro estavel?"

Há um problema com o tempo verbal aqui. Claro que, caso a inflação volte, o Fed deverá subir a taxa de juros.

"Cadê o e feito da política fiscal que você defende?O que amenizou a crise foi as injeções de liquidez do FED,nem precisava ter salvo os bancos.Bastou injetar liquidez no mercado que a coisa melhorou."

Hmm. Para variar o Ivo conseguiu em poucas palavras escrever uma quntidade considerável de m...

Vamos por partes:

1) As injeções de liquidez começaram em 2007. Quase todas as linhas (se não todas) de liquidez foram criadas e utilizadas muito antes da eclosão da Lehman;

2) Você realmente acha que o sistema bancário americano estaria de pé não fosse o reforço de capital? Só na dimensão Z e, mesmo assim, depois de uma grade dose de capim alucinógeno;

3) Política fiscal: se você me construir o contrafactual (a evolução da economia sem o pacote fiscal) e mostrar que a trajetória teria sido a mesma eu posso considerar sua pergunta. Sem isto eu diria que o ônus da prova cabe à acusação.

E AE, TIO!

Vamos sobrevivendo ao veraozinho fraco, mas que para o meu rehab ta' otimo, porque aerobismo em alta temperatura num ta' cum nada.

Entendi a jogada, Alex, mas a observacao da sequencia dos fatos na situacao japonesa mostra claramente que o ovo veio antes da galinha.

A coisa ta' ficando meio preta pro Bobama (sem ilacoes). Ontem a ministra da saude e o senador (traira) Specter foram a um Townhall Meeting vender o peixe do HC reform. Foi um esculacho: entraram debaixo de VAIAS e nao tiveram resposta pra pergunta que se sucedeu quase que imediatamente.

"A government that is not capable to manage a cash-for-clunkers program will be able to manage 17% of our economy?"

A ministra tentou dar um remendo de reposta, mas ficou tudo muito pessimo, pior a emenda do que o soneto.


Hoje o dia esta' uma maravilha. Calorzao bem brasileiro. Vamos azucrinar por ae' tomando uma cerveja pra comemorar o meu aniversario. Este sim, muito comemoravel, pois nao era pra eu estar mais aqui.

Um grande abraco


Kleber S.

"Vamos azucrinar por ae' tomando uma cerveja pra comemorar o meu aniversario. Este sim, muito comemoravel, pois nao era pra eu estar mais aqui."

Toma uma por mim. Feliz aniversário!

Abração

Alex

O teorema do Oreiro se chama "Teorema Oreiro-Keynes" e não "Keynes-Oreiro".
Ele baseou o nome na ordem de importância das contribuições intelectuais para a economia.

Eu fui numa palestra do Oreiro sobre a crise e ele disse o seguinte sobre o banco central: "Se o banco central tivesse agido como eu falei pra eles agirem, o Brasil iria crescer 3,5% esse ano." O cara é demais: Roda um modelinho fajuto de projeção de PIB e acha que sabe mais que todo mundo do banco central junto.

O alex podia promover um debate de idéias entre ele e o lucrécio. Seria impagável.

Excelente blog. Visitarei com frequência.
Grande abraço!

Kleber,

Feliz aniversário atrasado, você percebeu que faz aniversário no mesmo dia que o Barack?

Luiz