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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Perdido

O déficit externo brasileiro atingiu quase US$ 68 bilhões de janeiro a outubro deste ano, US$ 28 bilhões acima do registrado no mesmo período do ano passado, caminhando para ultrapassar com folga US$ 80 bilhões (pouco menos que 4% do PIB) este ano, bem acima da previsão mais recente do BC, que ainda sugere um número na casa dos US$ 75 bilhões.

A maior parte deste aumento reflete a queda abrupta do saldo comercial, que passou de US$ 17,4 bilhões positivos nos dez primeiros meses do ano passado para US$ 1,8 bilhão negativo em 2013.

É, como sempre, difícil apontar uma única causa por trás do fenômeno. Vários fatores contribuíram para o resultado, da queda dos preços de commodities à contabilização tardia das importações de petróleo realizadas no ano passado, passando pela continuidade de incentivos à demanda interna, mesmo em face de indicações cada vez mais claras que a economia opera muito mais próxima à sua capacidade máxima do que supõe a vã imaginação dos nossos gestores de política econômica.

Os dados, porém, sugerem que a piora dos preços externos desempenhou papel de menor peso na redução do saldo comercial.

Estimo que, caso os preços dos produtos exportados tivessem se mantido inalterados, as exportações aumentariam pouco mais de US$ 3 bilhões entre janeiro e setembro, ao invés de caírem US$ 3 bilhões, como de fato ocorreu, uma diferença de US$ 6 bilhões. Por outro lado, sob as mesmas condições, as importações cresceriam US$ 17 bilhões no ano, cerca de US$ 2,5 bilhões a mais do que o efetivamente observado.

A diferença de preços, portanto, explica queda de US$ 3,5 bilhões do saldo até setembro, um valor nada desprezível, mas bem menor que a redução de US$ 17 bilhões observada na balança comercial do período.

Dois problemas, contudo, complicam os cálculos. Um é a contabilização de importações de petróleo realizadas no ano passado, mas registradas apenas em 2013. Caso todo aumento observado se devesse a isto, haveria uma superestimação das importações da ordem de US$ 5 bilhões até setembro.

Por outro lado, a Petrobrás realizou exportações fictas de plataformas de exploração de petróleo (foram vendidas e alugadas de volta) de cerca de US$ 3 bilhões no mesmo período, de forma que o resultado líquido das operações extraordinárias fica ao redor de US$ 2 bilhões.

Há, portanto, uma redução da ordem de US$ 12 bilhões no saldo comercial que não pode ser atribuída nem à alteração de preços, nem a fatores pontuais tais quais os mencionados acima. Resta, assim, analisar o descompasso entre demanda e oferta domésticas.

Como tenho insistido aqui, quando a produção, principalmente de manufaturados, sofre constrangimentos à sua expansão, seja por força do encarecimento da mão-de-obra, seja pelos gargalos de infraestrutura, a tendência é que as importações cresçam à frente das exportações para atender a demanda interna em expansão. Já nos setores em que as importações não têm papel relevante a desempenhar, são os preços que reagem, o que explica, por exemplo, a elevada inflação de serviços.

Isto resulta, em larga margem, da política deliberada de aumento da demanda doméstica por meio do gasto público, incluindo a expansão do crédito oficial. O descontrole fiscal está, portanto, na raiz dos dois desequilíbrios observados no país: a inflação alta e o elevado (e crescente) déficit externo.


A contabilidade criativa pode mostrar o que o governo quiser, mas não muda a natureza do fenômeno. Da mesma forma, de nada serve o governo comparar seus números (criativos) aos de outros países. Lá o problema é tipicamente insuficiência de demanda interna; aqui sofremos com gargalos de oferta. Enquanto a natureza distinta do problema não for compreendida continuaremos à busca de desculpas, mas sem uma ideia clara de como tratar os desequilíbrios visíveis da economia brasileira.

Hããã...


(Publicado 27/Nov/2013)

Reações:

56 comentários:

Espetacular. Um primor o último parágrafo.
Brados
Mrtins

Caro Alex,
Ótima análise.
Haveria algo a acrescentar se for analisado isoladamente o padrão de consumo das famílias?
A renda real disponível (renda bruta subtraídos impostos), parece ter crescido bastante nos últimos anos.
Se a propensão a consumo (viagens ao exterior, eletro-eletrônicos, veículos, ...) tiver aumentado proporcionalmente muito mais do que a propensão à poupança, então poderia haver também um relevante descontrole do setor privado somando-se ao do governo.
Se for verdade, haveria alguma política governamental adequada à atual conjuntura visando atenuar esse desequilíbrio entre consumo e poupança das famílias?

Recomendo assistirem o video, cujo show se incia logo após o inicio da gravação do mesmo:
http://www.youtube.com/watch?v=6Bxvyxt6p-I

com o economista José Monir Nasser

Sobre o video anterior...
...esqueci de mencioanr o outro participante, o filosofo Olavo de Carvalho.

Os alunos da Unicamp deveriam assistir esse video, inclusive o prof.

Estão falando em calote caso a Dilma seja reeleita, o Brasil seguindo os passos da Argentina.

Este comentário foi removido pelo autor.

"Estão falando em calote..."

Calote de que cara-pálida?

"Estão falando em calote caso a Dilma seja reeleita, o Brasil seguindo os passos da Argentina."

Non-sense. Estamos muito, mas muito, longe disso.

Alex você é filho do Simon ?

Calote? Na divida externa ainda tem reservas,FMI...Na divida interna estariam dando calote neles mesmos: Previ...BB,CEF...devem deter uns 30% dos títulos.Seria um calote ¨social¨? nos ricos?

"Alex você é filho do Simon ?"

Não. O sobrenome é parecido, mas trata-se de outro ramo.

Sr. Alexandre,
O senhor insiste que a produção industrial não se expande pelos gargalos estruturais.

Será essa a causa principal?

Apesar de uma melhora em Outubro, a capacidade ociosa segue na faixa de 19%. Já a FIESP registrou baixa no INA, motivada por redução nas horas trabalhadas (-0,2%) e queda nas vendas reais (-1,2%). O índice Sensor ficou em 47,5 (menor índice desde Dezembro) e, segundo Francini, isto indica para “não termos esperanças [de recuperação]”.

Os números da indústria não sinalizariam que o setor está com falta de demanda, o que desmotiva o investimento?

Abs,
O Poeta

Alex

Saiu a ata?

o que vc acha dessa análise:

"http://dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2013/12/05/banco-central-indica-medo-do-dolar-e-nova-alta-dos-juros-veja-com-traducao-os-7-trechos-essenciais-da-mensagem/

Voltei,

sobre o possível calote

várias instituições bancárias tem percebido aumento de envio de dinheiro ao exterior.

Longe de ser um movimento de velhinhas que pedem um cheque adminsitrativo no valor da conta no dia 30 de dezembro, esse movimento atual parece ser algo mais "profissional".

E aí caras-vermelhas ???
Alguma explicação ???
Ou a informação é falsa ???

""Estão falando em calote caso a Dilma seja reeleita, o Brasil seguindo os passos da Argentina."

Non-sense. Estamos muito, mas muito, longe disso."

Ao contrário. Com o Foro de São Paulo continuando a dominar o país, ficaremos cada vez mais parecidos com Argentina, depois com a Venezuela, e por fim, com Cuba.

O seguro anti-calote brasileiro explodiu 32% essa semana

Calote? Além da Previ... ainda tem estatais (BR...),prefeituras ,funcionalismo publico,politicos.

E o presidente do Atlético-MG pedindo socorro para a Dilma? Que vexame! Pedindo socorro para dar calote autorizado.

"Com o Foro de São Paulo continuando a dominar o país, ficaremos cada vez mais parecidos com Argentina, depois com a Venezuela, e por fim, com Cuba."

Serio, tem uns retardados que viajam... Calote na divida interna? Isso mesmo seu intelectual de privada?

Economista R

É a vontade de submeter a expectativa sobre o futuro do país com análise maliciosa e barulhenta, de um 'rapaz' que espalha um boato porque acha que se der oposição ele terá sua boquinha... Entendedores, entenderão.

Dilma Roussef atingiu uma das metas estabelecidas em 2011:juros reais de 2%. Se ela aplica em fundo de investimento com taxa de adm. de 0,5%,IR de 15%,SELIC a 10 % e IPCA a5.8% acertou na mosca.

É só mencionar o Foro de São Paulo em público que os comunistas já saem dos esgotos para ofender o mensageiro. Esse economista R deve ser mais um puxa-saco virtual do PT.

Prezado Alex

esse governo já encontrou seu bode expiatório

Se chama Arno Augustin.

2014 vem reforma na equipe.
A questão do calote seria questão de tempo se o caminho continuasse esse.

CALOTE - nas pessoas fisicas, lógico pois as empresas-do-rei não sofreram perdas alguma

O calote pode se manifestar de várias formas: aumento do iof, aumento do IRRF nos rendimentos (lembrando que até o Arminio Fraga tungou as cotas dos investidores em Renda Fixa !!), e até confisco, parcial ou total.

O qu eo pessoal aqui não entende, ou não quer entender, é que ocnfiar nessa gente criativa é dar um tiro no pé !!

Convenhamos ... a confusão entre os conceitos de liberalismo (oriundos da escolar austríaca, Von Mises, etc.) e neo-liberalism ainda impera.

Para os alunihos da unicamp, aqui vai uma aulinha de "Economics 101" : http://www.youtube.com/watch?v=Q_0xCc2EUrk

Aumentar iof é calote?!?? PQP!! É muito fraquinho.



"Anônimo disse...
É a vontade de submeter a expectativa sobre o futuro do país com análise maliciosa e barulhenta, de um 'rapaz' que espalha um boato porque acha que se der oposição ele terá sua boquinha..."

Auto-explicativa essa frase. É assim que os petralhas enxergam o mundo.

Caro anônimo, não meça os outros pela sua própria régua, lógico que o assunto é de interesse e preocupação geral, mas vc só vê o medo de perder a sua boquinha para mim.

Vejam aonde chegamos!

Os comunistas do governo diziam que os únicos interessados em juros alto eram os banqueiros.

Nunca admitiram que foi assim que se preservou o poder de compra da população mais pobre, ao invés de gatilhos salariais populistas.

A prova cabal veio com o tempo. Bancos batendo recorde em cima de recorde de lucros e o juros baixo penalizando a população mais pobre com inflação descontrolada e economia estagnada mesmo no auge do ciclo de investimentos pré-Copa.

Esse renato é de dar dó mesmo.

Calote? Com informações da imprensa os títulos públicos estariam distribuídos assim: 30% com pessoas físicas(fundos),15% empresas(giro),15% fundações,15%estrangeiros e 25% com bancos.Logo o calote teria que ser bem calculado e seletivo para não desarrumar a economia completamente.A economia de juros seria irrisória comparada com essa bagunça.Nem a besta do Arno consegue isso.Teriamos que importar algum garoto da equipe da presidenta argentina.

Estamos muito longe de um calote mesmo. Os argumentos (reservas, FMI, sistema financeiro sólido, etc) são fortes e definitivos. Sem contar o custo político imenso de uma atitude estúpida como esta.
Mas...
Já temos um bom tempo de fortíssima deterioração da política econômica e, tudo indica, vamos emplacar (por nossa própria escolha, a propósito) mais alguns anos a partir de 2014.
Estamos longe, mas a tendência é de ficarmos gradativamente mais perto.
Portanto, respeito os otimistas, mas acho que esse dólar de R$ 2,33 continua bem interessante para remeter.

Sabiam que a atua, diretoria do Bacen acabou de publicar uma portaria, ilegal (por ferir o direito legal de seus servidores darem aula), condicionando seus servidores darem aula a uma autorização dada pelo banco? Na verdade, eles estão reagindo diante de uma insatisfação do corpo funcional, similar a demonstrada pelo Tesouro, em relação à leniencia demonstrada diante da inflação.

Putz, vou nem me dar ao trabalho...

Economista R

Alex e/ou O

Comentem algum artigo da anpec e/ou sbe

vlw

O" Anonimo disse... Esse renato é de dar dó mesmo.

>> E' verdade... tem horas que ate' eu tenho pena de mim mesmo ... e o kiko ?

Viram Samuel Pessoa massacrando Belluzzo na Painel da Globonews? O espertalhão se agarra numa alegada defasagem cambial para fugir do fracasso da politica fiscal,monetária...

"O" Anonimo (04/12/2013 às 23:15),
Você sempre me surpreendendo. Presto e conciso você rebateu a previsão do calote feito pelo Anônimo do comentário de 04/12/2013 às 16:59, tratando-a como disparate. Eis-me concordando com você mais uma vez.
E não satisfeito você completa:
"Estamos muito, mas muito, longe disso"
Sim, sim, sim! Novamente eu concordo com você, mas agora me parece que a concordância dá-se por motivos diversos.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 09/12/2013

Por causa de rombo no FAT, governo limitará acesso ao seguro-desemprego :: Déficit deve chegar a R$ 10 bi; parcelas do benefício serão reduzidas

>> Aos menos espertinhos... Isso é uma forma de calote, ou não ??

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/por-causa-de-rombo-no-fat-governo-limitara-acesso-ao-seguro-desemprego-11021056#ixzz2n4wy8Yvr

Parabéns Clever Mendes de Oliveira, em 9 de dezembro de 2013 23:12! Acho que foi o primeiro post seu que li até o final.

"Aos menos espertinhos... Isso é uma forma de calote, ou não ??"

Não, não é. Parece mais um rinoceronte decapitado voando embaixo d’água. Somente um total imbecil poderia argumentar que isso é um calote.

esse Clever deve ter problemas funcionais tipo dislexia ou coisa assim.

O que ele diz que é complemento é na verdade a primeira frase do argumento, o essencial.

O que ele chama de disparate é a "previsão de calote" que ninguém fez. A tática de criar um espantalho do adversário pra depois bater é velha conhecida entre esquerdopatas.

Li até o final e me arrependi.
Pfavor Clever, escreva seu nome já no cabeçalho pra eu pular mais rápido.

Quanto aos sinais de fuga de dólares e enxugamento de custos só não ver quem não quer.

Mesmo no cenário do anonimo do muito muito longe, ele vê boas expectativas em remeter à 2,30.

Estou remetido no 2,20. Em 2,30 é quase ponto de realizar pra mim.
Céu de brigadeiro pros disparatados.

O xingamento gratuito diz tudo; obrigado, "O Anonimo" - vc está coberto de... razão.

Um conselho ... Quando tungarem a sua (ou de familiares) pensão, seja ela privada ou pública, diminuindo o pagamento mensal sobre o qual vc e a instituição contratualemnte concordaram bilateralmente, sob o pretext de nbÃo haver mais recurso ... espero que também não ache que foi calote mas sim, boa gestão.

De acordo com “O”, um trabalhador pagando o mesmo para Estado e tendo em troca menos direitos é “mais um rinoceronte decapitado voando embaixo d’água” do que um calote.

Nenhuma dúvida, um liberal ...

Pagando o mesmo e tendo menor retorno é calote, pagando o mesmo e tendo mais retorno é criação de riqueza? Cada maluco!!!

"Viram Samuel Pessoa massacrando Belluzzo na Painel da Globonews?"

O Samuca deveria tomar cuidado porque o Belluzzo é peixe da Mancha Verde.

“Comentem algum artigo da anpec e/ou sbe”

Manda para mim o link para os artigos.

(Mas duvido que comente algo da Anpec porque é quase tudo um lixo e a vida é curta.)

"O" discordo,Beluzzo fala demais e não deixa os outros falarem.

"O" usar o índice de Tornqvist para o cálculo da PTF para a ind de transf é bom ou é melhor usar a contabilidade do crescimento?

Eu pago economia do setor público,perguntei ao professor que leciona a matéria,ele disse que na opinião dele,não existe contabilidade criativa.

Anônimo (terça-feira, 10/12/2013 às 18:41),
Você tem razão. O Anônimo do comentário enviado quarta-feira, 04/12/2013 às 16:59, não fez previsão de calote. Ele apenas mencionou que falaram sobre o calote no caso da reeleição de Dilma. Agora, eu continuo achando um disparate falarem sobre o calote no caso da reeleição de Dilma e mantenho a minha concordância com a complementação de "O" Anonimo no comentário dele de quarta-feira, 04/12/2013 às 23:15, ao considerar que estamos longe disso. E volto a insistir que em relação a estarmos longe do falatório sobre o calote, provavelmente o "O" Anonimo e eu convergirmos por motivos diversos.
E acrescento que falo como leigo e utilizo o termo calote sem um possível sentido vernacular da área econômica, mas apenas no sentido em que o termo é usado corriqueiramente. Não me refiro ao calote no sentido que o Renato parece dar em alguns dos comentários dele, aqui neste post “Perdido”, de terça-feira, 03/12/2013.
Bem, eu poderia espichar o comentário, mas minha redundância aqui já é suficientemente pleonástica para permitir introjetar subliminarmente a verdade.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 12/12/2013

Renato (sexta-feira, 06/12/2013 às 13:19, terça-feira, 10/12/2013 às 11:37 e também às 23:36),
Para um leigo como a mim, não deu para saber os limites do seu calote ou do que você entende por calote. De todo modo, seus comentários suscitaram-me duas questões. Primeiro, no seu entendimento pode ser denominado de calote a perda sofrida pelos aplicadores em títulos do tesouro inglês no período de 1946 até 1980? Esta perda é mencionada em relatado da revista The Economist na reportagem de 19/10/2013 intitulada “Where there’s Money, there’s risk” e que pode ser vista no seguinte endereço:
http://www.economist.com/news/finance-and-economics/21588124-events-america-show-no-asset-copper-bottomed-where-theres-money-theres/
Ressalto que fiz referência em comentário enviado domingo, 10/11/2013 às 13:05, junto ao post “Os frutos do descaso”, de quarta-feira, 09/10/2013, aqui no blog A Mão Visível ao post intitulado “Fact checking The Economist” de domingo, 27/10/2013, de autoria de Nicholas Gregory Mankiw. O endereço do post “Fact checking The Economist” é:
http://gregmankiw.blogspot.com.br/2013/10/fact-checking-economist.html
No post “Fact checking The Economist”, Nicholas Gregory Mankiw aponta erro na reportagem “Where there’s Money, there’s risk” da revista The Economist. Tenho a revista The Economist em alta conta, mas não se pode fazer vistas grossas aos contumazes e costumeiros erros da revista.
De todo modo, ainda que errada, a revista mostra que os aplicadores em títulos do tesouro inglês tiveram retorno inferior à inflação no período de 35 anos. Bem a segunda questão que me ocorreu diz respeito a saber qual seria o prejuízo para um país no caso em que houvesse a ocorrência de um calote, assim entendido o calote que cabe na sua definição.
Não tenho a informação precisa se a dívida pública inglesa caiu no período considerado pela revista The Economist. Parece-me razoável supor que a redução ocorreu ou então que a dívida cresceu muito pouco. Para os Estados Unidos, eu também não tenho informação que confirme se os aplicadores sofreram perdas semelhantes, mas vejo com freqüência gráficos mostrando que a dívida pública americana caiu de 120% no final da Segunda Grande Guerra para algo em torno de 30% do PIB no final da década de 70. Assim é de se imaginar que lá nos Estados Unidos também houve a perda dos aplicadores. Como Inglaterra e Estados Unidos tiveram um grande desenvolvimento no período, eu fui atiçado por uma segunda questão, qual seja, se a razão para tanto esplendor teria sido o calote, dando ao termo calote o sentido que cabe na sua definição? Talvez os econometristas do blog pudessem verificar a correlação.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 12/12/2013

Putz, o Clever teve alta de novo...

é o disparate mais comentado dos últimos 20 posts


onde (longe) tem fumaça...

CALOTE - minha definição seria no sentido mais amplo de tudo aquilo que o devedor deixou de honrar ao credor, e vice-versa. Por exemplo, o BC emite uma nota de 10 reais e cujo poder de compra por ele é garantido (ou, não ?); aí, vem uma inflaçào e te rouba 10% desse valor. Como o BC é o responsável pelo controle da inflação, ele te deu o calote pois os seus 10 reais de hoje já não valem aquilo que lhe foi prometido ontem.

Anônimo Anônimo disse...

Putz, o Clever teve alta de novo...


Nem li