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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Tem, mas acabou


Eu bem que queria escrever sobre a ata do Copom, mas, mesmo sob a nova frequência semanal, outros temas me forçaram a adiar o assunto. Não acho, porém, que tenha perdido a atualidade, pois me parece claro que, se restava ainda dúvida acerca da sobrevivência do regime de metas no Brasil, a ata foi a metafórica pá de cal. Em particular o parágrafo 19 é o epitáfio do regime: ali o Copom reconhece que sua projeção para a inflação em 2012 está acima da meta, assim permanecendo até meados de 2014.

É verdade que sinalizar a inflação acima da meta por um período de quase dois anos não chega a ser inédito. Mais de uma vez o BC teve que reconhecer situações como essa; a novidade agora é que, mesmo sob um cenário inflacionário desfavorável, e com tempo de sobra para reagir a ele, o Comitê preferiu seguir reduzindo as taxas de juros e contar com um milagre (também conhecido com “convergência não linear da inflação à trajetória de metas”), a cumprir a tarefa que lhe foi designada pelo Decreto 3.088/99, qual seja, tomar as decisões de política que tragam a inflação de volta à meta.

Segundo o Copom, “embora (...) o curto prazo tenha sido negativamente impactado por choques de oferta associados a eventos climáticos, domésticos e externos, [o cenário inflacionário] manteve sinais favoráveis em prazos mais longos”. Como desculpa para inação esta afirmação peca em mais de um aspecto.

A começar porque a persistência da inflação acima da meta por dois anos (repita-se) não é um evento de curto prazo. E nós, leitores da ata, bem que gostaríamos de saber quais são os “sinais favoráveis” a que o BC se refere, visto que em momento algum se mencionam projeções indicando a reversão do processo inflacionário.

Afora isso, há a questão do tratamento do chamado “choque de oferta”. Este é dito “negativo” quando reduz as quantidades disponíveis e, por conta disso, eleva os preços; e é “positivo” quando, ao contrário, eleva a quantidade e faz cair os preços.

O BC, há tempos, afirma que não combate os efeitos diretos de choques de oferta, ou seja, não eleva a taxa de juros quando o choque é negativo, partindo do pressuposto que estes em geral se dissipam em alguns meses, sem necessariamente contaminar a inflação por períodos mais longos. Obviamente, por simetria, o BC não deveria também reduzir os juros quando ocorrem choques favoráveis de oferta, que, da mesma forma, tendem a desaparecer passado algum tempo.

No entanto, não é o que se observa. Enquanto o aumento dos preços internacionais de commodities é invocado como razão para não subir a taxa de juros, eventos favoráveis como o corte temporário de impostos sobre veículos, e, não duvidem, a recente redução de encargos sobre energia elétrica são alegremente considerados como motivos para redução da Selic.

E, cá entre nós, tomar o aumento internacional de preços de commodities como um choque de oferta equivale a esticar o conceito bem mais do que seria recomendável. Para agricultores americanos a seca reduziu as quantidades e elevou preços, configurando um choque clássico de oferta. O agricultor brasileiro, por outro lado, só percebe os preços em alta, sem prejuízo da quantidade. E, se é verdade que os preços mais altos prejudicam o consumidor, é bom lembrar que o país produz bem mais do que consome, gerando um benefício líquido para o Brasil. Trata-se, em outras palavras, de um choque sim, mas um choque positivo, e de demanda!

Note-se, por fim, que a contaminação dos preços domésticos só é possível porque o BC não permite que o dólar se barateie como deveria ocorrer face ao aumento dos preços de commodities. Na prática, ao fixar uma meta para a taxa de câmbio o BC admite que aumentos de preços fora do país acabem por se materializar domesticamente.

Em outras palavras, o BC tem várias metas: para o câmbio, para o crescimento, para a taxa de juros. Só acabou a meta para a inflação.

- Só em 2015 se Deus quiser...

(Publicado 19/Set/2012)

Reações:

48 comentários:

E o que exatamente vc sugere ? Que o dolar se desvalorize e continuemos com o processo de desmonte da industria nacional ? A China manipula a moeda, os EUA manipulam a moeda e nós, os santos, precisamos ser inundados de produtos chineses.

Que tal fazer reforma tributária, previdência, governo gastar no custeio menos e melhor, fomentar o investimento privado, melhorar qualidade e priorizar investimento público, tentar melhorar a eficiência da economia, atuar no atacado e não no varejo, investir em educação, diminuir burocracia para abrir e manter empresas e tentar diminuir prazos do judiciário?

Aposto que níveis de juros caiam naturalmente e não por decreto e seja possível manter inflação dentro da meta. Dólar? Quem se importa, flutua para equilibrar os outros fatores...

Mas, vamos falar... da um trabalho, né?

Abraços,

Faísca

O BC não precisa perder o controle da inflação para o real se desvalorizar, basta que o governo passe a poupar, assim a taxa de juros poderia cair, levando a uma depreciação cambial, além disso, esse aumento da poupança possibilitaria um aumento do produto potencial.

O que me sobra para dizer depois dos comentários do Faísca (11:44) e do Anônimo das 12:21?

Mataram a questão...

O pior de tudo é a imagem que passam: o BC virou pau mandado do MF. Até a imprensa especializada passou a dar mais espaço à turma do pensamento mágico. Estão todos assanhados.
Recebi de um jornalista da área de economia e finanças o seguinte comentário: " O câmbio alto e o juro baixo são uma política de Estado agora! O governo vai defender isso de todas as formas, não importando as distorções que venha causar. Acho ruim, pois o governo faz uma tremenda transferência de renda da população para o setor industrial, que nem sempre responde de forma “justa” a essas benesses do governo."

É isto aí (vamos torcer para que dure pouco e dê tempo de corrigir.).

O governo tirou mesmo o apito do BC. Aproveitando a zorra global (TIPs de 10 anos negativa?), vai fazer aquela parada que eles sempre sonharam desde que tinham 17 anos e liam sem entender aqueles livros revolucionários: ajustar o câmbio, abaixar os juros e controlar o crédito. Está escrito ali que é fazer isso e depois ficar olhando pela janela o país crescer e virar em semanas uma França. Sem a superestimada educação formal dos franceses, mas com boas noções de capoeira. Eles foram descuidados com o STF, mas no BC está tudo trank.
Fernando

"É uma piada!" diz ministro sobre projeções de inflação em elevação em 2013.

Concordo integralmente com AS em que o governo abandonou, na prática (isto é, sem dizer), as metas inflacionárias e a flutuação cambial (e também vem fazendo manipulações contábeis para não dizer que já não luta tanto quanto antes pelo superávit primário), em troca de "puxadinhos", ou seja, uma série de improvisações de políticas macro e setoriais, para tentar manter ao máximo a ilusão do crescimento, mas partindo de falsas premissas keynesianas (a tal de manutenção da demanda agregada, pelo estimulo ao consumo e a provisão de crédito, sem atuar nos fatores de oferta).
As reduções seletivas de tributos também são equivocados, pois que setoriais e parciais e, a despeito de indutoras de emprego, no curto prazo, são potencialmente provocadoras de atraso tecnologico no médio e no longo prazo, pois que incidindo sobre o faturamento das empresas e, portanto, atingindo mais duramente as empresas de maior capitalização.
Esses improvisos governamentais são arranjos ad hoc, contraditórios entre si, e inconsistentes no médio prazo, apenas sinal de que algo precisa ser feito. Se trata do estilo atual de governar: " manda fazer, depois a gente vê..."
Paulo Roberto de Almeida

"PARIS - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira, em Paris, que não vê o processo inflacionário no Brasil com preocupação, tanto em 2012 quanto em 2013. “A inflação segue dentro da meta e vai continuar”, afirmou. Por isso, disse, a política de juros baixos adotada pelo governo deve prosseguir, avalia o ministro."

Deve ser difícil ver a inflação de Paris... Pode mesmo achar que é piada.

O problema não é o cara achar que a inflação é uma piada ou que está na meta, etc., o problema é o Ministerio da Fazenda pré-determinar publicamente a política do BC. Tal situação é desastrosa para a coordenação de expectativas, joga por água abaixo anos e anos de política monetária, um desserviço para o Brasil. O Tombini é maior responsável por isso e em troca da presidência do BC, e por conta de sua vaidade, vai desmontando um trabalho que se iniciou lá atrás com o Armínio Fraga.

Resumindo: o que ancora a inflação hoje é a recessão mundial, este é o discurso do Tombini.

Alexandre Schwartsman,
Ufa! Antes tarde.
É opinião de leigo, mas o único país grande que tem regime de metas é a Inglaterra, mas assim mesmo, além de ser uma ilha do tamanho de quase um terço de São Paulo, estava espremida entre o dólar de que é ponta de lança e o euro que queria se levantar. E o fez quase como uma forma de assegurar rendimentos para o exterior e assim se manter como centro financeiro. É como se dissesse, eu pago para vocês aplicarem aqui no centro financeiro de Londres os recursos que vocês têm disponíveis.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/09/2012

Faísca (19/09/2012 às 11:44),
O problema não é tanto porque dá trabalho, o problema é que esta turma que está no poder não é muito criativa e ai eles olham procurando um exemplo de país que tenha feito este trabalho todo para copiar, mas não acham e então optaram por ir levando.
Só resta torcer para que eles acertem, ou se se for do contra para que eles errem.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/09/2012

Alex,

Sua visao nao eh compartilhada por autores importantes como Werlang e o proprio Arminio, supracitado, que enxergam apenas uma flexibilizacao temporaria na conducao da politica monetaria, com o BC dando maior atencao ao hiato do que a inflacao... Concordo com eles e acredito nao haver motivo para o seu panico...

Abs
Juin

Clever (23:08). Acho que o problema é justamente o contrário. Essa turma é criativa até demais. O que precisa ser feito é totalmente conhecido, só que é extremamente maçante, entediante, leva tempo e trabalho. Por isto, ao invés de fazer o que deve ser feito, tentam ser criativos e procuram os atalhos, as novas balas de prata. No final das contas, no curtíssimo prazo, conseguimos um ajuste momentâneo e criamos uma distorção que vamos sentir lá na frente.

Abraços,

Faísca

"que enxergam apenas uma flexibilizacao temporaria na conducao da politica monetaria,"

Se quiserem chamar perder a meta por 5 anos (2010, 2011, 2012, 2013 e 2014) de "flexibilização temporária" não serei eu quem irá impedir...

Se quiser chamar a inflacao no intervalo da meta de perda de meta nao serei eu quem ira impedir...

"Se quiser chamar a inflacao no intervalo da meta de perda de meta nao serei eu quem ira impedir..."

Nãnãninã. A meta é 4,5%; o intervalo existe para acomodar desvios ex-post, não um BC que deliberadamente não mira na meta.

Se o BC perdesse um ano para cima, outro para baixo, etc, eu até toparia. Mas um BC que sistematicamente entrega inflação acima da meta tem que ser chamado pelo seu nome verdadeiro ...

"Se quiserem chamar perder a meta por 5 anos (2010, 2011, 2012, 2013 e 2014)".
Em 2010 tivemos eleição presidencial, expansão fiscal e estímulo ao crescimento do crédito para vencer a crise e os adversários. O BC acomodou uma inflação acima da meta. Em 2011, efeitos deletérios da expansão de 2010 causada pela eleição, BC acomodou novamente. Em 2012, o PIB foi uma piada e o BC não achou graça e acomodou. Em 2013 deveremos crescer finalmente, mas abaixo do crescimento potencial de 7% e BC acomodará também. Em 2014, eleição de novo...
Fernando

“É opinião de leigo, mas o único país grande que tem regime de metas é a Inglaterra, mas assim mesmo, além de ser uma ilha do tamanho de quase um terço de São Paulo, estava espremida entre o dólar de que é ponta de lança e o euro que queria se levantar.“

Realmente, Clever, é opinião de leigo, e como sói, não foge à regra com a qual nos familiarizamos neste e em outros blogs: se vem do Clever, é bobagem.

“E o fez quase como uma forma de assegurar rendimentos para o exterior e assim se manter como centro financeiro. É como se dissesse, eu pago para vocês aplicarem aqui no centro financeiro de Londres os recursos que vocês têm disponíveis.”

O que escreveste acima não faz sentido algum. Por que o regime de metas de inflação seria importante para que Londres continuasse a ser um centro financeiro? Um pouco de atenção ao mundo à sua volta o levaria a concluir que Londres é uma exceção: todos os outros grandes centros financeiros (Cingapura, Hong Kong, Nova Iorque) não têm o regime de metas de inflação.

O que mais posso dizer? Ops, lembrei! Não esquece de tomar seu remédio...

“E o que exatamente vc sugere ? Que o dolar se desvalorize e continuemos com o processo de desmonte da industria nacional ? A China manipula a moeda, os EUA manipulam a moeda e nós, os santos, precisamos ser inundados de produtos chineses.”

Não sei porque esse medo tão grande do comércio. O Brasil é uma das economias mais fechadas do mundo. Nós deveríamos estar comprando da China 2 ou 3 vezes mais do que compramos agora. Mas não, apesar de todas as lições que deveríamos ter aprendido depois da catástrofe do nacional-desenvolvimentismo militarista dos anos 70, ainda achamos que proteger a indústria não é uma das idéias econômicas mais estúpidas jamais pensadas. Horror, horror!

"O" Anonimo (20/09/2012 às 19:58),
Generosidade o seu retorno. E sendo para um leigo, ela me comove.
Nunca me preocupei em analisar com mais vagar o Regime de Metas da Inglaterra. Não só porque não me interessava muito o regime de metas, como também porque não tenho o instrumental de análise que os nossos melhores economistas acadêmicos possuem. Só no final de 2008 procurando uns textos na internet sobre tributação é que vi um artigo do Oreiro dizendo que o Regime de Metas de Inflação era o ultra plus ultra da academia.
Particularmente acho que a inflação é um problema político e não econômico e na Inglaterra, o regime de metas foi adotado mais por motivos políticos do que econômico.
Agora, no meu comentário ao falar da razão para o regime de metas na Inglaterra, eu aproveitei de ter lembrado de um argumento que utilizei para defender o Swap reverso que o Banco Central praticava com o dólar. Eu criticava muito os que criticavam o Banco Central pelo uso do Swap reverso. O meu argumento era que o Banco Central apostava, sabendo que ia perder, pois tinha a finalidade de assegurar liquidez ao sistema, uma das funções do Banco Central.
Eu não tenho dúvidas de que o Regime de Metas é uma boa forma de se ter a taxa de juro maior do que a inflação. Como a Inglaterra ia partir para uma situação bastante difícil de concorrência com o dólar de um lado e o euro que ia nascer de outro e tinha vindo de uma série crise no câmbio, eu imaginei que o regime de metas fora uma forma de ela assegurar um lucro um pouco acima do que a Europa e os Estados Unidos iriam oferecer.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 20/09/2012

Faísca (20/09/2012 às 09:26),
Bem, há um texto de Fernando Henrique Cardoso de que eu gosto muito: “A originalidade da cópia”. Então não dou muita importância a criatividade porque concordo com Fernando Henrique Cardoso e penso que se pode ser original copiando.
Como havia uma crítica muito grande ao governo de Lula e que perdura ainda no governo de Dilma Rousseff de que não se fez nada de novo nesses dois governos, critica com a qual eu não concordava, eu, ainda que não concordasse, tomei como certo que essa turma no governo pelo menos a se avaliar pelo que diz a oposição não é nada criativa.
Você desmente a acusação que se fazia à equipe de governo e assevera que a equipe é muito criativa. Melhor, e só resta então torcer para que as idéias criativas da equipe do governo dêem certo.
Disse que só resta torcer pelas idéias criativas porque a outra opção de trabalhar duro, não é viável. Não é viável não porque a equipe do governo não esteja disposta a trabalhar duro – Quer dizer, pode ser até que a equipe seja preguiçosa e criativa – mas em minha avaliação o que a impede de trabalhar duro é a falta de exemplo onde tal trabalho duro tenha dado resultado. É o que eu quis dizer antes, e penso que não ficou claro.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 20/09/2012

"falta de exemplo onde tal trabalho duro tenha dado resultado".

Amigo, como vc acha que os países desenvolvidos chegaram no patamar que chegaram?

Ao longo da sua História, esses países arregaçaram as mangas e foram trabalhar, ou seja, não ficaram com preguiça e "inventando" criatividade não!



"Nãnãninã. A meta é 4,5%; o intervalo existe para acomodar desvios ex-post, não um BC que deliberadamente não mira na meta".

Alex, qual a diferenca, tao importante para voce a ponto de forcar o pais a elevar seu ja elevado juro, da inflacao permanecer em 5,5% e nao em 4,5%? Afinal, a estabilidade de precos no pais esta ou nao esta garantida?

Elsion

1- A inflacao no Brasil esta sob controle, voce queira ou nao Alexandre.

2- O BC esta correto em nao elevar o juro diante de um cenario tao ruim em termos de crescimento (e produto abaixo do potencial).

3- nao existe qualquer metrica que te permite afirmar que a sociedade ganha em ter inflacao em 4,5 (com juro maior e crescimento menor) em detrimento de ter inflacao em 5,5 (com juro menor e crescimento maior).

4- Se voce a cha que os termos de troca em expansao representam um choque de demanda positivo, prove! Todas as regressoes que incorporam termos de troca na evolucao do hiato encontram resultados estatisticamente nao significativos.

Mattos Filho

1) Está acima da meta (como eu disse) com crescimento pífio; ano que vem estará pior. Sob controle nao está;

2) Produto abaixo do potencial com desemprego em queda abaixo da NAIRU? Onde você estudou?

3) Trade-off entre inflação e crescimento? Serio: onde você estudou?

4) Encontram exatamente o que encontrariam sob um regime de cambio flutuante (o cambio flutuante atenua choques de demanda externos). Nao deixa de ser um choque de demanda por conta disso, mas alguém anda precisando rever a teoria de regimes cambiais.

1- Sim Alexandre, a inflacao no Brasil esta sob controle. Em que planeta voce vive?

2- Voce sabe muito bem que a NAIRU eh uma variavel latente, nao observavel. Voce tem certeza de que estamos abaixo dela? Estudei na USP.

3- Sim, no curto prazo ha um trade-off entre inflacao e crescimento. Mas nao foi isso que te perguntei, releia o item (3). De novo, estudei na USP.

4- Prove o que eu lhe perguntei (ou melhor, prove o que voce afirma)! Nao tente atenuar sua situacao...

1) Eu vivo no planeta em que inflação acima da meta e crescente nao esta sob controle;

2) Com salários nominais subindo de 8 a 12% ano contra ano, bem acima da produtividade, o que você acha que esta ocorrendo

3) A inflação esta acima da meta há dois anos e ficara nos próximos dois: curto prazo?

4) Veja a relação entre preços de Commodities e taxa de cambio: pelas minhas estimativas, cada 10% de elevação dos preços de commodities implica uma apreciação de 6% da taxa de cambio, exatamente a relação esperada no caso de um choque de demanda externo. Prove que nao...

5) A USP já foi melhor...

"Eles foram descuidados com o STF, mas no BC está tudo trank".
Fernando 19 de setembro de 2012 13:23

Em verdade, pelo andar da carruagem, parecem ter acertado no STF e errado no BC.

Nada melhor para a economia do que respeito às Leis. E o STF está recolando as coisas nos eixos.

O SENHOR, NUNCA PENSOU, NA HIPOTESE QUE INFLAÇÃO IMPLICA EM OFERTA FUTURA?

Estabilidade interessante essa: periodicamente editam um novo pacote para ajustar a economia.

E sempre com explicação, com leves variações, de que "os fundamentos da economia estão sólidos".

Pode ser que estejam falando uma outra língua. Mas, quando dá para entender o que dizem, se consegue perceber que a estabilização da instabilidade, se torna mais instável cada dia.

1) Inflacao em 5,5% e com expectativas crescentes em alguns miseros pontos percentuais realmente configura inflacao descontrolada. Iso mesmo, hyperinflation is always there lurking just around the corner...

2) O fato dos salarios estarem subindo de 8% a 12% nao quer dizer necessariamente que a taxa de desemprego esta abaixo da NAIRU. Prove isso. Voce sabe muito bem que diversos fatores explicam a evolucao dos salarios nominais...

3) Voce fugiu completamente do assunto.... Releia please... Mas mesmo dialogando como voce, o BC pode a qualquer momento explorar o trade-off de curto prazo e eh exatamente isso que o que ele esta fazendo neste momento... A nao ser que voce argumente que os agentes no Brasil ja se cansaram de ser iludidos monetariamente... Sera?

4) A relacao entre preco de commodities e taxa de cambio eh sim relevante. Sua estimacao, a qual ja li, esta corretissima. Os efeitos deste movimento sobre a evolucao do hiato nao foram ainda provadas por vc, justamente o que te perguntei... Com efeito, nem cambio nem termos de troca parecem influir significativamente (em termos estatisticos) sobre a evolucao do hiato. Essa eh a questao. Se voce esta certo, prove! Nao sou eu que devo provar que voce esta errado...

5) A USP continua muito boa, com senso critico suficiente para evitar que pessoas como voce saiam falando asneiras como se fossem verdades absolutas por ai...

1) inflação sob controle é inflação na meta, ponto final. Inflação que nao converge para a meta em 4 anos nao esta sob controle. É simples assim. Hiperinflacao é produto da sua imaginacaozinha,

2) Verdade: expectativas de inflação acima da meta também elevam os salários, mas aí votamos para o tópico (1), ie, inflação fora de controle

3) Dado o comportamento dos salário e das expectativas, além do excelente desempenho do crescimento, tudo indica que sim

4) leia de novo. Se a relação entre termos de troca e cambio esta correta, nao deve teoricamente haver relação entre TT e hiato, porque o cambio absorve o efeito dos TT. Macro aberta básica. Se preferir mande o email que eu mostro as equações.

5) You wish...

"O SENHOR, NUNCA PENSOU, NA HIPOTESE QUE INFLAÇÃO IMPLICA EM OFERTA FUTURA?"

Já cometi muita burrice na vida, mas esta em particular consegui evitar (assim como tratar "implicar" como verbo transitivo indireto).

1) "inflação sob controle é inflação na meta, ponto final". Beleza, temos uma nova definicao para estabilidade de precos. No caso do Brasil, com a inflacao rodando em torno de 5%, mas acima da meta, nao temos estabilidade... Nossa, genial, vc realmente acabou com a discussao...

2) "Expectativas de inflação acima da meta também elevam os salários". Verdade! Mas e poder de barganha, salario minimo, aumento de formalizacao, educacao... Isso tudo voce despreza em prol do que te favorece, ne? Prove o que diz, Alexandre, simples assim.

3) OK, voce acha isso, nao ha o que discutir. Mas, novamente, prove que a economia brasileira estaria no mesmo lugar em termos de crescimento caso a autoridade monetaria nao estivesse reduzindo os juros. Elabore seu contrafactual e prove! Dificil ne? Da uma preguica viver sem a Tatiana Pinheiro...

4) Pois bem, vamos passar da macro aberta basica para uma macro um pouco mais avancada. Por exemplo, segundo Broda (2004), em regimes de cambio fixo a absorcao dos efeitos de alteracoes nos termos de troca eh realizada principalmente pelo produto. Ja nos paises com regime de cambio flutuante, o efeito de variacoes nos termos de troca eh absorvido em parte pela propria taxa de cambio e em parte pelo PRODUTO. Ou seja, eh importante considerar que variacoes nos termos de troca possuem impacto sobre a demanda agregada, pois na pratica, poucos regimes cambiais sao considerados plenamente flutuantes. Em suma, prove o que diz (releia tudo e aceite criticas. Elas podem ser construtivas).

Um ponto importante é que a barrigada do PIB se deu com quase zero ociosidade. Me faz lembrar do Greenspan falando que tinha um juro só para lidar com diferentes "temperaturas" da economia. E ele sempre escolhia a menor temperatura...
Em relação à inflação em 2013, se os tradebles não serão a âncora como foram até agora por determinação da Fazenda, o trabalho sobrou para os administrados mesmo.

Alexandre Schwartsman (23/09/2012 às 09:23),
Sou leigo tanto em economia como em português, mas como venho a este blog mais para aprender sobre economia não vou implicar com você sobre a regência do verbo implicar no sentido de ter como consequência, mas ressalto que onde quer eu esteja prefiro o texto escorreito a um cheio de jaças e se pudesse não cometeria erros na minha redação.
Há um post que ainda se vê na primeira página do seu blog e intitulado “Proteção e o Asno de Buridan” de 12/09/2012 que foi para mim, como um leigo, uma aula excepcional. Pode ser que para os estudiosos de economia aquele seu post não traga nenhuma novidade. Para mim, entretanto, o post foi extremamente enriquecedor. Pode ser, entretanto, que como leigo eu tenho aprendido a lição errada. Repasso para você uma das lições que aprendi e gostaria de que confirmasse o meu aprendizado ou alertasse para o erro no meu entendimento.
Bem, pelo que eu entendi no que você disse lá no post “Proteção e o Asno de Buridan”, no ponto de equilíbrio tem-se a produção máxima ao preço mínimo e para aumentar a produção tem-se que aumentar o preço mínimo, ou seja, o aumento de preço, que imaginando em continuidade pressupõe inflação, é necessário para o aumento de produção. Entendimento que foi reforçado pelos comentários, mas que me parece ser uma ilação direta da seguinte frase pinçada do seu post “Proteção e o Asno de Buridan”. Disse você lá:
“Como pretendo mostrar, para aumentar a produção, objetivo último das medidas de proteção, os preços terão que subir”
Neste post “Tem, mas acabou” de 19/09/2012, o comentarista Anônimo em comentário de 22/09/2012 às 14:57 disse o seguinte:
“O SENHOR, NUNCA PENSOU, NA HIPOTESE QUE INFLAÇÃO IMPLICA EM OFERTA FUTURA?”
E repetindo também a sua resposta enviada domingo, 23/09/2012 às 09:23, transcrevo-a na parte da lição de economia a seguir:
“Já cometi muita burrice na vida, mas esta em particular consegui evitar”
Em meu entendimento o que você disse em “Proteção e o Asno de Buridan” está em conflito com o que você disse aqui neste post “Tem, mas acabou”, no que diz respeito a sua resposta para o comentarista Anônimo do comentário de 22/09/2012 às 14:57. Gostaria de saber se não houver esse conflito onde o meu entendimento ficou devendo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/09/2012

Alexandre Schwartsman (23/09/2012 às 09:23),
Sou leigo tanto em economia como em português, mas como venho a este blog mais para aprender sobre economia não vou implicar com você sobre a regência do verbo implicar no sentido de ter como consequência, mas ressalto que onde quer eu esteja prefiro o texto escorreito a um cheio de jaças e se pudesse não cometeria erros na minha redação.
Há um post que ainda se vê na primeira página do seu blog e intitulado “Proteção e o Asno de Buridan” de 12/09/2012 que foi para mim, como um leigo, uma aula excepcional. Pode ser que para os estudiosos de economia aquele seu post não traga nenhuma novidade. Para mim, entretanto, o post foi extremamente enriquecedor. Pode ser, entretanto, que como leigo eu tenho aprendido a lição errada. Repasso para você uma das lições que aprendi e gostaria de que confirmasse o meu aprendizado ou alertasse para o erro no meu entendimento.
Bem, pelo que eu entendi no que você disse lá no post “Proteção e o Asno de Buridan”, no ponto de equilíbrio tem-se a produção máxima ao preço mínimo e para aumentar a produção tem-se que aumentar o preço mínimo, ou seja, o aumento de preço, que imaginando em continuidade pressupõe inflação, é necessário para o aumento de produção. Entendimento que foi reforçado pelos comentários, mas que me parece ser uma ilação direta da seguinte frase pinçada do seu post “Proteção e o Asno de Buridan”. Disse você lá:
“Como pretendo mostrar, para aumentar a produção, objetivo último das medidas de proteção, os preços terão que subir”
Neste post “Tem, mas acabou” de 19/09/2012, o comentarista Anônimo em comentário de 22/09/2012 às 14:57 disse o seguinte:
“O SENHOR, NUNCA PENSOU, NA HIPOTESE QUE INFLAÇÃO IMPLICA EM OFERTA FUTURA?”
E repetindo também a sua resposta enviada domingo, 23/09/2012 às 09:23, transcrevo-a na parte da lição de economia a seguir:
“Já cometi muita burrice na vida, mas esta em particular consegui evitar”
Em meu entendimento o que você disse em “Proteção e o Asno de Buridan” está em conflito com o que você disse aqui neste post “Tem, mas acabou”, no que diz respeito a sua resposta para o comentarista Anônimo do comentário de 22/09/2012 às 14:57. Gostaria de saber se não houver esse conflito onde o meu entendimento ficou devendo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/09/2012

Felipe
Como uma forma de me redimir da duplicação do meu comentário, um tanto pelo desconhecimento do Firefox, lembremos de Carlos Drummond de Andrade e o poema “Mãos dadas” que este sim merece ser repetido. Diz o poeta itabirense:
“Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.”

A nossa equipe de governo é composta de homens do tempo presente e a equipe só poderá contar com essa espécie de homens. Não há porque buscar no passado longínquo o modelo para o mundo presente. Sou otimista e creio na evolução. Provavelmente a equipe de governo tenha visão semelhante. Eu entendo, entretanto, que haja os pessimistas de bons propósitos que vêem no passado a nossa glória. Eles não se pejam de imitar velhos centenários tristes com o futuro que se lhes apresenta e asseveram resoluto: “já não se arregaçam mangas como antigamente”.
Não creio, entretanto, que o governo se vá deixar conduzir por essa leva de idéias que devem ser vistas pelos membros do governo como idéias talvez até corretas, mas anacrônicas.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/09/2012

Assim não dá! Tô com cãibra no dedo de scroll down! Faça uma escolha entre concisão e conteúdo, ou, não podendo fazê-lo por razões óbvias, seja conciso! Isso é que é esgotar um debate.

Alexandre Schwartsman,
O artigo "Stanley Fischer, economista" de Antonio Delfim Netto, hoje, terça-feira, 25/09/2012, no Valor Econômico, é muito bom.
Tivesse tempo eu buscaria algum artigo de Elio Gaspari ali em 1999 criticando as receitas que Stanley Fischer dera para o Brasil quando do início do Plano Real. Não tenho Elio Gaspari em boa conta depois da história de Joãozinho Trinta e nem ele me parece ser referência para discussão econômica, mas essas críticas são válidas para evitar que se transforme um bom economista como Stanley Fischer em o supra sumo da doutrina econômica.
Deixo o link do artigo de Antonio Delfim Netto no blog de Sergyo Vitro Conteúdo Livre. No site do Valor Econômico normalmente o artigo só é acessível na íntegra para assinantes. O endereço do artigo "Stanley Fischer, economista" é:
http://sergyovitro.blogspot.com.br/2012/09/stanley-fischer-economista-antonio.html
O que vale mesmo é o texto de Stanley Fischer e o endereço para todo o volume com o conteúdo do simpósio comemorando os 50 anos do Banco Central da Austrália e onde consta um painel com Stanley Fischer e para o qual Antonio Delfim Netto fez um resumo é:
http://www.rba.gov.au/publications/confs/2010/conf-vol-2010.pdf
Antonio Delfim Netto faz o resumo dos quatro itens que Stanley Fischer analisou na apresentação dele. O segundo item que em inglês intitula-se "1.2 Long-run and short-run trade-offs" trata exatamente de parte da discussão deste post "Tem, mas acabou".
Fica um pouco extenso o meu comentário e há o resumo de Antonio Delfim Netto, mas vale bem transcrever a seguir o original da análise de Stanley Fischer no item 2 sobre o trade-off. Diz ele lá:
"To a first approximation the long-run Phillips curve is vertical, and there is no long-run trade-off between inflation and output, and/or unemployment. More than once it has been argued that because there is no long-run trade-off, monetary policy should not be used to try to affect both output and inflation in the short run.
This argument is invalid unless there is no short-run trade-off – a position that was argued early in the development of the rational expectations approach to monetary policy. But that is generally not correct, except perhaps in a hyperinflation.
The truth is that the long run is a succession of short runs, and that at every moment the central bank has to take the short-run trade-off into account.
How to combine the no-long-run trade-off view with the existence of a short-run trade-off? The best way devised so far is the flexible inflation-targeting approach. The RBA’s version is that it should aim to attain the inflation target on average over the cycle, which is analytically clear, but may be practically hard to define in a country that has not suffered a recession for almost two decades. An alternative version, adopted by most inflation-targeting central banks, is that they should operate in a way that when inflation diverges from target, policy should aim to bring it back to target over the short run, typically defined as one to two years".

Bons textos ao alcance de leigos são raros. E Antonio Delfim Netto tem um olho clínico para os descobrir. E há mais de 20 anos eu tenho encontrado nos artigos dele as indicações das melhores leituras para mais bem compreender a realidade econômica.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 25/09/2012

Parece q nosso colega da usp fez o rabino alex se calar! Sera?

"1) "inflação sob controle é inflação na meta, ponto final". Beleza, temos uma nova definicao para estabilidade de precos. No caso do Brasil, com a inflacao rodando em torno de 5%, mas acima da meta, nao temos estabilidade... Nossa, genial, vc realmente acabou com a discussao..."

Não, temos uma definição sobre o que é controle: se te pedem para dirigir um carro a 50km/h e você está a 70km/h e acelerando você está controlando o carro?

2) "Mas e poder de barganha, salario minimo, aumento de formalizacao, educacao."

Educação faz o ritmo de crescimento dos salários sair de 6% para 12% ao ano em 18 meses? Tem uma revolução em educação ocorrendo e ningúem nos avisou...

3) A Tati faz falta mesmo, mas não para este contrafactual: basta olhar as expectativas e o comportamento dos salários...

4) E um BC que "lean against the wind" não faz nada nesta situação, não?


"Parece q nosso colega da usp fez o rabino alex se calar! Sera?"

Estava precisando de atenção, né? O pessoal da USP não te deu carinho?

A politica de salario minimo e os reaJustes do funcionalismo nao devem ter absolutamente nada a ver com o aumento dos salarios. Com certeza o q explica essa elevacao e apenas um excesso de demanda no mercado de trabalho devido ao crescimente da economia acima do potencial...Quanta apelacao!

O desmereço na mínima histórica nao tem qualquer impacto sobre salários e nao reflete PiB acima de potencial né? E sou eu quem apelo?

"O" Anonimo (quinta-feira, 20/09/2012 às 19:58),
Minha justificativa para imaginar que o Regime de Metas de Inflação fora adotado para garantir ao investidor um juro maior do que a inflação e que coloquei em meu comentário enviado quinta-feira, 20/09/2012 às 21:25, para você, tinha como referência algum artigo que eu havia lido dizendo que o retorno da taxa de juros na Inglaterra (Eu imaginava que a taxa mencionada fosse a Libor) havia sido menor do que a taxa de inflação dentro de determinado período.
Na época do meu comentário de quinta-feira, 20/09/2012 às 21:25, eu não tinha a menor idéia de onde lera a notícia sobre o ganho da inflação sobre o retorno dos títulos públicos na Inglaterra (ou da Libor) e não perdi tempo em pesquisar. Recentemente eu li no blog de Nicholas Gregory Mankiw uma referência a um erro da revista The Economist. A informação estava no post “Fact checking The Economist” de domingo, 27/10/2013 (No seguinte endereço: http://gregmankiw.blogspot.com.br/2013/10/fact-checking-economist.html), e se referia ao artigo “Buttonwood - Where there’s money, there’s risk” de terça-feira, 19/10/2013, e que pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.economist.com/news/finance-and-economics/21588124-events-america-show-no-asset-copper-bottomed-where-theres-money-theres/
No post “Fact checking The Economist”, Nicholas Gregory Mankiw corrige os cálculos da revista The Economist que constatara uma perda de 2% ao ano que um investidor tivera se aplicara em títulos do governo no período de 1946 a 1980. Segundo Nicholas Gregory Mankiw, uma perda de 2% ao ano durante 35 anos não corresponderia a 91% como calculara a revista The Economist no artigo “Buttonwood - Where there’s money, there’s risk”, mas a 49%.
A revista The Economist têm feito artigos não muito acertados sobre o Brasil há um bom tempo e recentemente no post “Os frutos do descaso” de quarta-feira, 09/10/ 2013, e que fora publicado no jornal Folha de S. Paulo em 02/10/2013, Alexandre Schwartsman aproveitara para comentar a reação do governo brasileiro à reportagem intitulada “Brazil’s future – Has Brazil blown it?” de sábado, 28/09/2013, e que pode ser vista no seguinte endereço:
http://www.economist.com/news/leaders/21586833-stagnant-economy-bloated-state-and-mass-protests-mean-dilma-rousseff-must-change-course-has falar sobre este erro
O título e o subtítulo da reportagem da revista The Economist “A stagnant economy, a bloated state and mass protests mean Dilma Rousseff must change course” e a fotomontagem apresentada no início da reportagem e que contrastava com outra reportagem da revista The Economist “Brazil takes off” de 12/11/2009 (O endereço é: http://www.economist.com/node/14845197), onde se via em fotomontagem o Cristo Redentor decolando e dando a entender que a economia brasileira ia crescer, mostram avaliações desencontradas sobre o futuro do Brasil em um curto espaço de tempo e dão bem idéia de como é comum os erros na revista, e que não se deve tomar ao pé da letra o que ela diz.
No caso da reportagem “Buttonwood - Where there’s money, there’s risk” já com a correção do Nicholas Gregory Mankiw, os dados da revista The Economist, em meu entendimento, corroboram a minha justificativa para que se possa mais bem entender a razão para a introdução do Regime de Metas da Inflação na Inglaterra.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 10/11/2013